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Archive for junho \30\UTC 2010

A Espanha não pode se iludir com a vitória por 1 a 0 diante de Portugal. Contra um time extremamente recuado, a equipe de Vicente Del Bosque mostrou defeitos táticos, estratégicos e erros em sua escalação. Mesmo assim, venceu. O que não significa que está tudo bem…

O principal defeito não é difícil de enxergar: o time é torto. Com Villa aberto na ponta esquerda, falta alguém que jogue pela direita. Apenas o lateral Sergio Ramos tenta atacar por ali, mas o apoio não é sua principal virtude. Iniesta também ajuda, mas sua tendência é de fechar pelo meio. Veja o mapa de como se posicionaram os espanhóis no 1º tempo do jogo desta terça:

Enquanto Villa (7) cria pela esquerda, há um buraco quase sem ninguém na ponta direita, poucas vezes ocupado por Iniesta (6)
Enquanto Villa (7) cria pela esquerda, há um buraco quase sem ninguém na ponta direita, poucas vezes ocupado por Iniesta (6)

Não é à toa que as estatísticas da Fifa comprovam: a Espanha é o time classificado para as quartas que mais ataca pela esquerda – 23 vezes na Copa. Como resolver isso? Aí começa uma discussão sobre escalação…

Jesús Navas, Mata, David Silva ou até Pedro poderiam ser escalados para jogar pela ponta direita, mas… quem sairia para eles entrarem? Seguestão: com a saída do Busquets, por exemplo, o time ainda poderia resolver outro problema: o excesso de lentidão que tem feito a Espanha sofrer contra retrancas, como aconteceu diante da Suíça também.

Manter Fàbregas no banco de reservas é outro problema. O meia do Arsenal é outra opção para entrar na vaga de Busquets, o que avançaria o time e faria com que, automaticamente, Iniesta se deslocasse com mais frequência pela direita.

Outra mudança na escalação já muito discutida pela própria imprensa espanhola é a troca de centroavante: entraria Llortente e sairia Fernando Torres, já que este tem decepcionado, até por conta de seus problemas físicos.

Dessa forma, só dá pra concluir que a Espanha precisa mudar. Afinal, todas as dificuldades enfrentadas pela seleção contra Portugal serão repetidas nas quartas de final. O Paraguai vai recuar e esperar a subida adversária para só então contra-atacar.

Vicente Del Bosque tem duas opções para alterar esse cenário: perceber os problemas citados acima e mexer no time ou seguir iludido e ver a Espanha sofrer novamente. É difícil demais acreditar em vitória paraguaia, mas a Fúria precisa acordar e melhorar desde já, pois tem várias opções para arrumar essa equipe e brigar pelo título da Copa.

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Foi assunto de um post específico neste blog: antes da Copa de 2010 começar, perguntei se o Brasil seria hexacampeão e respondi com análise e palpite “o Brasil não vai fazer feio, mas deve cair nas quartas de final, diante de seus adversário mais provável nessa etapa, a Holanda”. Agora o confronto está desenhado. Resta saber se o chute será certeiro…

Não é nada difícil imaginar a cena: Sneijder descola um de seus típicos lançamentos milimétricos e coloca a Jabulani com precisão na ponta direita. Lá está Robben, que domina perfeitamente a xingada e maltratada bola. Ele vê que o marcador à sua frente não é dos melhores, finge que vai para a direita, corta para a esquerda e acerta o chute com precisão. Gol da Holanda contra o Brasil nas quartas de final da Copa!

É o principal perigo que a equipe de Dunga vai correr nas quartas: o duelo entre Robben e Michel Bastos chama a atenção pela enorme disparidade entre o talento de um e a incapacidade defensiva de outro. Vários comentaristas como Maurício Noriega, Mauro Cezar Pereira e André Rocha , por exemplo, alertaram para essa jogada.

Porém, como destacou Caio Maia, a análise não pode parar por aí, afinal existirão outros duelos em campo. “E Maicon x Van Bronckhorst? E Kaká x Van Bommel? Luis Fabiano x Mathijsen?”. Aí o Brasil ganha, óbvio. Além disso, a entrada forçada de Josué ou Felipe Melo no lugar de Ramires, suspenso, pode melhorar o cerco da defesa brasileira a Robben, cada vez mais candidato a ser eleito um dos melhores jogadores do mundo na temporada.

