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Posts Tagged ‘América-MG’

Há vários pontos de vista sobre a demissão de Caio Júnior do Botafogo. Por um lado, pode-se analisar apenas os resultados e ver que o time tem caído na tabela. Além disso, pode-se observar que técnico deu declarações que incomodaram a diretoria e ainda inventou demais nas escalações – nesta quarta-feira, por exemplo, mudou a tática do time para um 3-6-1 absurdo e perdeu para o América-MG.

Mas também pode ser feita uma outra análise e ver qual é o real potencial desse elenco do Botafogo. No começo do Brasileirão, por exemplo, era possível imaginar que ele apenas brigaria contra o rebaixamento. Mas vários bons reforços foram contratados, o time se acertou e surpreendeu. Mas pensar em título sempre foi sonhar alto demais. Eu sempre duvidei do Botafogo campeão.

Mas alcançar uma vaga na Libertadores já seria ótimo. E se isso ainda é possível, por que demitir o técnico? Fica evidente que a diretoria se iludiu com a possibilidade do time e agora está frustrada. Mas nesse caso o erro é de quem se empolgou quando não devia…

Há ainda uma terceira análise, mais profunda, sobre o quanto é vantajoso trocar de técnicos no futebol brasileiro. Em toda a temporada de 2011, aconteceram 35 mudanças de treinador nos 20 times da primeira divisão. Fiz uma análise rápida e concluí que a maioria das substituições, exatamente 20, não deu certo. Veja primeiro quais foram as trocas erradas:

  • Sérgio Soares por Geninho no Atlético-PR
  • Rogério Lourenço por Chiquinho de Assis no Bahia
  • Vágner Benazzi por Silas no Avaí
  • Chiquinho de Assis por Vágner Benazzi no Bahia
  • René Simões por PC Gusmão no Atlético-GO
  • Geninho por Adilson Batista no Atlético-PR
  • Celso Roth por Falcão no Inter
  • Vagner Benazzi por René Simões no Bahia
  • Silas por Gallo no Avaí
  • Cuca por Joel Santana no Cruzeiro
  • Renato Gaúcho por Julinho Camargo no Grêmio
  • Carpegiani por Adilson Batista no São Paulo
  • Mauro Fernandes por Antônio Lopes no América-MG
  • Gallo por Toninho Cecílio no Avaí
  • Renato Gaúcho por Antônio Lopes no Atlético-PR
  • Joel Santana por Emerson Ávila no Cruzeiro
  • Vágner Mancini por Estevam Soares no Ceará
  • Emerson Ávila por Vágner Mancini no Cruzeiro
  • Adilson Batista por Émerson Leão no São Paulo
  • Estevam Soares por Dimas Filgueiras no Ceará

* Por serem muito recentes, as trocas de técnico no Avaí e no Botafogo não foram avaliadas, é claro.

Além disso, o técnico líder do Brasileirão, Tite, é um dos que estão há mais tempo no cargo. Até porque realmente é complicado conseguir sucesso na substituição de técnico. Veja os treze times que conseguiram sucesso nessa arte que é trocar de treinador no Brasil:

  • PC Gusmão por Ricardo Gomes no Vasco
  • Adilson Batista por Muricy Ramalho no Santos
  • Márcio Goiano por Jorginho no Figueirense
  • Muricy Ramalho por Abel Braga no Fluminense
  • Joel Santana por Caio Júnior no Botafogo
  • Dimas Filgueiras por Vagner Mancini no Ceará
  • Adilson Batista por Renato Gaúcho no Atlético-PR
  • Falcão por Dorival Jr. no Inter
  • PC Gusmão por Hélio dos Anjos no Atlético-GO
  • Antônio Lopes por Givanildo Oliveira no América-MG
  • Julinho Camargo por Celso Roth no Grêmio
  • Dorival Jr. por Cuca no Atlético-MG
  • René Simões por Joel Santana no Bahia

Portanto, com todos esses pontos de vista apresentados, só me resta desejar sorte ao Botafogo. Fica claro que ele vai precisar!

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Rogério Ceni é um ídolo do São Paulo por mil motivos, mas um dos fatores que o fez atingir esse status com certeza foi o tempo que ele ficou no clube. – 21 anos Tudo isso logo em um momento em que é tão difícil ver jogadores permanecerem fiéis aos seus clubes. Atualmente apenas Marcos, do Palmeiras, pode ser comparado a Ceni nesse quesito.

