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Posts Tagged ‘Copa américa’

Mano Menezes disse que a Seleção Brasileira deixou uma impressão final boa na temporada, que evoluiu durante 2011 e que questões táticas estão resolvidas. Mas é obrigação dele falar isso e tentar apagar o incêndio que quase o deixou desempregado. Cabe a nós termos mais senso crítico e ver que nem tudo está tão bem assim…

Em primeiro lugar, porque essa evolução da Seleção Brasileira só aconteceu quando ela enfrentou adversários mais fracos, no segundo semestre. Gabão, Costa Rica, Gana, México… estranho seria não ganhar desses times. O Brasil não foi verdadeiramente testado nos últimos meses, então fica simplesmente impossível dizer que o time melhorou ou piorou.

Mano Menezes
Esqueçam o que disse Mano Menezes!

Em relação à questão tática, não é fácil decifrar qual é a escolha de Mano. No último jogo do ano, contra o Egito, quando pareceu mais satisfeito, Mano apostou no 4-2-3-1 torto, com um meia de um lado e um atacante do outro. Similar ao que Dunga implantou na Seleção para a Copa de 2010. Mas várias outras táticas já foram testadas – com três volantes, três meias ou três atacantes.

Por isso fica difícil saber o que exatamente Mano prefere. Se ele realmente tem uma definição da questão tática, ainda não deixou isso claro o suficiente. E não imagino que os jogadores estejam menos perdidos sobre isso. Dá para perceber em campo…

Para não dizer que não falei das flores, há um ponto positivo no trabalho de Mano, algo que destaco pelo menos desde junho deste ano. Ele soube criar uma espinha dorsal de jogadores que são sempre convocados e formam uma base para a Copa do Mundo de 2014. Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Lucas Leiva, Neymar, Pato e mais alguns.

Porém, até nesse ponto positivo há vários negativos. Em primeiro lugar, porque alguns jogadores podem se sentir acomodados com essa condição. Em segundo, porque aconteceram algumas questões incoerentes. Na defesa, por exemplo, se a intenção era firmar David Luiz, por que convocar Lúcio para a Copa América e até torná-lo capitão? Há quem diga que isso gerou problemas internos, de relacionamento do grupo.

Outra incoerência: se o projeto é para 2014, por que apostar tanto em Ronaldinho Gaúcho? No Brasileirão 2011 ele já tem mostrado sua irregularidade, característica que tem marcado sua carreira durante os últimos anos. É difícil acreditar que daqui a três anos ele vá estar melhor, com mais momentos bons do que ruins. O ideal seria não perder tempo com ele e dar chances a outros atacantes de qualidade. Hulk já mostrou o quanto isso pode ser vantajoso…

Ainda assim, com toda sua inconsistência tática e incoerência nas escalações, Mano já tem uma base e talvez até um time ideal, com dúvidas apenas no gol, no meio-campo e em uma das pontas do ataque. Claro que ter essa definição tem algum valor. Mas é muito pouco para dizer que o incêndio está realmente apagado. Cuidado para não se queimar em 2012, Mano!

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Que me perdoe boa parte da torcida do Flamengo. Que me perdoem também alguns companheiros comentaristas, como Arnaldo Ribeiro e Maurício Noriega. Mas preciso escrever: tem que ser muito burro para pedir ou sequer cogitar a convocação de Ronaldinho Gaúcho para a Seleção Brasileira! Tem sido bonito vê-lo renascer no Brasileirão 2011, mas é inacreditável que alguém faça isso.

Acima de tudo, é uma questão de entender o momento da seleção brasileira. O time passa por um processo de renovação pensando na Copa de 2014. Ou seja, não é porque o Brasil fracassou na Copa América que precisa se desesperar por resultados imediatos. O mais importante é montar um time forte para o futuro. Neymar, Pato, Ganso e Lucas fazem parte do futuro. Ronaldinho Gaúcho não.

Ou será que alguém acredita que Ronaldinho pode jogar em alto nível durante os próximos três anos? Ou será todos esqueceram da decadência pela qual ele passou durante os últimos cinco anos? Ou será que todos esqueceram o que ele não fez pela Seleção Brasileira?

Ronaldinho decepciona nas Olimpíadas
Eu não esqueci!

