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Posts Tagged ‘Celso Roth’

Depois de uma longa negociação, Kleber finalmente foi apresentado no Grêmio. É o primeiro reforço do time gaúcho e há vários motivos para acreditar que ele dará certo no Olímpico. Além do Grêmio precisar mesmo de um atacante, seu estilo raçudo combina com o que a torcida espera de qualquer jogador.

Porém, é preciso fazer uma ressalva: o Grêmio precisa de mais do que um Kleber para se tornar um time forte no ano que vem. Vale lembrar: com um elenco apenas razoável, o time chegou a correr risco de rebaixamento no começo do Brasileirão 2011. Celso Roth conseguiu um padrão de jogo que acabou com esse perigo, mas não dá para contar só com isso para 2012.

O trio de meias, por exemplo, precisa melhorar para que o “Gladiador” tenha chances de fazer seus gols. Se nem Douglas é tão confiável assim, imagine então Marquinhos e Escudero. Há ainda a possibilidade de um dos três saírem do time titular para que André Lima forme dupla com Kleber. Seria uma mudança mais profunda no time. Arriscado!

E há ainda problemas óbvios com a defesa, que passou por diversas mudanças ao longo do ano e continua insegura. Saimon, Rafael Marques, Edcarlos, Vilson e até o improvisado Gilberto Silva não conseguiram se acertar por enquanto.

É preciso também lembrar que Kleber se tornou um jogador superestimado. Trata-se de um atacante muito bom, acima da média da maioria dos jogadores da posição no Brasil, mas que tem um currículo modesto, não é jovem e está caro demais.

Portanto, com tudo isso, fica evidente que não há tantos motivos para comemorar a contratação de Kleber. Apesar de tudo indicar que ele será um bom reforço, é preciso entender que ainda há muito chão para que o Grêmio faça um 2012 diferente de 2011. O primeiro passo é não se iludir.

Kleber no Grêmio

Pra que esse capacete?

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Basta olhar a tabela do Brasileirão para perceber que, entre os supostos doze times grandes do país, Atlético-MG e Grêmio são os que correm maior risco de rebaixamento. E logo eles resolveram trocar de técnico recentemente. Cuca foi para o Atlético-MG e Celso Roth para o Grêmio. Será que eles vão resolver tudo?

Celso Roth
O Grêmio não vai longe, mas calma, Roth! A culpa não é sua…

A resposta com certeza é não. Não vão resolver porque esses times têm pouco potencial para ir mais longe. Um ânimo momentâneo pode até fazer com que eles subam na tabela, mas não aposto que vão sequer brigar por uma vaga na Libertadores de 2012.

E a culpa não é de Cuca ou Celso Roth. Assim como não era de Dorival ou Julinho. O problema é que os elencos são apenas razoáveis mesmo…

O caso do Atlético-MG é o pior, pois o clube investiu pesado, mas não trouxe peças fundamentais. Falta, por exemplo, um meia que realmente tome conta da posição e abasteça o ataque forte, com Guilherme e André futuramente.

Além disso, o sistema defensivo do Galo ainda precisa se acertar. Dorival errou ao apostar nos três zagueiros, já que faltam alas de qualidade. Patric, o lateral-direito, não é ruim, mas tem decepcionado. Na esquerda o problema é ainda mais grave. E ainda faltam volantes que realmente convençam e um goleiro mais seguro.

Já no Grêmio o desafio de Celso Roth vai ser encontrar um padrão para um time que anda perdido e sem confiança. Até o melhor jogador do time, o goleiro Victor, tem falhado com frequência por conta disso. Imagine então como ficam os fracos Vilson, Lúcio, André Lima e companhia.

Há um certo potencial no Grêmio, principalmente por causa de alguns jovens talentosos, como Mário Fernandes e Leandro. Mas Roth terá que fazer jogadores que estão em clara decadência, como Gilberto Silva, Douglas e Brandão, renderem o que não rendem há muito tempo.

Não aposto que Atlético-MG e Grêmio vão cair. Existem times mais fracos e até já escrevi aqui sobre eles. Mas é preciso que a torcida e a diretoria desses dois times entenda que se livrar do rebaixamento já está de bom tamanho. Não há força para ir muito mais longe no Brasileirão 2011.

