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Posts Tagged ‘Copa Libertadores’

Jamais vão esquecer a atuação do Cássio. Justo. O que ele fez foi digno de milagre, por mais que o corintiano não queira saber de santos. Jamais vão esquecer de Guerrero. Justo. Foram apenas dois cabeceios precisos, decisivos e fatais. Jamais vão esquecer de Emerson e Paulinho. Justo. Não foram bem no Mundial, mas sobraram na Libertadores.

Mas por favor, torcedor corintiano, jamais esqueça de Tite. Ele é o principal responsável por uma saga que jamais será repetida. Ele é o maior culpado por ter matado tanta gente de alegria. Foi ele que criou a maior força desse Corinthians tão brasileiro e tão mundial: a consistência tática e a força coletiva desse time só existe porque Tite existe.

Tite sempre mostrou que entende muito de futebol. Mesmo em seus fracassos mais marcantes, deixou lições táticas, nem que fosse apenas no discurso. Aliás, seu principal problema é exatamente o discurso: pausado, pensado e sempre com palavras difíceis para o mundo boleiro, ele sofre para que os jogadores entendam seu ponto. Nem sempre consegue passar a riqueza das suas mensagens.

No Corinthians essa dificuldade aconteceu, afinal existiu um Tolima no caminho. Mas Tite teve tempo e soube aproveitá-lo. Fez com que os jogadores acreditassem em seu discurso. Fez com que todos entendessem suas ideias. A marcação por pressão, avançada, é exemplo de algo pouco visto no futebol brasileiro, mas que funcionou de forma impressionante no Corinthians. Foi um dos diferenciais estratégicos do time.

Com o o elenco confiante em seu trabalho, Tite pôde inventar: diversas vezes escalou o time sem controavante, por exemplo. Deu certo, mas depois ele fez outra loucura: mudou o time para o Mundial e fez Guerrero ser titular absoluto. Funcionou novamente.

Aliás, até na final Tite resolveu colocar seu dedo na escalação: tirou Douglas do time e escalou Jorge Henrique. Um atacante entrou no lugar do meia, mas era uma mudança defensiva. Ele enxergou que o lado direito precisava de reforço na marcação, pois o ótimo Hazard atuaria por ali. Jorge é rápido e dedicado na marcação, ao contrário de Douglas, por isso foi titular. Deu tão certo que, antes do final do primeiro tempo, o Chelsea já começou a inverter o lado de Hazard, para que ele tivesse mais espaço. Era tarde demais.

Não foi apenas isso que fez o Corinthians ser campeão, é claro. Mas não foi apenas esse o mérito de Tite. Ele já tinha dado uma bela lição para o futebol brasileiro, tão atrasado em questões táticas: o time campeão nacional de 2011 não esbanjava talento, mas sobrava na organização em campo. E isso às vezes é mais importante do que o talento individual.

Tite tem coragem de mudar. Por isso muitas vezes ele erra. Por isso tantas vezes já foi criticado justamente. Mas também por isso já acertou como poucos técnicos no Brasil fizeram. Seu conhecimento tático é tão profundo e tão raro quanto seu poder de motivação. Essas qualidades montaram um time que se une para fazer o que ele manda. E certamente ele mandou o Corinthians para o topo do mundo.

 Tite, por Ricardo Matsukawa, do Terra

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Cego pelo título e empolgado pela festa, o palmeirense pode até tentar negar, mas é fato: o time de Felipão era o pior entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Grêmio e São Paulo têm elencos melhores, principalmente no ataque. E o Coritiba, mesmo sem estrelas, era melhor taticamente. O Palmeiras só é competitivo por causa das bolas paradas de Marcos Assunção. Como pode um time tão fraco ser campeão?

E o cenário era ainda pior por causa de alguns acontecimentos absurdos. Olhando para trás, lembramos da contusão de Wesley, que só foi contratado para virar desfalque. Mais para frente, teve o sequestro de Valdivia, que se recuperou, mas depois foi expulso na primeira final. Aliás, na decisão surgiram mais dificuldades: Barcos teve uma apendicite e Henrique acordou com febre na quarta-feira decisiva. Como pode um time tão azarado ser campeão?

E não era só azar. No mesmo dia em que o Corinthians foi campeão da Libertadores, na véspera do jogo de ida contra o Coritiba, surgiu a notícia de uma briga entre dirigentes palmeirenses. Verdade ou não, é um símbolo de como funciona o ambiente palestrino. Mesmo na maior das festas, pode surgir a maior das confusões. Sempre há alguém torcendo contra, mesmo que esteja do mesmo lado. São palmeirenses que não querem o melhor para o Palmeiras. Não tente entender. Apenas reflita: como pode um time ser campeão com um ambiente assim?