Ceni, um dos mais fiéis
Ceni, um hors concours no assunto fidelidade ao time

Mas se procurarmos bastante ainda existem alguns outros casos semelhantes. Claro que não há ninguém que está há dez anos em um clube ou com quase 1000 jogos. Mas atualmente ver um jogador por cinco anos com a mesma camisa já é algo raro e bonito.

Há dois anos fiz o levantamento de quais jogadores estavam há mais tempo em seus clubes e até publiquei um top 11 aqui no Opiniões em Campo. Daquela lista, fora Ceni e Marcos, apenas quatro ainda não saíram dos seus clubes, sendo que dois deles não estão mais na primeira divisão – os goleiros Harlei, do Goiás, e Magrão, do Sport.

Então chegou a hora de atualizar essa lista. Entre os times da Série A atualmente, sem contar as lendas Ceni e Marcos, essses são os que defendem a mesma camisa há mais tempo:

10º) Dudu – desde 2006 no América-MG
É um volante limitado técnicamente, mas com a sua raça e poder de marcação conseguiu ajudar o América-MG a voltar à elite do futebol brasileiro. Agora o time passa por um momento delicado e ele não é mais titular absoluto.

10º) Leandro Ferreira – desde 2006 no América-MG
Formou com Dudu uma dupla entrosada que levou o time para a primeira divisão. Agora também não tem jogado com tanta frequência, mas seu nome já está na história do clube.

10º) Ronaldo Angelim – desde 2006 no Flamengo
Chegou desacreditado, vindo do Fortaleza, mas conseguiu seu espaço aos poucos no Fla. Viveu seu grande momento em 2009, ao fazer o gol decisivo para o título do Brasileirão, na última rodada.

7º) Júlio César – desde 2005 no Corinthians
Em 2005, o goleiro chegou até a participar de um jogo do Campeonato Brasileiro, mas foi só a partir de 2009 que ele virou titular e começou a escrever sua história no time. Contestado por falhar frequentemente, ele ainda está longe de ser um ídolo corintiano.

7º) Marcelo Grohe – desde 2005 no Grêmio
Formado nas categorias de base do Grêmio, ele chegou a virar titular do time antes de completar 20 anos, em 2006. Mas voltou para a reserva e, em 2011 ,já viveu uma boa fase, mas ainda é só um reserva de potencial para o futuro.

5º)  Léo Moura – desde 2005 no Flamengo
Antes de chegar ao time carioca, Léo jogou no Braga-POR no começo de 2005. Depois, chegou ao Fla para finalmente colocar sua carreira nos trilhos e tem sido sempre titular, mesmo alternando boas e má fases.

Léo Moura no Flu
Léo Moura fez os flamenguistas até esquecerem que ele já foi do Flu

5º) Ricardo Berna – desde 2005 no Fluminense
Antes de chegar ao time carioca, Berna jogou no América-MG no começo de 2005. Depois, por muito tempo ficou apenas como um reserva esquecido no Flu. Até que em 2010 o time precisava de um goleiro, já que Fernando Henrique e Rafael tinham ido mal, e Berna deu conta do recado, sendo importante no título do Brasileirão.

5º) Fernandes – desde 2005 no Figueirense
Antes de chegar ao time catarinense, Fernandes atuou no Al-Shabab-EAU no começo de 2005. Depois, voltou ao time pelo qual já tinha três passagens. Atualmente é reserva do time catarinense, mas ainda é um líder no elenco.

2º) Índio – desde 2005 no Internacional
Estava no Juventude quando foi contratado, no começo de 2005, e  desde então se tornou um dos maiores zagueiros da história do Colorado. Ele participou de todas as grandes conquistas recentes do time. Atualmente está em baixa na carreira, até por causa da sua idade, mas ainda consegue ser útil ao elenco do Inter.

1º) Fábio – desde 2005 no Cruzeiro
O goleiro que mais está perto de seguir os caminhos de Marcos e Ceni ganha essa disputa por ter duas passagens pelo Cruzeiro. Em 1999, ele jogou pelo time mineiro, e só voltou seis anos depois, para começar a se tornar ídolo do time.

Muitas vezes ele foi contestado no Cruzeiro, até porque era irregular mesmo. Mas há pelo menos dois anos ele amadureceu e agora já começou a se firmar até na seleção brasileira. Com 30 anos, ele ainda é razoavelmente novo para a sua posição e pode sofrer assédio para sair do Cruzeiro, mas diz que não tem essa intenção.

