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Archive for março \31\UTC 2010

Antes de chegar ao ponto que quero, é preciso relembrar alguns fatos e contextualizar a situação: desde que resolveu investir eu seu moderno novo estádio, o Arsenal mudou sua política de contratações.

Obrigado a contratar só revelações e sem poder segurar seus craques já prontos, o time ficou sem titulos nos últimos anos. Só que pelo menos a parte de achar novos talentos foi bem comandada pelo técnico Arséne Wenger.

O problema é que todos esses jovens pareciam nunca crescer. Sobrava qualidade, mas faltava maturidade para eles. E o Arsenal virava um time que só jogava bonito, mas não conseguia ganhar os grandes jogos…

Agora sim chegarei ao ponto que eu queria, pois assim que começou o jogo contra o Barcelona, nesta quarta, achei que o filme se repetiria: o time espanhol marcou os Gunners sob pressão e intimidou os “meninos”. Fez 2 gols no segundo tempo e quase decidiu o duelo.

Só que um sinal de maturidade pode ter acontecido: com gols do prodígio Walcott e do excelente Fàbregas, o Arsenal mostrou que já pode ser um homem maduro e pronto para dar um passo adiante.

A situação ainda é totalmente favorável para o Barcelona, que levou uma boa vantagem pra casa e tem um time acostumado a levantar trofeus. Mas é melhor não duvidar que o Arsenal, enfim, vai mostrar que realmente cresceu. Esse é o ponto!

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As recentes polêmicas entre Petkovic e Flamengo trouxeram à tona uma velha ideia surgida após o Brasileirão 2009, quando os “vovôs” estiveram em alta por causa do sucesso do sérvio. Nesse momento, vários outros times apostaram alto em quem já estava pensando em se aposentar.

Só que agora é hora de conferir como eles estão. Alguns deram certo, outros não. Relembremos:

Dodô (Vasco), 35 anos

Já viveu todos extremos possíveis, do céu ao inferno em poucos meses. Com a mudança de treinador, pode ser que o time evolua e ele volte a brilhar, mas ainda é uma grande incógnita no time cruzmaltino

Edílson (Bahia), 39 anos
O “capetinha” não joga com frequência no time, sendo poupado às vezes pelo técnico Renato Gaúcho. O tricolor está bem no estadual, mas, quando ele entra em campo, é discreto: fez só 1 gol, contra o Feirense, em oito jogos.

Giovanni (Santos), 38 anos
Há quem garanta que a sua presença no elenco santista seja importante, pois ele aconselha os novos “meninos da Vila”. Mas o fato é que, em campo, o “Messias” não tem contribuído em nada para o sucesso do Peixe e só fez 1 gol até agora.

Juninho Paulista (Ituano), 37 anos
Dirigente e jogador, o meia tem visto seu time sofrer no Campeonato Paulista. O Ituano está na luta contra o rebaixamento, apesar do veterano ter contribuído com um gol e algumas boas atuações, como contra o Palmeiras.

Marcelinho Paraíba (São Paulo), 34 anos
Chegou com moral no tricolor paulista, para ser titular mesmo. Entretanto, não rendeu o esperado e agora nem costuma sair do banco de reservas. Nem é sombra do jogador que fez sucesso pelo São Paulo em um passado distante.

Roberto Carlos (Corinthians), 36 anos
Começou extremamente mal, indisciplinado e lento. Agora tem melhorado, feito gols e já há até quem peça por ele na Seleção de volta. Trata-se de um exagero, mas o fato é que ele pode ter sido uma grande contratação corintiana.

Sávio (Avaí), 36 anos
Demorou para estrear no Leão da Ressacada, que tem tropeçado um pouco no Catarinense. Mas já virou titular absoluto do ataque e o time tem evoluído aos poucos. Pode ser útil para o Brasileirão 2010.

Viola (Brusque), 41 anos
O time é fraco demais e só luta contra o rebaixamento no Catarinense. Mesmo com esse problema e com dificuldades por lesões, o tetracampeão já fez 6 gols e tem ajudado bastante o seu time. Ele também despertou o interesse do Londrina, que pretende contratá-lo em breve.

Esqueci de alguém?

Enfim… como é possível perceber, o “efeito Petkovic” não tem sido exatamente benéfico para os clubes. A temporada está só começando, mas poucas situações mudarão daqui pra frente. Fica a lição para o Flamengo e para quem mais pensava em aderir à essa “moda”!

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É comum ouvir de gente mal informada os seguintes comentários: “só o Campeonato Brasileiro tem emoção” ou “o futebol europeu é muito chato”. São frases vazias e que viraram ainda mais absurdas recentemente.

