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Posts Tagged ‘Copa do Brasil’

Cego pelo título e empolgado pela festa, o palmeirense pode até tentar negar, mas é fato: o time de Felipão era o pior entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Grêmio e São Paulo têm elencos melhores, principalmente no ataque. E o Coritiba, mesmo sem estrelas, era melhor taticamente. O Palmeiras só é competitivo por causa das bolas paradas de Marcos Assunção. Como pode um time tão fraco ser campeão?

E o cenário era ainda pior por causa de alguns acontecimentos absurdos. Olhando para trás, lembramos da contusão de Wesley, que só foi contratado para virar desfalque. Mais para frente, teve o sequestro de Valdivia, que se recuperou, mas depois foi expulso na primeira final. Aliás, na decisão surgiram mais dificuldades: Barcos teve uma apendicite e Henrique acordou com febre na quarta-feira decisiva. Como pode um time tão azarado ser campeão?

E não era só azar. No mesmo dia em que o Corinthians foi campeão da Libertadores, na véspera do jogo de ida contra o Coritiba, surgiu a notícia de uma briga entre dirigentes palmeirenses. Verdade ou não, é um símbolo de como funciona o ambiente palestrino. Mesmo na maior das festas, pode surgir a maior das confusões. Sempre há alguém torcendo contra, mesmo que esteja do mesmo lado. São palmeirenses que não querem o melhor para o Palmeiras. Não tente entender. Apenas reflita: como pode um time ser campeão com um ambiente assim?

E ainda existem outros poréns. Vale lembrar que o Palmeiras está sem estádio. Foi jogar em Barueri, fora da capital paulista. Vale lembrar que o Palmeiras estava pressionado por tantos fracassos vergonhos recentes. E, acima de tudo, vale lembrar que o Palmeiras superou tudo isso. Como? Não é fácil explicar. Mas é necessário valorizar.

Todas essas dificuldades citadas acima só aumentam o valor do título do Palmeiras. Se antes diziam que ele estava virando um time pequeno, agora ele mostrou como é gigante. A camisa pesou. A tradição fez diferença. E os jogadores se superaram. Nada mais explica esse título. Porque o Palmeiras realmente não deveria ter sido campeão. Mas brigou o bastante para ser o campeão com mais justiça. E não há nada mais bonito no futebol do que um título justo e bem entregue.

Não deveria. Mas foi justo demais

Não deveria. Mas foi justo demais

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Campeão da Copa do Brasil e do Brasileirão 2011. Esse é o Vasco, da melhor defesa do Brasil, com Dedé e Anderson Martins. O Vasco turbinado por seus ídolos já veteranos, mas ainda eficientes, Felipe e Juninho Pernambucano. O Vasco de um craque renascido, Diego Souza. De um centroavante ressurgido, Alecsandro. O Vasco dos jovens promissores, como Rômulo, Bernardo, Fágner e Allan. O Vasco de Roberto Dinamite, que enterrou Eurico Miranda no passado de um clube tão grande.

Vasco campeão

É campeão!

É claro que o parágrafo acima ainda tem grandes doses de ilusão. Mas não se espante se, daqui a quatro meses, tudo se tornar realidade. Afinal, foi esse o principal recado que a 14ª rodada do Brasileirão mandou: o Vasco quer e pode sim alcançar o título.

A vitória contra o Santos mostrou claramente a diferença de vontade entre os dois times. Enquanto o Peixe relaxa por causa do título da Libertadores, o Vasco “está faminto”, como escreveu Lédio Carmona. E fico muito surpresa com toda essa vontade dos vascaínos…

Mas não é só fome que leva um time ao terceiro lugar do Brasileirão. O Vasco também tem bola para estar onde está. “O Vasco mostrou um time sólido e organizado”, escreveu Pedro Venancio. É isso. Baseado no bom trabalho de Ricardo Gomes, os cruzmaltinos tem o que poucos têm no país – um conjunto forte, que não depende de um ou outro jogador.

Mas uma hora os problemas virão. Ainda faltam muitos jogos e não vai ser fácil o time ficar no topo da tabela o tempo todo. E quando cair? Vai ter bola suficiente para subir novamente? E mais importante: vai ter fome suficiente?

