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Posts Tagged ‘Cassiano Gobbet’

10 razões para explicar uma goleada histórica

Não dá para simplificar o que aconteceu neste domingo. O que o Barcelona fez com o Santos foi um massacre, um chocolate, um baile, um banho, um atropelamento. Enfim, como queira chamar. Mas por que isso aconteceu? É importante entender isso para fazer aquilo que Neymar pediu após o jogo: aprender a lição e evoluir.

E existem várias razões para o show do Barcelona ter acontecido. O Santos errou demais, mas também existem os mérito do time catalão. Tudo isso foi abordado por vários comentaristas esportivos após o jogo. E agora tento resumir as dez razões mais apontadas para o Barcelona ter goleado o Santos por 4 a 0 no Mundial de Clubes. Seguem as opiniões que entraram em campo:

10º) Falta de noção
Por desconhecimento ou falta de profissionalismo, o real poder do Barcelona não foi entendido completamente. Isso não abalou o Santos como um todo, mas certamente houve alguma influência em um ou outro jogador.

Como bem escreveram Carlos Pizzatto e Cassiano Gobbet, partes da imprensa fizeram tentativas de reduzir a dimensão desse genial Barcelona. Comparações absurdas foram feitas e só depois do jogo alguns perceberam que o Barça é um dos melhores times de futebol da história. Tarde demais.

9º) Neymar não jogou
Neymar “não viu a cor da bola” e “a bola não recebeu o devido carinho do craque”. Alberto Helena Jr. tem total razão nessas observações. Se o Santos tinha alguma chance de vencer o Barcelona, dependia de uma grande atuação de Neymar. O que esteve longe de acontecer.

Mas também é preciso enxergar além: caso Neymar tivesse feito uma grande partida, bastaria para vencer? Duvido! Nem um clone de Messi seria capaz de vencer o Barcelona “sozinho”. Por isso outros fatores foram muito mais decisivos para que a goleada acontecesse…

8º) Ganso não marcou
A análise de Leonardo Bertozzi é perfeita: ele lembra que o Real Madrid, acostumado a enfrentar o Barcelona com três volantes, apostou recentemente em manter Özil no meio-campo. Mas o alemão ajudou pouco na marcação e isso contribuiu para que o Barça vencesse.

Algo semelhante aconteceu com o Santos, mas em uma proporção muito maior: Ganso mostrou uma preguiça vergonhosa e fez com que seu time ficasse sempre com um a menos quando se defendia. E perder um atleta na marcação é fatal contra um time que se movimenta tão bem como o Barcelona.

7º) Time ficou apático
Não dá para culpar só Neymar e Ganso. Os outros jogadores do Santos têm uma parcela de culpa. Eles se mostraram apáticos em campo, não sei se por medo ou problemas internos. Mas faltou raça, confiança e comprometimento sim.

“Era preciso marcar, desarmar, lutar pela bola o tempo todo”, escreveu Mauro Cezar Pereira. Foi isso que faltou. Parece que os jogadores entraram conformados com a derrota e os gols aos 20 minutos de jogo só serviram para desanimá-los ainda mais.

6º) Faltou preparação
Desde que ganhou a Copa Libertadores, o Santos não parou de pensar no Mundial. Fez milhões de campanhas de marketing, mas esqueceu-se do principal: era preciso entrar em campo e não fazer feio. Não conseguiu também por causa da diretoria e da comissão técnica.

Como escreveu Marcelo Bechler, “o Santos usava o Brasileiro para não cair, e era um desperdício”. O time brasileiro ficou muito preocupado com a questão física e esqueceu da parte tática. Poupou jogadores no segundo semestre e sequer fez coletivos no Japão, sempre com a intenção de evitar lesões. Mas no final eles ficaram muito mais desgastados, porque só correram atrás do Barcelona.

5º) Faltou estratégia

Muricy errou feio demais

Não deu para entender o que Muricy pediu para seus jogadores. No começo até parecia que o Santos ia pressionar o Barcelona, como sugeri aqui. mas não dá para fazer isso só com os três jogadores da frente. O time todo teria que avançar. Não deu certo e, depois disso, só houve desespero.