Além disso, o próprio flamenguista na verdade deveria se preocupar com a possível ida de Ronaldinho para a Seleção. Existem vários riscos: além dele se tornar um desfalque quando for convocado, pode perder o foco, que hoje está só no Flamengo. E há ainda o perigo dele voltar a chamar atenção do mercado, seja de times europeus emergentes ou de centros alternativos do futebol.

Portanto, para fazer um favor tanto ao Flamengo quanto para a Seleção Brasileira, eu vou na contra-mão da massa e peço: não convoque o Ronaldinho, Mano! Você teria que ser muito burro para fazer isso…

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Era abril de 2008. A edição nº 1317 da revista “Placar” trazia um texto de André Rizek sobre o personagem do mês, Ronaldinho Gaúcho. Mas na verdade ele era destaque por não ser destaque. Explico…

Naquele mês, a Seleção Brasileira tinha sido convocada para um amisto contra a Suécia e Ronaldinho não estava na lista. Dunga apresentou uma desculpa para não convocá-lo, todos aceitaram, poucos discutiram. Ali o Gaúcho começava a cair no esquecimento para a Seleção. Ele ainda teve chance na Olimpíada, uma ou outra convocação nos tempos de Milan, mas logo ficou esquecido. “Desencanamos dele”, como dizia o título do texto na “Placar”.

Agora parece acontecer algo parecido com Kaká. Os motivos são diferentes, a história é outra e os jogadores são bem diferentes. Mas fato é que começaram a desencanar do Kaká. Mano ainda não o convocou. Deixou ele de fora da lista para o jogo contra a Alemanha e as razões para isso passaram em branco. Por que? Está certo isso? Temos que desencanar também do Kaká?

Kaká e Ronaldinho Gaúcho

Antes da Copa América, Mano ainda chegou a ser questionado pela não convocação de Kaká. O argumento do técnico era que o próprio jogador ainda não se sentia bem para voltar. Nesta segunda, perguntado de novo sobre o assunto, ele falou, falou e não esclareceu nada, como sempre.

Até quando essa situação ficará assim? Mano já tem deixado de fora da Seleção muitos bons jogadores, como Hernanes, Arouca, Marcelo, Nilmar, Hulk, etc… Desperdiçar também a chance de convocar Kaká é um erro ainda maior. Ele pode ser importante dentro de campo, para dividir funções com Ganso e dar mais velocidade ao time, e também fora de campo, com sua experiência de três Copas do Mundo.

Não há sequer o argumento da condição física de Kaká. Ele “voltou a jogar bem, técnica e fisicamente, no primeiro amistoso de pré-temporada do Real Madrid”, segundo Arnaldo Ribeiro, que concorda comigo sobre essa necessidade da Seleção contar com o meia. Portanto, não há motivo para Kaká ter o mesmo destino de Ronaldinho Gaúcho. Não há razão para desencanar dele.

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Passada a turbulência causada pelo fracasso do Brasil na Copa América, já é possível fazer um balanço mais equilibrado de tudo que precisa mudar no time de Mano Menezes. Afinal, o técnico não será trocado mesmo, principalmente por causa da falta de opções para o cargo.

Dito isso, resta estudar as peças que podem ser mudadas na Seleção. Temos problemas em todos setores, desde o gol até a camisa 9. E faltam soluções.

Entre os goleiros, Júlio César passou a ser muito contestado. Mas ele não tem um reserva à altura. Victor, Fábio, Jefferson… todos têm qualidade, mas nenhum passa a confiança suficiente.

Entre os laterais, Maicon ganhou de vez o espaço na direita, mas André Santos sai chamuscado na esquerda. O problema é que, fora Marcelo, não há quem seja muito superior a ele. Eu apostaria em Filipe Luís, mas seria só isso, uma aposta. A única solução é uma reconciliação entre Mano e Marcelo.

Entre os zagueiros, Thiago Silva teve momentos de instabilidade e Lúcio, apesar da liderança, mostra que a idade pode pesar. Temos ainda David Luiz, mas falta uma outra opção mais segura. Miranda? Réver? Alex? Dedé? Não é o caso.