O fato é que a Holanda não tem brilhado tanto quanto se esperava e até aqui provou que conta mais com a individualidade de seus ótimos atletas do que com um jogo coletivo bem treinado. Ao contrário do Brasil, que, mesmo sem 1 ou 2 craques em destaque por enquanto, mostrou que sabe fazer tabelas rápidas no ataque e exibiu sua tradicional segurança defensiva.

Ainda não mudo meu palpite lançado antes da Copa e relembrado no primeiro parágrafo deste texto. Mas a convicção já não é mais a mesma. A única certeza de fato está no começo da frase: “o Brasil não vai fazer feio”. Aposto!

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O que pior poderia acontecer para a Copa do Mundo de 2010 seria um confronto entre Alemanha e Argentina nas quartas de final. Por causa dos erros de arbitragem deste domingo? Jamais! Já quase não acredito mais que a Fifa vá acordar para sanar esse tipo de problema…

Polêmicas à parte, as duas seleções mereceram suas vitórias nas oitavas. O problema é saber que agora certamente uma delas vai ser eliminada tão precocemente. Isso elas não mereciam!

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. É pra marcar na agenda! É a data em que Alemanha e Argentina devem fazer uma grande partida na Cidade do Cabo.

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. Será o duelo de jovens gerações. Será o confronto de um time mais coletivo contra outro mais individual. Será a reunião de 5 títulos mundiais em campo.

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. Que não haja gols mal invalidados ou impedimentos não marcados! Mas que sobrem chutes precisos de fora da área ou contra-ataque mortais!

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. Será a disputa tática entre equipes que isolam seus centroavantes no ataque, mas nem por isso são pouco ofensivas. Muito pelo contrário…

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. É uma pena, mas uma das melhores seleções da Copa de 2010 será eliminada. Não será uma final antecipada, mas ambas tem condições de estar na decisão. Resta saber qual seleção seguirá na briga por isso.

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. Dia de Özil, Müller, Schweinsteiger e companhia? Ou dia de Messi, Tévez, Higuaín e companhia? Eu já marquei na agenda. E você?

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Estados Unidos 1 x 2 Gana foi um jogo incrivelmente equilibrado. Uma das melhores partidas da Copa, sem dúvidas. A equipe africana saiu com a vitória por 2 a 1 e uma das explicações para isso é bem simples: o preparo físico dos ganenses fez a diferença.

Para perceber isso basta lembrar da fase de grupos: os Estados Unidos saíram duas vezes atrás do placar – contra Inglaterra e Eslovênia – e tiveram que correr atrás do resultado. De forma competente, conseguiram.

Mas a consequência disso ficou evidente neste sábado, contra Gana. Uma hora o heroísmo acabou por falta de energia, afinal futebol não é Hollywood, em que os mocinhos parecem infalíveis e eternos.

O jogo entre EUA e Gana foi para a prorrogação e claramente faltou pernas para Donovan e companhia. Faltou gás para correr atrás de Gyan. Faltou oxigênio para ser mais criativo e tentar algo além de cruzamentos em busca do empate.

Vale recordar também que o último jogo de Gana na primeira fase foi contra a Alemanha, em uma partida na qual as duas equipes jogaram com um ritmo lento no 2º tempo, já que estavam mais preocupadas com o que acontecia no duelo entre Austrália e Sérvia. Sendo assim, era normal que os ganenses sobrassem fisicamente em campo contra os EUA.

Agora a situação se inverteu: com 30 minutos disputados a mais, Gana vai enfrentar um Uruguai mais inteiro nas quartas de final. A missão normalmente já seria difícil para os africanos. Com esse cenário, a possibilidade da Celeste voltar às semifinais de uma Copa do Mundo só aumentam.

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A Copa do Mundo de 2010 está repleta de destaques e craques que estão cada vez mais próximos da consagração. Mas teremos tempo para falar deles depois, afinal todos ainda precisam provar que são grandes no mata-mata.

O que dá para comentar por enquanto é que também não faltam grandes fiascos. Ou seja, jogadores de grande qualidade, que estavam sob enorme expectativa, mas já foram eliminados e pagaram micos diante de zebras na África do Sul. Os principais são…

1º) Ribéry (França)
Vice-campeão na Copa de 2006, o meia-atacante do Bayern de Munique tinha que ser protagonista dessa vez e naufragou junto com toda a crise ridícula da seleção francesa.

2º) Cannavaro (Itália)
Campeão e capitão na Copa de 2006, desta vez não foi nem sombra do que se viu em gramados alemães. A idade realmente pesou para ele nesta temporada e é impossível não culpá-lo pela eliminação da Itália após tantos erros.