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O Brasileirão 2010 segue com uma incrível média de quase uma mudança de técnico por rodada. Marcelo Rospide, ex-Grêmio-SP, foi o último demitido – nem deveria ter sido contratado, claro. Agora o Flamengo tem indicado que Silas pode ser a próxima vítima dessa situação alarmante, na qual todos treinadores parecem interinos em seus cargos.

Elaborei uma lista das piores trocas de técnicos que aconteceram durante o Brasileirão. Não foi fácil, pois as opções negativas eram muitas. Pensei em usar o aproveitamento de pontos com cada técnico para fazer isso, mas creio que estatísticas são insuficientes para isso. É preciso levar em conta questões complexas dos contextos de cada caso. Com esses critérios e essas análises, fiz a lista abaixo:

11º) São Paulo – saiu Ricardo Gomes. Sérgio Baresi assumiu interinamente.
Realmente o time precisava muito de uma mudança de técnico, mas era algo que precisava ter sido melhor pensado. Baresi tem trazido novidades interessantes para o São Paulo, principalmente na revelação de jogadores, mas claramente ele não está pronto para ficar no cargo. E o pior: o Tricolor Paulista perdeu a chance de contratar Dorival Júnior.

10º) Vasco – saiu Celso Roth. PC Gusmão assumiu.
O time carioca não poderia ter perdido o técnico que depois virou campeão da Copa Libertadores. É claro que o trabalho de PC Gusmão também tem dado algum resultado, mas a equipe segue lutando contra o rebaixamento, sendo que poderia estar em uma situação melhor.

9º) Flamengo – Rogério Lourenço. Silas assumiu.
A crise enfrenta pelo Rubro-Negro atualmente é resultado de uma troca que foi justificada da pior maneira possível: Zico deixou claro que só fez isso por causa da torcida. Ora, se ele vai deixar os flamenguistas comandarem o time dessa maneira, é melhor pedir demissão e entregar seu cargo de uma vez.

8º) Vasco – Gaúcho saiu. Celso Roth assumiu.
É claro que Gaúcho não era o nome certo para comandar o Vasco no Brasileirão, mas os erros aqui foram outros: em primeiro lugar, o elenco do Vasco era muito fraco no começo da competição e não houve tempo para que os reforços estreassem sob o comando de Gaúcho. E a própria sucessão também foi um erro, como já comentado acima.

7º) Goiás – Leão saiu. Jorginho assumiu.
Difícil é saber o que foi pior: ter dado a chance para que Leão ficasse no cargo por tanto tempo ou contratar um técnico ainda inexperiente para consertar toda a bagunça que foi deixada. Jorginho chegou há pouco tempo e até conseguiu alguns poucos bons resultados, mas não deve fazer o time escapar do rebaixamento.

6º) Ceará – PC Gusmão saiu. Estevam Soares assumiu.
Aqui os resultados são implacáveis: com um técnico, o time estava organizado defensivamente e até estava no alto da tabela. Com outro treinador, já era esperada uma queda de rendimento, mas Estevam desorganizou o time, que já virou candidato ao rebaixamento novamente.

5º) Atlético-GO – Geninho saiu. Roberto Fernandes assumiu.

O time de Goiás tentou aproveitar a pausa para a Copa do Mundo e mudou seu treinador, mas rapidamente teve que admitir que fez a escolha errada: Roberto Fernandes ficou no cargo apenas por quatro rodadas, fazendo o time desperdiçar um bom período que teve para treinamentos.

4º) Grêmio-SP – Toninho Cecílio saiu. Antônio Carlos Zago assumiu.

Não era hora para uma aposta. E Zago por enquanto é apenas só isso. O time de Presidente Prudente errou demais ao substituir um técnico que, se não era o ideal, pelo menos estava conseguindo surpreender. Com a reposição mal feita, a entrada na zona do rebaixamento foi uma questão de tempo.

