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Archive for fevereiro \29\UTC 2012

É muito fácil só criticar Mano Menezes. Até porque ele dá motivos para isso. Na vitória contra a Bósnia, nesta terça-feira, o principal erro foi escalar jogadores fora de suas posições. Mas criticar é pouco. É preciso também sugerir, apresentar novas ideias e mostrar que a Seleção Brasileira poderia ser melhor.

Tudo começa por uma definição melhor da tática. Mano gosta de usar o 4-2-3-1 desde os tempos de Corinthians e tem insistido com isso, mas é hora dele se reinventar na Seleção. Aposto que um 4-3-1-2 poderia ser mais útil para encaixar o que temos de melhor no momento. Explico…

Com esse esquema, acima de tudo, seria dado liberdade para Neymar atacar por onde quisesse. Sem ter que ficar preso na ponta esquerda, o nosso maior craque no momento renderia melhor e formaria uma perigosa dupla de ataque com qualquer um dos centroavantes que temos no momento – Leandro Damião, Alexandre Pato ou Fred.

Outra vantagem seria contar com mais volantes para dar liberdade total aos nossos alas. Contra a Bósnia, os dois gols tiveram participação de Marcelo. Daniel Alves também foi bem no primeiro. Fazer os dois laterais atacarem ao mesmo tempo seria ótimo para a Seleção.

Mas claro que para isso é preciso ter volantes que façam a cobertura. Em um 4-3-1-2, além do cabeça de área (Sandro ou Lucas Leiva) temos um volante de cada lado para cobrir as subidas dos laterais. Eles também ficariam com a missão de melhorar a saída de bola, problema latente desde a Seleção do Dunga. Hernanes na direita e Fernandinho (ou Ramires) na esquerda, por exemplo, dariam conta desse recado. Marcariam pelos lados e fariam com que a bola chegasse mais tranquila para o meia central (provavelmente Ganso) organizar as jogadas da equipe.

Além dessa parte tática, existem ainda alguns ajustes de peças que precisam ser feitas. Já está na hora de testar Dedé na defesa e Diego Alves no gol. David Luiz e Julio César têm mostrado, em seus clubes inclusive, que não estão bem no momento. E nem preciso mencionar pela enésima vez como é inútil convocar Ronaldinho…

Portanto, eu passaria a pensar em uma Seleção assim: Diego Alves; Daniel Alves, Thiago Silva, Dedé e Marcelo; Lucas Leiva (Sandro), Hernanes, Fernandinho (Ramires) e Ganso; Neymar e Leandro Damião. E seria fácil trocar um dos volantes por um atacante rápido (Hulk, Lucas ou Robinho) para formar um 4-3-3 em jogos mais fáceis. São poucas mudanças, mas que já teriam um efeito vantajoso.

Não tenho a menor esperança que Mano vá ler essa minha sugestão, é claro. Apenas fica a prova de que essa Seleção poderia render bem mais. A geração realmente é fraca, mas nosso técnico é mais fraco ainda. Portanto, do jeito que está, só podemos esperar uma Copa de 2014… fraca!

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Não faz nem duas semanas que escrevi neste blog sobre o Fluminense: “falta uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida”. Isso mudou um pouco durante duas semanas. Mas o Flu foi campeão da Taça Guanabara e essa conquista só serviu para provar como o time tem potencial para ser um dos melhores do Brasil em 2012. Afinal, se mesmo sem ser um time ainda, já conseguiu isso, imagina o que pode ser conquistado com o passar do tempo…

No mesmo texto em que critiquei o Fluminense, também o elegi como um dos dois melhores times do Rio de Janeiro. Com a vitória imponente sobre o Vasco, neste domingo, Abel Braga mostrou que sua equipe pode ser mais, pode virar uma das três melhores do Brasil, ao lado de Corinthians e Santos. Briga com Vasco, Inter e talvez São Paulo por essa condição. Mas tem um elenco melhor que os três. Só precisa de tempo para evoluir.

É claro que nem tudo é um mar de rosas nas Laranjeiras e os testes reais ainda virão na Copa Libertadores. Só com esses jogos sabremos como está realmente preparado esse time. Mas já há indícios que como fazer o time ideal do Fluminense e diversos comentaristas esportivos perceberam e analisaram isso…

Sala de imprensa
Acima de tudo, é preciso destacar a importância que o jovem Wellington Nem conquistou nesse Fluminense. E a palavra é essa mesmo: “conquistou”. Entre tantas estrelas, ele voltou de empréstimo e teve que batalhar para ter chances. Aproveitou cada oportunidade e “arrebentou com o jogo” contra o Vasco, como escreveu Pedro Venancio. E PVC também destacou sua importância, principalmente por ter disposição para marcar laterais.