Antero Greco e Alberto Helena Jr. entendem que sim. Para eles, o Vasco já “entrou na briga pelo título”. Mas eu ainda prefiro a cautela. Não aposto. A falta de motivação e concentração ainda devem sabotar o Vasco. A diferença é que hoje, como fiz no primeiro parágrafo, já consigo pelo menos imaginar um novo time como o grande campeão de 2011.

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Em janeiro, após os primeiros jogos do Campeonato Carioca, seria ridículo apostar que o Vasco seria campeão de algo em 2011. Cinco meses depois, o time evoluiu, se reconstruiu e conquistou a Copa do Brasil. Mas o que mudou em tão pouco tempo?

É simples: a diretoria do time contratou bem e os reforços começaram a dar certo. Três recém-chegados foram decisivos para a evolução do Vasco. E todos eles chegaram com a temporada já iniciada. Diego Souza, Alecsandro e o técnico Ricardo Gomes mostraram resultados rapidamente e foram decisivos.

Subestimado no Inter, Alecsandro foi o artilheiro da Copa do Brasil
Subestimado no Inter, Alecsandro foi o artilheiro da Copa do Brasil

Além deles, há também aqueles que chegaram no começo do ano, mas demoraram um pouco mais para se adaptar. É o caso de Bernardo e Anderson Martins, que tinham feito um ótimo Brasileirão 2010 por Goiás e Vitória, respectivamente, mas poucos viram. E há ainda Juninho Pernambucano, que não estreou por enquanto.

Tudo isso passa pelo talento de um homem: Rodrigo Caetano, diretor executivo de futebol do Vasco. Responsável pelas contratações do time, ele não acertou todas (Leandro ‘Gianecchini’, por exemplo, foi um grande erro). Mas tem comprovado toda a fama que conquistou no Rio de Janeiro ultimamente.

É preciso citar também o trabalho das categorias de base, já que jovens como Rômulo e Allan foram fundamentais no título. Mas a política de contratações do Vasco está perto da perfeição. Não foi apenas o campeão da Copa do Brasil. Foi também vencedor da grande disputa que é o mercado da bola.

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Há poucas novidades para destacar sobre o título do Santos na Copa do Brasil. Todos sabem que as conquistas do time no 1º semestre foram mais do que justas. É óbvio que se trata do melhor time brasileiro de 2010. até aqui É desnecessário repetir os elogios ao legado ofensivo que o Peixe já deixou.

O que é realmente importante é discutir o que será desse Santos daqui pra frente. Infelizmente, no Brasil, ter um time de bons garotos não significa futuro garantido. Pelo contrário. Agora o Peixe deve perder jogadores importantes e até mais do que isso: ficará também sem a condição de favorito para o título do Brasileirão 2010.

André vai embora e quem deve substituí-lo é Keirrison. É uma boa aposta da diretoria, mas trata-se de um jogador que ainda precisa ser testado. Foi bem demais no Coritiba, mas saiu criticado de um time maior, o Palmeiras.

Robinho é outro que não deve ficar. Ele não virou o craque do time, como era esperado, mas fará falta. Pela experiência, pela dedicação e pela liderança. A possível saída de Wesley pode ser ainda pior: além de não ter um outro volante com a qualidade dele, o Santos perderia boa parte da sua velocidade de jogo.

O esquema tático talvez tenha que ser alterado. Para mantê-lo Mádson teria que virar titular no lugar de Robinho. É mais fácil o meia Marquinhos ganhar a vaga. Ou seja…

Rafael; Pará, Durval, Edu Dracena, Léo (Maranhão); Arouca, Rodriguinho, Paulo Henrique Ganso e Marquinhos; Neymar e Keirrison.

Esse pode ser o time base para o Santos daqui pra frente. E é melhor nem imaginar como ficaria se Neymar fosse para o Chelsea…

A diretoria do Peixe vai ter que se mexer. Além de contratar substitutos, seria bom trazer um zagueiro mais rápido e seguro que Durval.

