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Archive for the ‘Boletim Copa’ Category

A bonita vitória da Espanha na Copa do Mundo de 2010 e toda a emoção gerada pela competição não inspirou tanto os comentaristas esportivos.

Sobraram textos semelhantes analisando que o resultado final na África do Sul “fez bem ao futebol”. O que não deixa de ser uma verdade, claro, mas prefiro indicar para a leitura textos que apresentaram algum diferencial.

  • Em poucas palavras, Luiz Augusto Lima destacou vários momentos e fatos que vão deixar saudades após 30 dias de Copa. Faz todo sentido. Clique aqui e leia mais.
  • Maurício Noriega antecipou no sábado os elogios que todos fizeram sobre a Espanha depois da decisão do domingo. Então vale o reconhecimento. Clique aqui e leia mais.
  • Rodolfo Rodrigues trouxe números interessantes que justificaram todo o merecimento da Espanha na Copa. Clique aqui e leia mais.
  • Sérgio Xavier apresentou bons critérios para avaliar a qualidade da Copa e deu uma nota justa para ela. Clique aqui e leia mais.
  • Vitor Sergio destacou tudo que a Espanha fez para se preparar rumo ao seu primeiro título mundial, o que só comprova como foi justo esse resultado na Copa. Clique aqui e leia mais.

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O futebol coletivo da seleção campeã do mundo, a Espanha, dificultou a escolha do principal craque da Copa de 2010. Até porque a outra equipe que impressionou, a Alemanha, também não dependia tanto de destaques individuais. Só a Holanda tinha seus principais jogadores bem definidos e deles dependia para seguir em frente.

Dessa forma, não ficou fácil opinar sobre quais foram os melhores jogadores do Mundial na África do Sul. Também foi tarefa complicada eleger os piores. Mas minha opiniões precisam entrar em campo e por isso seguem abaixo:

Craque da Copa
A ousadia da Fifa merece ser exaltada. A entidade máxima do futebol elegeu Diego Forlán, do Uruguai, que ficou apenas em 4º lugar. Foi uma escolha pouco esperada, mas totalmente justa. Concordo com a Fifa.

Logo atrás, na ordem, aponto Xavi (Espanha), Sneijder (Holanda), Villa (Espanha), Schweinsteinger (Alemanha), Müller (Alemanha) e Iniesta (Espanha) como os melhores jogadores da competição. Faltou algo a mais para esses saírem com o prêmio.

Para Forlán esse “algo a mais” foi a raça que ele sempre demonstrou em campo. Os outros também tiveram, mas nesse quesito o urguaio esteve acima de qualquer um.

Jovem da Copa
Outro acerto da Fifa, mas dessa vez mais óbvio: Thomas Müller foi disparado o melhor jogador da Copa que nasceu depois do dia 1º de janeiro de 1989. Esse é o regulamento da entidade máxima do futebol, então adotaremos aqui para falar dos principais jovens do Mundial.

André Ayew (Gana), Vladimir Weiss (Eslováquia), Altidore (EUA) e Jonathan Mensah (Gana) são outros jovens que se destacaram e merecem elogios. Olho neles!

Os melhores da Copa posição por posição
A minha seleção do Mundial teria Casillas como goleiro, já que ele teve pouca concorrência no setor. Na defesa, pelas laterais, teria Lahm na direita e Coentrão na esquerda, absolutos. Como zagueiro, Puyol teria que ser titular desse time, sem dúvida. Seu companheiro seria Lúcio, mais por falta de opção.

O 1º volante seria Schweinsteiger, pelo tanto que marcou e ajudou na saída de bola da Alemanha. Ao lado dele, Sneijder e Xavi armariam com passes precisos e ainda e ajudariam na marcação. Aqui só fica a lamentação por não poder escolher Iniesta, craque da final, mas um pouco menos brilhante e decisivo no resto da Copa.

