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Posts Tagged ‘Corinthians’

Nem todos perceberam, mas há uma Nova Era no futebol brasileiro. Quem já notou começou a colher frutos disso. Quem não viu está sofrendo. E os reflexos dessa transformação vão ficar ainda mais claros a partir desta temporada. É fundamental que os times entendam esse momento e aproveitem, pois a mudança a longo prazo promete ser fatal. Explico…

A Nova Era não começou agora. Teve início principalmente por causa da situação financeira mundial. Enquanto os europeus se apertam para se livrar da crise financeira, no Brasil há estímulos por todos os lados. Seja pelo razoável momento econômico do País, seja pela organização da Copa do Mundo de 2014.

Com isso, boa parte do futebol brasileiro passou a ter um dinheiro nunca antes visto. Isso só ficou ainda mais potencializado com a nova distribuição feita pela Rede Globo pelos direitos de transmissão. Alguns times passaram a receber ainda mais grana por isso, sendo que os valores de patrocínios também têm aumentado a cada ano.

Mas no futebol não basta ter dinheiro. É preciso competência. E a melhor saída para administrar com eficiência todo esse potencial financeiro é a profissionalização dos clubes. É inadmissível que tantos recursos caiam nas mãos de dirigentes amadores. O clubes não podem mais ser administrados como há vinte anos. Os tempos mudaram, o futebol mudou e o dinheiro mudou.

É preciso que pessoas treinadas façam esse dinheiro virar mais dinheiro. É o que aconteceu com o marketing do Corinthians, por exemplo. Com profissionais sérios e de qualidade, o time tem aproveitado todo o potencial que sua torcida tem. Claro que o bom momento em campo é fundamental para isso, mas quem aposta que essa boa fase vai acabar tão cedo?

O Corinthians criou uma estrutura sólida na direção e dificilmente vai se perder nos próximos anos. A contratação de Alexandre Pato,por um valor que antes seria inimaginável, é uma prova disso. Claro que é uma aposta de risco, mas poder fazer essa aposta é sinal de que algo muito bom foi feito anteriormente.

O marketing do Corinthians já agiu no anúncio da nova contratação

“Locospirose”. O marketing do Corinthians já agiu no anúncio da nova contratação

Por outro lado, não faltam exemplos ruins de administração. O Palmeiras caiu para a segunda divisão principalmente por causa da gestão Arnaldo Tirone. O time era ruim, mas existiam pelo menos quatro elencos piores no Brasileirão de 2012. Porém, nenhum clube foi mais bagunçado que o Alviverde nos bastidores e isso se refletiu em campo.

Para não ficar só nos exemplos paulistas: a situação do Vasco é preocupante. Mesmo com toda entrada de recursos já citada, o time tem dificuldades para pagar salários. O elenco de 2013 tem sido formado com baixos salários e baixa qualidade. A tendência é que tudo isso se reflita em campo já nesta temporada.

Mas tanto Vasco como Palmeiras e outros times bagunçados ainda podem se recuperar. Principalmente porque há uma outra oportunidade nessa Nova Era do futebol brasileiro: a construção dos estádios para a Copa do Mundo de 2014 gerará uma chance única. Os clubes precisam aproveitar esse momento para criar programas de sócios-torcedores que realmente funcionem. Na Europa esta é uma das principais fontes de renda dos times. No Brasil apenas engatinha. Pouquissímos clubes sabem aproveitar a paixão do torcedor para ganhar ainda mais dinheiro. Com as novas arenas ficará mais fácil organizar esses projetos. Depois de 2013, a maioria dos estádios já estará inaugurada e veremos quem vai saber usar isso da melhor maneira possível.

A Nova Era do futebol brasileiro ainda está em andamento, mas é preciso aproveitá-la desde já. A dica está dada.

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Jamais vão esquecer a atuação do Cássio. Justo. O que ele fez foi digno de milagre, por mais que o corintiano não queira saber de santos. Jamais vão esquecer de Guerrero. Justo. Foram apenas dois cabeceios precisos, decisivos e fatais. Jamais vão esquecer de Emerson e Paulinho. Justo. Não foram bem no Mundial, mas sobraram na Libertadores.