“O maior problema do Santos foi não ter uma proposta de jogo. Entrou para marcar o Barça? Ou para tentar atacá-lo? O congestionamento na entrada da área era estratégia? Ou era bololô?”, questionou bem Caio Maia. Milan e Real perderam para o Barça, mas já conseguiram pelo menos alguma estratégia útil para vencê-lo no futuro. O Santos passou longe disso.

4º) Faltou tática
A troca de Léo por Elano foi o grande erro do jogo. Qualquer ignorante percebeu que essa escolha de Muricy atrapalhou demais o time. Com mais jogadores na defesa, o Santos atraiu o Barcelona. E, como escreveu Menon, “trazer aquele toque de bola para perto da área é suicídio”.

Enquanto isso, o Barcelona apenas consolidou ainda mais o seu novo 3-4-3, que muda durante o jogo e mostra influências de Cruyff, como bem destacou Lucas Imbroinise. De fato foi uma aula de tática. E Muricy mostrou que realmente tem muito a aprender nesse sentido…

3º) Diferença de conjunto
Mais importante do qualquer duelo individual ou análises táticas é perceber a diferença entre os conjuntos de Barcelona e Santos. Era bobeira fazer qualquer comparação entre jogadores, porque a força coletiva do time catalão é muito maior. O entrosamento é perfeito, inclusive entre jogadores que entraram agora na equipe, como Fábregas, Thiago Alcântara e Alexis Sánchez.

“O que ficou evidente é que confrontos individuais nem poderiam existir diante de uma diferença técnica coletiva tão grande”, analisou bem Otávio Maia.

2º) Categorias de base
Acima de tudo, foi a vitória de um modelo. Houve um jornalista no Japão, não sei quem, que tentou apontar a diferença financeira como fundamental para explicar a goleada. Ouviu de Guardiola a melhor resposta possível: o Barcelona revela seus principais jogadores. Nem sempre precisa gastar absurdos para contratá-los.

E aí sempre aparecerá um ufanista para lembrar que o Santos e seus “Meninos da Vila” também são frutos de uma categoria de base forte. Para esses apenas recomendo o texto de Pedro Venancio, que explica bem a diferença entre os dois modelos. Os espanhóis formam jogadores com um método elogiável. Os brasileiros improvisam e às vezes dão sorte.

1º) Barcelona
Esse é o maior responsável pelo vexame que o Santos passou. “O Barcelona é um time extraordinário, está fora da curva, é o melhor time do planeta e massacra adversários indiscutíveis há três anos”, resumiu bem PVC.

Pouco interessa se é o Real Madrid, o Manchester United, o Santos, o Fluminense ou o Mogi Mirim. O Barcelona dá a impressão que vai massacrar, dar um banho e atropelar qualquer um. Só nos resta analisar, aplaudir e o mais importante: aprender com ele.

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A Liga dos Campeões é, sem dúvidas, a competição de clubes mais importante do mundo. Considero que é também a mais interessante. Basta ver que, nesta temporada, mesmo antes da fase grupos, já tivemos ótimos jogos. Agora as chaves já estão sorteadas e a expectativa é grande para que a competição comece logo.

Enquanto isso, é sempre divertido analisar os times, discutir sobre os jogos, arriscar palpites e, consequentemente, queimar a língua. Como fiz na temporada passada, vou destacar aqui algumas previsões que já foram feitas por aí, apresentar as minhas e futuramente veremos quem acertou e quem escreveu mais besteira. Acontece com quem coloca suas opiniões em campo…

Grupo A
Inter de Milão, Werder Bremen, Tottenham e Twente

Não é um grupo da morte, mas está quase lá. Isso por causa da briga equilibrada entre os times que vão ficar logo atrás da Inter, com a segunda vaga. Fiquei até surpreso pela maioria absoluta dos comentaristas terem apostado no Tottenham. Até concordo com eles e acho que o time inglês se classifica, mas a briga vai ser feia. É melhor não descartar nem o Twente.