Pelas pontas, as presenças decisivas de Villa e Müller seriam fundamentais. E o craque da Copa não poderia ficar de fora, é claro, então Forlán também entraria nessa equipe espetacular, que ficaria escalada assim:

Casillas; Lahm, Puyol, Lúcio e Fábio Coentrão; Schweinsteiger, Sneijder e Xavi; Müller, Forlán e Villa

Os piores da Copa posição por posição
Aqui cabe uma explicação: os piores não são exatamente os que jogaram pior na Copa. Se fosse assim, eu escalaria a Coreia do Norte e ponto final.

Quem merece entrar nessa seleção de verdade é aquele jogador que era considerado fundamental para uma seleção e decepcionou na África do Sul. E não faltaram exemplos desse tipo por aí…

Green; Otamendi, Demichelis, Cannavaro e Evra; Pepe, Felipe Melo e Lampard; Rooney, Ribéry e Van Persie.

Há quem prefira escalar Messi e Kaká aqui, por exemplo. Mas eles não fizeram Copas tão ruins quanto estes acima citados, pois tiveram momentos de brilho, principalmente na 1ª fase. Enquanto isso, teve gente que  também gerou expectativa, mas nem viu a cor da Jabulani na África.

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Chamar de vitória justa é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha não fez só uma Copa brilhante. Brilhou nas Eliminatórias. Brilhou na Eurocopa. E o resultado não poderia ser outro se não o título da Copa do Mundo de 2010.

Chamar de vitória bonita é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha deixou um verdadeiro legado para as próximas gerações: não se ganha só com raça. Não se ganha só com violência. O que mais decide é a técnica, o toque de bola e o talento. A seleção que tem tudo isso só poderia ficar com o título da Copa do Mundo de 2010.

Chamar de vitória emocionante é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha mostrou que não era só frieza e paciência. Mostrou isso através da camiseta de Iniesta, em homenagem a Jarque. Através da camiseta de Sergio Ramos, em homenagem a Puerta. E também mostrou no choro de Casillas ao levantar o troféu da Copa do Mundo de 2010.

Chamar de vitória sofrida é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha precisou se superar desde o primeiro jogo, após a zebra suíça. Precisou melhorar a cada partida. E conseguiu. Superou todas críticas,  contou com boas intervenções do técnico Vicente Del Bosque, venceu todos jogos do mata-mata por 1 a 0 e faturou o título da Copa do Mundo de 2010.

Chamar de vitória histórica é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha perdeu sua virgindade, quebrou recordes, tabus e clichês. Foi além: conquistou um respeito que poucos tinham com ela. Agora poderá aproveitar todos os benefícios do título da Copa do Mundo de 2010.

Foi uma vitória justa, bonita, emocionante, sofrida e histórica. E foi mais do que isso. Difícil é definir. Fácil é admirar. Parabéns, Espanha!

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“A Alemanha é campeã, mesmo terminando em 3º lugar. Foi a equipe que mais empolgou, com um futebol rápido e ofensivo. Surpreendeu os adversários com gols bem trabalhados. Surpreendeu a imprensa esportiva nacional e internacional com um novo jeito de jogar, o verdadeiro ‘joga bonito’, e ganhou o respeito de todos os torcedores do Mundial”.

O parágrafo acima faz parte da edição de julho de 2006 da revista Placar. O texto, não assinado, resumia a participação da Alemanha na Copa do Mundo daquele ano. O curioso é que agora a publicação pode reciclar essa análise e usar na edição de 2010.

Afinal, a Alemanha de 2010 não só ficou na mesma posição de 4 anos atrás como também apresentou um futebol parecido. Sendo assim, trata-se de uma seleção que não evoluiu e decepcionou na Copa da África do Sul, certo? Errado!

Muito pelo contrário: a Alemanha certamente tem muito a comemorar pela Copa de 2010 e é, desde já, a segunda maior favorita para a Copa de 2014, atrás apenas do Brasil. Sobram jovens talentosos e agora experientes para justificarem essa condição futuramente.