Mas por favor, torcedor corintiano, jamais esqueça de Tite. Ele é o principal responsável por uma saga que jamais será repetida. Ele é o maior culpado por ter matado tanta gente de alegria. Foi ele que criou a maior força desse Corinthians tão brasileiro e tão mundial: a consistência tática e a força coletiva desse time só existe porque Tite existe.

Tite sempre mostrou que entende muito de futebol. Mesmo em seus fracassos mais marcantes, deixou lições táticas, nem que fosse apenas no discurso. Aliás, seu principal problema é exatamente o discurso: pausado, pensado e sempre com palavras difíceis para o mundo boleiro, ele sofre para que os jogadores entendam seu ponto. Nem sempre consegue passar a riqueza das suas mensagens.

No Corinthians essa dificuldade aconteceu, afinal existiu um Tolima no caminho. Mas Tite teve tempo e soube aproveitá-lo. Fez com que os jogadores acreditassem em seu discurso. Fez com que todos entendessem suas ideias. A marcação por pressão, avançada, é exemplo de algo pouco visto no futebol brasileiro, mas que funcionou de forma impressionante no Corinthians. Foi um dos diferenciais estratégicos do time.

Com o o elenco confiante em seu trabalho, Tite pôde inventar: diversas vezes escalou o time sem controavante, por exemplo. Deu certo, mas depois ele fez outra loucura: mudou o time para o Mundial e fez Guerrero ser titular absoluto. Funcionou novamente.

Aliás, até na final Tite resolveu colocar seu dedo na escalação: tirou Douglas do time e escalou Jorge Henrique. Um atacante entrou no lugar do meia, mas era uma mudança defensiva. Ele enxergou que o lado direito precisava de reforço na marcação, pois o ótimo Hazard atuaria por ali. Jorge é rápido e dedicado na marcação, ao contrário de Douglas, por isso foi titular. Deu tão certo que, antes do final do primeiro tempo, o Chelsea já começou a inverter o lado de Hazard, para que ele tivesse mais espaço. Era tarde demais.

Não foi apenas isso que fez o Corinthians ser campeão, é claro. Mas não foi apenas esse o mérito de Tite. Ele já tinha dado uma bela lição para o futebol brasileiro, tão atrasado em questões táticas: o time campeão nacional de 2011 não esbanjava talento, mas sobrava na organização em campo. E isso às vezes é mais importante do que o talento individual.

Tite tem coragem de mudar. Por isso muitas vezes ele erra. Por isso tantas vezes já foi criticado justamente. Mas também por isso já acertou como poucos técnicos no Brasil fizeram. Seu conhecimento tático é tão profundo e tão raro quanto seu poder de motivação. Essas qualidades montaram um time que se une para fazer o que ele manda. E certamente ele mandou o Corinthians para o topo do mundo.

 Tite, por Ricardo Matsukawa, do Terra

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Cego pelo título e empolgado pela festa, o palmeirense pode até tentar negar, mas é fato: o time de Felipão era o pior entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Grêmio e São Paulo têm elencos melhores, principalmente no ataque. E o Coritiba, mesmo sem estrelas, era melhor taticamente. O Palmeiras só é competitivo por causa das bolas paradas de Marcos Assunção. Como pode um time tão fraco ser campeão?

E o cenário era ainda pior por causa de alguns acontecimentos absurdos. Olhando para trás, lembramos da contusão de Wesley, que só foi contratado para virar desfalque. Mais para frente, teve o sequestro de Valdivia, que se recuperou, mas depois foi expulso na primeira final. Aliás, na decisão surgiram mais dificuldades: Barcos teve uma apendicite e Henrique acordou com febre na quarta-feira decisiva. Como pode um time tão azarado ser campeão?

E não era só azar. No mesmo dia em que o Corinthians foi campeão da Libertadores, na véspera do jogo de ida contra o Coritiba, surgiu a notícia de uma briga entre dirigentes palmeirenses. Verdade ou não, é um símbolo de como funciona o ambiente palestrino. Mesmo na maior das festas, pode surgir a maior das confusões. Sempre há alguém torcendo contra, mesmo que esteja do mesmo lado. São palmeirenses que não querem o melhor para o Palmeiras. Não tente entender. Apenas reflita: como pode um time ser campeão com um ambiente assim?