E ainda existem outros poréns. Vale lembrar que o Palmeiras está sem estádio. Foi jogar em Barueri, fora da capital paulista. Vale lembrar que o Palmeiras estava pressionado por tantos fracassos vergonhos recentes. E, acima de tudo, vale lembrar que o Palmeiras superou tudo isso. Como? Não é fácil explicar. Mas é necessário valorizar.

Todas essas dificuldades citadas acima só aumentam o valor do título do Palmeiras. Se antes diziam que ele estava virando um time pequeno, agora ele mostrou como é gigante. A camisa pesou. A tradição fez diferença. E os jogadores se superaram. Nada mais explica esse título. Porque o Palmeiras realmente não deveria ter sido campeão. Mas brigou o bastante para ser o campeão com mais justiça. E não há nada mais bonito no futebol do que um título justo e bem entregue.

Não deveria. Mas foi justo demais

Não deveria. Mas foi justo demais

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Corinthians campeão da Libertadores

Vem mais festa por aí!

Não se trata de mística. É muito mais do que “cara de campeão” ou “sorte de campeão”. O Corinthians tem futebol de campeão e é por isso que levantará o troféu da Copa Libertadores na semana que vem. É claro que essa certeza também vem por causa de detalhes, como a cabeçada de Viatri na trave, aos 46min do 2º tempo. Mas é impossível ignorar certos pontos fortes corintianos e as várias fraquezas dos argentinos.

O que mais chama atenção é a frieza do elenco corintiano. A maioria dos jogadores simplesmente não sentiu a pressão de jogar na Bombonera. O mais difícil, que é o começo de jogo, com a torcida explodindo e o adversário 100%, foi totalmente controlado pelo sistema defensivo do Corinthians. Depois, com a saída de Jorge Henrique, houve uma queda natural no nível na marcação. Mas nem com a ascensão do Boca os jogadores ficaram realmente abalados.

Esse ponto forte e decisivo vem por causa de dois fatores. O primeiro é a experiência. Afinal, jogadores como Alex, Danilo, Emerson e Chicão estão acostumados com decisão. Há ainda outros “cascudos”, como Alessandro, Fábio Santos e a melhor dupla de volantes do Brasil, Ralf e Paulinho. Por não depender de um jogador apenas, o Corinthians fica menos instável e consegue dividir tarefas, seja em uma situação boa, ruim ou péssima. Vimos todas elas na Bombonera nesta quarta-feira e nada mudou, por causa do conjunto.

Outro fator que fortalece o Corinthians é Tite. Desde o ano passado, o treinador conseguiu ter o elenco na mão de uma forma que poucos conseguem. É por isso que todos seus conhecimentos são aplicados tão bem em campo. Você pode ter um técnico bom e um ótimo elenco, mas os jogadores precisam ser obedientes para que dê certo. É isso que acontece no Corinthians. E nenhum outro clube na América do Sul funciona dessa forma.

Porém, como se não bastasse o Corinthians ser forte, o Boca é fraco. Mostrou isso também nesta quarta-feira. Não que falte qualidade ao time, mas não há diferenciais. Por vezes o Boca ainda aparenta ser um time em formação, sem ter certeza de que vá realmente evoluir. Depende de Riquelme, já que os outros bons jogadores, como Erviti e Mouche, por exemplo, não são decisivos. Santiago Silva, que parece o homem destinado a resolver tudo na frente, não tem talento para tanto.

Com esse cenário, que já era possível perceber antes do jogo desta quarta, o que poderia fazer a diferença era a Bombonera. Não fez. Já o Pacaembu lotado e incediado vai jogar a favor do Corinthians com certeza. Ninguém sentirá a pressão, por motivos já explicados acima. E na bola o Corinthians terá tudo para fazer seu tradicional 1 a 0, sem problemas, com poucos sustos e muita festa. Algo diferente disso irá surpreender demais. O Boca virou zebra.

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É mentira o que dizem na TV, nas rádios, nos sites e jornais esportivos: não haverá Corinthians x Santos na semifinal da Libertadores. Haverá sim um duelo Corinthians x Neymar. E mesmo sozinho é capaz que o camisa 11 santista consiga a classificação para a final. Será o grande teste da sua carreira e ninguém duvida que ele já está pronto.

Neymar ficou sozinho desde que a nova cirurgia de Ganso foi confirmada. Dizem que o meia só perderá o primeiro jogo contra o Corinthians, mas é improvável que alguém com tantos problemas físicos não sofra uma contusão muscular durante a recuperação. Ou seja, o Santos terá que achar um substituto onde não há. Com a saída de Ibson, Muricy terá que inventar um novo meia para o time.