Wellington Nem já tinha decidido contra o Botafogo

Outros jogadores também merecem elogios. Deco foi o protagonista na final. “É inteligente, tem uma visão de jogo incrível e um toque de bola refinadíssimo”, elogiou Benjamin Back. Bruno tem sido um coadjuvante importante, que poucos falam, mas é perceptível sua qualidade. Tem mostrado que não é jogador de time pequeno. E contra o Vasco não foi diferente. “Bruno teve uma participação fundamental na partida e o terceiro gol saiu de uma bela roubada de bola dos seus pés”, destacou também Benjamin.

Mas, independentemente dos talentos individuais, o que começa a se criar no Fluminense é um conjunto. “A tendência é o Fluminense brigando em todas as frentes”, como decretou Mauro Cezar Pereira. Em primeiro lugar, por encontrar uma formação que se encaixa bem, com Deco, Thiago Neves e Wellington Nem armando para Fred concluir. “Do meio pra frente é sair para abraçar os gols de Fred, aplaudir a ousadia de Wellington Nen, a decisão de Thiago Neves, e a categoria de Deco”, resumiu Mauro Betting.

Além disso, há a questão tática. Abel Braga escalou o time em um 4-2-3-1 que “beirou à perfeição”, como analisou André Rocha. Aliás, vale aqui também elogiar o técnico do Fluminense nas palavras de Vitor Sérgio: “Não é qualquer técnico que tem coragem de colocar um garoto criado em casa para jogar, mesmo tendo como opções jogadores mais experimentados e consagrados como Wágner ou Rafael Sóbis”. Ponto final. Ou quase…

Perigos
Se o técnico é bom, se existem jogadores decisivos, se a tática está definida e há inclusive um elenco forte, o Fluminense não tem problemas, certo? Errado: existem algumas armadilhas que podem minar o sucesso do time.

Um deles é o próprio ambiente interno no Fluminense. Caso Wagner e Rafael Sóbis, por exemplos, realmente virarem reservas, eles vão aceitar isso normalmente? Existem muitas estrelas para pouca constelação no Fluminense. Como Dassler Marques lembrou, Abel “precisará controlar um elenco com muitos jogadores de grandes objetivos pessoais”. Desafio difícil.

A defesa também carece de acertos. A contratação de Anderson foi inteligente, pois ele é um bom zagueiro, mas não mais do que isso. Ao lado de companheiros fracos e com a proteção de volantes questionáveis, não vai resolver essa deficiência do Fluminense. É capaz do time ter sempre que fazer cinco gols para superar os quatro sofridos. Nem sempre isso será possível…

E, acima de tudo, é preciso dar tranquilidade para Abel Braga. Era um absurdo falar de sua saída por causa de resultados na Taça Guanabara. O Fluminense precisa de tempo para ficar pronto. Em duas semanas já mostrou uma evolução incrível. Imagine então ao longo da temporada.

Podemos ver mais cenas parecidas com essa na temporada

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Era óbvio que Caio Júnior não daria certo no Grêmio. Sua personalidade tranquila não combina com o perfil viril e raçudo que todo gremista quer ver. Seu pensamento ofensivo também não combina com o futebol de resultado dos gaúchos. Mas eu não sou diretor do Grêmio. O problema é que os diretores do Grêmio pensavam igual a mim e mesmo assim o contrataram.

Além da dificuldade para superar essa desconfiança, Caio Júnior teve muitas dificuldades para achar o time ideal do Grêmio e por isso os resultados não vieram. Normal, não é fácil acertar um time com tantas saídas e contratações. Mas o elenco gremista é bom e tem potencial para dar certo na temporada, apesar desse péssimo começo de ano.

O ataque é o setor mais forte. Apesar de todos seus defeitos, Kleber é um jogador de talento diferenciado para o nível brasileiro. Vai dar certo ao lado de Marcelo Moreno ou André Lima. Falta um jogador de mais velocidade, mas o jovem Leandro, se bem cuidado, pode ser útil. E também existem volantes de qualidade, como Fernando, Souza, Gilberto Silva e Léo Gago.

Os maiores problemas estão na defesa e no setor de criação, que perdeu Douglas. Facundo Bertoglio, recém-contratado, é a nova aposta para se tornar cérebro do time. Marco Antônio também pode fazer essa função, basta posicioná-lo bem e ter paciência.

Já na zaga uma contratação é necessária. Falta um zagueiro experiente para formar dupla com o promissor Saimon. E um novo lateral esquerdo também seria bem-vindo, mas poucos times no Brasil estão bem servidos nessa posição.