Explico: os 4 principais campeonatos europeus – Inglês, Espanhol, Italiano e Alemão – prometem muita briga boa para as últimas rodadas. Sem falar de competições piores, como o Francês, Holandês e talvez até o Português, que também serão bastante disputados.

Seguem meus breves comentários sobre eles e alguns palpites. Afinal, não é fácil arriscar em meio a tanta igualdade, mas ficar em cima do muro não é meu direito neste blog:

Campeonato Inglês
A diferença entre Manchester United, Chelsea e Arsenal é de apenas 4 pontos, faltando 6 jogos para cada. O time azul de Londres liderou boa parte da competição, mas, por lesões e questões táticas, caiu de produção.

Enquanto isso, no ritmo de Rooney, os Red Devils assumiram a liderança e seguem em alta, com um futebol extremamente competitivo. Só que ainda precisam manter a atenção com o Arsenal, time que já vacilou demais em grandes jogos e sempre sofre com as lesões de seus atletas, mas tem um elenco forte e joga bonito.

Palpite: Manchester United campeão

Manchester United campeão
Essa cena já virou rotina na Inglaterra. Continuará tudo assim?

Campeonato Espanhol
A boa e velha briga entre Barcelona e Real Madrid está incrível: os dois times estão empatados com exatos 74 pontos.

É claro que o Barça, por ter um time mais pronto e contar com Messi em fase extraordinária, aparece como favorito para disparar em breve.

Só que o Real não disputa mais a Liga dos Campeões, está totalmente concentrado no Espanhol e já arrumou soluções para problemas graves do início de temporada. Ainda faltam 9 jogos e muita coisa pode acontecer.

Palpite: Real Madrid

Campeonato Italiano
Era o campeonato europeu mais decidido até outro dia, mas a Inter, de José Mourinho, vacilou e agora vê Roma e Milan em busca do título.

O time da capital italiana tem impressionado com uma recuperação brilhante em 2010. Com De Rossi e Pizarro em boa fase, Ranieri colocou seus jogadores apenas um ponto atrás da Inter.

O Milan ainda é um time cheio de problemas que não serão facilmente resolvidos pelo seu inexperiente técnico. Mesmo assim, a camisa ainda pode pesar e o talento de Ronaldinho Gaúcho é um ponto forte para o time subir na tabela, mas só se seus adversários vacilarem muito.

Palpite: Inter de Milão

Inter de Milão campeã
Já na Itália essa é a cena que virou rotina. E nada deve mudar…

Campeonato Alemão
Só 5 pontos separam o líder, Schalke 04, do 3º lugar, Bayer Leverkusen. Entre eles, há o poderoso Bayern de Munique. Aqui é a competição mais difícil de palpitar e só faltam 6 rodadas para o fim.

Ultimamente tem acontecido muitas mudanças no topo da tabela e a queda do Bayer foi forte. Enquanto isso, sob o comando do ótimo técnico Felix Magath, o Schalke arrancou na tabela e se aproximou do título.

Entretanto, é preciso respeitar a grandeza do Bayern de Munique, que, mesmo sem um time tão brilhante e com um técnico controverso – Louis van Gaal, que barrou Lúcio no seu elenco -, é extremamente competitivo.

Palpite: Schalke 04

Sem me prolongar ainda mais, ficam meus outros palpites: Bordeaux consegue o bicampeonato na França, o bem reforçado Twente leva na Holanda e o “sul-americano” Benfica se consagra em Portugal.

E tudo isso sem deixar de lado grandes emoções, que definitivamente não estão guardadas só para o Brasileirão 2010.

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O Opiniões em Campo completa 1 ano de vida nesta terça-feira, mas não há comemoração. Isso por causa do luto pela morte de Armando Nogueira, um dos principais comentaristas esportivos de todos os tempos.

Incapaz de fazer uma homenagem que seja digna a ele, preferi recomendar os 5 melhores posts de jornalistas que louvaram o Mestre botafoguense. Vejam:

  • Alberto Helena Jr. conta uma história de Armando e, com um texto lúdico, comenta como ele sempre preferia esse jeito lúdico de narrar os fatos. Clique aqui e leia mais.
  • Gustavo Hofman lembra das lições que aprendeu com Armando e orgulha-se de ter virado jornalista no tempo das crônicas do Mestre. Clique aqui e leia mais.
  • Gustavo Poli destaca uma das maiores qualidades de Armando:  a de transformar notícias em literatura e fazer disso um legado. Clique aqui e leia mais.
  • Lédio Carmona agradece os ensinamentos de Armando e destaca frases excelentes do jornalista e comentarista. Clique aqui e leia mais.
  • Marcelo Barreto relata histórias muito engraçadas de improvisos feitos por Armando na televisão. Clique aqui e leia mais.