E o pior da história é que Neymar ficou sem um companheiro para decidir partidas. Contra o Vélez, apesar de bem marcados, eles foram essenciais na Vila Belmiro. Ganso fez o lançamento que gerou depois a expulsão do goleiro Barovero. Ganso deu o passe para Léo, que tocou para o gol de Alan Kardec. E agora? Quem vai acertar esses passes fundamentais?

Essa é a principal sorte do Corinthians. Talvez a única. Afinal, em um ano que o time alvinegro tem tanta força,  teve o azar de enfrentar concorrentes de alto nível. É a melhor Libertadores dos últimos anos, a mais equilibrada, a mais interessante. Depois de passar pelo Vasco com sua melhor qualidade, a raça, o Corinthians ainda pode ser campeão, é claro, mas terá quatro jogos de mais sofrimento. Dizem que a torcida gosta assim, então que seja.

O primeiro passo será superar Neymar, sozinho, mas fazer isso não é fácil. Ainda mais quando seu lateral-direito é Alessandro, que vem em péssima fase física e técnica. Tite tem que se preocupar demais com isso. Uma boa saída é tentar copiar a marcação que o Vélez fez. É claro que não é fácil, mas a receita está pronta: se conseguir parar Neymar, o Corinthians vai parar o Santos. 

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Há quem acredite que “não tem mais bobo no futebol”. Essas pessoas provavelmente não viram o Bolívar ser goleado por 8 a 0 pelo Santos, nesta quinta-feira. Mas o time da altitude foi o último bobo a ser eliminado. Agora só sobraram times espertos, gigantes e com potencial para alcançar o título. Não tem mais bobo na Copa Libertadores.

A começar pelos quatro times brasileiros que seguem vivos. Fluminense, Santos, Corinthians e Vasco comprovaram a boa fase que vivem desde o Campeonato Brasileiro do ano passado. São de fato os melhores times do País e agora querem ser o melhor da América. Mas Boca Juniors, Libertad, Universidad de Chile e Vélez Sarsfield estão quase no mesmo nível e com a mesma intenção.

O Fluminense vai encontrar novamente o Boca Juniors, um time que cresce em decisões e tem um elenco forte. Tem Bombonera, pressão, tradição e Riquelme. Difícil, mas não impossível. Já aprendi a não duvidar desse elenco. Para o bem e para o mal, o Fluminense é capaz de feitos incríveis.

O Santos aparece como principal favorito entre todos. Tem dois craques, tem experiência e tem um grande técnico. Mas não pode pensar que o Vélez é um Bolívar. Tem que manter a seriedade. “Quando o Santos joga, não tem pra ninguém”, disse Neymar. É verdade. Mas e quando o Santos não joga? O Vélez tem chances…

Há ainda o Corinthians e seu trauma – nunca venceu a Libertadores, o que gera pressão e ansiedade. Mas também gera vontade e superação. E esse time do Tite sabe se superar como poucos. Mostrou isso para o Vasco no Brasileirão de 2011. E tem tudo para mostrar isso de novo na Libertadores 2012. Mais inseguro e bagunçado, o time carioca não parece pronto para avançar além das quartas.

Por fim, existe um confronto sem brasileiros: Universidad de Chile, o time do genial Sampaoli, vai encarar a equipe que menos impressionou na Libertadores até agora. Mesmo assim, o Libertad está longe de ser bobo. Tem feito boas campanhas na competição em todas temporadas. Não vai vender fácil a classificação da “La U”, mas tudo tem seu preço…

Que esses quatro duelos confirmem minha expectativa: antes da competição começar, apostei que seria a melhor Libertadores dos últimos anos. Está tudo pronto para que isso se confirme. Não tem mais bobo e nem favorito. São oito grandes times, então que venham oito grandes jogos.

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Acabou a fase de grupos e agora já sabemos quem é quem na Copa Libertadoes. A competição tem confirmado a expectativa de ser uma das melhores dos últimos anos, mas a parte mais interessante ainda nem começou. O mata-mata vem aí, mas antes preciso acertar as contas: prometi dar a cara para bater e conferir meus palpites sobre quem avançaria em cada chave da Libertadores.

Resultado: só acertei todos classificados em três grupos (1, 4 e 6). O maior erro foi no Grupo 3, em que apostei no Junior Barranquilla e na Universidad Católica – os dois foram eliminados por Unión Española e Bolívar. Ao todo, foram dez times acertados, o que resulta em mais de 50% de acerto. Ou seja, não há tanto espaço para zebras nessa Copa Libertadores.