Entre os volantes, Lucas e Ramires decepcionaram. Faltou principalmente ajuda a Ganso na saída de bola, para facilitar as armações das jogadas. Mas no máximo dá para imaginar que Hernanes, jogando mais recuado que de costume, poderia ajudar nisso. De resto…

Entre os meias, Ganso não fez tudo que pôde, mas ninguém tem tanto potencial quanto ele. Jádson pode ser uma boa opção entre os reservas, mas para o time titular apenas a recuperação de Kaká pode fazer a diferença. E quem ainda acredita nisso?

Entre os atacantes, a história se repete: Neymar, Robinho e Pato foram mal, mas quem faria muito melhor que eles? Nilmar seria uma opção interessante, Hulk merece ser testado, Leandro Damião tem potencial, mas faltam nomes convincentes.

Portanto, fica claro que a simples mudança de peças não é o que vai resolver os problemas da Seleção. Nossas opções não são tão diferenciadas quanto muitos pensam. Ou alguém acha que Victor, Marcelo, Hernanes, Kaká, Hulk e Leandro Damião sejam realmente tudo que o Brasil precisa?

O que falta para a Seleção não é tirar Julio César, André Santos ou Pato do time. O que falta é criar um conjunto, um time bem formado e bem treinado. E é nesse ponto que, insisto, Mano tem falhado.

Porém, como o técnico não será mudado, fica difícil prever um futuro de sucesso para a Seleção…

Mano/AFP
O futuro da Seleção de Mano parece obscuro

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A primeira fase da Copa América não foi fácil de assistir – baixa média de gols, craques sem brilho, poucos destaques individuais e nenhum time convincente. Mas a última rodada foi mais animada e deixou uma boa expectativa para as quartas de final.

Os confrontos foram definidos nesta quarta-feira e dois ótimos clássicos já ficaram marcados. O dstaque principal vai para Argentina x Uruguai, mas Brasil x Paraguai também tem tudo para ser um bom jogo. E nos outros confrontos será legal ver as possíveis surpresas da competição.

Meu otimismo para essa próxima fase da Copa América é tanto que vou até arriscar uns palpites, jogo a jogo…

Colômbia x Peru
Foi divertido ver uma seleção tão fraca, como a peruana, surpreender, dar trabalho para o Uruguai e até se classificar. Mas essa diversão vai acabar.

A equipe colombiana não surpreendeu à toa. Tem um time razoavelmente organizado e com bons talentos individuais, como Guarín e Falcao. Falta a ela melhores criadores para dividir a armação com o meio-campista do Porto, mas já é suficiente para vencer o Peru.

falcao
Falcao García está em uma fase excelente

Argentina x Uruguai
Arriscar qualquer prognóstico em um clássico desse é muito arriscado. Principalmente porque as duas seleções estão em má fase. O momento dos argentinos é ligeiramente melhor e eles ainda jogam em casa. Simplesmente por isso resolvi apostar que Messi e companhia vão se classificar.

Os uruguaios têm sofrido com a má fase de Forlán e ainda podem continuar sem Cavani. Além disso, parece que toda aquela superação que fez a “Celeste” encantar na Copa do Mundo acabou. O time não é tão bom quanto falam e precisa jogar no limite para ir longe. Não será dessa vez.

Brasil x Paraguai
Por muito tempo eu tentei defender o Mano Menezes. Antes da Copa América, cheguei até a escrever um post para isso. Mas a competição começou, seus erros passaram a se acumular e agora já desacredito que ele vá conseguir arrumar a Seleção. A culpa não é só dele, mas é principalmente dele.

A vitória contra o Equador não me enganou e os problemas do time ainda são graves. Como o Paraguai tem um time razoável, aposto na eliminação brasileira.

Mas não vai ser um jogo fácil para ninguém, nem para o meu palpite. Apesar dos destaques individuais, como Estigarribia e Barrios, o Paraguai também está mal organizado. Faltam jogadas, falta qualidade no meio-campo, falta até confiança. Mas tudo isso também falta ao Brasil – e um pouco mais.

Brasil x Paraguai/ AP
O Brasil não vai conseguir derrubar o Paraguai?