Só discordo de quem especula sobre as chances da Inter não ir para as oitavas, como o Vitor Sérgio: “A campeã Inter caiu em uma chave enrolada e precisa entrar ligada desde o ínicio”.

MEU PALPITE: Inter de Milão e Tottenham

Grupo B
Lyon, Benfica, Schalke 04 e Hapoel Tel-Aviv

Agora é a vez de concordar com o Vitor Sérgio, que definiu esse grupo como “o mais aberto”. Sem dúvidas. Fora o Hapoel Tel-Aviv, todos times têm um nível parecido e isso gerou discordâncias nos palpites.

Os comentaristas apostaram mais vezes em Benfica e Lyon, mas, como destacou Mário André Monteiro, “a classificação do Schalke é totalmente possível”. O problema do time alemão é a crise interna que parece atormentar o ambiente por lá.

No final, prefiro ficar com a teoria de Cassiano Gobbet: “O Hapoel é a bomba ambulante. Quem perder pontos para os israelenses, roda”.

MEU PALPITE: Lyon e Benfica

Grupo C
Manchester United, Valencia, Rangers e Bursaspor

O atual campeão turco e o tradicional time escocês podem até tentar surpreender, mas fica difícil não apostar que Manchester United e Valencia vão se classificar.

Marcos Felipe ainda escreveu que o Bursaspor pode dar trabalho e Lédio Carmona apostou mesmo no Rangers, mas na verdade a maioria foi pelo óbvio. Dessa vez eu também não creio em surpresa.

MEU PALPITE: Manchester United e Valencia

Grupo D
Barcelona, Panathinaikos, Copenhague e Rubin Kazan

“Barcelona se classifica até com time B”, definiu perfeitamente Thiago Dias. É claro que não há discussão sobre a classificação do time espanhol, mas pelo visto até a briga pela segunda vaga já tem um favorito: Rubin Kazan foi a aposta da maioria dos comentaristas. Realmente Panathinaikos e Copenhague estão em baixa…

“Os russos do Kazan se reforçaram com o brasileiro Carlos Eduardo e têm um elenco multinacional com o colombiano Noboa e o nigeriano Martins”, observou bem Cassiano Gobbet.

MEU PALPITE: Barcelona e Rubin Kazan

Grupo E
Bayern de Munique, Roma, Basel e Cluj

Absolutamente ninguém ousou palpitar em algo além de Bayern e Roma classificados. A dúvida fica apenas sobre quem vai passar em primeiro lugar. E aí eu tenho certeza que os alemães sobrarão também.

MEU PALPITE: Bayern e Roma

Grupo F
Chelsea, Olympique de Marselha, Spartak Moscou e Zilina

É um grupo tranquilo para um Chelsea que tem impressionado nesse começo de temporada. Sobre a segunda vaga, Lédio Carmona contrariou a maioria e apostou que o Spartak Moscou vai se classificar. Os outros preferiram manter a fé na tradição do time francês.

Observando as várias mudanças pelas quais o Marselha vai ter que passar nessa temporada, eu vou apostar na força do futebol russo, que tem me agradado demais ultimamente.

MEU PALPITE: Chelsea e Spartak Moscou

Grupo G
Milan, Real Madrid, Ajax e Auxerre

“Vinte títulos da Liga dos Campeões num só grupo”, chamou a atenção Vitor Birner. É impressionante mesmo. Com certeza é o “grupo da morte”.

No entanto, é curioso observar que ninguém apostou em zebra nessa chave. Ora, se é da morte, alguém tem que morrer. Como confio demais no trabalho do José Mourinho, vou escolher o Milan para ser surpreendido. Mesmo se contar com Ibrahimovic em breve, ainda será um time cheio de problemas. e de poucas soluções. Já o Ajax está pronto para virar a zebra da vez.