O que não dá é pra esperar que o raio caia três vezes no mesmo lugar. Há uma nova geração de “Meninos da Vila” (Alan Patrick, Breitner, Zezinho, Dimba, etc…), mas é cedo para que ela repita os excelentes feitos de Neymar, Ganso e companhia. Parabéns, Santos! Mas atenção, Santos!

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Para mim foi uma surpresa: sobraram defensores do Neymar depois que ele perdeu o pênalti na final contra o Vitória, nesta quarta. Assim não preciso nem me esforçar para apresentar argumentos a favor dele. Estão todos aí…

“O futebol de Neymar é assim. Não gosto de cobranças desse tipo, pois amplia a responsabilidade do atacante. Mas é o jeito do garoto, deve ser respeitado”, escreveu Paulo Calçade, sempre preciso.

“Torcedores e jornalistas costumam ser imediatistas. Se faz o gol é artista, se perde é moleque. Devagar com o andor”, criticou acertadamente Maurício Noriega.

“Se achei Neymar arrogante, displicente? Não. Isso mesmo: não. Ele sempre bateu pênaltis com ousadia (…). O que vimos ontem, um goleiro apostar que a bola virá no meio e ficar esperando, era questão de tempo”, minimizou  André Kfouri.

“Se a bola tivesse entrado, todo mundo diria que era irreverência. Como não foi gol, é irresponsabilidade. Nem uma coisa, nem outra”, observou Dorival Júnior, que foi bem demais ao defender seu jogador quando tantos outros técnicos o criticariam em público.

Alberto Helena Jr. , Carlos Pizzatto e Leandro Iamin também o defenderam.

Não concordo com tudo que foi escrito por aí. Acho apenas que a cavadinha é só mais uma técnica para chegar ao gol. Técnica para poucos, diga-se. Como disse Vitor Sergio, Neymar precisa treinar isso, pois errou e pagou um grande mico. Só não consigo concordar com quem foi extremamente radical sobre o assunto:

“Neymar fez graça. Não teve a intenção, todavia desrespeitou o Santos, que pretende ser campeão”, exagerou Vitor Birner.

“Ele está se achando demais e lhe falta um pouco mais de humildade”, criticou Benjamin Back.

“Neymar foi irresponsável, o Santos é grande e futebol, coisa séria”, disparou Mauro Cezar Pereira, esquecendo que futebol também é diversão e entretenimento. E, acima de tudo, não precisa ser padronizado.

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O Santos vai começar a decisão da Copa do Brasil, contra o Vitória, nesta quarta-feira, e terá uma missão árdua pela frente: não entrar na lista de zebras históricas que costumam surgir nessa competição.

Afinal, apesar da má fase recente do Peixe, ele ainda é o favorito absoluto para o confronto. Por ter mais tradição, camisa, torcida e jogadores melhores mesmo. Além disso, o momento do time baiano também não é dos melhores.

Mesmo assim, tudo pode acontecer na Copa do Brasil. Não é preciso voltar muito no tempo para perceber isso. Relembre algumas das principais surpresas que essa competição já proporcionou na história:

1º) Santo André x Flamengo (2004)
Eram mais de 70.000 pessoas confiantes no Maracanã. Bastava que o Flamengo conseguisse uma vitória simples, mas o time do ABC Paulista, que já tinha superado Atlético-MG e Palmeiras, calou uma nação com gols de Sandro Gaúcho e Élvis.

2º) Paulista x Fluminense (2005)

O time de Jundiaí já tinha eliminado Botafogo, Inter e Cruzeiro, mas outra façanha, em pleno Maracanã, mais uma vez, parecia impossível. Não foi, já que a equipe de Vágner Mancini conseguiu o empate que precisava no último jogo e sagrou-se campeã.

3º) Juventude x Botafogo (1999)
Coube ao Juventude a honra de conquistar o penúltimo título da Copa do Brasil com todos times participando dela, inclusive aqueles que disputavam a Copa Libertadores. E isso veio como uma campanha brilhante, superando Fluminense, Corinthians, Bahia e Inter até alcançar a final e levantar o troféu no Maracanã.

