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Posts Tagged ‘Caio Maia’

10 razões para explicar uma goleada histórica

Não dá para simplificar o que aconteceu neste domingo. O que o Barcelona fez com o Santos foi um massacre, um chocolate, um baile, um banho, um atropelamento. Enfim, como queira chamar. Mas por que isso aconteceu? É importante entender isso para fazer aquilo que Neymar pediu após o jogo: aprender a lição e evoluir.

E existem várias razões para o show do Barcelona ter acontecido. O Santos errou demais, mas também existem os mérito do time catalão. Tudo isso foi abordado por vários comentaristas esportivos após o jogo. E agora tento resumir as dez razões mais apontadas para o Barcelona ter goleado o Santos por 4 a 0 no Mundial de Clubes. Seguem as opiniões que entraram em campo:

10º) Falta de noção
Por desconhecimento ou falta de profissionalismo, o real poder do Barcelona não foi entendido completamente. Isso não abalou o Santos como um todo, mas certamente houve alguma influência em um ou outro jogador.

Como bem escreveram Carlos Pizzatto e Cassiano Gobbet, partes da imprensa fizeram tentativas de reduzir a dimensão desse genial Barcelona. Comparações absurdas foram feitas e só depois do jogo alguns perceberam que o Barça é um dos melhores times de futebol da história. Tarde demais.

9º) Neymar não jogou
Neymar “não viu a cor da bola” e “a bola não recebeu o devido carinho do craque”. Alberto Helena Jr. tem total razão nessas observações. Se o Santos tinha alguma chance de vencer o Barcelona, dependia de uma grande atuação de Neymar. O que esteve longe de acontecer.

Mas também é preciso enxergar além: caso Neymar tivesse feito uma grande partida, bastaria para vencer? Duvido! Nem um clone de Messi seria capaz de vencer o Barcelona “sozinho”. Por isso outros fatores foram muito mais decisivos para que a goleada acontecesse…

8º) Ganso não marcou
A análise de Leonardo Bertozzi é perfeita: ele lembra que o Real Madrid, acostumado a enfrentar o Barcelona com três volantes, apostou recentemente em manter Özil no meio-campo. Mas o alemão ajudou pouco na marcação e isso contribuiu para que o Barça vencesse.

Algo semelhante aconteceu com o Santos, mas em uma proporção muito maior: Ganso mostrou uma preguiça vergonhosa e fez com que seu time ficasse sempre com um a menos quando se defendia. E perder um atleta na marcação é fatal contra um time que se movimenta tão bem como o Barcelona.

7º) Time ficou apático
Não dá para culpar só Neymar e Ganso. Os outros jogadores do Santos têm uma parcela de culpa. Eles se mostraram apáticos em campo, não sei se por medo ou problemas internos. Mas faltou raça, confiança e comprometimento sim.

“Era preciso marcar, desarmar, lutar pela bola o tempo todo”, escreveu Mauro Cezar Pereira. Foi isso que faltou. Parece que os jogadores entraram conformados com a derrota e os gols aos 20 minutos de jogo só serviram para desanimá-los ainda mais.

6º) Faltou preparação
Desde que ganhou a Copa Libertadores, o Santos não parou de pensar no Mundial. Fez milhões de campanhas de marketing, mas esqueceu-se do principal: era preciso entrar em campo e não fazer feio. Não conseguiu também por causa da diretoria e da comissão técnica.

Como escreveu Marcelo Bechler, “o Santos usava o Brasileiro para não cair, e era um desperdício”. O time brasileiro ficou muito preocupado com a questão física e esqueceu da parte tática. Poupou jogadores no segundo semestre e sequer fez coletivos no Japão, sempre com a intenção de evitar lesões. Mas no final eles ficaram muito mais desgastados, porque só correram atrás do Barcelona.

5º) Faltou estratégia

Muricy errou feio demais

Não deu para entender o que Muricy pediu para seus jogadores. No começo até parecia que o Santos ia pressionar o Barcelona, como sugeri aqui. mas não dá para fazer isso só com os três jogadores da frente. O time todo teria que avançar. Não deu certo e, depois disso, só houve desespero.