Thiago Dias deu algum indício de que poderia concordar comigo: “o problema maior é do Milan, uma incógnita na temporada. Milan ou Ajax? Não sei. Pulo essa”.

MEU PALPITE: Real Madrid e Ajax

Grupo H
Arsenal, Shakhtar Donetsk, Braga e Partizan

Não concordo com as análises de que o Arsenal terá tantas facilidades como alguns apontaram. Discordo, por exemplo, que o grupo seja “nada muito desafiador para os Gunners”, como definiu Leonardo Bertozzi. Mesmo assim, fica difícil não apostar no time inglês, que, aposto, terá dificuldades para confirmar seu favoritismo.

A briga pela segunda vaga é interessante, pois envolve muitos jogadores brasileiros que atuam por Shakhtar Donetsk ou Braga. O time ucraniano parece estar um passo à frente, tanto em campo quanto nas apostas de todos. Mas o clube português apareceu nos palpites de Felipe dos Santos Souza, Felipe Lobo, Lédio Carmona, Leonardo Bertozzi e Ubiratan Leal.

MEU PALPITE: Arsenal e Shakhtar Donetsk

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Se o mundo fosse um lugar ideal seria legal apoiar as sugestões de Mauro Cezar Pereira e Flávio Gomes: ambos imaginaram como seria interessante se os técnicos cogitados para substituir Dunga na Seleção Brasileira se recusassem a assumir o cargo.

No entanto, é totalmente improvável que isso aconteça e o melhor a fazer é estudar quais dessas opções são as mais interessantes para ficar com a bomba de evitar um novo Maracanazzo a todo custo. É o que tento analisar abaixo, com a lista dos 11 treinadores que podem assumir o Brasil a partir de agosto:

1) Felipão
É o nome mais óbvio e mais citado. Por isso causa tanta polêmica. Vitor Birner, Cassiano Gobbet e José Ilan o citaram como melhor opção. Já Ubiratan Leal e Mauro Cezar Pereira levantaram questionamentos e desconfianças.

Pois eu concordo mais com o primeiro grupo, mas não acredito que Felipão aceitará o desafio. Afinal, tem pouco a ganhar: caso ele vença a Copa, dirão que ele só fez sua obrigação. Caso perca, queimarão tudo de bom que ele realizou em 2002.

2) Mano Menezes
Alberto Helena Jr. e Carlos Pizzatto disseram preferir o técnico do Corinthians no comando da Seleção. Quase me convenceram a concordar com isso, admito.

É um técnico que já foi muito elogiado aqui, mas também teve grande parcela de culpa pelo fracasso alvinegro na Copa Libertadores. Ainda parece não estar pronto, mas pode dar certo.

3) Leonardo
A Seleção precisa de um coordenador e talvez o nome ideal para esse cargo seria o de Leonardo, como eu já tinha comentado no twitter. Com experiência em cargos administrativos, bom relacionamento com a imprensa e conhecimento do futebol internacional, ele aliviaria a pressão do técnico do Brasil para 2014.

Porém, como treinador, sua contratação seria um erro. Seu trabalho no Milan foi apenas razoável e ele ainda é inexperiente. Talvez assuma como tapa-buraco para que alguém melhor venha em 2012, mas é um grande risco.

4) Vanderlei Luxemburgo
Há quem ainda veja nela um ‘técnico top’, mas só consigo enxergar sua decadência nos últimos anos. Luxa já teve sua chance na Seleção e a desperdiçou, até por questões extra-campo.

Agora, com seu especulado envolvimento exagerado com o pôquer e fracassos seguidos em clubes grandes, como Palmeiras e Santos, não é a hora de dar nova oportunidade para ele.

5) Muricy Ramalho
Existem notícias e comentários que o especulam para o cargo, mas duvido que a CBF o contrate. Afinal, mais do que nunca a entidade precisa de um bom relacionamento com a imprensa (leia-se Globo) e Muricy definitivamente não prima por isso.

6) Paulo Autuori
Seu nome tem sido pouco cogitado na imprensa, até porque ele ainda está no futebol do Catar, mas ele tem bastante do perfil que a CBF procura e é um candidato com grandes chances.