Com esses dois ou três acertos, o Grêmio já pode se tornar um time competitivo em 2012. Mas para isso precisará escolher bem seu novo técnico. Se for Vanderlei Luxemburgo, esqueça. Depois de tantos trabalhos ruins, é impossível tratá-lo como um treinador de qualidade. Até a especulada contratação de Dunga seria mais inteligente. Que o Grêmio não desperdiçe também essa ideia.

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Mano Menezes fez sua primeiro convocação de 2012 e a principal repercussão foi em cima de Ronaldinho Gaúcho. Antero Greco e Gian Oddi, por exemplo, não entenderam a presença do flamenguista na Seleção Brasileira. Como já escrevi sobre isso após convocações anteriores, prefiro destacar outro detalhe da lista…

O que também chamou atenção dessa vez foi a ausência de Robinho nas convocações da Seleção Brasileira. Afinal, ele chegou a ser capitão da Seleção de Mano e, de repente, passou a ficar fora do time, desde o final do ano passado. E tudo isso aconteceu logo em um momento em que o atacante vive boa fase na Europa, firmando-se como um coadjuvante importante do forte Milan.

A última convocação de Robinho foi para o jogo contra Gana, em agosto do ano passado. Ele foi cortado da Seleção por causa de uma lesão no púbis e, desde então, não foi mais lembrado por Mano, que ainda pôde chamá-lo três vezes, mas não o fez. Em um primeiro momento, o treinador usou suas tradicionais respostas evasivas para justificar a ausência de Robinho. Depois, como na primeira convocação deste ano, sequer foi questionado sobre isso.

Com isso, ficou uma impressão: passamos a desencanar de Robinho. O atacante, que já foi a grande promessa do futebol brasileiro, virou dispensável para a Seleção. Não que precisemos lamentar sua ausência, porque Robinho já mostrou que não conseguirá ser a estrela que prometia ser. Mas não deixa de ser estranha a forma como isso aconteceu. De uma convocação para outra, sem justificativas, sem explicações e sem motivos.

Eu ainda não descartaria Robinho dessa forma. O atacante do Milan pode ser, por exemplo, uma alternativa melhor que Ronaldinho para dar experiência à Seleção. Tem até um entrosamento melhor com o grupo, pois já jogou com Neymar e Ganso. Mas parece que Mano não vê a questão dessa forma. Por que? Mistério…

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O final de semana trouxe dois clássicos interessantes no Eixo Rio-SP: Corinthians e São Paulo duelaram pelo Campeonato Paulista, enquanto Vasco e Fluminense duelaram pelo Carioca. Foram dois jogos entre times prontos e equipes que estão em construção.

O clássico paulista foi vencido facilmente pelo Corinthians, mesmo com o pênalti perdido por Jadson. A impressão é que, se o meia tivesse acertado a cobrança, os corintianos teriam vencido mesmo assim. Porque trata-se de um time bem entrosado, acertado taticamente, com jogadas e com uma defesa sólida. Mesmo com alguns reservas, mantém um padrão e não é fácil batê-lo.

Já o São Paulo, apesar de ter agido muito bem no mercado, com boas contratações e dispensas melhores ainda, está longe de ser um time. Não há uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida. O elenco é bom, mas é impossível não duvidar: será que Leão pode transformar esse potencial em qualidade de verdade?

O clássico carioca foi semelhante. O Vasco não está tão bem quanto o Corinthians, e o Fluminense tem uma base mais entrosada do que o São Paulo. Mas a diferença entre os dois melhores do RJ ainda é grande.

Polêmicas da arbitragem à parte, isso ficou provado em campo. O Vasco tem opções, alternativas e estratégias. No Flu falta uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida. Ops, já escrevi isso hoje…

Enfim, a grande lição do final de semana é: Corinthians e Vasco seguem um passo à frente no futebol brasileiro atualmente, junto com o Santos. Mas isso pode mudar em breve. São Paulo, Fluminense e outros times em construção (Internacional principalmente, mas talvez Palmeiras, Grêmio e Atlético-MG) podem dar trabalho. Ainda é só o começo de tudo…

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Praticamente encerrada a fase preliminar, já é possível afirmar: teremos em 2011 a melhor Copa Libertadores dos últimos anos. Não lembro de ter visto recentemente tantos times fortes na competição sul-americana. Fora a emoção e a garra de sempre, é possível esperar também muita qualidade em campo.

A começar pelo times brasileiros. Campeão, o Corinthians pode sofrer pela pressão interna pelo título inédito, mas não pela falta de qualidade. O vice nacional, Vasco, também manteve sua base e seguirá forte. E com boas contratações e experiência, Fluminense e Internacional também estarão bem demais. E o Flamengo? Vive crise eterna, mas é melhor não duvidar de um time tão grande.