E ainda existem outros poréns. Vale lembrar que o Palmeiras está sem estádio. Foi jogar em Barueri, fora da capital paulista. Vale lembrar que o Palmeiras estava pressionado por tantos fracassos vergonhos recentes. E, acima de tudo, vale lembrar que o Palmeiras superou tudo isso. Como? Não é fácil explicar. Mas é necessário valorizar.

Todas essas dificuldades citadas acima só aumentam o valor do título do Palmeiras. Se antes diziam que ele estava virando um time pequeno, agora ele mostrou como é gigante. A camisa pesou. A tradição fez diferença. E os jogadores se superaram. Nada mais explica esse título. Porque o Palmeiras realmente não deveria ter sido campeão. Mas brigou o bastante para ser o campeão com mais justiça. E não há nada mais bonito no futebol do que um título justo e bem entregue.

Não deveria. Mas foi justo demais

Não deveria. Mas foi justo demais

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O Corinthians tinha um problema no gol. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi o Cássio. O mérito é do Tite, que teve coragem de bancar a mudança no momento certo.

O Corinthians tinha um problema na zaga. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi Chicão, que entrou no lugar do lesionado Paulo André e deu conta do recado. O mérito é do Tite, que soube afastá-lo na hora certa em 2011 e recuperá-lo no momento necessário, neste ano.

O Corinthians tinha um problema no ataque. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi Alex, que entrou no lugar de Liédson. O mérito é do Tite, que armou condições do time jogar sem um centroavante fixo na área.

O Corinthians tinha uma solução escondida no banco de reservas. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi Romarinho, que entrou para decidir. O mérito é do Tite, que tomou a difícil decisão de afastar Willian do elenco.

O futebol é injusto por natureza. Mas quem sofre a maior injustiça desse esporte são os treinadores. Eles não jogam, mas são considerados os culpados. O atacante chuta para fora, o zagueiro não afasta o perigo, o goleiro falha, mas a responsabilidade sempre fica com quem sequer entra em campo. Por isso mesmo é tão importante fazer o contrário: valorizar o trabalho de um treinador quando tudo dá certo e um grande título é conquistado.

E no caso de Tite essa valorização é ainda mais importante. Afinal, por diversos detalhes, como alguns citados acima e outros ainda a citar, ele foi decisivo para o Corinthians. Já tinha sido fundamental no Campeonato Brasileiro. Agora foi ainda mais brilhante na conquista da Copa Libertadores da América. E com diferentes méritos, que vão além da escolha de jogadores.

Taticamente o principal mérito foi apostar em um sistema defensivo forte, que jamais pode ser confundido como retranca. O segundo gol de Emerson contra o Boca Juniors comprova isso: o Corinthians marca na frente, às vezes sob pressão, sempre disposto a roubar a bola e arrancar em velocidade para o gol. Se isso não dava certo, o time realmente recuava, mas de uma maneira tão efetiva que não chegava a sofrer pressão. Era difícil ver o Corinthians viver longos apuros, seja na Bombonera, na Vila Belmiro ou em São Januário.

Mas há outro mérito ainda maior de Tite: ele tinha o elenco do Corinthians em sua mão. Porque não adianta um técnico entender de futebol. Ele precisa convencer o grupo disso. Em sua carreira, Tite sempre mostrou ter muito conhecimento tático, mas nunca os jogadores entenderão tão bem seu jeito peculiar de falar. No Corinthians todos entenderam seus pedidos e obedeceram rigorosamente. Foram tão fiéis quanto a torcida. E por isso receberam de volta a fidelidade dos 30 milhões de apaixonados.

O Corinthians tinha um trauma histórico. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi Emerson, Cássio, Danilo ou Paulinho. O mérito é do Tite, que transformou um pesadelho em sonho realizado. O mérito é do Tite, que fala muito, mas fala muito certo. O mérito é do Tite,  um dos maiores treinadores da história do Corinthians.

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Corinthians campeão da Libertadores

Vem mais festa por aí!