3º) Ceará – Estevam Soares saiu. Mário Sérgio assumiu.
Se tudo já tinha ficado ruim com a saída de PC Gusmão, imagine quando chegou um técnico que há anos só tem acumulado trabalhos ruins. Ele quis fazer uma grande reformulação no elenco, mas durou apenas um mês no cargo e só piorou a situação do Ceará.

2º) Grêmio-SP – Antônio Carlos Zago saiu. Marcelo Rospide assumiu.
Aqui é necessária a utilização dos números: 15 pontos foram disputados desde que essa mudança foi efetuada no time prudentino,  mas nenhum foi conquistado. Após cinco derrotas seguidas, Rospide pediu demissão e provou que nem deveria ter sido contratado.

1º) Vitória – Ricardo Silva saiu. Toninho Cecílio assumiu.
Não havia um motivo para a demissão de Ricardo Silva, que tinha levado o time à final da Copa do Brasil. Mesmo assim, a troca aconteceu e só serviu para piorar a situação do time baiano na tabela, com crises e derrotas vexatórias. Após 9 rodadas, Toninho foi demitido e a diretoria do Vitória admitiu seu erro ao voltar com Ricardo Silva no comando da equipe.

É claro que existem casos nos quais o resultado foi inverso: um novo técnico chegou e mudou para melhor a situação do time. Foi assim com Carpegiani no Atlético-PR, e com Renato Gaúcho no Grêmio, só para citar dois exemplos. Mas a cautela nesse tipo de decisão deve sempre prevalecer. O que não tem ocorrido de maneira nenhuma no Brasileirão 2010 ultimamente.

Que não só o Flamengo siga esse receita, mas Ceará, Santos, São Paulo e Avaí também tomem cuidado. Todos estão sem técnicos efetivados no momento e podem se complicar com essa importante decisão. Quem vai querer engrossar a lista acima?

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O ORGULHO DA TORCIDA

Inter – Com raça de sobra, mostrando que realmente se precoupa com o Brasileirão, conseguiu bater o ex-líder Corinthians por 3 a 2, para a festa de um Beira-Rio empolgado.

A PIADA DOS ADVERSÁRIOS

São Paulo – Quando achei que ninguém mais seria surpreendido pelo Goiás, o Tricolor Paulista perdeu de 3 a 0 para o Esmeraldino logo no Morumbi.

TROFÉU HERÓI

Neymar – Em uma rodada cheia de destaques individuais, o atacante santista foi o principal deles, mas só por causa de tudo que antecedeu sua grande atuação na vitória do Santos contra o Cruzeiro, por 4 a 1.

Mas Jefferson (Avaí), Kléber (Palmeiras), Rodriguinho (Fluminense) e Victor (Grêmio) também foram grandes heróis da rodada.

TROFÉU VILÃO

Dedé – O bom zagueiro do Vasco fez o pênalti que decidiu o jogo contra o Guarani, convertido por Baiano.

DESTAQUE PARA O JOVEM

Renan Ribeiro – O jovem goleiro aparece como esperança para sanar os problemas debaixo das traves do Atlético-MG.

Ele não teve culpa nos gols da vitória do Grêmio por 2 a 1 e pode ser que realmente seja melhor do que Fábio Costa ou Aranha.

VALEU O INGRESSO

Alex Sandro – O versátil e talentoso jovem do Santos aplicou um belo drible e finalizou por cobertura contra o goleiro Fábio.

Foi um dos gols mais bonitos do Brasileirão 2010 até agora, sem dúvidas.

UM SHOW EM 90 MINUTOS

Internacional 3 x 2 Corinthians – Foi uma partida de boa técnica mostrada desde o início, mas a emoção no final foi o que fez dele um dos melhores jogos desse Brasileirão.

TÉDIO EM 90 MINUTOS

Guarani 1 x 0 Vasco – Só polêmicas com a arbitragem não salvam uma partida fraca entre times apenas medianos.

DETALHE TÁTICO

Santos no 4-3-3 – O interino Marcelo Martelotte voltou a escalar o time no esquema tático ao qual os jogadores já estão acostumados. Com certeza esse é um dos motivos para a goleada do Santos sobre o Cruzeiro.