“O maior problema do Santos foi não ter uma proposta de jogo. Entrou para marcar o Barça? Ou para tentar atacá-lo? O congestionamento na entrada da área era estratégia? Ou era bololô?”, questionou bem Caio Maia. Milan e Real perderam para o Barça, mas já conseguiram pelo menos alguma estratégia útil para vencê-lo no futuro. O Santos passou longe disso.

4º) Faltou tática
A troca de Léo por Elano foi o grande erro do jogo. Qualquer ignorante percebeu que essa escolha de Muricy atrapalhou demais o time. Com mais jogadores na defesa, o Santos atraiu o Barcelona. E, como escreveu Menon, “trazer aquele toque de bola para perto da área é suicídio”.

Enquanto isso, o Barcelona apenas consolidou ainda mais o seu novo 3-4-3, que muda durante o jogo e mostra influências de Cruyff, como bem destacou Lucas Imbroinise. De fato foi uma aula de tática. E Muricy mostrou que realmente tem muito a aprender nesse sentido…

3º) Diferença de conjunto
Mais importante do qualquer duelo individual ou análises táticas é perceber a diferença entre os conjuntos de Barcelona e Santos. Era bobeira fazer qualquer comparação entre jogadores, porque a força coletiva do time catalão é muito maior. O entrosamento é perfeito, inclusive entre jogadores que entraram agora na equipe, como Fábregas, Thiago Alcântara e Alexis Sánchez.

“O que ficou evidente é que confrontos individuais nem poderiam existir diante de uma diferença técnica coletiva tão grande”, analisou bem Otávio Maia.

2º) Categorias de base
Acima de tudo, foi a vitória de um modelo. Houve um jornalista no Japão, não sei quem, que tentou apontar a diferença financeira como fundamental para explicar a goleada. Ouviu de Guardiola a melhor resposta possível: o Barcelona revela seus principais jogadores. Nem sempre precisa gastar absurdos para contratá-los.

E aí sempre aparecerá um ufanista para lembrar que o Santos e seus “Meninos da Vila” também são frutos de uma categoria de base forte. Para esses apenas recomendo o texto de Pedro Venancio, que explica bem a diferença entre os dois modelos. Os espanhóis formam jogadores com um método elogiável. Os brasileiros improvisam e às vezes dão sorte.

1º) Barcelona
Esse é o maior responsável pelo vexame que o Santos passou. “O Barcelona é um time extraordinário, está fora da curva, é o melhor time do planeta e massacra adversários indiscutíveis há três anos”, resumiu bem PVC.

Pouco interessa se é o Real Madrid, o Manchester United, o Santos, o Fluminense ou o Mogi Mirim. O Barcelona dá a impressão que vai massacrar, dar um banho e atropelar qualquer um. Só nos resta analisar, aplaudir e o mais importante: aprender com ele.

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Atualmente a rivalidade entre Barcelona e Real Madrid parece mais uma guerra. E como em qualquer guerra, existem várias batalhas, com menos ou mais importância. Pois no último sábado, no Santiago Bernabéu, um jogo entre esses dois times entrou para a história. Não foi o final da guerra, longe disso. Mas foi uma das batalhas mais relevantes.

Isso principalmente por causa do bom momento vivido pelo Real Madrid até então. Esperava-se que o exército de José Mourinho finalmente conquistasse seu grande trunfo nessa guerra. Os guerreiros merengues tiveram tudo a seu favor, inclusive um gol marcado antes do primeiro minuto de jogo. Mas no final a brigada catalã levou a melhor e deixou a pergunta no ar: será que o Real realmente pode vencer essa guerra?

Por criar essa desconfiança a batalha deste sábado foi tão importante. E, como não poderia deixar de ser, os comentaristas se desdobraram para explicar como aconteceu tudo isso. O site inglês Zonal Marking fez uma ótima análise tática. Mas em português e com outros pontos de vistas também houve quem fizesse bons textos. Leia alguns e entenda mais sobre essa disputa, que já entrou para a história do futebol:

  • André Rocha foi bem ao detalhar a importância de Guardiola na vitória do Barcelona. Afinal, a versatilidade e a mudança tática do time foi fundamental para que a reação pudesse acontecer. Entenda.
  • Antero Greco abordou um ponto interessante, sobre o qual eu já tinha escrito até no twitter: o que passa na cabeça dos jogadores do Real Madrid? Há um fator psicológico importante no resultado dessa batalha. Leia mais.
  • Caio Maia abordou um aspecto importante: os erros que Mourinho comete ao enfrentar o Barcelona. Nem concordo 100% com a análise, mas claramente o português se equivoca em alguns conceitos nos clássicos. Entenda melhor. 
  • Futebol é movimentação. O Barcelona entende isso muito bem e PVC mostra o porquê. Ele explicou as mudanças pelas quais passou o time catalão e exaltou a importância disso para o futebol. Entenda o que ele chamou de “carrossel” ou “revolução”.
  • Entre vários assuntos, Vitor Sérgio observou algo importante: o Real Madrid até achou um jeito de bater o Barça, que é pressioná-lo. Mas não dá para fazer isso o jogo todo e por isso uma nova estratégia precisa ser encontrada. Saiba mais.

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Quem assistiu a estreia da Argentina contra a Bolívia percebeu que os hermanos tentam imitar, sem sucesso, o Barcelona. Normal, muitos querem isso atualmente, já até escrevi sobre isso no iG Esporte. Mas não é fácil e ninguém conseguiu até agora. E os argentinos ficaram bem longe disso, como destacaram vários comentaristas – Caio Maia e Maurício Noriega, por exemplo.

Porém, nessa análise não basta dizer o óbvio. Afinal, todos sabem que Banega não é Xavi ou que Lavezzi não é Villa e que isso dificulta a imitação do Barça. Mas é preciso lembrar outras estratégias e detalhes que fazem do time catalão essa máquina tão invejada…

Como PVC destacou, falta um elo de ligação entre o meio de campo e o ataque da Argentina. É precisa fazer essa transição naturalmente. Caso contrário, Messi recua para buscar a bola e fica afastado do que mais sabe fazer, os gols.

Como Marcelo Bechler destacou, falta também valorizar a posse de bola: “A Argentina não valorizou a posse de bola, não teve passes curtos e pouco conseguiu colocar Messi no jogo”. Na verdade até existiram momentos em que os argentinos mostraram disposição para fazer isso, mas logo a afobação tomou conta do time, que passou a forçar passes e conceder contra-ataques.

Messi/ AFP

Não era difícil perceber que Messi ficava isolado em campo várias vezes

Como André Rocha e Vitor Sérgio destacaram, também falta tempo para implantar a filosofia que hoje domina o Barcelona. Não é qualquer um que chega no time espanhol e já entende essa proposta tão difícil de ser colocada em prática. Em uma seleção, com a pressão por resultado a cada jogo e com algumas semanas de treino, isso fica quase impossível.

Além do que eles citaram, lembro ainda da marcação por pressão, estratégia que há anos existe no Barcelona e atrapalha qualquer rival que o enfrente. A Argentina não fez isso e nenhum time do mundo consegue fazer algo parecido.

E há ainda a diferença enorme entre a qualidade defensiva de Barça e Argentina, que nem precisa ser muito analisada, está evidente…

Com tantos problemas, fica claro que a Argentina não vai conseguir imitar o Barcelona. Mas nem precisa disso pra ser campeã da Copa América. A seleção tem boas opções no banco, como Pastore, Aguero e Di María, que podem virar titulares e fazerem o time funcionar melhor. Aposto nisso. Aposto em uma Argentina que evoluirá na Copa América e será campeã. Mas jamais apostaria que ela vá chegar perto de ser um Barcelona…

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Eu sou um dos maiores fãs de Alex Ferguson. O técnico escocês do Manchester United sabe como poucos aproveitar as peças do elenco, levar jogadores a renderem mais do que podem e fazer o Manchester United apresentar um futebol rápido, bonito e eficiente. Porém, na final da Liga dos Campeões, ele errou. Errou feio. E não se pode errar contra essa máquina chamada Barcelona!

O erro de Ferguson ficou claro para quem viu o jogo: a marcação do Manchester no meio-campo foi muito fraca por causa da escalação. Esse problema foi bem explicado por Caio Maia: “Giggs ou Chicharito teriam que sair do time, ou então o meio-campo seria perdido de novo. Nenhum dos dois saiu, e foi exatamente o que aconteceu”.