Veja bem: candidato com chances não é candidato bom. São coisas diferentes. O último trabalho razoável de Autuori foi em 2005, no São Paulo, e ainda assim com ressalvas. Enfim… não gosto da ideia, mas já começo a me acostumar com ela.

7) Ricardo Gomes
A ida do técnico do São Paulo para a Seleção tem sido razoavelmente especulada e sem dúvidas ele é outro que tem um perfil interessante na visão da CBF. Mas…

Como bem lembrado por Marcelo Barreto, é preciso sempre destacar que, como técnico específico da seleção olímpica, ele não conseguiu sequer classificar a geração de Diego e Robinho aos Jogos de 2004, em Atenas.

8) Dorival Júnior
O bom trabalho que ele tem feito no Santos passou a credenciá-lo como técnico de nível de Seleção, mas a verdade é que ele ainda está distante disso.

Aliás, o próprio Dorival admitiu que há gente mais capacitada do que ele. Concordo. E é preciso destacar que essa declaração só mostra como ele é inteligente, tem potencial e ainda pode vir a ser um treinador do alto escalão brasileiro no futuro.

9) Falcão
Uma entrevista recente de Ricardo Teixeira, no qual ele falou sobre renovação, fez com que o nome do comentarista fosse especulado. O presidente da CBF lembrou que Falcão trouxe novos nomes para a Seleção após a copa de 1990, mas “foi sacrificado”.

No entanto, é preciso lembrar, como fizeram Ubiratan Leal e Dassler Marques, que esse discurso de Teixeira não deve ser posto em prática, infelizmente. E, dessa forma, acabarão as chances de Falcão virar de novo o técnico do Brasil.

10) Abel Braga
É um técnico experiente e vencedor, que lembra o estilo de Felipão. Por isso já foi cogitado na imprensa. Mas o fato é que seu melhor momento já passou, atualmente ele está esquecido e dificilmente será convidado.

11) Caio Júnior
É brincadeira do Zagallo neh?!!!

Até o Joel Santana disse que pretende entrar nessa festa. Mas aí a brincadeira passa dos limites…

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Não faltam jeitos de tentar explicar a elminação vergonhosa da Itália na Copa do Mundo de 2010. Concordo com quase tudo que foi escrito… O óbvio é acusar Marcello Lippi pelo fracasso. O próprio técnico admitiu toda a culpa após o jogo.

Como Lédio Carmona escreveu, Lippi “apostou no que não tinha mais futuro” desde a convocação. Pior: durante o jogo, ficaram evidentes falhas táticas na defesa, como bem enxergou Vitor Birner. E as mudanças também falharam, pois “não fizeram a equipe jogar de forma ofensiva”, como observou PVC.

Algumas análises foram mais simplistas e diretas ao ponto, mas nem por isso menos verdadeiras: “na verdade, esse time italiano é muito fraco”, resumiu Alberto Helena Jr. Outros foram mais longe: “o fracasso da Itália reflete o que o país é hoje no futebol”, comentou Cassiano Gobbet acertadamente. Teve até quem dissesse que a Itália não é uma “seleção grande”, como Caio Maia – neste caso eu discordo, claro.

Itália do futuro
Se só pode sentir vergonha do seu presente, por outro lado, a Itália tem como esperar algo do seu futuro. Diferentemente do que escreveu Lédio Carmona, não creio que o futebol italiano está “sem renovação e sem sinais da mesma”. O cenário não é tão devastador assim.

Cesare Prandelli é quem vai assumir a Azzurra a partir de agora (aliás, foi outro erro anunciar sua contratação antes da Copa começar). Trata-se de um técnico de qualidade, que vinha comandando a Fiorentina com pulso e talento, e que terá pilares interessantes para convocar a Itália daqui pra fente.