Que a Alemanha não se sinta triste pelo 3º lugar conquistado em mais um jogo sensacional da Copa na África do Sul, contra o Uruguai. Para os germânicos, foi a repetição de 2006, é verdade. Mas repetir competência, talento e qualidade é sempre algo que merece ser comemorado.

Müller (à esquerda) foi o Melhor Jovem da Copa de 2010. Podolski recebeu o mesmo prêmio em 2006. E a Alemanha não para de evoluir!
Müller (à esquerda) foi o Melhor Jovem da Copa de 2010. Podolski recebeu o mesmo prêmio em 2006. E a Alemanha não para de evoluir!

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Se o mundo fosse um lugar ideal seria legal apoiar as sugestões de Mauro Cezar Pereira e Flávio Gomes: ambos imaginaram como seria interessante se os técnicos cogitados para substituir Dunga na Seleção Brasileira se recusassem a assumir o cargo.

No entanto, é totalmente improvável que isso aconteça e o melhor a fazer é estudar quais dessas opções são as mais interessantes para ficar com a bomba de evitar um novo Maracanazzo a todo custo. É o que tento analisar abaixo, com a lista dos 11 treinadores que podem assumir o Brasil a partir de agosto:

1) Felipão
É o nome mais óbvio e mais citado. Por isso causa tanta polêmica. Vitor Birner, Cassiano Gobbet e José Ilan o citaram como melhor opção. Já Ubiratan Leal e Mauro Cezar Pereira levantaram questionamentos e desconfianças.

Pois eu concordo mais com o primeiro grupo, mas não acredito que Felipão aceitará o desafio. Afinal, tem pouco a ganhar: caso ele vença a Copa, dirão que ele só fez sua obrigação. Caso perca, queimarão tudo de bom que ele realizou em 2002.

2) Mano Menezes
Alberto Helena Jr. e Carlos Pizzatto disseram preferir o técnico do Corinthians no comando da Seleção. Quase me convenceram a concordar com isso, admito.

É um técnico que já foi muito elogiado aqui, mas também teve grande parcela de culpa pelo fracasso alvinegro na Copa Libertadores. Ainda parece não estar pronto, mas pode dar certo.

3) Leonardo
A Seleção precisa de um coordenador e talvez o nome ideal para esse cargo seria o de Leonardo, como eu já tinha comentado no twitter. Com experiência em cargos administrativos, bom relacionamento com a imprensa e conhecimento do futebol internacional, ele aliviaria a pressão do técnico do Brasil para 2014.

Porém, como treinador, sua contratação seria um erro. Seu trabalho no Milan foi apenas razoável e ele ainda é inexperiente. Talvez assuma como tapa-buraco para que alguém melhor venha em 2012, mas é um grande risco.

4) Vanderlei Luxemburgo
Há quem ainda veja nela um ‘técnico top’, mas só consigo enxergar sua decadência nos últimos anos. Luxa já teve sua chance na Seleção e a desperdiçou, até por questões extra-campo.

Agora, com seu especulado envolvimento exagerado com o pôquer e fracassos seguidos em clubes grandes, como Palmeiras e Santos, não é a hora de dar nova oportunidade para ele.

5) Muricy Ramalho
Existem notícias e comentários que o especulam para o cargo, mas duvido que a CBF o contrate. Afinal, mais do que nunca a entidade precisa de um bom relacionamento com a imprensa (leia-se Globo) e Muricy definitivamente não prima por isso.

6) Paulo Autuori
Seu nome tem sido pouco cogitado na imprensa, até porque ele ainda está no futebol do Catar, mas ele tem bastante do perfil que a CBF procura e é um candidato com grandes chances.