A questão me lembra os confrontos recentes do Barcelona contra o Real Madrid. Outro técnico genial, o português José Mourinho, percebeu que precisava sufocar o trabalho de meio-campo do Barça. Por isso improvisou Pepe como cabeça de área e ainda alinhou mais dois volantes à frente dele. A tática não deu certo na Liga, mas trouxe o título da Copa do Rei e poderia ter funcionado na competição europeia se Pepe não fosse um cavalo.

Chegaram a chamar Mourinho de “retranqueiro”, como sempre fazem alguns ignorantes que não sabem enxergar além dos resultados. Mas um possível caminho para vencer o Barça estava desenhado, de certa forma. Talvez o Manchester também não tenha as peças ideais para fazer essa tática funcionar. Mas Ferguson deveria ter tentado algo parecido. Será que ele ligou mesmo para Mourinho? Ele disse que faria isso…

O melhor de ver o Barça ser campeão foi ver o Puyol deixar o Abidal levantar a taça. Imagem pra história...
O melhor do Barça ser campeão foi ver o Puyol deixar o Abidal levantar a taça. Imagem pra história!

Mas seria um grande erro meu culpar apenas Ferguson pelo fracasso do Manchester United. Na verdade Messi é o grande culpado por isso. Apoiado pelos também geniais Xavi e Iniesta, ele deu show e colocou em nossas cabeças uma pergunta: onde Messi vai parar? Com apenas 23 anos, ele segue em franca evolução e já tem quinze títulos só pelo Barça, sendo que três são Ligas dos Campeões. Há ainda um Mundial na lista. Impressionante!

Mas prefiro seguir o conselho de Leonardo Bertozzi. Vou apenas desfrutar o fato de poder vê-lo jogar e ficarei “sem pressa para definir o lugar de Messi na história”. Só sei que o argentino vai longe, muito longe…

Aliás, quer saber? Será legal ver o Messi brilhar na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, levando a Argentina a um título impressionante. Eu quero mais é ver a história ser escrita na minha frente. Eu quero ver até onde Messi pode ir… e ele pode sim ir mais longe do que qualquer outro já foi!

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Da mesma forma que muitos comentaristas esportivos se apressaram para comentar sobre a suposta ida de Muricy Ramalho para a Seleção Brasileira agora existem outros que estão cometendo o mesmo equívoco. Afinal, como Caio Maia opinou, “vale a pena esperar antes de comemorar a derrota de Ricardo Teixeira”.

O presidente da CBF errou feio e isso já está bem claro. Ele demorou demais para escolher o substituto de Dunga e ainda negociou com Muricy Ramalho sem avisar ao Fluminense. Mas não é novidade que trata-se de um incompetente que já deveria ter saído há anos do cargo que ocupa.

No entanto, ainda é possível que o técnico do Fluminense vá para a Seleção. Sobram informações de última hora que indicam isso. Até o próprio Tricolor Carioca já admitiu a possibilidade, caso a CBF resolva pagar a multa recisória, de acordo com a Folha de S. Paulo.

Não é difícil que Ricardo Teixeira queira desembolsar um alto valor para contar com Muricy na Seleção. Seria uma forma de calar todos seus críticos que já se apressaram em comemorar o vexame do presidente da CBF. Juca Kfouri, é claro, foi um dos primeiros a fazer isso. Paulo Calçade, Flávio Gomes, Vitor Sérgio e outros também já destacaram essa visão dos fatos.

Não os condeno. Não estão errados. Eu também comemorarei. Mas prefiro esperar um pouco mais…

ATUALIZAÇÃO ÀS 20h50: com horas absurdas de atraso, a CBF finalmente se manifestou oficialmente sobre o assunto e confirmou que Muricy não foi liberado pelo Fluminense.

Agora restam duas ações à entidade: pagar a multa rescisória do técnico ou achar alguém que aceite assumir como 2ª opção.

A derrota de Ricardo Teixeira está cada vez mais feia. Ficou difícil acreditar que ele vá se salvar nos acréscimos. Que ele pelo menos cumpra sua promessa de definir quem será o novo técnico da Seleção até segunda-feira!