Não se trata de mística. É muito mais do que “cara de campeão” ou “sorte de campeão”. O Corinthians tem futebol de campeão e é por isso que levantará o troféu da Copa Libertadores na semana que vem. É claro que essa certeza também vem por causa de detalhes, como a cabeçada de Viatri na trave, aos 46min do 2º tempo. Mas é impossível ignorar certos pontos fortes corintianos e as várias fraquezas dos argentinos.

O que mais chama atenção é a frieza do elenco corintiano. A maioria dos jogadores simplesmente não sentiu a pressão de jogar na Bombonera. O mais difícil, que é o começo de jogo, com a torcida explodindo e o adversário 100%, foi totalmente controlado pelo sistema defensivo do Corinthians. Depois, com a saída de Jorge Henrique, houve uma queda natural no nível na marcação. Mas nem com a ascensão do Boca os jogadores ficaram realmente abalados.

Esse ponto forte e decisivo vem por causa de dois fatores. O primeiro é a experiência. Afinal, jogadores como Alex, Danilo, Emerson e Chicão estão acostumados com decisão. Há ainda outros “cascudos”, como Alessandro, Fábio Santos e a melhor dupla de volantes do Brasil, Ralf e Paulinho. Por não depender de um jogador apenas, o Corinthians fica menos instável e consegue dividir tarefas, seja em uma situação boa, ruim ou péssima. Vimos todas elas na Bombonera nesta quarta-feira e nada mudou, por causa do conjunto.

Outro fator que fortalece o Corinthians é Tite. Desde o ano passado, o treinador conseguiu ter o elenco na mão de uma forma que poucos conseguem. É por isso que todos seus conhecimentos são aplicados tão bem em campo. Você pode ter um técnico bom e um ótimo elenco, mas os jogadores precisam ser obedientes para que dê certo. É isso que acontece no Corinthians. E nenhum outro clube na América do Sul funciona dessa forma.

Porém, como se não bastasse o Corinthians ser forte, o Boca é fraco. Mostrou isso também nesta quarta-feira. Não que falte qualidade ao time, mas não há diferenciais. Por vezes o Boca ainda aparenta ser um time em formação, sem ter certeza de que vá realmente evoluir. Depende de Riquelme, já que os outros bons jogadores, como Erviti e Mouche, por exemplo, não são decisivos. Santiago Silva, que parece o homem destinado a resolver tudo na frente, não tem talento para tanto.

Com esse cenário, que já era possível perceber antes do jogo desta quarta, o que poderia fazer a diferença era a Bombonera. Não fez. Já o Pacaembu lotado e incediado vai jogar a favor do Corinthians com certeza. Ninguém sentirá a pressão, por motivos já explicados acima. E na bola o Corinthians terá tudo para fazer seu tradicional 1 a 0, sem problemas, com poucos sustos e muita festa. Algo diferente disso irá surpreender demais. O Boca virou zebra.

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É mentira o que dizem na TV, nas rádios, nos sites e jornais esportivos: não haverá Corinthians x Santos na semifinal da Libertadores. Haverá sim um duelo Corinthians x Neymar. E mesmo sozinho é capaz que o camisa 11 santista consiga a classificação para a final. Será o grande teste da sua carreira e ninguém duvida que ele já está pronto.

Neymar ficou sozinho desde que a nova cirurgia de Ganso foi confirmada. Dizem que o meia só perderá o primeiro jogo contra o Corinthians, mas é improvável que alguém com tantos problemas físicos não sofra uma contusão muscular durante a recuperação. Ou seja, o Santos terá que achar um substituto onde não há. Com a saída de Ibson, Muricy terá que inventar um novo meia para o time.

E o pior da história é que Neymar ficou sem um companheiro para decidir partidas. Contra o Vélez, apesar de bem marcados, eles foram essenciais na Vila Belmiro. Ganso fez o lançamento que gerou depois a expulsão do goleiro Barovero. Ganso deu o passe para Léo, que tocou para o gol de Alan Kardec. E agora? Quem vai acertar esses passes fundamentais?