4º) Asa x Palmeiras (2002)
O desconhecido time de Arapiraca perdeu seu segundo jogo, mas se classificou graças a regra de gols marcados fora de casa. Assim, entrou para a história como uma das maiores zebras do futebol nacional.

5º) Brasiliense x Atlético-MG (2002)
Vasco, Náutico e Fluminense já tinham sido vítimas do time pertencente ao político Luiz Estevão. A vitória contra o Galo, por 3 a 0, em pleno Mineirão, foi incontestável. Depois, veio a polêmica final perdida contra o Corinthians, mas o importante foi que aquela Copa do Brasil colocou o Brasiliense no mapa do futebol nacional.

6º) Baraúnas x Vasco (2005)
O time do Rio Grande Norte sequer tinha conseguido vencer o primeiro jogo, em casa. Então o Vasco foi para São Januário com tranquilidade para se classificar. Saiu de casa surpreendido por um justo 3 a 0 e eliminado nas oitavas de final.

7º) Santa Cruz x Botafogo (2010)
A recente decadência do Santa Cruz não o impediu de superar uma equipe da 1ª divisão, mesmo estando na Série D. E o mais impressionante: foi uma recuperação incrível, já que o time pernambucano tinha perdido a primeira partida em casa.

Será que só o Santa Cruz vai entrar para a história como zebra da Copa do Brasil de 2010?

Só o Santinha vai entrar para a história como zebra da Copa do Brasil de 2010?

8º) XV de Novembro x Vasco (2004)
Um tal de Mano Menezes era o técnico do time gaúcho que surpreendeu os vascaínos naquele ano. O jogo era válido pela 2ª fase da Copa do Brasil, mas depois o XV conseguiu alcançar as semifinais e só foi eliminado pelo Santo André, em uma das semifinais mais surpreendentes da história da competição.

9º) Ipatinga x Santos (2006)
De um lado, Luxemburgo, Fábio Costa e Maldonado. Do outro Rodrigo Posso, Jaílton e Marinho Donizete. Venceu a equipe mineira, uma zebra comandada por Ney Franco. Foi nos pênaltis, mas nem por isso deixou de ser surpreendente.

10º) Sport x Corinthians (2008)
A equipe pernambucana eliminou favorito por favorito naquele ano: Palmeiras, Inter, Vasco e… na final, uma derrota por 3 a 1 quase acabou com tudo. No entanto, na Ilha do Retiro, Felipe Falhou, Carlinhos Bala e Luciano Henrique marcaram e outra zebra aconteceu.

11º) Brasiliense x Cruzeiro (2007)
Ainda eram as oitavas de final, mas a Raposa vacilou feio. Perdeu por 1 a 0 no jogo de ida e não conseguiu se recuperar no confronto de volta. O time mineiro , comandado por Paulo Autuori naquele ano, acabou eliminado por uma equipe que sabe fazer história na Copa do Brasil e contava com os alternativos Allan Delon, Dimba e Adrianinho.

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SALA DE IMPRENSA

A contratação de Mário Sérgio como novo comandante do Inter, no lugar de Tite, dividiu opiniões e até gerou uma contradição.

De um lado, Vitor Birner escreveu que ele “consegue fazer os times jogarem rapidamente e bem, mas apenas por breve período”. Do outro, Mauro Betting disse que Mário “foi infeliz quando teve pouco tempo em grandes clubes”.

Afinal, é ou não é um técnico que se dá bem quando precisa de resultados em um curto prazo? Trata-se de uma questão fundamental, afinal faltam apenas 2 meses para o fim do Brasileirão 2009.

O fato é que não são poucos os exemplos de passagens rápidas e sem sucesso do novo técnico do Inter: basta lembrar dele no São Paulo em 1998, no Atlético-MG em 2004, no Botafogo em 2007 ou no Atlético-PR em 2008 . Em todos esse times ele ficou pouco tempo e nada conseguiu.

Seus maiores feitos são pouco significativos, já que nunca levou um título e no máximo faturou um surpreendente vice-campeonato da Copa do Brasil com o Figueirense em 2007, quando passou um tempo maior no clube.

A avaliação de Mauro Betting é mais certeira. E também a mais preocupante para o torcedor do Inter.

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