DETALHE DO TÉCNICO

Celso Roth – Todas suas substituições foram bem feitas. Ele foi ousado ao colocar Edu quando Tinga se machucou e teve estrela por fazer entrar em campo Andrezinho e Alecsandro, autores de um gol cada no duelo contra o Corinthians.

O FUTEBOL É INJUSTO

Flamengo prejudicado – Quando o jogo ainda estava 1 a 0 para o Palmeiras, Gabriel Silva fez pênalti em Diogo, mas o goiano André Luiz Castro não apitou no lance.

Não foi por isso que o Flamengo perdeu, já que seus problemas vão além da má arbitragem desse jogo, mas de fato a jogada poderia ter dado outros rumos para a partida.

O FUTEBOL É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS

Fluminense – Voltou ao topo da tabela após bater o Vitória, em pleno Barradão, por 2 a 1, logo quando eu acreditava que o time baiano cresceria de volta na competição.

PAPO RETO

Dorival Júnior,

Você não se arrependeu?

Ao ver Atlético-MG 1 x 2 Grêmio, não consegui parar de pensar o quão corajosa foi sua atitude de assumir o Galo agora. Admiro, mas não entendo. Acredito que não vai dar certo para você dessa vez.

ACRÉSCIMOS

Equilíbrio – O Brasileirão pegou fogo de vez. É nesse momento que a disputa fica mais animada, pois existe muita briga por posição nivelada e qualquer tropeço é extremamente decisivo.

Tanto em cima quanto embaixo da tabela veremos boas brigas nas próximas rodadas, como já aconteceu nessa 25ª.

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É incrível como é difícil explicar porque o Colorado conquistou a Copa Libertadores de 2010. Não que faltem razões. Na verdade sobram!

Não basta só falar das boas contratações. Nem da ótima categoria de base. É pouco elogiar os trabalhos diferenciados da diretoria. Não dá para destacar só um jogador. Sequer é possível escolher apenas um técnico como o principal comandante do feito.

Mas fato é que tudo isso junto prova como foi extremamente justo o título do Internacional! Sempre foi meu favorito apontado aqui e analisado de várias formas. Dessa vez, através dos melhores textos publicados por aí, tento compreender e explicar melhor essa conquista…

  • Carlos Pizzatto fez um post pertinente no qual ele destaca dois jovens jogadores do Inter que merecem chance na Seleção Brasileira desde já. Clique aqui e leia mais.
  • Luiz Augusto Lima comentou sobre Celso Roth, que com certeza é um importante personagem dessa história. Não concordo que ele já seja “um dos grandes” técnicos do Brasil, mas começa a se tornar. Clique aqui e leia mais.
  • Mauro Betting fez uma retrospectiva da história recente do Inter e lembrou até de Mahicon Librelato, um herói que tem tudo a ver com o sucesso atual do Colorado. Clique aqui e leia mais.
  • Paulo Calçade elogiou um dos principais diferenciais do Inter, que é o seu programa de sócio-torcedor, algo que ninguém tem igual no Brasil. Clique aqui e leia mais.
  • PVC lembrou de times base do Inter em anos passados e destacou um importante segredo do sucesso gaúcho. Clique aqui e leia mais.

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Há pouco o que se dizer depois do jogo entre Inter e São Paulo nesta quarta, no Beira-Rio. O Colorado quis vencer e o Tricolor só tentou não perder. Como quase sempre, o resultado dessas posturas foi melhor para o time corajoso.

Mas há outra lição que a partida pode passar: é incrível a qualidade desse elenco do Inter! O único gol saiu de Giuliano, que tinha acabado de entrar no lugar de Andrezinho, bom jogador, mas que não deveria ter sido titular.

Depois que o placar foi aberto, ninguém menos que Rafael Sóbis ainda entrou no lugar de Taison, um dos melhores da partida. Ah… Tinga estava suspenso, mas estará disponível no jogo de volta.

Com tantas opções e a boa vantagem conquistada, Celso Roth está com a classificação nas mãos. Até porque o São Paulo seguiu sem der qualquer indício de evolução desde a pausa para a Copa.