Como goleiro, ele provavelmente ainda terá Buffon, que hoje tem 32 anos e ainda pode suportar 4 anos em bom nível. Na defesa contará com Chiellini, que se salvou na Copa, para ser a voz da experiência. Bonucci, Ranocchia e Bocchetti são zagueiros com menos de 23 anos que devem evoluir. Pelas laterais, eu apostaria em Santon e insistiria em Criscito.

O setor de meio-campo tem um problema maior. De Rossi poderia ser o grande nome, mas falhou contra a Eslováquia e pode ser queimado. Marchisio também decepcionou. Por outro lado, Montolivo correspondeu. Aqueles que podem surgir para o futuro são Candreva e talvez Giovinco.

No ataque, Prandelli pode dar um jeito de contar com os problemáticos Cassano e Balotelli, dar mais chances para Giuseppe Rossi, além de continuar a usar os já rodados Pazzini e Quagliarella.

Fica evidente que falta um grande craque, mas também é preciso não esquecer que novas revelações devem surgir ao longo dos próximos quatro anos. O futebol italiano não pode ser rebaixado por causa de uma Copa vergonhosa. O Brasil é logo ali! Com certeza a Copa de 2014 será melhor que a de 2010. Até porque pra ser pior…

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Ufa! Finalmente acabaram os chatos e pouco úteis campeonatos estaduais. É hora de pensar no Brasileirão 2010, mas obviamente não é inteligente simplesmente ignorar o que aconteceu no futebol brasileiro até agora.

Os principais campeonatos que acabaram recentemente foram o Paulista, o Gaúcho e o Mineiro. É possível tirar algumas lições deles e foi isso que alguns comentaristas procuraram fazer. Analisemos…

Santos
Elogiar o Santos é totalmente desnecessário. Destacar as qualidades dos “Meninos da Vila” é fazer o óbvio. A maioria absoluta dos comentaristas preferiu seguir esse caminho após o título paulista do Peixe.

Já eu prefiro exaltar quem seguiu por outro caminho. Também houve quem preferiu enxergar mais além: apesar das ótimas qualidades do Santos, é preciso ter os pés no chão e enxergar que o time de Dorival Jr. precisa evoluir em vários aspectos para a disputa do Brasileirão 2010.

Sérgio Xavier e Cassiano Gobbet destacaram, por exemplo, os problemas defensivos do Peixe. O primeiro a comparou com uma peneira. Já o outro escreveu que “quando se defende, o Santos é um time de quinta divisão”. São 31 gols sofridos em 23 jogos. Nada normal.

Outras dificuldade do Santos é o desgaste físico, apontado por Paulo Calçade. De acordo com ele, isso gera uma “dificuldade para cumprir necessidades táticas”. Dessa forma, “o início de maio não registra o melhor Santos do ano”, como PVC comentou.

É preciso lembrar ainda que Robinho deve sair do time ainda no meio de 2010, sem falar das possibilidades de Ganso e Neymar serem negociados. Ou seja, o Santos merece ser apontado como favorito ao título do Brasileirão, mas está longe de ser o único nessa condição.

Grêmio
Como o tricolor gaúcho conseguiu uma evolução mais lenta que a do Santos, os elogios foram maiores para o time comandado por Silas. O técnico foi criticado e sua saída chegou a ser especulada, mas o título gaúcho veio e agora sobram comentários positivos sobre seu trabalho.

“Silas começa a dar seu jeito ao time da Azenha. Ainda que com percalços, como a derrota de hoje, o Grêmio exibe uma maior segurança – mostrada na vitória contra o Fluminense, pela Copa do Brasil. Recomenda-se atenção ao que os gremistas podem fazer”, alertou Felipe dos Santos Souza.

Lédio Carmona foi além: “(o Grêmio) esse ano está mais forte do que nunca. Todos os setores são fortes. É um dos melhores times em atividade no Brasil”, decretou.

Prefiro não discordar deles neste caso. Realmente o Grêmio se ajustou, conseguiu um ataque forte e um elenco razoável. Com a força que sempre tem nos jogos em casa, é um dos favoritos para o Brasileirão 2010 sim!