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Foi assunto de um post específico neste blog: antes da Copa de 2010 começar, perguntei se o Brasil seria hexacampeão e respondi com análise e palpite “o Brasil não vai fazer feio, mas deve cair nas quartas de final, diante de seus adversário mais provável nessa etapa, a Holanda”. Agora o confronto está desenhado. Resta saber se o chute será certeiro…

Não é nada difícil imaginar a cena: Sneijder descola um de seus típicos lançamentos milimétricos e coloca a Jabulani com precisão na ponta direita. Lá está Robben, que domina perfeitamente a xingada e maltratada bola. Ele vê que o marcador à sua frente não é dos melhores, finge que vai para a direita, corta para a esquerda e acerta o chute com precisão. Gol da Holanda contra o Brasil nas quartas de final da Copa!

É o principal perigo que a equipe de Dunga vai correr nas quartas: o duelo entre Robben e Michel Bastos chama a atenção pela enorme disparidade entre o talento de um e a incapacidade defensiva de outro. Vários comentaristas como Maurício Noriega, Mauro Cezar Pereira e André Rocha , por exemplo, alertaram para essa jogada.

Porém, como destacou Caio Maia, a análise não pode parar por aí, afinal existirão outros duelos em campo. “E Maicon x Van Bronckhorst? E Kaká x Van Bommel? Luis Fabiano x Mathijsen?”. Aí o Brasil ganha, óbvio. Além disso, a entrada forçada de Josué ou Felipe Melo no lugar de Ramires, suspenso, pode melhorar o cerco da defesa brasileira a Robben, cada vez mais candidato a ser eleito um dos melhores jogadores do mundo na temporada.

O fato é que a Holanda não tem brilhado tanto quanto se esperava e até aqui provou que conta mais com a individualidade de seus ótimos atletas do que com um jogo coletivo bem treinado. Ao contrário do Brasil, que, mesmo sem 1 ou 2 craques em destaque por enquanto, mostrou que sabe fazer tabelas rápidas no ataque e exibiu sua tradicional segurança defensiva.

Ainda não mudo meu palpite lançado antes da Copa e relembrado no primeiro parágrafo deste texto. Mas a convicção já não é mais a mesma. A única certeza de fato está no começo da frase: “o Brasil não vai fazer feio”. Aposto!

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Não faltam jeitos de tentar explicar a elminação vergonhosa da Itália na Copa do Mundo de 2010. Concordo com quase tudo que foi escrito… O óbvio é acusar Marcello Lippi pelo fracasso. O próprio técnico admitiu toda a culpa após o jogo.

Como Lédio Carmona escreveu, Lippi “apostou no que não tinha mais futuro” desde a convocação. Pior: durante o jogo, ficaram evidentes falhas táticas na defesa, como bem enxergou Vitor Birner. E as mudanças também falharam, pois “não fizeram a equipe jogar de forma ofensiva”, como observou PVC.

Algumas análises foram mais simplistas e diretas ao ponto, mas nem por isso menos verdadeiras: “na verdade, esse time italiano é muito fraco”, resumiu Alberto Helena Jr. Outros foram mais longe: “o fracasso da Itália reflete o que o país é hoje no futebol”, comentou Cassiano Gobbet acertadamente. Teve até quem dissesse que a Itália não é uma “seleção grande”, como Caio Maia – neste caso eu discordo, claro.

Itália do futuro
Se só pode sentir vergonha do seu presente, por outro lado, a Itália tem como esperar algo do seu futuro. Diferentemente do que escreveu Lédio Carmona, não creio que o futebol italiano está “sem renovação e sem sinais da mesma”. O cenário não é tão devastador assim.

Cesare Prandelli é quem vai assumir a Azzurra a partir de agora (aliás, foi outro erro anunciar sua contratação antes da Copa começar). Trata-se de um técnico de qualidade, que vinha comandando a Fiorentina com pulso e talento, e que terá pilares interessantes para convocar a Itália daqui pra fente.

Como goleiro, ele provavelmente ainda terá Buffon, que hoje tem 32 anos e ainda pode suportar 4 anos em bom nível. Na defesa contará com Chiellini, que se salvou na Copa, para ser a voz da experiência. Bonucci, Ranocchia e Bocchetti são zagueiros com menos de 23 anos que devem evoluir. Pelas laterais, eu apostaria em Santon e insistiria em Criscito.