Aliás, queria saber o que fizeram os jogadores tricolores durante esse mês do Mundial na África do Sul. Só folgaram mesmo? Faltaram até contrataçõers, já que 1 Ricardo Oliveira não basta para compensar os Richarlysons, Marlos e Clébers Santanas.

Dessa forma, o cenário ficou desesperador sim para o São Paulo. Muitos vão repetir por aí que “nada está definido”, na melhor concepção clichê sobre “caixinha de surpresas” do futebol. Não entro nessa. Sempre apontei o Inter como meu favorito para vencer a Copa Libertadores. Não mudarei agora.

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Celso Roth é subestimado no Brasil. Ele conhece de futebol, mas o fato de seus trabalhos terem pouco tempo de validade e não resultarem em títulos faz com que ele seja duramente criticado. Mas na verdade trata-se de um bom técnico.

Seu novo desafio é comandar o Inter no Brasileirão 2010 e principalmente na Copa Libertadores. Ainda não aposto que ele será campeão de qualquer uma das duas competições, mas é preciso reconhecer que seu trabalho no Colorado tem sido acima da média e pode o levar a isso. A vitória contra o Atlético-MG nesta quarta-feira fortaleceu essa minha opinião.

A equipe de Celso Roth foi escalada em um 4-2-3-1, tática utilizada por muitas seleções na Copa de 2010. O recém-chegado Tinga armou o time pelo meio, protegido por dois volantes e auxiliado por D’Alessandro na direita e Taison na esquerda. Como na imagem abaixo, retirada do ótimo blog Preleção.

Até a Seleção Brasileira usou um esquema tático parecido na Copa de 2010
Até a Seleção Brasileira usou um esquema tático parecido na Copa

Como Eduardo Cecconi destacou, não foi uma invenção de Celso Roth. Nada mais é do que a continuação do trabalho que já vinha sendo feito com esse esquema, mas com Giuliano na equipe titular. Aliás, a ida do jovem meia para o banco de reservas é um pecado. Mais: é preciso arrumar espaço para Rafael Sóbis nesse time. Boa dor de cabeça para Roth!

A grande questão do momento, diga-se, é exatamente essa: como encaixar as boas novas peças contratadas pelo Inter? “Roth deve manter a estrutura apenas encaixando Sóbis no lugar de Taison”, como André Rocha escreveu? De fato a sugestão é boa, mas não seria uma mudança fácil de fazer, já que Taison tem reencontrado seu bom futebol nesse começo de Brasileirão.

O grande segredo para resolver essas dúvidas é fazer tudo com calma. Para a Libertadores o ideal é nem mexer mais na tática. Para o futuro o time  até pode ser alinhado no 4-3-1-2 simples, desenhado por André Rocha como abaixo:

A saída de Sandro para o Tottenham pode prejudicar a utilização dessa tática no futuro. Quem jogaria na cabeça de área?
A saída de Sandro para o Tottenham pode prejudicar a utilização dessa tática no futuro. Quem jogaria na cabeça de área?

Porém, é evidente que o Inter não é feito só de pontos fortes: no jogo contra o Atlético-MG, por exemplo, a velocidade de Neto Berola incomou os pesados zagueiros do Colorado, Bolívar e Índio. Com os velozes Dagoberto e Marlos, o caminho do São Paulo rumo à final da Copa Libertadores pode ser por ali.

Isso se o bom Celso Roth não prevenir esse problema com antecedência. É melhor temer, pois ele não é “burro”. Longe disso. O recado está dado!

Veja também:

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O ORGULHO DA TORCIDA

Palmeiras – Conseguiu importantes três pontos contra o Grêmio na base da raça e amenizou a crise no Palestra Itália.

A PIADA DOS ADVERSÁRIOS

Atlético-GO – Perder até para o time desfalcado do Santos, em casa, é sinal de que algo está muito errado no time goiano.

TROFÉU HERÓI

Chicão – Acertou um gol de falta no primeiro tempo e ainda teve uma atuação segura na marcação para garantir a vitória do Corinthians.

TROFÉU VILÃO

Fábio – Contra o Botafogo, o goleiro do Goiás foi expulso ainda no primeiro tempo e prejudicou demais o seu time, que já está com tantos problemas.

