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Posts Tagged ‘Casillas’

O futebol coletivo da seleção campeã do mundo, a Espanha, dificultou a escolha do principal craque da Copa de 2010. Até porque a outra equipe que impressionou, a Alemanha, também não dependia tanto de destaques individuais. Só a Holanda tinha seus principais jogadores bem definidos e deles dependia para seguir em frente.

Dessa forma, não ficou fácil opinar sobre quais foram os melhores jogadores do Mundial na África do Sul. Também foi tarefa complicada eleger os piores. Mas minha opiniões precisam entrar em campo e por isso seguem abaixo:

Craque da Copa
A ousadia da Fifa merece ser exaltada. A entidade máxima do futebol elegeu Diego Forlán, do Uruguai, que ficou apenas em 4º lugar. Foi uma escolha pouco esperada, mas totalmente justa. Concordo com a Fifa.

Logo atrás, na ordem, aponto Xavi (Espanha), Sneijder (Holanda), Villa (Espanha), Schweinsteinger (Alemanha), Müller (Alemanha) e Iniesta (Espanha) como os melhores jogadores da competição. Faltou algo a mais para esses saírem com o prêmio.

Para Forlán esse “algo a mais” foi a raça que ele sempre demonstrou em campo. Os outros também tiveram, mas nesse quesito o urguaio esteve acima de qualquer um.

Jovem da Copa
Outro acerto da Fifa, mas dessa vez mais óbvio: Thomas Müller foi disparado o melhor jogador da Copa que nasceu depois do dia 1º de janeiro de 1989. Esse é o regulamento da entidade máxima do futebol, então adotaremos aqui para falar dos principais jovens do Mundial.

André Ayew (Gana), Vladimir Weiss (Eslováquia), Altidore (EUA) e Jonathan Mensah (Gana) são outros jovens que se destacaram e merecem elogios. Olho neles!

Os melhores da Copa posição por posição
A minha seleção do Mundial teria Casillas como goleiro, já que ele teve pouca concorrência no setor. Na defesa, pelas laterais, teria Lahm na direita e Coentrão na esquerda, absolutos. Como zagueiro, Puyol teria que ser titular desse time, sem dúvida. Seu companheiro seria Lúcio, mais por falta de opção.

O 1º volante seria Schweinsteiger, pelo tanto que marcou e ajudou na saída de bola da Alemanha. Ao lado dele, Sneijder e Xavi armariam com passes precisos e ainda e ajudariam na marcação. Aqui só fica a lamentação por não poder escolher Iniesta, craque da final, mas um pouco menos brilhante e decisivo no resto da Copa.

Pelas pontas, as presenças decisivas de Villa e Müller seriam fundamentais. E o craque da Copa não poderia ficar de fora, é claro, então Forlán também entraria nessa equipe espetacular, que ficaria escalada assim:

Casillas; Lahm, Puyol, Lúcio e Fábio Coentrão; Schweinsteiger, Sneijder e Xavi; Müller, Forlán e Villa

Os piores da Copa posição por posição
Aqui cabe uma explicação: os piores não são exatamente os que jogaram pior na Copa. Se fosse assim, eu escalaria a Coreia do Norte e ponto final.

Quem merece entrar nessa seleção de verdade é aquele jogador que era considerado fundamental para uma seleção e decepcionou na África do Sul. E não faltaram exemplos desse tipo por aí…

Green; Otamendi, Demichelis, Cannavaro e Evra; Pepe, Felipe Melo e Lampard; Rooney, Ribéry e Van Persie.

Há quem prefira escalar Messi e Kaká aqui, por exemplo. Mas eles não fizeram Copas tão ruins quanto estes acima citados, pois tiveram momentos de brilho, principalmente na 1ª fase. Enquanto isso, teve gente que  também gerou expectativa, mas nem viu a cor da Jabulani na África.

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Chamar de vitória justa é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha não fez só uma Copa brilhante. Brilhou nas Eliminatórias. Brilhou na Eurocopa. E o resultado não poderia ser outro se não o título da Copa do Mundo de 2010.

Chamar de vitória bonita é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha deixou um verdadeiro legado para as próximas gerações: não se ganha só com raça. Não se ganha só com violência. O que mais decide é a técnica, o toque de bola e o talento. A seleção que tem tudo isso só poderia ficar com o título da Copa do Mundo de 2010.

Chamar de vitória emocionante é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha mostrou que não era só frieza e paciência. Mostrou isso através da camiseta de Iniesta, em homenagem a Jarque. Através da camiseta de Sergio Ramos, em homenagem a Puerta. E também mostrou no choro de Casillas ao levantar o troféu da Copa do Mundo de 2010.

Chamar de vitória sofrida é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha precisou se superar desde o primeiro jogo, após a zebra suíça. Precisou melhorar a cada partida. E conseguiu. Superou todas críticas,  contou com boas intervenções do técnico Vicente Del Bosque, venceu todos jogos do mata-mata por 1 a 0 e faturou o título da Copa do Mundo de 2010.

Chamar de vitória histórica é pouco. Foi mais do que isso. A Espanha perdeu sua virgindade, quebrou recordes, tabus e clichês. Foi além: conquistou um respeito que poucos tinham com ela. Agora poderá aproveitar todos os benefícios do título da Copa do Mundo de 2010.

Foi uma vitória justa, bonita, emocionante, sofrida e histórica. E foi mais do que isso. Difícil é definir. Fácil é admirar. Parabéns, Espanha!

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