Veja bem: candidato com chances não é candidato bom. São coisas diferentes. O último trabalho razoável de Autuori foi em 2005, no São Paulo, e ainda assim com ressalvas. Enfim… não gosto da ideia, mas já começo a me acostumar com ela.

7) Ricardo Gomes
A ida do técnico do São Paulo para a Seleção tem sido razoavelmente especulada e sem dúvidas ele é outro que tem um perfil interessante na visão da CBF. Mas…

Como bem lembrado por Marcelo Barreto, é preciso sempre destacar que, como técnico específico da seleção olímpica, ele não conseguiu sequer classificar a geração de Diego e Robinho aos Jogos de 2004, em Atenas.

8) Dorival Júnior
O bom trabalho que ele tem feito no Santos passou a credenciá-lo como técnico de nível de Seleção, mas a verdade é que ele ainda está distante disso.

Aliás, o próprio Dorival admitiu que há gente mais capacitada do que ele. Concordo. E é preciso destacar que essa declaração só mostra como ele é inteligente, tem potencial e ainda pode vir a ser um treinador do alto escalão brasileiro no futuro.

9) Falcão
Uma entrevista recente de Ricardo Teixeira, no qual ele falou sobre renovação, fez com que o nome do comentarista fosse especulado. O presidente da CBF lembrou que Falcão trouxe novos nomes para a Seleção após a copa de 1990, mas “foi sacrificado”.

No entanto, é preciso lembrar, como fizeram Ubiratan Leal e Dassler Marques, que esse discurso de Teixeira não deve ser posto em prática, infelizmente. E, dessa forma, acabarão as chances de Falcão virar de novo o técnico do Brasil.

10) Abel Braga
É um técnico experiente e vencedor, que lembra o estilo de Felipão. Por isso já foi cogitado na imprensa. Mas o fato é que seu melhor momento já passou, atualmente ele está esquecido e dificilmente será convidado.

11) Caio Júnior
É brincadeira do Zagallo neh?!!!

Até o Joel Santana disse que pretende entrar nessa festa. Mas aí a brincadeira passa dos limites…

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Virgindade é um assunto delicado, complexo. Chega a ser um tabu para alguns. Gera nervosismo. Gera sonhos. Sonhos estes que nem sempre são realizados. Afinal, nem sempre tudo acontece como e quando queríamos. E pouco adianta planejar. A perda da virgindade pode ser uma caixinha de surpresas.

Virgindade é tema polêmico. Há quem nunca vai perdê-la, por motivos diferentes. Alguns nunca conseguirão mesmo, por falta de capacidade. Mas existe até quem não se importe com isso.

É lógico que também há quem já tenha superado esse assunto há anos. Também não foi fácil para eles, mas agora esse assunto faz parte do passado. Para esses a perda da virgindade pode parecer algo banal. Mas na verdade trata-se de um momento certamente inesquecível.

Holanda ou Espanha. Uma das duas vai perder virgindade em títulos de Copa do Mundo. Será no próximo domingo, dia 11 de julho de 2010. Ambas queriam que isso tivesse acontecido antes. Talvez em 1974. Afinal, é melhor quando se está em forma. Talvez em 1982. Afinal, em casa fica mais fácil.

Independente desse passado frustrante de ambas, o importante é que o presente e o futuro delas são bonitos e promissores. E nada veio à toa: tanto Holanda quanto a Espanha gostam de romantismo. Foram anos de bom trato com a bola para que a Jabulani retribuísse na África do Sul. Foram anos de preliminares feitas com eficiência, o que sempre influencia no prazer final.

E quem vai perder a virgindade primeiro? Sei lá. Por acaso alguém acha que tenho cara de polvo?

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Cruyff ensinou antes de qualquer livro de auto-ajuda: “qualquer desvantagem tem suas vantagens”.

Pois parece que a seleção da Holanda de 2010 compreendeu essa lição proclamada por seu maior gênio. É uma equipe que soube contornar seus defeitos e fortalecer seus pontos fortes. Ela soube virar competitiva por não poder ser um Carrossel.