Fora do Brasil, também há favoritos ao título. Mesmo desmanchada, a Universidad do Chile deve dar trabalho. O Boca Juniors está de volta e, mais do que isso, com um time de muita qualidade, com Mouche, Santiago Silva, Riquelme, etc… Há ainda os perigosos e tradicionais Nacional-URU, Peñarol, Chivas e Vélez Sársfield.

Mas o Opiniões em Campo não costuma ficar em cima do muro. Assim como faço na Liga dos Campeões, vou analisar cada grupo da Copa Libertadores e arriscar palpites. Depois, antes de começar o mata-mata, farei a verificação e novas observações. Segue…

Grupo 1
Internacional, Juan Aurich, Santos e The Strongest
Classificam: Internacional e Santos

É fácil demais apostar nos classificados desse grupo. Há poucas chances de surpresas para os brasileiros, então vou até arriscar quem vai ficar com o primeiro lugar: fortalecido após a difícil disputa por vaga com o Once Caldas, o Internacional vai entrar com mais ritmo e superar o Santos na tabela por pouco.

Grupo 2
Emelec, Flamengo, Lanús e Olimpia
Classificam: Flamengo e Lanús

Pode parecer, mas não é um grupo tão fácil para o Flamengo, que dependerá do sucesso de Vagner Love para evoluir e conseguir a classificação, o que deve acontecer. Dá para esperar equilíbrio na disputa pela outra vaga. Emelec tem feito boas campanhas no Equador, Lanús tem bons jogadores, como Valeri e Camoranesi, e o Olimpia tem a tradição a seu favor. É difícil, mas aposto na qualidade e na consistência do time argentino.

Grupo 3
Bolívar, Junior Barranquilla, Universidad Católica e Tigres ou Unión Española
Classificam: Junior Barranquilla e Universidad Católica

O ideal seria esperar a definição do quarto time, mas aposto desde já que o Tigres conseguirá a classificação, apesar de ter perdido fora de casa. Com isso, haverá uma equilibrada disputa pela segunda vaga do grupo, já que a primeira deve ficar com o Universidad Católica. Aposto que o campeão colombiano, Junior Barranquilla, surpreenderá e ficará em segundo lugar na chave.

Grupo 4
Arsenal-ARG, Boca Juniors, Fluminense e Zamora
Classificam: Boca Juniors e Fluminense

É outro grupo extremamente desequilibrado. O pequeno e novato Zamora deve sofrer, assim como o limitado Arsenal de Sarandí. Já Boca e Flu farão jogos de grande qualidade, com muitos bons jogadores em campo. É difíl até arriscar quem levará a melhor nos duelos entre eles, mas aposto que a tradição pesará a favor dos argentinos.

Grupo 5
Alianza Lima, Libertad, Nacional-URU e Vasco
Classificam: Nacional-URU e Vasco

Ninguém terá vida fácil nesse grupo. A classificação do Libertad, que superou o El Nacional, embolou ainda mais a chave. Mas aposto que Nacional-URU e Vasco vão conseguir a classificação. Ambos estão empolgados com as boas campanhas recentes e parecem ter elencos coesos. O time uruguaio, comandado pelo técnico Gallardo e com Recoba em campo, deve ir longe na Libertadores.

Grupo 6
Corinthians, Cruz Azul, Deportivo Táchira e Nacional-PAR
Classificam: Corinthians e Cruz Azul

O Corinthians só perde para ele mesmo nesse grupo. Caso não faça muita besteira, consegue a classificação com uma boa campanha, o que pode lhe dar vantagem na fase seguinte. Já a segunda vaga deve ficar com o clube mexicano, já que Táchira e Nacional-PAR estão com times limitados demais

Grupo 7
Chivas, Defensor Sporting, Deportivo Quito e Vélez Sársfield
Classificam: Chivas e Vélez Sársfield

O Vélez de hoje não o mesmo que foi campeão argentino no ano passado, mas ainda tem forças para fazer mais uma boa campanha na Libertadores. A disputa pela segunda vaga deve ficar entre os campeões Chivas e Deportivo Quito, mas o time mexicano tem mais qualidade e deve levar a melhor.

Grupo 8
Godoy Cruz, Nacional de Medellín, Universidad do Chile e Peñarol ou Caracas
Classificam: Universidad do Chile e Peñarol

Depois de golear o Caracas por 4 a 0, o Peñarol mostrou sua força e praticamente já se garantiu na fase de grupos. E dará mais trabalho ainda. Sem Martinuccio, mas com Zalayeta, Mora e Estoyanoff, tem tudo para se classificar, fazer bonito de novo e empolgar ainda mais sua vibrante torcida. Já a “La U”, ainda que sofra sem Eduardo Vargas, que foi para o Napoli, não dará chances para Godoy Cruz ou Nacional.

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