Chile x Venezuela
Os chilenos representam a maior chance de termos uma zebra campeã da Copa América. Eles não costumam ir bem nas horas decisivas, mas pelo menos da Venezuela devem ganhar. Contra o Paraguai a história pode ser outra…

Tanto Chile quanto Venezuela parecem ter um cojunto forte e entrosado, formado por jogadores unidos e raçudos. Mas a habilidade de Alexis Sanchéz, a técnica de Vidal, os passes de Valdivia e os gols de Suazo são armas que devem fazer a diferença a favor do Chile. Os venezuelanos não têm algo sequer parecido.

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Mano/ AFP

Está chegando a hora, Mano

A Seleção Brasileira voltou a decepcionar no sábado e deixou uma grande lista de dúvidas na cabeça de Mano Menezes. “Troco Fred por Pato?”. “Mantenho o Jadson como titular?”. “Dou uma chance ao Robinho?”. “Troco os laterais?”. 

Essas devem ser algumas questões que estão na cabeça do técnico da Seleção. Porém, ele precisa perceber que o problema do time é muito mais profundo. Ou seja…

Não adianta colocar Fred no lugar de Alexandre Pato se o centroavante da Seleção Brasileira continuar isolado, sozinho na frente.
Não adianta colocar Jadson no lugar de Robinho se ele continuar sendo apenas um jogador preso na ponta direita.
Não adianta colocar Neymar em campo se ele ficar só na ponta esquerda e ninguém se aproximar para jogar com ele.
Não adianta torcar os laterais, mesmo o fraquíssimo André Santos, se a ordem é para eles não subirem tanto para o ataque.
Não adianta tirar Lúcio ou Thiago Silva para colocar o David Luiz se a marcação dos volantes ainda deixar os zagueiros tão expostos.

Enfim, Mano precisa entender que não é só uma questão de trocar peças, colocar esse ou aquele jogador como titular. A tática a estratégia da Seleção também precisam mudar. Esse 4-2-3-1 com jogadores tão fixos não funciona. O posicionamento tem que mudar, a movimentação tem que acontecer e é o próprio Mano quem precisa corrigir tudo isso.

Afinal, não adianta se classificar contra o Equador se esse time não vai melhorar.
Não adianta esperar que os jogadores façam lances individuais e salvem o seu cargo, Mano Menezes.
Porque, pelo visto, não adianta mesmo torcer para essa Seleção tão mal treinada e tão pouco comprometida.

Não adianta!

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Robinho/AFP
Chora, Robinho, chora…

“Eu respeito a opinião do Mano, mas eu não quero sair e estou saindo sempre dos jogos”. A frase é de Robinho, após o péssimo empate da seleção brasileira contra a Venezuela. Ele reclamou por mais uma vez ter sido substituído, como se tivesse feito algo para justificar sua permanência em campo.

Muito pelo contrário. Ele perdeu uma das melhores chances que o Brasil criou, naquele lance em que muitos pediram pênalti, mas não foi. A polêmica só serviu para desvirtuar o foco da péssima finalização de Robinho, que merece ser cada vez mais questionado na seleção brasileira.

Já quase não me lembro qual foi a última grande atuação de Robinho pelo Brasil. Talvez naquele amistoso contra a Itália, há dois anos. Depois disso, fez um gol contra a Holanda, na Copa de 2010, e só. Teve uma boa temporada como coadjuvante no Milan, mas ainda faltam argumentos para Robinho se colocar como titular absoluto da Seleção. Não foi à toa que dessa vez ele saiu vaiado e vários brasileiros pediram que Lucas, com apenas um ano de profissional no São Paulo, assuma o seu lugar no onze inicial.

Não é o ideal. Sou contra mudanças radicais agora. Lucas ainda não está pronto para tanta responsabilidade. Mas um dos poucos erros na convocação de Mano pode fazer com que o são paulino vire a solução do time. Afinal, Nilmar e Hulk, jogadores mais experientes que poderiam substituir Robinho na ponta direita, ficaram de fora da Copa América. Outras opções são Fred e Elano, mas ambos forçariam uma mudança de esquema tático.

Neymar, Ganso, Pato também foram mal contra a Venezuela, mas com eles é preciso ter paciência, são jovens e têm esse argumento. Robinho não tem. Aliás, não tem argumento algum. Por isso é melhor ficar quieto, começar a jogar mais pela Seleção e reclamar menos, bem menos.