O time que mais surpreendeu foi o Atlético Nacional, mas era impossível prever que ele funcionaria tão bem rapidamente. Bons jogadores foram contratados de última hora e a equipe funcionou, deu liga e embalou. Mas, entre as outras equipes, poucas novidades apareceram e já dá para imaginar as quartas de final pegando fogo, com duelos como Corinthians x Vasco. Mas é claro que antes disso é preciso falar de cada jogo das oitavas…

Fluminense x Internacional

Esse jogo será um dos principais destaques dessa fase. Tem tudo para ser um duelo equilibrado, com bom futebol e muita emoção… mas para isso é preciso que as duas equipes realmente mostrem seu potencial, o que não tem acontecido em toda temporada. As duas provavelmente terão desfalques de jovens importantes (Wellington Nem e Oscar), mas ambas têm um elenco forte e boas opções.

Unión Española-CHI x Boca Juniors-ARG

O time chileno se classificou por causa da incompetência de seus rivais. Não tem futebol para estar onde está e por isso o Boca vai tratar de eliminá-lo sem problemas. O time argentino ainda não está brilhante, mas terá uma boa oportunidade para ganhar moral e evoluir antes de enfrentar sua primeira pedreira, seja Flu ou Inter.

Libertad-PAR x Cruz Azul-MEX

O time mexicano decepcionou. Imaginei que seria uma equipe mais forte, mas mostrou pouca qualidade e só se classificou porque estava no grupo mais fraco da Libertadores. Já a equipe paraguaia me surpreendeu positivamente. Tem bons atletas e costuma apresentar uma proposta de jogo bem definida, com disciplina e sempre com velocidade. Realmente o Libertad tem criado uma tradição recente na Libertadores e pode surpreender dessa vez.

Universidad de Chile-CHI x Deportivo Quito-EQU

Virou moda dizer que “a La U não é mais tudo isso”. Porém, o que significa isso? É claro que o time não é mais o mesmo do ano passado, mas a proposta de jogo está intacta e segue sendo bem cumprida pelos atletas que ficaram lá. Se falta um grande brilho individual, como era Vargas, sobra entrosamento. O Deportivo Quito até tem uma equipe interessante e deve dar trabalho, mas os chilenos ainda são tudo isso sim.

Santos x Bolívar-BOL

A altitude consegue atrapalhar alguns times na fase de grupos, mas no mata-mata ela é pouco decisiva. Como o Bolívar tem pouco a oferecer além disso, não deve fazer frente ao Santos. Com a decisão em casa, o time de Neymar e companhia deve usar o time boliviano como preparação para um confronto extremamente duro nas quartas, contra Vélez ou Nacional.

Vélez Sársfield-ARG x Atlético Nacional-COL

Será o outro grande destaque das oitavas. Prevejo partidas com muitos gols, pois o ataque é forte demais dos dois lados, enquanto as defesas não são tão confiáveis assim. O time argentino parece ter mais consistência, mas os colombianos são destemidos, não têm nada a perder e devem arriscar bastante. Com certeza vem emoção pela frente.

Lanús-ARG x Vasco

A caminhada do Vasco nessa Libertadores tem sido complicada. Depois de passar por um grupo difícil, será o time brasileiro que vai enfrentar o estrangeiro mais forte. O Lanús tem uma equipe bem estruturada, com uma tática bem definida, além de um grande destaque individual, o perigoso Regueiro. O Vasco tem qualidade e experiência para se classificar, mas precisa ficar atento.

Corinthians x Emelec-EQU

Já o Corinthians pode até amolecer contra o Emelec que vai se classificar mesmo assim. O time equatoriano mostrou poucas qualidades além da raça para se classificar. Mas isso é pouco para as oitavas da Libertadores. Os corintianos estão embalados e não vejo possível uma tragédia nesse duelo.

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A fase de grupos da Copa Libertadores já entrou em sua reta final e confesso: os times brasileiros estão tendo mais dificuldades do que eu imaginava. Mesmo aqueles que estão boa situação não conseguiram vencer com facilidade. E ainda existem alguns times que correm risco real de serem eliminados nesta fase de grupos.

Eu não apostaria nisso. Ainda creio, como fiz nos palpites antes da Libertadores começar, que todos brasileiros vão avançar para a fase de mata-mata. Mas a situação de alguns times é complexa. Veja caso a caso a seguir:

Santos
Apesar da estreia ruim, só uma grande zebra pode tirar o Santos da próxima fase da Libertadores. O time ainda vai jogar em casa contra os dois adversários mais fracos do Grupo 1 (Juan Aurich e The Strongest) e, com isso, deve atingir doze pontos. Além disso, tem pontecial para vencer o Inter fora de casa.