Atlético-MG
O caso do Galo se assemelha ao do Grêmio: o time tropeçou no começo do ano, mas Vanderlei Luxemburgo conseguiu fazer ajustes importantes com o passar do tempo e conquistou mais um título estadual.

No entanto, ao contrário do que li por aí, ainda acho que o Atlético-MG precisa de muitas melhorias. Não é um candidato ao título, mas, reforçado, briga por uma vaga na copa Libertadores.

Não é assim que Lédio Carmona pensa: “(O time) se não está pronto (e não está mesmo) está bem adiantado. O Atlético Mineiro está em condições de dar um bote, não só na Copa do Brasil, mas também no Brasileirão”, apontou.

Pois que comece logo a principal competição nacional e então veremos todas essas questões serem colocadas em prática de verdade. O que aconteceu até agora só serviu para aquecer. Agora é que tudo pegará fogo!

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Nada como um jogaço como Santos 3 x 4 Palmeiras para render boas discussões táticas e levantar até outras questões que vão além disso.

Entre os comentaristas esportivos, teve muita gente que preferiu não analisar esquemas e justificou a derrota do Peixe por questões psicológicas (PVC), más atuações individuais (Benjamin Back) e até porque o sucesso teria subido na cabeça dos jogadores (Gustavo Hofman).

Mas também teve quem optou por uma visão mais tática do jogo. O esquema ofensivo do Santos, no 4-3-3 com dois meias ofensivos, gera discussões sobre como Dorival Jr. deve escalar o time daqui pra frente.

De um lado, não faltou quem criticasse a ousadia tática do técnico santista. “Acho que o Santos carece de consistência no meio-campo e de uma zaga melhor”, argumentou Cassiano Gobbet.

“Ter apenas um jogador para marcar no meio é pouco. Talvez um outro volante ou até um terceiro zagueiro, dependendo da situação, possam ajudar”, pediu Lédio Carmona. A “segurança defensiva” também foi citada por Paulo Calçade.

Outros veem a situação de forma diferente e aceditam que, apesar da derrota, o time pode jogar assim futuramente. André Rocha, por exemplo, escreveu que “o 4-3-3 ultraofensivo é mais que viável, porém o time santista precisa saber manter a bola no ataque afastando o oponente de sua própria área”.

Vitor Sérgio completou: “Fica claro que o Santos pode vencer e conquistar títulos priorizando o ataque. Mas para isso precisa jogar “pro gol” os 90 minutos”.

Eu prefiro ficar com a primeira turma citada, pois acredito que um volante a mais deveria ser encaixado nesse time, no lugar de Marquinhos, sem problema algum. Mas o importante mesmo é valorizar a grande partida que o Santos fez contra o Palmeiras. Como Lédio escreveu, trata-se de um jogo que “merecia virar DVD”.

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A mais recente confusão de Adriano gerou variadas análises dos jornalistas esportivos desde o final de semana. Mas a mais preocupante delas é: isso pode tirá-lo da Copa do Mundo?

Na tentativa de ajudar Dunga com essa questão, apenas PVC opinou claramente que “A crise de Adriano não deve, nem terá influência em sua convocação”. De acordo com o comentarista da ESPN, basta que o Imperador esteja em forma para ir à África do Sul.

Para os outros que analisaram esse assunto, a conclusão é totalmente diferente. Frases fortes escancararam a preocupação de todos sobre a participação desse jogador na Copa do Mundo:

“Nome certo na lista do Mundial, Adriano é, hoje, um risco”, por Paulo Calçade.

“Se Dunga tiver um mínimo de coerência não deve levar o Adriano para a África do Sul”, por Alex Escobar.

“Adriano  não é confiável para ser convocado para a Copa do Mundo”, por Gustavo Hofman.

“Levar esse Adriano à Copa será uma piada”, por Cassiano Gobbet.

Como se percebe, Adriano terá que reerguer por inteiro seu Império para que seja novamente uma unanimidade na Seleção. A não ser que Dunga também pense como PVC. Eu não penso…

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