Cruyff ensinou quando nem tudo parecia tão óbvio: “futebol é um jogo de erros. Aquele que fizer o menor erro vence”.

A Holanda de 2010 tem errado bastante. A defesa é, no mínimo, “discutível”, como definiu Mauro Betting. Há dependência de talentos individuais para romper fortes marcações, como explicou Eduardo Cecconi. Não existe grande brilho no ataque, como ressaltou o bom texto de Luiz Augusto Lima. Tudo isso é verdade.

Mesmo assim, houve quem errou mais. O Brasil que o diga! Também por isso a Holanda tornou-se a primeira finalista da Copa do Mundo na África do Sul.

Cruyff ensinou com precisão: “Futebol é simples, mas o mais difícil é jogar futebol simples”.

Se atualmente existe alguma chance da Holanda perder sua virgindade em títulos de Copa, é aprendendo também essa lição.

Cruyff me perdoe, mas não creio que isso acontecerá de fato. Já até decretei aqui que a Alemanha será a grande vencedora do Mundial de 2010. Não foi palpite, mas sim análise. Mesmo assim, agora preciso dizer: não me incomodaria se essa análise virasse suco de Laranja Mecânica.

O fã do bom futebol não pode se incomodar em ver tanto talento ser reconhecido. O resto, o problema tático, a defesa deficiente, cada defeito… tudo é bobagem. Agradaria-me errar. Agradaria-me ver o futebol ser premiado. Por Cruyff, esse visionário do passado. Pela Holanda de 1974, aquela sensação que deixou legado para o presente. Pela Holanda de 2010, com sua eficiência antenada com o futuro. Enfim, pelo bem do futebol bom.

O Cruyff de hoje fala e escreve muita besteira. Mas merece respeito dos gênio de sempre
O Cruyff de hoje fala e escreve muita besteira. Mas merece o respeito dado os gênios eternos

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Eu poderia ter feito o texto abaixo logo após a eliminação do Brasil. No entanto, um pouco por prudência e bastante por falta de tempo, ele só saiu hoje. E agora eu já tenho a resposta para a única pergunta que eu ainda teria na sexta: “Alemanha ou Argentina, quem seria a campeã do mundo por antecipação?”

Sim, pois agora os alemães já podem se considerar tetracampeões. São totalmente favoritos para o título do Mundial na África do Sul. E não faltam argumentos para isso, desde tradição até a própria qualidade apresentada em campo mesmo.

É claro que o futebol é uma caixinha de surpresas, zebras podem acontecer e existem todos esse clichês chatos que precisam ser lembrados. Mas não consigo ver como o apenas raçudo Uruguai, a só eficiente Holanda ou até talentosa, mas lenta e bagunçada taticamente Espanha vão parar a Alemanha. Nem preciso citar o Paraguai, imagino…

O fato é que uma seleção que faz 4 a 1 na Inglaterra e 4 a 0 na Argentina só pode ser campeã. Jovens que mostram personalidade suficiente para brilharem no maior evento do mundo merecem esse título. Uma equipe organizada taticamente e com sobras de qualidade tecnicamente tem que ser reconhecida.

Parabéns, Alemanha! O trabalho que rendeu uma 3ª colocação em 2006 e o vice-campeonato europeu em 2008 rendeu o fruto esperado agora, em 2010. Nada mais justo! Agora só espero a confirmação oficial do título alemão para fazer uma análise mais detalhada e um texto mais próximo do que essa seleção merece. Por enquanto, já ficam os aplausos e a homenagem.

É tetraaaa, É tetraaaa, É tetraaaa...

É tetraaaa, É tetraaaa, É tetraaaa...

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Tudo sempre esteve desenhado: a possibilidade de encarar a difícil Holanda nas quartas de final era enorme. Eu mesmo palpitei que a eliminação do Brasil aconteceria nesta partida. Dito e feito.