DESTAQUE PARA O JOVEM

Vinícius – O atacante de apenas 16 anos do Palmeiras foi uma aposta do técnico interino Jorge Parraga.

Não foi a primeira vez que ele jogou entre os profissionais, mas dessa vez ele mostrou mais qualidades e contribuiu bastante para a vitória do seu time.

VALEU O INGRESSO

Wesley – O importante jogador do Santos chamou a responsabilidade para si, invadiu a área com velocidade, aplicou um belo corte e acertou o ângulo.

UM SHOW EM 90 MINUTOS

Palmeiras 4 x 2 Grêmio – O tricolor gaúcho reagiu no segundo tempo e animou a partida que, se não teve tanta técnica, pelo menos se destacou com emoção de sobra no Palestra Itália.

TÉDIO EM 90 MINUTOS

Ceará 1 x 0 Vitória – Foi um jogo de pouca técnica e muita marcação.

O oportunismo de Washington, após jogada do bom jovem Misael, pelo menos fez justiça ao domínio cearense durante a maior parte do jogo.

DETALHE TÁTICO

Vasco com 3 zagueiros – O técnico Celso Roth nem bem chegou e já mudou a tática vascaína.

O time até jogou bem, mas não conseguiu a vitória contra o Avaí. Agora é ver se Roth terá sangue frio pra insistir no novo esquema.

DETALHE DO TÉCNICO

Adílson Baptista – O criticado técnico mostrou porque está há tanto tempo no Cruzeiro.

Ele trocou Fernandinho por Guerrón para o segundo tempo do jogo contra o Guarani e o equatoriano acabou garantindo o empate da Raposa.

O FUTEBOL É INJUSTO

Avaí 2 x 0 Vasco – Com a atuação destacada do goleiro Renan, o Leão da Ressacada garantiu uma vitória injusta. O Vasco foi o melhor no jogo.

O FUTEBOL É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS

Santos – O Atlético-GO tem um time bem arrumado e era esperado que ele conseguisse pelo menos vencer o time misto do Santos, ainda mais jogando em casa. No final, mesmo sem Ganso, Neymar ou Robinho, o Peixe surpreendeu.

PAPO RETO

Atlético-PR,

Acorda! Você é um dos candidatos ao rebaixamento.

O Atlético-MG te atropelou por 3 a 1 em um jogo que poderia ter sido uma goleada, salva pelo bom goleiro jovem Neto.

ACRÉSCIMOS

Corinthians – O líder do Brasileirão 2010 parece ter se acertado com a volta de Jorge Henrique ao time titular. Caso não ocorra um desmanche no meio do ano, seguirá como candidato ao título.

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TOP 11

Celso Roth é um bom técnico. O problema é seu prazo de validade. É antiga a fama que ele carrega por fazer trabalhos que começam bem e terminam mal. Às vezes a campanha é até surpreendente, mas o final é óbvio.

A história se repetiu em 2009 e trouxe à tona todos os outros trabalhos do técnico do Galo. Vale relembrar os mais marcantes e reparar na grande lista de fracassos do Roth:

1) Palmeiras (2001)
Foram 12 rodadas iniciais de forma excelente, com 8 vitórias, 2 empates e só 2 derrotas, mas depois o time não conseguiu sequer passar à fase seguinte. Para piorar, o time ainda caiu na semifinal da Copa Libertadores do mesmo ano.

2) Vasco (2007)
Começou com 3 vitórias nos 5 primeiros jogos. Mas logo vieram também as 3 derrotas seguidas. Mesmo assim, terminou o 1º turno no G4, que seria ótimo para um time modesto. Só que a colocação final foi apenas a 10ª posição.

3) Inter (2002)
Chegou a ficar invicto nas 5 primeiras rodadas, mas o time caiu tanto de produção que o técnico foi demitido e o Colorado não foi rebaixado por pouco.

4) Atlético-MG (2009)
Mais uma vez pegou um time mediano e o levou longe demais. Alcançou a liderança, esteve no G4 constantemente, mas nas últimas rodadas perdeu o rumo, mesmo com bons reforços na janela do meio do ano. O time foi derrotado últimos 3 jogos e ficou fora até da briga por uma vaga na Copa Libertadores.