3º) Evra (França)
Sua presença nessa lista se deve menos pelo que ele (não) fez em campo, mas principalmente pela sua postura como capitão fora dele: tem culpa por grande parte da confusão francesa e não conseguiu ser uma liderança para o elenco.

4º) Eto’o (Camarões)
A campanha de Camarões só não foi pior que a da Coreia do Norte. Por saldo de gols! Não era uma equipe tão ruim para passar por isso. Então o capitão, craque e líder tem que ficar com quase toda a culpa pelo fracasso.

5º) Anelka (França)
Fez uma temporada de sucesso pelo Chelsea e chegou com moral para a Copa. Mas no final exibiu seu péssimo temperamento de sempre, desencandeou de vez a crise na França e ainda foi cortado da Copa antes do último jogo.

"Vai tomar no cu, seu filho da puta!". Pelo menos Anelka proporcionou uma capa histórica ao L'Equipe
“Vai tomar no cu, seu filho da puta!”. Pelo menos Anelka proporcionou uma capa histórica ao L’Equipe

6º) De Rossi (Itália)
Poderia dar um toque de qualidade técnica ao meio-campo italiano, mas só conseguiu trazer truculência e erros de passes – especialmente aquele contra a Eslováquia, que iniciou a eliminação da Azzurra. Não pode ficar queimado por isso, mas corre esse risco…

7º) Gourcuff (França)
Apesar do fracasso no Milan, eu ainda acreditava no talento de Gourcuff. Ele sabe jogar. Mas some em campo. Pior: foi acusado de ser o pivô de brigas internas e ainda saiu expulso no último jogo. Agora eu já desisti dele. Quem ainda vai apostar?

8º) Vidic (Sérvia)
A Sérvia poderia ter superado Gana tranquilamente no grupo D e se classificado. Mas, com as atuações ruins do bom zagueiro do Manchester United, ficou difícil. É um dos principais jogadores da equipe e automaticamente virou um dos maiores responsáveis por essa decepção.

9º) Kalou (Costa do Marfim)
O grupo G não era fácil e a contusão de Drogba ainda piorou as coisas. Mas esperava-se que a maturidade de Kalou, exibida em sua boa temporada pelo Chelsea, pudesse ajudar Costa do Marfim a superar esses problemas. Longe disso: o atacante mais atrapalhou e virou reserva na última rodada.

10º) Bendtner (Dinamarca)
É preciso lembrar que ele sofreu com uma lesão às vésperas da Copa, mas jogou desde a primeira partida e não fez praticamente nada para que a Dinamarca se salvasse. Só mostrou que não é confiável…

11º) Pienaar (África do Sul)
É o melhor jogador da seleção do país sede, mas não conseguiu evitar a tristeza sul-africana. Pienaar pareceu sempre mal posicionado e campo e pouco à vontade em sua função. Parreira pouco fez para mudar isso e a decepção só se agravou durante a Copa.

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Infelizmente acabou a divertida e cheia de jogos 1ª fase da Copa do Mundo. Mas felizmente vai começar o mata-mata das oitavas de final. Os confrontos foram definidos de forma interessante e agora é tudo ou nada.

Como escrevi no twitter do blog, poucos jogos das oitavas de final serão tão desequilibrados quanto Brasil x Chile. Talvez Argentina x México. Talvez Holanda x Eslováquia. Talvez!. É isso… mas vamos às análises jogo por jogo:

Uruguai x Coreia do Sul
A Celeste conseguiu se arrumar durante a Copa e me surpreendeu. Admito que não esperava pelo sucesso de Forlán e companhia. Já a classificação sul-coreana foi normal, dentro das limitações de uma equipe asiática que mostrou ter algum talento. É um duelo equilibradíssimo, mas não convém desacreditar na tradição uruguaia novamente. Palpite: Uruguai

Estados Unidos x Gana
A festa norte-americana por uma vitória no “soccer” foi impressionante, uma das melhores cenas da Copa até agora. Mas a força africana é capaz de frear essa empolgação da equipe de Bob Bradley. Com o apoio da torcida e bons jovens talentos, Gana me convenceu que pode ser uma zebra. Palpite: Gana

Argentina x México
Os mexicanos fizeram bonito. Após o jogo contra a França, fiz post aqui, me empolguei e no twitter até mudei aquele velho ditado sobre eles. Mas dessa vez não terá jeito. Até podem jogar como nunca, mas vão perder como sempre. A eliminação virá diante de uma Argentina com cara de campeã. Palpite: Argentina.