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Intervalo de jogo

Calma, o Opiniões em Campo não acabou. Longe disso!

Só ficou parado na última semana por um nobre motivo: o blog comemora 1 ano de vida na semana que vem, dia 30 de março, e promete voltar com algumas novidades.

Não vou prometer nada por enquanto, mas é certo que a partir dessa data as atualizações voltarão a ter a mesma frequência de antes. E com mudanças para melhor, é claro.

Foi um ano de muita evolução e crescimento, mas o importante é que seja melhor daqui pra frente. E será.

Enquanto isso, alguns comentários ainda serão feitos no twitter do Opiniões em Campo. É possível visualizá-lo no menu do lado direito ou acessá-lo clicando aqui.

Até breve!

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As discussões sobre a ida ou não de Ronaldinho Gaúcho para a Copa do Mundo já cansaram. De tão especulado agora, o tema virou capa das duas melhores revistas de futebol do Brasil. E o mais curioso: de formas BEM diferentes.

Em fevereiro, a Placar foi às bancas com a reportagem que chamava Ronaldinho de “o fantasma de Dunga”. Nela, a informação era contundente: o atacante do Milan vai jogar a Copa, de acordo com as fontes de Arnaldo Ribeiro, Bernardo Itri e Ricardo Perrone, que assinam o texto.

Já a opinião da ESPN é outra. Neste mês de março, Caio Maia, em um texto de críticas pesadas (e nem sempre justas) contra Dunga, diz que Ronaldinho não irá à Copa. “Nem se fizer quatro gols por jogo até o dia da convocação”.

"Ele tem que ir... mas não vai"
“Ele tem que ir… mas não vai”, decreta a ESPN de março

Aqui não há exatamente uma informação, e sim uma tese. Tudo se explica por causa dos critérios do técnico da Seleção, que são detalhados na reportagem. Ou seja, a ESPN entende que, com um grupo fechado e cheio de jogadores de confiança, não há espaço para que Ronaldinho vá à Africa do Sul.

Agora cabe a cada um acreditar no que quiser. Eu já comentei aqui e repito: não creio na convoncação do Gaúcho e nem é pelos argumentos de Caio Maia. Ronaldinho teve muitas atuações apagadas com a amarelinha e é isso que o barrará na lista de Dunga. Respeito, mas não concordo com esse critério.

No mais, só me resta torcer para que a Placar esteja certa. E é isso que farei: torcer apenas. Discutir essa questão já cansou… ponto final aqui.

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Nada como um jogaço como Santos 3 x 4 Palmeiras para render boas discussões táticas e levantar até outras questões que vão além disso.

Entre os comentaristas esportivos, teve muita gente que preferiu não analisar esquemas e justificou a derrota do Peixe por questões psicológicas (PVC), más atuações individuais (Benjamin Back) e até porque o sucesso teria subido na cabeça dos jogadores (Gustavo Hofman).

Mas também teve quem optou por uma visão mais tática do jogo. O esquema ofensivo do Santos, no 4-3-3 com dois meias ofensivos, gera discussões sobre como Dorival Jr. deve escalar o time daqui pra frente.

De um lado, não faltou quem criticasse a ousadia tática do técnico santista. “Acho que o Santos carece de consistência no meio-campo e de uma zaga melhor”, argumentou Cassiano Gobbet.

“Ter apenas um jogador para marcar no meio é pouco. Talvez um outro volante ou até um terceiro zagueiro, dependendo da situação, possam ajudar”, pediu Lédio Carmona. A “segurança defensiva” também foi citada por Paulo Calçade.

Outros veem a situação de forma diferente e aceditam que, apesar da derrota, o time pode jogar assim futuramente. André Rocha, por exemplo, escreveu que “o 4-3-3 ultraofensivo é mais que viável, porém o time santista precisa saber manter a bola no ataque afastando o oponente de sua própria área”.

Vitor Sérgio completou: “Fica claro que o Santos pode vencer e conquistar títulos priorizando o ataque. Mas para isso precisa jogar “pro gol” os 90 minutos”.

Eu prefiro ficar com a primeira turma citada, pois acredito que um volante a mais deveria ser encaixado nesse time, no lugar de Marquinhos, sem problema algum. Mas o importante mesmo é valorizar a grande partida que o Santos fez contra o Palmeiras. Como Lédio escreveu, trata-se de um jogo que “merecia virar DVD”.

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