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Quem assistiu a estreia da Argentina contra a Bolívia percebeu que os hermanos tentam imitar, sem sucesso, o Barcelona. Normal, muitos querem isso atualmente, já até escrevi sobre isso no iG Esporte. Mas não é fácil e ninguém conseguiu até agora. E os argentinos ficaram bem longe disso, como destacaram vários comentaristas – Caio Maia e Maurício Noriega, por exemplo.

Porém, nessa análise não basta dizer o óbvio. Afinal, todos sabem que Banega não é Xavi ou que Lavezzi não é Villa e que isso dificulta a imitação do Barça. Mas é preciso lembrar outras estratégias e detalhes que fazem do time catalão essa máquina tão invejada…

Como PVC destacou, falta um elo de ligação entre o meio de campo e o ataque da Argentina. É precisa fazer essa transição naturalmente. Caso contrário, Messi recua para buscar a bola e fica afastado do que mais sabe fazer, os gols.

Como Marcelo Bechler destacou, falta também valorizar a posse de bola: “A Argentina não valorizou a posse de bola, não teve passes curtos e pouco conseguiu colocar Messi no jogo”. Na verdade até existiram momentos em que os argentinos mostraram disposição para fazer isso, mas logo a afobação tomou conta do time, que passou a forçar passes e conceder contra-ataques.

Messi/ AFP

Não era difícil perceber que Messi ficava isolado em campo várias vezes

Como André Rocha e Vitor Sérgio destacaram, também falta tempo para implantar a filosofia que hoje domina o Barcelona. Não é qualquer um que chega no time espanhol e já entende essa proposta tão difícil de ser colocada em prática. Em uma seleção, com a pressão por resultado a cada jogo e com algumas semanas de treino, isso fica quase impossível.

Além do que eles citaram, lembro ainda da marcação por pressão, estratégia que há anos existe no Barcelona e atrapalha qualquer rival que o enfrente. A Argentina não fez isso e nenhum time do mundo consegue fazer algo parecido.

E há ainda a diferença enorme entre a qualidade defensiva de Barça e Argentina, que nem precisa ser muito analisada, está evidente…

Com tantos problemas, fica claro que a Argentina não vai conseguir imitar o Barcelona. Mas nem precisa disso pra ser campeã da Copa América. A seleção tem boas opções no banco, como Pastore, Aguero e Di María, que podem virar titulares e fazerem o time funcionar melhor. Aposto nisso. Aposto em uma Argentina que evoluirá na Copa América e será campeã. Mas jamais apostaria que ela vá chegar perto de ser um Barcelona…

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Vai começar a Copa América! É uma competição pouco atraente para muitos, os próprios jogadores não parecem se importar tanto, mas uma pessoa precisa se preocupar especialmente com ela: Mano Menezes. O técnico da Seleção Brasileira pode sim perder o cargo na Argentina, até porque há uma sombra grande crescendo atrás dele. Explico…

Muricy Ramalho é o nome dessa sombra. Com o título do Santos na Copa Libertadores, ele afastou mais uma de tantas críticas tolas que fazem sobre seu trabalho. Arrumou a defesa santista rapidamente, soube lidar com os vários desfalques do time e provou porque é o melhor técnico do Brasil atualmente.

Muricy Ramalho e Mano Menezes

Vai entregar o cargo também, Mano?

Por outro lado, Mano não conseguiu até agora sequer um resultado convincente com a Seleção. Apenas perdeu ou empatou jogos difíceis e até algumas vitórias contra equipes fracas foram magras, discretas, feias mesmo. É claro que não dá pra analisar apenas resultados e é preciso lembrar que Mano também já acertou algumas vezes. Mas todos sabem o quanto são importantes os resultados para segurar um técnico no futebol brasileiro.