Afinal, quem vai duvidar de um time com Neymar no elenco? Mas o Santos não é só ele e tem se acertado cada vez mais nesta temporada. Com as laterais mais seguras e um meio-campo finalmente mais criativo, segue firme como um dos favoritos ao título.

Internacional
O empate conquistado no sufoco contra o The Strongest, nesta quarta-feira, foi fundamental para o time gaúcho. Afinal, o time boliviano é o principal rival do Inter pela segunda vaga da chave do Grupo 1. Enfrentar o Santos, mesmo em casa, não será fácil. Mas na última rodada o adversário será o Juan Aurich, então o Inter terá tudo para se classificar.

O time ainda precisa de acertos. Desde que chegou ao Inter, Dorival sempre parece perdido por ter tantas opções. Mas esse elenco rico no ataque deve conseguer a classificação por causa do talento individual dos seus jogadores. Mesmo que um time de verdade ainda não esteja acertado e formado.

Flamengo
É o time brasileiro que corre mais riscos na Libertadores. Em primeiro lugar, porque está em um grupo em que não há cegos. Lanús, Olimpia e até o Emelec não são brilhantes, mas têm qualidades visíveis. Por isso mesmo a pontuação está embolada e uma vitória do Fla no próximo jogo seria fundamental. Mas essa partida será fora de casa e contra o Olimpia, ou seja, uma missão nada fácil.

Pior ainda é ver que o time ainda não se achou na temporada. A chegada de Joel Santana trouxe uma melhora no ambiente, mas poucas mudanças dentro de campo. O meio-campo que sempre critiquei continua sendo o pior problema e há poucas esperanças de melhoria. Mas no talento individual de Vagner Love e talvez de Ronaldinho Gaúcho é possível que a vaga seja conquistada.

Fluminense
Não dá mais para duvidar do Fluminense. É um time cheio de talentos, bem treinado, experiente e que está focado na briga pelo título. Por isso está 100% até agora, mesmo em um grupo complicado. Duas vitórias magras e aquele jogo impressionante contra o Boca Juniors, na Bombonera, me convenceram que o Flu está pronto para fazer bonito até na fase de mata-mata.

O problema na fase de grupos é ainda ter dois jogos para disputar fora de casa. O Arsenal-ARG até pode complicar, mas esse será apenas o duelo da sexta rodada. Até lá é possível que o Flu já tenha garantido sua classificação.

Vasco
A vitória desta quarta-feira, contra o bom time do Libertad-PAR, melhorou a situação do Vasco na Libertadores. Mas o resultado de 2 a 0, conquistado apenas com mudanças no segundo tempo, mostrou que o time ainda precisa de muitos acertos.

A força do Vasco está em seu grupo, que é unido e tem juventude bem misturada com experiência. Mas taticamente ainda faltam acertos, pois sequer existe um time base bem definido para esta temporada. A boa notícia é que Cristóvão Borges parece ter potencial para acertar isso com o tempo. A má notícia é que ele terá pouco tempo, pois o Vasco só tem mais dois jogos, ambos fora de casa, para garantir a classificação.

Corinthians
É o time que está com a melhor situação entre os brasileiros. Em um grupo fácil, fez sua obrigação, está invicto e seu jogo mais difícil, contra o Deportivo Táchira, será disputado em casa. Antes, enfrentará o Nacional-PAR e poderá até se classificar antecipadamente.

Mas esses resultados não podem iludir os corintianos. É evidente que o time ainda precisa de acertos, principalmente no ataque. Tirar Liédson do time, por causa da sua péssima fase, pode ser uma boa medida, mas não resolverá tudo. Porém, mesmo sem solucionar esse problema, o Corinthians tem um conjunto forte demais e seguirá como um dos favoritos ao título da Libertadores.

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Praticamente encerrada a fase preliminar, já é possível afirmar: teremos em 2011 a melhor Copa Libertadores dos últimos anos. Não lembro de ter visto recentemente tantos times fortes na competição sul-americana. Fora a emoção e a garra de sempre, é possível esperar também muita qualidade em campo.

A começar pelo times brasileiros. Campeão, o Corinthians pode sofrer pela pressão interna pelo título inédito, mas não pela falta de qualidade. O vice nacional, Vasco, também manteve sua base e seguirá forte. E com boas contratações e experiência, Fluminense e Internacional também estarão bem demais. E o Flamengo? Vive crise eterna, mas é melhor não duvidar de um time tão grande.

