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Archive for the ‘Rumo ao Hexa’ Category

Tudo sempre esteve desenhado: a possibilidade de encarar a difícil Holanda nas quartas de final era enorme. Eu mesmo palpitei que a eliminação do Brasil aconteceria nesta partida. Dito e feito.

As chances de um jogador específico estragar o sonho do hexa também eram gigantes. Este perigo foi tratado aqui no blog como o “risco Felipe Melo”. Dunga insistiu em sua convocação, apesar dos sinais. E o que era um risco virou realidade. Dito e feito.

A falta de opções no banco de reservas e a ausência de variações táticas também não passaram desapercebidas. Destaquei aqui os avisos de vários comentaristas sobre essas dificuldades do Brasil. Isso poderia deixar a equipe de Dunga em situação delicada caso precisasse buscar um resultado. Ela precisou… e deu no que deu. Dito e feito.

Só um detalhe não era previsível nessa eliminação: o desequilíbrio emocional da Seleção. O time entrou desconcentrado no 2º tempo, ficou assustado com o 1º gol sofrido e não se recuperou. Algo que nunca foi visto durante os anos de Dunga como técnico dessa equipe. Algo que não foi dito, mas foi feito. E foi decisivo na Copa…

A Seleção fez um 1º tempo de futebol impressionante, mas que não serviu pra nada por causa dessa desconcentração surpreendente. Um 1º tempo que só foi útil para confirmar mais uma análise feita aqui. “A única certeza é que o Brasil não vai fazer feio. Aposto!”, escrevi. Dito e feito.

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Foi assunto de um post específico neste blog: antes da Copa de 2010 começar, perguntei se o Brasil seria hexacampeão e respondi com análise e palpite “o Brasil não vai fazer feio, mas deve cair nas quartas de final, diante de seus adversário mais provável nessa etapa, a Holanda”. Agora o confronto está desenhado. Resta saber se o chute será certeiro…

Não é nada difícil imaginar a cena: Sneijder descola um de seus típicos lançamentos milimétricos e coloca a Jabulani com precisão na ponta direita. Lá está Robben, que domina perfeitamente a xingada e maltratada bola. Ele vê que o marcador à sua frente não é dos melhores, finge que vai para a direita, corta para a esquerda e acerta o chute com precisão. Gol da Holanda contra o Brasil nas quartas de final da Copa!

É o principal perigo que a equipe de Dunga vai correr nas quartas: o duelo entre Robben e Michel Bastos chama a atenção pela enorme disparidade entre o talento de um e a incapacidade defensiva de outro. Vários comentaristas como Maurício Noriega, Mauro Cezar Pereira e André Rocha , por exemplo, alertaram para essa jogada.

Porém, como destacou Caio Maia, a análise não pode parar por aí, afinal existirão outros duelos em campo. “E Maicon x Van Bronckhorst? E Kaká x Van Bommel? Luis Fabiano x Mathijsen?”. Aí o Brasil ganha, óbvio. Além disso, a entrada forçada de Josué ou Felipe Melo no lugar de Ramires, suspenso, pode melhorar o cerco da defesa brasileira a Robben, cada vez mais candidato a ser eleito um dos melhores jogadores do mundo na temporada.

O fato é que a Holanda não tem brilhado tanto quanto se esperava e até aqui provou que conta mais com a individualidade de seus ótimos atletas do que com um jogo coletivo bem treinado. Ao contrário do Brasil, que, mesmo sem 1 ou 2 craques em destaque por enquanto, mostrou que sabe fazer tabelas rápidas no ataque e exibiu sua tradicional segurança defensiva.

Ainda não mudo meu palpite lançado antes da Copa e relembrado no primeiro parágrafo deste texto. Mas a convicção já não é mais a mesma. A única certeza de fato está no começo da frase: “o Brasil não vai fazer feio”. Aposto!

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PVC, Mauro Cezar Pereira, André Rocha e Gustavo Hofman perceberam: enfrentar retrancas é o grande problema do Brasil, como foi visto contra a Coreia do Norte, e como será repetido diante da Costa do Marfim.

Contra Portugal, a seleção africana mostrou que sabe jogar na defesa, o que deve ter preocupado Dunga. Com volantes que pouco ajudam na saída de bola, a seleção brasileira tem um ritmo lento, de pouca movimentação, que só piora com a má forma de Kaká. Tudo isso facilita o trabalho de quem joga recuado.

A diferença perigosa está no que PVC destacou: “os marfinenses vão defender-se, talvez menos do que os norte-coreanos, mas provavelmente com mais qualidade para contra-atacar”. Drogba deve voltar. Gervinho é habilidoso. Kalou é eficiente. Yaya Touré sabe marcar e atacar em alto nível.

Ou seja, fico com o que Lédio Carmona escreveu: “se o Brasil jogar contra eles como no primeiro tempo da noite mais gelada da Copa, no Ellis Park, viveremos um Deus nos acuda sufocante”. Grande parte dos comentaristas esportivos percebeu isso. Será que Dunga também?