As chances de um jogador específico estragar o sonho do hexa também eram gigantes. Este perigo foi tratado aqui no blog como o “risco Felipe Melo”. Dunga insistiu em sua convocação, apesar dos sinais. E o que era um risco virou realidade. Dito e feito.

A falta de opções no banco de reservas e a ausência de variações táticas também não passaram desapercebidas. Destaquei aqui os avisos de vários comentaristas sobre essas dificuldades do Brasil. Isso poderia deixar a equipe de Dunga em situação delicada caso precisasse buscar um resultado. Ela precisou… e deu no que deu. Dito e feito.

Só um detalhe não era previsível nessa eliminação: o desequilíbrio emocional da Seleção. O time entrou desconcentrado no 2º tempo, ficou assustado com o 1º gol sofrido e não se recuperou. Algo que nunca foi visto durante os anos de Dunga como técnico dessa equipe. Algo que não foi dito, mas foi feito. E foi decisivo na Copa…

A Seleção fez um 1º tempo de futebol impressionante, mas que não serviu pra nada por causa dessa desconcentração surpreendente. Um 1º tempo que só foi útil para confirmar mais uma análise feita aqui. “A única certeza é que o Brasil não vai fazer feio. Aposto!”, escrevi. Dito e feito.

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A Espanha não pode se iludir com a vitória por 1 a 0 diante de Portugal. Contra um time extremamente recuado, a equipe de Vicente Del Bosque mostrou defeitos táticos, estratégicos e erros em sua escalação. Mesmo assim, venceu. O que não significa que está tudo bem…

O principal defeito não é difícil de enxergar: o time é torto. Com Villa aberto na ponta esquerda, falta alguém que jogue pela direita. Apenas o lateral Sergio Ramos tenta atacar por ali, mas o apoio não é sua principal virtude. Iniesta também ajuda, mas sua tendência é de fechar pelo meio. Veja o mapa de como se posicionaram os espanhóis no 1º tempo do jogo desta terça:

Enquanto Villa (7) cria pela esquerda, há um buraco quase sem ninguém na ponta direita, poucas vezes ocupado por Iniesta (6)
Enquanto Villa (7) cria pela esquerda, há um buraco quase sem ninguém na ponta direita, poucas vezes ocupado por Iniesta (6)

Não é à toa que as estatísticas da Fifa comprovam: a Espanha é o time classificado para as quartas que mais ataca pela esquerda – 23 vezes na Copa. Como resolver isso? Aí começa uma discussão sobre escalação…

Jesús Navas, Mata, David Silva ou até Pedro poderiam ser escalados para jogar pela ponta direita, mas… quem sairia para eles entrarem? Seguestão: com a saída do Busquets, por exemplo, o time ainda poderia resolver outro problema: o excesso de lentidão que tem feito a Espanha sofrer contra retrancas, como aconteceu diante da Suíça também.

Manter Fàbregas no banco de reservas é outro problema. O meia do Arsenal é outra opção para entrar na vaga de Busquets, o que avançaria o time e faria com que, automaticamente, Iniesta se deslocasse com mais frequência pela direita.

Outra mudança na escalação já muito discutida pela própria imprensa espanhola é a troca de centroavante: entraria Llortente e sairia Fernando Torres, já que este tem decepcionado, até por conta de seus problemas físicos.

Dessa forma, só dá pra concluir que a Espanha precisa mudar. Afinal, todas as dificuldades enfrentadas pela seleção contra Portugal serão repetidas nas quartas de final. O Paraguai vai recuar e esperar a subida adversária para só então contra-atacar.

Vicente Del Bosque tem duas opções para alterar esse cenário: perceber os problemas citados acima e mexer no time ou seguir iludido e ver a Espanha sofrer novamente. É difícil demais acreditar em vitória paraguaia, mas a Fúria precisa acordar e melhorar desde já, pois tem várias opções para arrumar essa equipe e brigar pelo título da Copa.