A campanha atual era para ser surpreendente, mas foi frustrante demais

5) Atlético-MG (2003)
A boa fase durou pouco. A estreia foi boa, pois, em 5 rodadas, o time já era líder. Entretanto, o técnico ficou no comando apenas até a 20ª rodada, quando o Galo era o 7º colocado.

6) Grêmio (2008)
A velha história se repete: o time não era tão bom, mas se superou e esteve na ponta da tabela por 17 rodadas. O São Paulo chegou a ficar 11 pontos atrás do tricolor gaúcho, mas contou com a decadência do time de Celso Roth e acabou como o campeão do ano passado.

7) Grêmio (1998)
O time não estava bem, ele conseguiu recuperá-lo e atingiu até uma invencibilidade incrível, durantes os oito primeiros jogos. O problema é que no mata-mata o time enfrentou o Corinthians, que seria o campeão daquele ano.

8 ) Inter (1997)
Não só foi campeão estadual como acumulou 13 jogos de invencibilidade no início do Brasileirão. A empolgação ficou enorme, mas o time não correspondeu e caiu na semifinal.

9) Grêmio (2000)
Assumiu a liderança da Copa João Havelange após 12 jogos de invencibilidade, mas o ritmo não foi mantido. O time se classificou em 10º lugar apenas. Mesmo assim, chegou à semifinal. O problema é que a eliminação veio diante do modesto São Caetano.

10) Goiás (2004)
Mais uma vez aconteceu a montagem de um razoável elenco que surpreendeu e chegou à 3ª colocação no primeiro turno. Só que o time esmeraldino perdeu o fôlego, não brigou forte por vagas na Copa Libertadores e terminou na 6ª posição.

11) Flamengo e Botafogo (2005)
Aqui a empolgação durou pouco tempo. Até vieram vitórias nos três primeiros jogos, mas a sequência de derrotas surgiu logo em seguida e não houve tempo para ser criada qualquer ilusão em cima de times que eram realmente fracos.

Celso Roth tem 51 anos e até agora só faturou títulos estaduais (2) ou regionais (2). Mesmo assim, se eu fosse dirigente, não hesitaria em apostar nele no futuro. Não é possível que essa lista de fracassos ainda aumente. Uma hora o bom trabalho do começo será mantido até o final.

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BR 2009!

Antes de começar o Brasileirão 2009, a seção “BR 2009” apresentou os 11 principais times da competição. Agora, no final do 1º turno, veja a comparação entre aquelas opiniões, daquele tempo, com o que aconteceu por enquanto. Vejamos o que mudou:

ATLÉTICO-MG
Um dos principais erros, pois apostei até que um novo rebaixamento não era “nada impossível”. Agora o time chega a brigar pelo título.

O time foi analisado quando ainda era treinado por Émerson Leão, o que só mostra como as mudanças de Celso Roth realmente fizeram efeito.

Entretanto, vou duvidar mais uma vez do Galo: vai brigar até o fim, mas não conseguirá sequer uma vaga na Copa Libertadores de 2010.

Relembre toda a análise feita no começo do Brasileirão.

BOTAFOGO
Foi avisado: “Se não reforçar o elenco, pode ter que lutar contra o rebaixamento”.

Algumas razoáveis contratações até foram feitas, mas a mudança de treinador atrapalha a evolução do time.

Mesmo assim, como Estevam Soares não é uma escolha ruim, o time não deve ser rebaixado. Mas ainda vale outra ressalva feita anteriormente: “É preciso sempre jogar no limite, com todo esforço e dedicação. Desta forma, até pode surpreender”.

Relembre toda a análise feita no começo do Brasileirão.

CORINTHIANS
Não dava para planejar que o time sofreria um desmanche tão grande. A previsão indicava uma vaga na Copa Libertadores, mas não o título.

Como a vaga já foi garantida na Copa do Brasil, o papel do time de Mano Menezes será de absoluto coadjuvante durante o resto do campeonato.

E não dá para acreditar em rebaixamento, pois ainda existem muitos times piores

Relembre toda a análise feita no começo do Brasileirão.