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Basta ler alguns dos posts do Opiniões em Campo sobre a Seleção Brasileira para perceber que não sou um dos maiores críticos do trabalho de Dunga. É claro que discordo algumas decisões dele e não gosto de sua postura com a imprensa. Mas acho que o técnico acertou mais do que errou nos últimos quatro anos.

Mesmo assim, admito uma contradição: não aposto que o Brasil vá ser hexacampeão na África do Sul. É uma das seleções favoritas sim, não deve fazer feio, mas algo vai faltar para o time nos grandes momentos.

Explico: a falta de variação tática é um dos principais motivos desse meu palpite. A Seleção pouco treinou mudanças no 4-2-3-1, que é eficiente, mas não pode ser opção única. O time precisaria, por exemplo, tentar jogar com um atacante no lugar de Elano, pela direita, em um típico 4-3-3. Mas Dunga praticamente não treinou isso  e dificilmente arriscará durante a Copa.

Após o amistoso contra a Tanzânia, na última segunda, Dunga colocou jogadores de mais velocidade em campo e disse ter uma variação tática. Não é assim. Em primeiro lugar, porque isso só mudo o estilo e a estratégia de jogo, não a tática em si. Em segundo, porque essa alternância pouco foi treinada. Funcionou contra a Tanzânia, que nada mais é do que… a Tanzânia, oras!

As escalações dos volantes e do lateral-esquerdo, mal conduzidas até aqui, são outros defeitos graves. Mais jogadores das posições poderiam ter sido testados, principalmente por causa do “risco Felipe Melo”, já comentado aqui desde fevereiro e até na semana passada.

Esses são só alguns dos pontos fracos que devem tirar a Seleção Brasileira da disputa pelo título. Mas reforço: eles não deixarão a equipe passar vexame. Até porque os pontos fortes também existem, como a defesa segura, a consistência tática, as jogadas aéreas e de contra-ataque bem trabalhadas, além do próprio talento individual de alguns jogadores.

Dessa forma, o Brasil deve cair nas quartas de final, diante de seus adversário mais provável nessa etapa, a Holanda. Antes, deverá ter o Chile como adversário.

Caso não se classifique como primeiro em seu grupo, o caminho muda e então a eliminação pode ser diante da Espanha, nas oitavas. O que ainda assim não seria vexatório, dependendo de como acontecesse, já que a seleção de Xavi, Iniesta, Fábregas, Villa e Torres tem o melhor elenco da Copa.

Como torcedor, é claro que ficarei decepcionado se meus prognósticos se confirmarem. Como jornalista, vou esperar para enxergar além do resultado. Infelizmente não é isso que vai acontecer por aí. Após a eliminação, virão críticas duras imediatas contra o Dunga e todo seu trabalho. Que, como dito no 1º parágrafo, não merece tudo isso. Pelo menos até aqui. Veremos após a Copa do Mundo…

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Há quem se preocupe com os recém-lesionados Kaká e Luís Fabiano. Há quem reclame da pouca variação tática do time de Dunga. Há quem alerte para a falta de opções no banco de reservas. Há até quem ainda lamente as ausências de Ganso e Neymar na África do Sul. Eu prefiro pensar em outro problema: o “risco Felipe Melo”.

Sem desmerecer todas as preocupações supracitadas, já que a maioria realmente faz sentido, acredito que o “risco Felipe Melo” é um problema ainda maior. O amistoso contra o Zimbábue trouxe poucas lições, mas claramente despertou esse alerta.

O segundo volante da Seleção Brasileira preocupa por questões técnicas e disciplinares. Ou seja, ele não só atrapalha a saída de bola como também desperta o medo de uma expulsão, já que foi capaz de arrumar confusão até em um duelo bobo contra um time inexpressivo.

Como escreveu PVC, “Felipe Melo não precisa ser tão nervoso, nem discutir o tempo inteiro com o adversário. Ele dá ritmo, mas às vezes aprofunda o passe quando é mais certo tocar curto.”, resumiu.

A edição de maio da revista Placar trouxe como capa “o risco Kaká”, alertando para o fato de não existir um plano B para a ausência do camisa 10 da Seleção. E é preciso atentar para a mesma situação com Felipe Melo.

Sem ele, Dunga vai acabar optando pelo pouco confiável Kléberson em seu lugar. Foi assim na Copa das Confederações de 2009. Mas na verdade a melhor opção seria Ramires, que jogaria bem ali, mas pouco foi testado nessa função e não deve ser o escolhido.

Dessa forma, cria-se um grande problema: um volante, que é considerado titular absoluto, não produz tanto com a bola, pode ser expulso ou suspenso a qualquer momento e não será substituído da forma correta. Esse é o “risco Felipe Melo”. Essa deveria ser a grande preocupação do Brasil.

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