Fábio, do Cruzeiro
Fábio – fiel até quando?

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Após uma rodada na qual os melhores times do Brasileirão fracassaram, é melhor nem escrever sobre a parte de cima da tabela. Até porque existem detalhes interessantes que têm chamado minha atenção na parte de baixo, na zona de rebaixamento: os times que vão lutar pra cair já estão definidos.

Logo após a 2ª rodada, eu já tinha apontado aqui que Avaí, América-MG, Atlético-GO e Bahia eram os principais candidatos a disputar a Série B em 2012. O tempo passou, quase todos esses times trocaram de técnico, contratam muitos jogadores, mas a tabela agora mostra que só o Bahia está fora – e por pouco, por apenas uma posição.

O intruso no grupo é o Atlético-PR. O time do técnico Renato Gaúcho ganhou seu primeiro jogo no sábado e mostrou que existe ali algum potencial para subir na tabela. Nada demais, pois não vai conseguir uma arrancada. Mas tem boas chances de escapar da zona de rebaixamento sim.

 "Morro" García

"Morro" García é um bom motivo para acreditar que o Atlético-PR pode evoluir

Caso o Atlético-PR se livre mesmo, o Bahia é o principal candidato a assumir sua vaga na zona do rebaixamento, como já foi dito. E fora esses cinco times, não creio que Atlético-MG ou Grêmio caiam ainda mais, eles devem ficar no meio da tabela mesmo. Talvez Ceará ou Figueirense possa se juntar a esse grupo dos rebaixados, mas é difícil – são clubes com um time bem montado.

Portanto, se a 11ª rodada do Brasileirão mostrou que o Corinthians não e imbatível e que a briga pelo título ainda deve mudar bastante, mostrou, por outro lado, que a luta contra o rebaixamento não deve ser tão agitada assim. Parece cedo pra dizer, mas não tenho medo: entre os cinco últimos do Brasileirão atualmente, quatro vão cair. Podem me cobrar.

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Se a primeira rodada do Brasileirão 2011 serviu para  mostrar que é melhor não arriscar palpites sobre a briga pelo título, a segunda trouxe conclusões sobre a outra parte da tabela: já dá pra arriscar quem deve lutar contra o rebaixamento.

O resultado mais sintomático para essa conclusão foi o do Avaí. O time de Silas, que enganou muita gente ao eliminar o São Paulo na Copa do Brasil, perdeu para o Atlético-MG, em casa, por 3 a 1. Ok, o adversário não era fácil, o time de Dorival Jr. tem potencial, mas não se pode perder de vista o quanto é fraco esse Avaí. Para piorar, Silas parece estar perdido taticamente no comando do time. Vai cair daqui a poucas rodadas…

O América-MG foi outro time que teve um péssimo resultado na rodada. Seu jogo era fora de casa, mas o Vasco entrou praticamente só com reservas e ainda assim o time mineiro perdeu por 3 a 0. E aqui também há uma análise que vai além desse jogo: o América-MG tem se reforçado muito mal em 2011. Faltam melhorias em todos setores. O time não pode depender de Fábio Junior para se salvar de um retorno para a Série B.

Fábio Junior/ Lancenet

Se ainda fosse o cantor...

Há ainda o Atlético-GO, que, mesmo em casa, não conseguiu vencer o Fluminense. Foi dominado durante a partida e mostrou uma dependência de Vitor Junior e Marcão, o que já é um grande problema. Em 2010, o time goiano escapou por pouco do rebaixamento. Dessa vez não deve bater na trave…

O quarto time que eu daria como certo para o rebaixamento seria o Bahia. Ele realmente tem muitas chances de cair, mas tem se reforçado. Trouxe, por exemplo, Jóbson, que salvou o time de uma derrota contra o Flamengo, mas não é confiável. Ainda é difícil crer que a mistura explosiva de Carlos Alberto, Ricardinho e vários refugos realmente vá dar certo, mas nesse caso pelo menos há alguma esperança mínima de salvamento.

Caso o Bahia realmente consiga essa difícil química, Botafogo e Figueirense aparecem logo atrás como outros possíveis rebaixados. Atlético-PR e Ceará também precisam ficar alertas. Mas fato é que a 2ª rodada do Brasileirão só comprovou o que os elencos de Avaí, América-MG, Atlético-GO e Bahia já mostravam: eles vão ter que se superar demais para se livrarem da queda para a segunda divisão.

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