O setor de meio-campo tem um problema maior. De Rossi poderia ser o grande nome, mas falhou contra a Eslováquia e pode ser queimado. Marchisio também decepcionou. Por outro lado, Montolivo correspondeu. Aqueles que podem surgir para o futuro são Candreva e talvez Giovinco.

No ataque, Prandelli pode dar um jeito de contar com os problemáticos Cassano e Balotelli, dar mais chances para Giuseppe Rossi, além de continuar a usar os já rodados Pazzini e Quagliarella.

Fica evidente que falta um grande craque, mas também é preciso não esquecer que novas revelações devem surgir ao longo dos próximos quatro anos. O futebol italiano não pode ser rebaixado por causa de uma Copa vergonhosa. O Brasil é logo ali! Com certeza a Copa de 2014 será melhor que a de 2010. Até porque pra ser pior…

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Foi boa a estreia da Argentina. Foi interessante ver as mudanças que Maradona fez em seu time titular. Foi bonito ver Messi jogar o que sabe, como eu tinha previsto. Mas foi terrível taticamente a escolha por Tévez no lugar de Otamendi, já que isso colocou o canhoto Jonás Gutiérrez na lateral-direita.

As consequências dessa escolha errada são variadas e não fica só na “Avenida Gutiérrez” criada  pelo meia improvisado. Tudo isso traz outros problemas que podem minar o favoristismo da Argentina na Copa do Mundo.

Como PVC destacou, Mascherano fica sobrecarregado e não consegue fazer as coberturas da maneira adequada, até porque Verón joga mais avançado.

Outra consequência é o fato de Di María ser “obrigado a recompor o setor (defensivo) sem a posse de bola”, como comentou Paulo Calçade. O destaque do Benfica no Campeonato Português tem talento e deveria jogar com mais liberdade, como fazia quando Otamendi melhorava a marcação argentina.

André Rocha, Mauro Beting, Vitor Birner e Vitor Sergio também enxergaram todos esses erros no sistema tático de Maradona, que não é ruim, mas precisa de consertos. Entretanto, o técnico não comentou sobre o assunto após o jogo e só nos resta especular…

O problema é que, como Caio Maia escreveu, “a lealdade do Pibe a algumas figuras é dunguiana”. Ou seja, a fidelidade de Maradona com jogadores faz com que ele fique cego para algumas questões problemáticas. E assim Gutiérrez pode continuar no time e os problemas devem se repetir. É uma avenida longa, sem fim. Até quando?

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As discussões sobre a ida ou não de Ronaldinho Gaúcho para a Copa do Mundo já cansaram. De tão especulado agora, o tema virou capa das duas melhores revistas de futebol do Brasil. E o mais curioso: de formas BEM diferentes.

Em fevereiro, a Placar foi às bancas com a reportagem que chamava Ronaldinho de “o fantasma de Dunga”. Nela, a informação era contundente: o atacante do Milan vai jogar a Copa, de acordo com as fontes de Arnaldo Ribeiro, Bernardo Itri e Ricardo Perrone, que assinam o texto.

Já a opinião da ESPN é outra. Neste mês de março, Caio Maia, em um texto de críticas pesadas (e nem sempre justas) contra Dunga, diz que Ronaldinho não irá à Copa. “Nem se fizer quatro gols por jogo até o dia da convocação”.

"Ele tem que ir... mas não vai"
“Ele tem que ir… mas não vai”, decreta a ESPN de março

Aqui não há exatamente uma informação, e sim uma tese. Tudo se explica por causa dos critérios do técnico da Seleção, que são detalhados na reportagem. Ou seja, a ESPN entende que, com um grupo fechado e cheio de jogadores de confiança, não há espaço para que Ronaldinho vá à Africa do Sul.

Agora cabe a cada um acreditar no que quiser. Eu já comentei aqui e repito: não creio na convoncação do Gaúcho e nem é pelos argumentos de Caio Maia. Ronaldinho teve muitas atuações apagadas com a amarelinha e é isso que o barrará na lista de Dunga. Respeito, mas não concordo com esse critério.

No mais, só me resta torcer para que a Placar esteja certa. E é isso que farei: torcer apenas. Discutir essa questão já cansou… ponto final aqui.