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Foi assunto de um post específico neste blog: antes da Copa de 2010 começar, perguntei se o Brasil seria hexacampeão e respondi com análise e palpite “o Brasil não vai fazer feio, mas deve cair nas quartas de final, diante de seus adversário mais provável nessa etapa, a Holanda”. Agora o confronto está desenhado. Resta saber se o chute será certeiro…

Não é nada difícil imaginar a cena: Sneijder descola um de seus típicos lançamentos milimétricos e coloca a Jabulani com precisão na ponta direita. Lá está Robben, que domina perfeitamente a xingada e maltratada bola. Ele vê que o marcador à sua frente não é dos melhores, finge que vai para a direita, corta para a esquerda e acerta o chute com precisão. Gol da Holanda contra o Brasil nas quartas de final da Copa!

É o principal perigo que a equipe de Dunga vai correr nas quartas: o duelo entre Robben e Michel Bastos chama a atenção pela enorme disparidade entre o talento de um e a incapacidade defensiva de outro. Vários comentaristas como Maurício Noriega, Mauro Cezar Pereira e André Rocha , por exemplo, alertaram para essa jogada.

Porém, como destacou Caio Maia, a análise não pode parar por aí, afinal existirão outros duelos em campo. “E Maicon x Van Bronckhorst? E Kaká x Van Bommel? Luis Fabiano x Mathijsen?”. Aí o Brasil ganha, óbvio. Além disso, a entrada forçada de Josué ou Felipe Melo no lugar de Ramires, suspenso, pode melhorar o cerco da defesa brasileira a Robben, cada vez mais candidato a ser eleito um dos melhores jogadores do mundo na temporada.

O fato é que a Holanda não tem brilhado tanto quanto se esperava e até aqui provou que conta mais com a individualidade de seus ótimos atletas do que com um jogo coletivo bem treinado. Ao contrário do Brasil, que, mesmo sem 1 ou 2 craques em destaque por enquanto, mostrou que sabe fazer tabelas rápidas no ataque e exibiu sua tradicional segurança defensiva.

Ainda não mudo meu palpite lançado antes da Copa e relembrado no primeiro parágrafo deste texto. Mas a convicção já não é mais a mesma. A única certeza de fato está no começo da frase: “o Brasil não vai fazer feio”. Aposto!

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O que pior poderia acontecer para a Copa do Mundo de 2010 seria um confronto entre Alemanha e Argentina nas quartas de final. Por causa dos erros de arbitragem deste domingo? Jamais! Já quase não acredito mais que a Fifa vá acordar para sanar esse tipo de problema…

Polêmicas à parte, as duas seleções mereceram suas vitórias nas oitavas. O problema é saber que agora certamente uma delas vai ser eliminada tão precocemente. Isso elas não mereciam!

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. É pra marcar na agenda! É a data em que Alemanha e Argentina devem fazer uma grande partida na Cidade do Cabo.

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. Será o duelo de jovens gerações. Será o confronto de um time mais coletivo contra outro mais individual. Será a reunião de 5 títulos mundiais em campo.

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. Que não haja gols mal invalidados ou impedimentos não marcados! Mas que sobrem chutes precisos de fora da área ou contra-ataque mortais!

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. Será a disputa tática entre equipes que isolam seus centroavantes no ataque, mas nem por isso são pouco ofensivas. Muito pelo contrário…

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. É uma pena, mas uma das melhores seleções da Copa de 2010 será eliminada. Não será uma final antecipada, mas ambas tem condições de estar na decisão. Resta saber qual seleção seguirá na briga por isso.

Dia 3 de julho, sábado, às 11 horas da manhã. Dia de Özil, Müller, Schweinsteiger e companhia? Ou dia de Messi, Tévez, Higuaín e companhia? Eu já marquei na agenda. E você?

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