Essa é a principal sorte do Corinthians. Talvez a única. Afinal, em um ano que o time alvinegro tem tanta força,  teve o azar de enfrentar concorrentes de alto nível. É a melhor Libertadores dos últimos anos, a mais equilibrada, a mais interessante. Depois de passar pelo Vasco com sua melhor qualidade, a raça, o Corinthians ainda pode ser campeão, é claro, mas terá quatro jogos de mais sofrimento. Dizem que a torcida gosta assim, então que seja.

O primeiro passo será superar Neymar, sozinho, mas fazer isso não é fácil. Ainda mais quando seu lateral-direito é Alessandro, que vem em péssima fase física e técnica. Tite tem que se preocupar demais com isso. Uma boa saída é tentar copiar a marcação que o Vélez fez. É claro que não é fácil, mas a receita está pronta: se conseguir parar Neymar, o Corinthians vai parar o Santos. 

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Os estaduais são cada vez mais inúteis para o futebol brasileiro. Servem mais para queimar a pré-temporada, iludir times grandes e causar demissões de treinadores. Nesta temporada não foi diferente e por isso o Opiniões em Campo teve poucas análises destas competições. Prefiro fazer agora um balanço geral do que aconteceu com cada time e assim se preparar para o campeonato que importa: que venha o Brasileirão!

Troféu do Brasileirão/ Alexandre Battibugli

Por ordem de favoritismo ao título, segue rápidas análises dos 20 times abaixo:

Santos e os favoritos da Vila
Desempenho no Estadual: tricampeão paulista
Condição no Brasileirão 2012: principal favorito ao título
Elogiar Neymar é desnecessário. Exaltar a categoria rara de Ganso é repetição. Mas o Santos tem ido além dos seus craques. Ao contrário de 2011, o time agora parece ter também um jogo coletivo que funciona. A equipe está mais forte, mais preparada e mais entrosada. Tem defeitos na defesa, mas para superar isso existem… Neymar e Ganso, é claro.

Corinthians e sua Titeabilidade
Desempenho no Estadual: eliminado nas quartas
Condição no Brasileirão 2012: favorito ao título
É impossível olhar para o Corinthians atual e não lembrar do seu treinador. Afinal, ele conseguiu fazer um time organizado taticamente como poucos no Brasil. Não há brilho, não há show, não há espetáculo. Mas há eficiência e é isso que importa. É verdade que não há uma estrela, um craque, alguém para resolver. Mas em 2011 isso não fez tanta falta…

Fluminense, o melhor elenco do Brasil
Desempenho no Estadual: campeão carioca
Condição no Brasileirão 2012: favorito ao título
Não há um time no Brasil com tantos reservas de qualidade. Rafael Sóbis, Rafael Moura, Wagner e Jean, por exemplo, são jogadores que poderiam ser titulares na maioria dos clubes da Série A. Além disso, existem muitos atletas experientes. O único problema realmente é a defesa, mas Abel Braga tem qualidade para melhorar esse ponto.

Vasco modificado
Desempenho no Estadual: vice nos dois turnos do Carioca
Condição no Brasileirão 2012: bem, mas em queda
Não é o mesmo time que terminou tão bem o Brasileirão de 2011. O Vasco perdeu parte da sua organização tática, perdeu opções no banco e perdeu confiança. A qualidade ainda existe, é claro, mas o time precisa de um fato novo para se empolgar novamente e entrar nos eixos – pode ser uma contratação ou uma grande vitória. Mas do jeito que está o time não brigará pelo título.

A incógnita Internacional
Desempenho no Estadual: campeão gaúcho
Condição no Brasileirão 2012: mal, mas em possível ascensão
Foi-se o tempo em que o Inter tinha um dos melhores elencos do Brasil. Atualmente, depende demais do trio Oscar, D’Alessandro e Leandro Damião. Como os três não tiveram um bom começo de temporada, por um motivo ou outro, o Inter está uma verdadeira bagunça. Porém, se todos se recuperarem, Dorival tem potencial para colocar o time em ordem e fazê-lo brigar pelo título.

A hora do São Paulo
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: mal, mas em possível ascensão
Foi um começo de ano conturbado para o São Paulo, com lesões, mudanças e crises, mas o time sobreviveu do jeito que pôde. Agora chegou a hora de arrumar a casa e há potencial para que o time deslanche. Do meio para frente existem talentos como Lucas e Luís Fabiano, mas Leão ainda precisa definir melhor se vai jogar dois ou três atacantes. E o pior é resolver a defesa, de preferência com contratações.