Fora do Brasil, também há favoritos ao título. Mesmo desmanchada, a Universidad do Chile deve dar trabalho. O Boca Juniors está de volta e, mais do que isso, com um time de muita qualidade, com Mouche, Santiago Silva, Riquelme, etc… Há ainda os perigosos e tradicionais Nacional-URU, Peñarol, Chivas e Vélez Sársfield.

Mas o Opiniões em Campo não costuma ficar em cima do muro. Assim como faço na Liga dos Campeões, vou analisar cada grupo da Copa Libertadores e arriscar palpites. Depois, antes de começar o mata-mata, farei a verificação e novas observações. Segue…

Grupo 1
Internacional, Juan Aurich, Santos e The Strongest
Classificam: Internacional e Santos

É fácil demais apostar nos classificados desse grupo. Há poucas chances de surpresas para os brasileiros, então vou até arriscar quem vai ficar com o primeiro lugar: fortalecido após a difícil disputa por vaga com o Once Caldas, o Internacional vai entrar com mais ritmo e superar o Santos na tabela por pouco.

Grupo 2
Emelec, Flamengo, Lanús e Olimpia
Classificam: Flamengo e Lanús

Pode parecer, mas não é um grupo tão fácil para o Flamengo, que dependerá do sucesso de Vagner Love para evoluir e conseguir a classificação, o que deve acontecer. Dá para esperar equilíbrio na disputa pela outra vaga. Emelec tem feito boas campanhas no Equador, Lanús tem bons jogadores, como Valeri e Camoranesi, e o Olimpia tem a tradição a seu favor. É difícil, mas aposto na qualidade e na consistência do time argentino.

Grupo 3
Bolívar, Junior Barranquilla, Universidad Católica e Tigres ou Unión Española
Classificam: Junior Barranquilla e Universidad Católica

O ideal seria esperar a definição do quarto time, mas aposto desde já que o Tigres conseguirá a classificação, apesar de ter perdido fora de casa. Com isso, haverá uma equilibrada disputa pela segunda vaga do grupo, já que a primeira deve ficar com o Universidad Católica. Aposto que o campeão colombiano, Junior Barranquilla, surpreenderá e ficará em segundo lugar na chave.

Grupo 4
Arsenal-ARG, Boca Juniors, Fluminense e Zamora
Classificam: Boca Juniors e Fluminense

É outro grupo extremamente desequilibrado. O pequeno e novato Zamora deve sofrer, assim como o limitado Arsenal de Sarandí. Já Boca e Flu farão jogos de grande qualidade, com muitos bons jogadores em campo. É difíl até arriscar quem levará a melhor nos duelos entre eles, mas aposto que a tradição pesará a favor dos argentinos.

Grupo 5
Alianza Lima, Libertad, Nacional-URU e Vasco
Classificam: Nacional-URU e Vasco

Ninguém terá vida fácil nesse grupo. A classificação do Libertad, que superou o El Nacional, embolou ainda mais a chave. Mas aposto que Nacional-URU e Vasco vão conseguir a classificação. Ambos estão empolgados com as boas campanhas recentes e parecem ter elencos coesos. O time uruguaio, comandado pelo técnico Gallardo e com Recoba em campo, deve ir longe na Libertadores.

Grupo 6
Corinthians, Cruz Azul, Deportivo Táchira e Nacional-PAR
Classificam: Corinthians e Cruz Azul

O Corinthians só perde para ele mesmo nesse grupo. Caso não faça muita besteira, consegue a classificação com uma boa campanha, o que pode lhe dar vantagem na fase seguinte. Já a segunda vaga deve ficar com o clube mexicano, já que Táchira e Nacional-PAR estão com times limitados demais

Grupo 7
Chivas, Defensor Sporting, Deportivo Quito e Vélez Sársfield
Classificam: Chivas e Vélez Sársfield

O Vélez de hoje não o mesmo que foi campeão argentino no ano passado, mas ainda tem forças para fazer mais uma boa campanha na Libertadores. A disputa pela segunda vaga deve ficar entre os campeões Chivas e Deportivo Quito, mas o time mexicano tem mais qualidade e deve levar a melhor.

Grupo 8
Godoy Cruz, Nacional de Medellín, Universidad do Chile e Peñarol ou Caracas
Classificam: Universidad do Chile e Peñarol

Depois de golear o Caracas por 4 a 0, o Peñarol mostrou sua força e praticamente já se garantiu na fase de grupos. E dará mais trabalho ainda. Sem Martinuccio, mas com Zalayeta, Mora e Estoyanoff, tem tudo para se classificar, fazer bonito de novo e empolgar ainda mais sua vibrante torcida. Já a “La U”, ainda que sofra sem Eduardo Vargas, que foi para o Napoli, não dará chances para Godoy Cruz ou Nacional.