Então chegou a hora de provar que a Seleção vai evoluir. Tempo não vai faltar e nem obra-prima – os principais jogadores do Brasil foram convocados e estão aptos a jogar. Já existe até um time titular definido, que é bem forte: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Ramires, Lucas Leiva e Ganso; Neymar, Alexandre Pato e Robinho

Eu faria poucas modificações no time acima. O problema, porém, é maior do que colocar esse ou aquele jogador. É preciso encaixar a movimentação certa no ataque. Não pode acontecer, como contra a Holanda, da equipe ficar congelada, com os jogadores distantes uns dos outros. Dessa forma, a Seleção ficará dependente de lances individuais.

E é nisso que entrará o papel de Mano Menezes. Ele precisa corrigir esse problema e ainda manter o time forte defensivamente. Caso consiga, vai longe na Copa América e se firma no cargo até 2014. Caso contrário, Muricy está pronto para substituí-lo e a pressão para que isso aconteça será enorme.

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Mais uma vez a Seleção Brasileira não empolgou. Mais uma vez a Seleção Brasileira saiu de campo sob vaias. Após a vitória modesta por 1 a 0 contra a Romênia, seria fácil e até justo criticar o time de Mano Menezes, mas prefiro outro ponto de vista.

Ronaldo
A despedida de Ronaldo foi o que aconteceu de mais importante no jogo contra a Romênia

Faltam jogadas? Sem dúvidas! Falta movimentação? Com certeza! Mas, por outro lado, existem pontos fortes dessa Seleção que precisam ser lembrados. Nem tudo é ruim no trabalho de Mano…

Base pronta
Há um time titular bem definido, o que vai ajudar no entrosamento. Em um ano, com poucos jogos, não é fácil conseguir isso. E o melhor é que a maioria desses titulares provavelmente estará na Copa do Mundo de 2014.

Tática decidida
Demorou, mas finalmente Mano mostrou que prefere escalar três atacantes na Seleção. Depois de alguns testes estranhos em amistosos, ele optou pelo 4-3-3 nos dois últimos jogos. É a melhor opção de fato.

Seleção ofensiva
Escalar três atacantes nem sempre quer dizer que o time é ofensivo. Mas a Seleção está sim com a mentalidade voltada para o ataque. Temos excelentes defensores que podem dar segurança para um time que jogará mais adiantado.

Neymar está tranquilo
Ele é a grande esperança de termos um novo protagonista na Seleção. E ele parece não temer isso. Não fez gols nos dois últimos jogos, mas criou jogadas, partiu pra cima e foi bem melhor do que o já veterano Robinho, por exemplo.

Preparação adequada
O Brasil ainda não sabe como enfrentar grandes seleções, mas pelo menos já faz importantes testes para descobrir isso. Os adversários da Copa América são até piores e, quando a hora da decisão chegar, dá para acreditar que a Seleção estará com experiência suficiente para grandes jogos.

Mesmo com tudo isso, ainda não dá para ficar 100% otimista com a participação do Brasil na Copa América. Com Ganso e Pato, convocados para a Copa América, o time vai melhorar, mas precisará de algo a mais.

Esse “algo a mais” tem que vir de Mano Menezes. Ele terá tempo para treinar o time e acertar todos os problemas ofensivos que ficam evidentes a cada jogo. Caso não consiga, não há otimismo que o salve. É certeza que a sua demissão já passará a ser cogitada.

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Ainda não é a prometida versão 2.0 do Opiniões em Campo, mas o blog está oficialmente de volta à ativa. Preferi não voltar com mudanças radicais, por vários motivos. Mas é certo que em breve haverá aqui uma reformulação de layout e conteúdo.

Por enquanto, o que é certeza é o retorno de tudo que esse blog já apresentou: análises de futebol, reunião de diferentes opiniões, informações, listas e pontos de vistas diferentes do que costumam ser vistos por aí.

Mas enquanto a versão 2.0 do Opiniões em Campo não entra no ar, o Brasileirão 2011 já começou e não pode ser deixado de lado. Além disso, tem o final da temporada europeia, a Copa Libertadores, em breve a Copa América, o Mundial Sub-20, etc… Enfim, assunto não vai faltar e por isso as opiniões entram em campo novamente! Agora vai sair um golaço!

Além do post inicial do Brasileirão 2011, foram publicadas também atualizações nas páginas adicionais desse blog:

– As minhas Opiniões Gerais sobre futebol estão atualizadas
– Veja uma lista de blogs recomendados
– Meu portfólio também tem novidades

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