CRUZEIRO
“É um dos favoritos para o título. Mas com algumas ressalvas”, eu escrevi.

Essas ressalvas foram mesmo mais fortes e tratavam exatamente da possibilidade do time perder peças importantes e o foco no Brasileirão.

Com todos esses pontos negativos, a Raposa não deve passar de coadjuvante. Entretanto, se demitir o bom técnico Adílson Baptista, corre até o risco de rebaixamento.

Relembre toda a análise feita no começo do Brasileirão.

Amanhã veremos as análises sobre Flamengo, Fluminense, Grêmio e Inter.

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BOLETIM BR

O ORGULHO DA TORCIDA

Barueri – Quase deixou escapar a vitória contra o Atlético-MG, mas conseguiu a goleada.

A PIADA DOS ADVERSÁRIOS

Botafogo – Como se não bastasse passar vexame em casa, assumiu a lanterninha do Brasileirão 2009. Com justiça.

TROFÉU HERÓI

Bolaños – Fez 3 gols e se firmou como ótima opção para o time titular do Inter.

TROFÉU VILÃO

Jonas – Fez gol de empate contra o Sport, mas depois foi expulso de forma infantil.

O que podia ser um empate surpreendente virou uma derrota boba.
 
UM SHOW EM 90 MINUTOS
 
Barueri 4 x 2 Atlético-MG –
Os dois times reagiram em momentos complicados do jogo.

DETALHE TÁTICO

Santos – Perdeu o clássico no 1º tempo porque Neymar, Madson, Ganso e Kléber Pereira jogaram só como atacantes.

Róbson entrou depois, compactou o meio campo e ainda fez o gol decisivo.

O FUTEBOL É INJUSTO

Cruzeiro 1 x 0 Avaí – Andrey fechou o gol e segurou o time catarinense, que fez por merecer uma sorte melhor.
 
O FUTEBOL É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS

Goiás – 4 a 1 no Engenhão? O Botafogo é fraco, mas eu não esperava por essa.

ALGUÉM ME EXPLICA?

Escalação do Celso Roth – Voltou a colocar o Júnior na lateral esquerda, quando ele vinha rendendo muito como meia.
 
ALARME

Hernanes – O melhor jogador do Brasileirão 2008 voltou?

Calma com a análise, mas os adversários podem ficar em alerta.

VALEU O INGRESSO

Victor Simões – É uma pena para os botafoguenses que aquela bicicleta não podia valer por 4 gols.

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SALA DE IMPRENSA

A ascenção do Atlético-MG ao topo da tabela no Brasileirão virou assunto para os comentaristas de futebol nesta semana. O curioso é que a maioria deles parece encantado com o sucesso recente do time de Celso Roth.

Alberto Helena Jr., por exemplo, vibra com “um futebol muito gostoso de se ver” e ainda decreta: “O Galo voltou a ser grande não só na história, mas aqui e agora, no campo de jogo do Brasileirão”.

Caio Maia, com mais de cautela, também mostra preocupação com a liderança do time: “O elenco do Atlético não é tão estrelado e profundo quanto outros por aí, mas os jogadores que vêm jogando bem em Belo Horizonte nunca foram fracassados absolutos”

Paulo Calçade usou números para argumentar a favor de Celso Roth. Segundo ele, “Celso Roth é com a maior quantidade de pontos conquistados nas últimas 45 rodadas”, o que seria fundamental para quem pretende ser campeão brasileiro.

Ao mesmo tempo, o comentarista da ESPN também começa um discurso mais próximo do que penso sobre o assunto. Ele lembra: “o Corinthians, líder na 7ª rodada em 2007, foi rebaixado”.

Este último pensamento  é compartilhado por Benjamin Back: “sinceramente não acredito que o Galo será campeão brasileiro, por mais que esse começo esteja sendo muito bom”.

Tendo mais a acreditar nesta última ideia. O time do Galo está bem montado, mas tem poucos recursos além do contra-ataque, um elenco no máximo razoável, e um técnico ainda pouco confiável. Falta muito para justificar toda essa badalação.

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