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A contratação de Vagner Love vai iludir muitos flamenguistas. Empolgados por finalmente terem um centroavante de qualidade, eles acreditarão que dessa vez o Fla conquistará tudo que ficou devendo em 2011. Mas na prática a tendência é que nada mude.

Em primeiro lugar, é preciso entender que Love não pode ser considerado um substituto para Thiago Neves. O agora meia do Fluminense, apesar da conduta lamentável na carreira, vai fazer falta no Fla. Sem ele, o meio-campo deve ser formado por Renato Abreu e Botinelli. Não é difícil prever que a criação do time ficará lenta e ainda mais dependente de Ronaldinho Gaúcho.

Sem um setor de meio-campo eficiente, a bola deve chegar pouco para Love. Ele é um grande jogador, pode se virar sozinho, mas o ideal é que Luxemburgo crie soluções para que isso não seja a única alternativa. O problema é: quem ainda confia que Luxa é capaz de criar soluções? Seus trabalhos recentes só mostram o contrário. Problemas e mais problemas.

Mas esses problemas da contratação de Vagner Love vão muito além do que acontecerá dentro do campo. Fora dele também há preocupações. Afinal, como um time que deve salários vai pagar os especulados 8 mihões de euros (R$ 18 milhões) para o CSKA? Esses valores já vão criar um problema dentro do clube, que sofre internamente por causa da queda de braço entre Luxemburgo e Michel Levy.

Tudo isso só torna mais explícita a falta de planejamento do Flamengo. Um time que vai jogar a Copa Libertadores já deveria estar pronto, mas fez poucas contratações e a principal delas ainda chegou com grande atraso.

Vagner Love tem qualidade, é claro, e deve fazer algum sucesso em seu retorno ao Fla. Mas o que poderia ser bom pode facilmente virar problema na Gávea. Assim como aconteceu com Ronaldinho no ano passado. Ou seja, o Flamengo de 2012 continuará o mesmo de 2011.

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Um goleiro que falha em uma final do Mundial de Clubes não pode ser realmente bom. Um jogador que troca o Arsenal pela Série B brasileira não deve bater bem da cabeça. Um atleta que vence no futebol com honestidade, integridade e cárater simplesmente não existe. Um ídolo do Palmeiras jamais pode conquistar o respeito de boa parte dos corintianos.

Todas frases acima fazem sentido. Mas nenhuma delas é real quando falamos de São Marcos. Com ele tudo é possível. Dentro de campo ele fez milagres e se consagrou. Fora dele, foi uma exceção em um futebol cada vez mais sujo.

Pois nesta quarta-feira foi anunciada a aposentadoria de São Marcos. Com isso, acabou uma Era no Palmeiras. Um período de tempo com poucos títulos, mas com o mais importante deles: a Copa Libertadores de 1999, em que o melhor jogador da competição foi exatamente o milagreiro verde.

Desde então, os anos palmeirenses foram terríveis e tudo só piorou com a notícia desta quarta. Sem Marcos, o Palmeiras fica sem ídolo, sem identidade e com a sensação de que tudo sempre pode piorar. Se o ano passado foi ruim, não é difícil prever que 2012 será ainda pior. E não é só por causa da saída de Marcos, claro…

A falta de reforços, tão criticada pela torcida, é um dos problemas. Mas a eterna crise no Palestra Itália vai além. Passa pela comissão técnica, já que Felipão parece ser incapaz de fazer um grande trabalho; esbarra na falta de comunicação com a diretoria, que pode até ser resolvida em parte por César Sampaio; chega na diretoria e na presidência, cada vez mais omissa; e acaba no momento político, já que até Mustafá Contursi é especulado como possível sucessor de Arnaldo Tirone como presidente do clube.

Com tantos problemas, é difícil apostar que em campo os jogadores terão tranquilidade para fazer algo de bom. Como se não bastasse, parte da torcida ainda piorou tudo, com protestos e uma faixa homofóbica logo no primeiro dia de trabalho de 2012.

Tudo isso só ensina uma coisa: é importante demais que o torcedor reverencie a história e a carreira de São Marcos. Valorize seu passado, palmeirense. Pois o futuro será de sofrimento.

O Palmeiras tem muitos motivos para chorar

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Não vou perder tempo palpitando sobre a briga pelo título. Já escrevi que aposto no Corinthians, mas isso só será resolvido nas últimas rodadas. E com tanto equilíbrio no Brasileirão 2011 é sacanagem e perda de tempo fazer qualquer comentarista palpitar sobre a disputa na parte de cima da tabela.