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SALA DE IMPRENSA

Ao ofender Simon, o presidente do Palmeiras, Belluzzo, além de errar feio, criou uma velha armadilha que ele deve ter aprendido com Vanderlei Luxemburgo: desviou o foco da imprensa para uma polêmica que não vai dar em nada. Todos caíram na emboscada: a maioria dos comentaristas esportivos deu espaço demais para discussões intermináveis sobre o gol de Obina.

A repercussão gerou boas reflexões (Maurício Noriega escreveu a respeito da  profissionalização dos árbitros), opiniões lamentáveis (Caio Maia exagerou nas críticas ao Belluzzo aqui e aqui) e até algumas teorias da conspiração (Cassiano Gobbet admitiu que desconfia de armações no jogo).

Era o que Belluzzo queria, pois esqueceram do principal: o futebol pífio apresentado pelo Palmeiras contra o Fluminense, que foi o mesmo mostrado contra o Santo André, em outra derrota vexatória. Isso sim merece um grande destaque e enormes discussões.

Os motivos para essa queda do time são intermináveis. As lesões de jogadores importantes (Pierre, Cleiton Xavier, Maurício Ramos, Edmílson, etc…) e a queda evidente de confiança ajudam a explicar, mas não resolvem tudo.

Existem muitos problemas no Palmeiras que não são solucionados e mereciam mais questionamentos do que a bobagem discutida de domingo para cá. Sergio Xavier foi um dos poucos que realmente fez um post bom sobre isso: “Culpar o juiz pelo gol  mal anulado é fugir das verdadeiras razões da crise”, disse ele.

O jogo contra o Sport já é nesta quarta e então veremos se pelo menos o foco do Palmeiras não foi distorcido. É a última chance de recuperação do time de Belluzzo em busca do título.


Atualização às 13h40 de 12/11: Cassiano Gobbet não “acredita em armações no Brasileirão 2009”, como escrito anteriormente. Ele explicou melhor seu ponto de vista aqui.

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SALA DE IMPRENSA

Espanta a empolgação de alguns comentaristas esportivos sobre a pequena arracanda do Palmeiras no Brasileirão 2009. Não consigo concordar com Michel Laurence, Caio Maia, Neto ou Juca Kfouri, por exemplo.

Eles escreveram, respectivamente, que o time de Muricy Ramalho “pode encomendar as faixas porque o título vai chegar”, que “ninguém, a não ser o próprio Verdão, pode tirar o título do Palestra”, que “vai ser difícil segurar esse quarto e inédito título do competente Muricy” ou simplesmente apostaram que o alviverde “será pentacampeão brasileiro”.

É claro que a vantagem conquistada recentemente é importante, os talentos de Muricy e de Diego Souza estão aparecendo e o trabalho da diretoria é ótimo. Como muito bem escreveu Dassler Marques, “há algumas características na campanha palmeirense que indicam merecimento no Brasileiro”.

Mas merecer nem sempre é vencer. E os problemas do líder ainda podem fazer o time perder. Como destaca Mauro Betting, “falta elenco” e o Palmeiras ainda “não mostrou jogo de líder absoluto de campeonato tão equilibrado”. Basta ver o problema gerado pela lesão recente de Maurício Ramos, comentado via twitter.

Não acredito que o time caia nessa armadilha do favoritismo e se acomode. Mas seria interessante que os comentaristas esportivos também não se empolgassem tanto. Ainda faltam 12 rodadas…

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VALE A VISITA

  •  Caio Maia traz uma ótima notícia: confirma que boa parte da equipe da revista Trivela vai trabalhar agora em uma nova publicação, a ESPN The Magazine. Clique aqui e leia mais
  • Marcelo Damato destaca Petkovic, que aos 37 anos, é uma das maiores surpresas do Brasileirão 2009. Com certeza! Clique aqui e leia mais.
  • Maurício Noriega faz uma interessante comparação entre o Dunga de 1994 e o Dunga de 2009. Clique aqui e leia mais
  • PVC traz interessantes dados sobre a artilharia do Brasileirão 2009, que realmente está com números muito baixos. Clique aqui e leia mais.
  • Rogério Andrade conta a história do antigo estádio do Arsenal, que agora virou um condomínio. As fotos divulgadas são espetaculares! Clique aqui e leia mais.

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