Alemanha x Inglaterra
É o grande confronto dessa fase, mas com ressalvas, já que as duas seleções decepcionaram na fase de grupos em algum momento. O English Team pareceu um pouco pior, mas tem mais capacidade de crescer na hora decisiva. Palpite: Inglaterra.

Holanda x Eslováquia
Os eslovacos mostraram ao mundo seus jovens que já vinham se destacando nos clubes da Europa, mas terão que se contentar com isso. O retorno de Robben aos poucos fará da Holanda outro equipe. Até o brilho vai aparecer agora. Palpite: Holanda.

Brasil x Chile
A principal esperança chilena está no banco de reservas: Marcelo Bielsa pode fazer uma de suas loucuras e vencer Dunga de alguma forma. Fora isso, time por time e principalmente pela característica chilena de ir pro ataque, fica difícil não imaginar uma vitória brasileira. Palpite: Brasil.

Paraguai x Japão
Defesa eficiente, mas que precisa ser mais testada. Meio-campo esforçado e só. Jogadores ofensivos que carregam o sucesso da equipe nas costas. Trata-se de uma definição que serve tanto para Japão quanto para Paraguai. Sendo assim, prefiro apostar em Valdez, Barrios e Santa Cruz. Palpite: Paraguai.

Espanha x Portugal
Difícil, difícil… jogo tenso! O favoritismo tende a ser da Espanha, mas Carlos Queiroz tem feito um bom trabalho e pode surpreender. Como a Fúria tem mais condições de evoluir, fica mais fácil apostar nela. De qualquer forma, o fato é que qualquer resultado é cabível aqui. Palpite: Espanha.

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Não faltam jeitos de tentar explicar a elminação vergonhosa da Itália na Copa do Mundo de 2010. Concordo com quase tudo que foi escrito… O óbvio é acusar Marcello Lippi pelo fracasso. O próprio técnico admitiu toda a culpa após o jogo.

Como Lédio Carmona escreveu, Lippi “apostou no que não tinha mais futuro” desde a convocação. Pior: durante o jogo, ficaram evidentes falhas táticas na defesa, como bem enxergou Vitor Birner. E as mudanças também falharam, pois “não fizeram a equipe jogar de forma ofensiva”, como observou PVC.

Algumas análises foram mais simplistas e diretas ao ponto, mas nem por isso menos verdadeiras: “na verdade, esse time italiano é muito fraco”, resumiu Alberto Helena Jr. Outros foram mais longe: “o fracasso da Itália reflete o que o país é hoje no futebol”, comentou Cassiano Gobbet acertadamente. Teve até quem dissesse que a Itália não é uma “seleção grande”, como Caio Maia – neste caso eu discordo, claro.

Itália do futuro
Se só pode sentir vergonha do seu presente, por outro lado, a Itália tem como esperar algo do seu futuro. Diferentemente do que escreveu Lédio Carmona, não creio que o futebol italiano está “sem renovação e sem sinais da mesma”. O cenário não é tão devastador assim.

Cesare Prandelli é quem vai assumir a Azzurra a partir de agora (aliás, foi outro erro anunciar sua contratação antes da Copa começar). Trata-se de um técnico de qualidade, que vinha comandando a Fiorentina com pulso e talento, e que terá pilares interessantes para convocar a Itália daqui pra fente.

Como goleiro, ele provavelmente ainda terá Buffon, que hoje tem 32 anos e ainda pode suportar 4 anos em bom nível. Na defesa contará com Chiellini, que se salvou na Copa, para ser a voz da experiência. Bonucci, Ranocchia e Bocchetti são zagueiros com menos de 23 anos que devem evoluir. Pelas laterais, eu apostaria em Santon e insistiria em Criscito.

O setor de meio-campo tem um problema maior. De Rossi poderia ser o grande nome, mas falhou contra a Eslováquia e pode ser queimado. Marchisio também decepcionou. Por outro lado, Montolivo correspondeu. Aqueles que podem surgir para o futuro são Candreva e talvez Giovinco.

No ataque, Prandelli pode dar um jeito de contar com os problemáticos Cassano e Balotelli, dar mais chances para Giuseppe Rossi, além de continuar a usar os já rodados Pazzini e Quagliarella.

Fica evidente que falta um grande craque, mas também é preciso não esquecer que novas revelações devem surgir ao longo dos próximos quatro anos. O futebol italiano não pode ser rebaixado por causa de uma Copa vergonhosa. O Brasil é logo ali! Com certeza a Copa de 2014 será melhor que a de 2010. Até porque pra ser pior…

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