Mas o que me chama mais atenção nesse momento é a briga contra o rebaixamento. Especialmente por causa do Cruzeiro. Impressiona como o time mineiro caiu de produção durante o ano e, agora que está entre os quatro piores, dá sinais claros de que realmente vai cair. Às vezes parece até ser incompreensível como um time pode piorar tanto em tão pouco tempo. Mas na verdade sobram motivos e fatos para entender essa queda. Explico…

Em primeiro lugar, basta olhar para o time do Cruzeiro para entender por que a campanha tem sido tão ruim no Brasileirão. Afinal, o elenco foi superestimado depois de ter sido campeão mineiro e impressionado na Copa Libertadores. Porém, esse time, que já não era tão bom, foi desmontado. Gil, Henrique, Gilberto, Dudu e Thiago Ribeiro foram negociados. E Wallyson ainda se lesionou gravemente.

Aliás, o principal problema do time é o ataque. A defesa é fraca também, mas ter opções como Anselmo Ramon, Wellington Paulista, Bobô, Keirrison, Farías e Ortigoza é triste. Faltou ter alguém com mais velocidade e habilidade para fazer do Cruzeiro um time mais perigoso na frente.

Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro

Senador Zezé Perrella, se o Cruzeiro cair, Vossa Excelência terá a maior parcela de culpa

Mas a análise dos problemas do Cruzeiro não pode ser tão superficial e parar apenas na análise do elenco. É preciso lembrar que o time ficou sem estádio em Belo Horizonte, problema que também fez o Atlético-MG sofrer. Além disso, a questão política, com o afastamento de Zezé Perrella para se dedicar à carreira política, com certeza atrapalhou demais.

Por fim, mas não menos importante, existe também a questão dos técnicos que passaram pelo Cruzeiro. Cuca foi prematuramente demitido, mas a chegada de Joel Santana trouxe algum alívio e tenho certeza que o time não cairia se ele estivesse no comando até agora. Vide o Bahia, que tem um time pior e está conseguindo fugir do rebaixamento aos poucos.

Depois de Joel, a aposta em Emerson Ávila foi absurda. Era evidente que não ia dar certo. Agora Vágner Mancini tenta recuperar o tempo perdido. Até gosto dele como técnico, mas não parece pronto para um desafio desse tamanho.

Com tudo isso, a situação ficou realmente perigosa para o Cruzeiro. Os três times acima dele na tabela, Atlético-MG, Bahia e Ceará estão em um momento melhor e parecem ter mais gás para fugir do rebaixamento. Eu até queria apostar que o Cruzeiro não vai cair, porque toda essa situação realmente surpreendeu, mas na verdade faltam motivos para acreditar nisso. E sobram razões para apostar na queda da Raposa…

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A saída de Adilson Batista do São Paulo era mais do que esperada. Sua contratação já tinha sido estranha, absurda, e a demissão era questão de tempo. E esse tempo demorou até demais para chegar. Agora o “São Paulo perdeu o rumo, bem na hora em que era mais importante ter equilíbrio na corrida pelo hepta”, como escreveu Antero Greco. Para piorar, a diretoria ainda não resolveu se vai contratar um novo técnico ou se vai “manter Milton Cruz como interino” até o final do Brasileirão 2011.

A primeira opção é a mais difícil. Concordo com Arnaldo Ribeiro:  “o próximo técnico do São Paulo precisa ser um herói”PVC e Vitor Birner também escreveram sobre o perfil do substituto de Adilson: precisa ser alguém linha dura, experiente e que passe confiança para a torcida. Já não é fácil achar nomes assim normalmente. Em final de temporada, pior ainda. Por essas e outras que o mais provável é que Rogério Ceni fique como técnico do time até o final do ano. Achou estranho? Explico…

Como escreveu Sérgio Xavier, Milton Cruz na prática será o auxiliar de um técnico que estará em campo. Isso porque a liderança que Ceni exerce sobre o grupo é grande demais. E essa é a nova esperança são paulina para que o time se recupere.

Não é uma má ideia. Pode até dar certo. Mas o São Paulo precisa rever seu conceito de “dar certo”. Afinal, com toda essa confusão na reta final, conquistar uma vaga na Libertadores de 2012 já será ótimo.

E depois disso, o ideal seria que o clube revisse a situação da sua diretoria, que agora ficou ainda mais queimada e foi criticada por Alberto Helena Jr., Benjamin Back, Eduardo Tironi e qualquer torcedor com o mínimo de consciência.

Mas fato é que o São Paulo não briga mais pelo título do Brasileirão 2011. Quem briga? Isso é assunto para outro texto…

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