Iludidos do Atlético-MG
Desempenho no Estadual: campeão mineiro invicto
Condição no Brasileirão 2012: deve brigar por vaga na Libertadores
É preciso tomar cuidado para não se iludir com o resultado do Campeonato Mineiro. De fato o time de Cuca evoluiu em relação ao ano passado e pode ir longe se souber reconhecer suas limitações, mas ainda não está entre os melhores do Brasil. O fracasso na Copa do Brasil, contra o Goiás, mostrou que o time ainda tem muitos problemas.

Zebra da Bahia
Desempenho no Estadual: campeão baiano
Condição no Brasileirão 2012: possível surpresa
É a principal novidade do ano. Depois da saída de Joel Santana, a chegada de Falcão mudou a equipe. O Bahia foi campeão com um futebol interessante, de criatividade e boas jogadas. Ainda falta mais confiabilidade, principalmente na defesa, mas com certeza vai dar trabalho para times grandes.

O limitado Botafogo
Desempenho no Estadual: vice-campeão carioca
Condição no Brasileirão 2012: se melhorar, briga pela Libetadores
Não há palavra que defina melhor o Botafogo atualmente: “limitado”. O time é assim, o elenco é assim e dessa forma será a campanha do time no Brasileirão. Se não vierem contratações de impacto, é difícil ver o time evoluir. E ainda há o risco de Oswaldo ser demitido por causa da Copa do Brasil…

Desequilíbrio gremista
Desempenho no Estadual: vice do 2º turno
Condição no Brasileirão 2012: se melhorar, briga pela Libetadores
Há um grande desequilíbrio no elenco do Grêmio. Enquanto algumas posições estão bem servidas, outras têm carências graves. Mas a qualidade ofensiva deve ajudar o time a não fazer feio no Brasileiro. Ir além disso depende de contratações, de desempenhos individuais e do próprio treinador Luxemburgo, que atualmente só gera desconfiança.

O mediano Coritiba
Desempenho no Estadual: campeão paranaense
Condição no Brasileirão 2012: vai surpreender se brigar pela Libetadores
É um time seguro, mas não mais do que isso. Não vai lutar contra o rebaixamento, mas vai surpreender se conseguir mais do que isso. O melhor setor do time é a defesa, algo raro nos times brasileiros. Mas no ataque falta brilho para o time ir além.

Flamengo e suas crises
Desempenho no Estadual: no máximo semifinalista de um turno
Condição no Brasileirão 2012: medo de lutar contra o rebaixamento
O time até tem estrelas e alguma qualidade para sonhar com algo maior no Brasileirão. Porém, o conturbado ambiente da Gávea só atrapalha. Não creio que a chegada de Zinho irá resolver algo e ter que lutar contra o rebaixamento não seria uma surpresa.

Palmeiras e sua crise eterna
Desempenho no Estadual: eliminado nas quartas
Condição no Brasileirão 2012: medo de lutar contra o rebaixamento
Vive situação parecida com a do Flamengo, com o agravante de que a crise interna parece ser ainda pior. A possível queda de Felipão pode complicar ainda mais o time, que já flertou com o rebaixamento na temporada passada e pode correr riscos novamente.

O rebaixado Cruzeiro
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
O Cruzeiro esqueceu que não caiu em 2011. Apesar de ter corrido sérios riscos, o time se livrou. Porém, montou um time ainda pior e ainda ficou sem técnico antes do início do Brasileirão. Mesmo que chegue Pep Guardiola para treinar a Raposa, terá dificuldades para salvar o time do rebaixamento.

Figueirense sob nova direção
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Assim como fez em 2011, tinha tudo para surpreender novamente nesta temporada. Porém, deixou o Estadual lhe atrapalhar – após a derrota na final do Catarinense, saiu o técnico Branco e entrou Argel no comando. Não parece ser alguém pronto para comandar o time no momento, então prevejo dificuldades nesse começo de Brasileirão.

Sport sem comando
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
O técnico Mazola Junior nunca me convenceu. Neste ano, ele exagerou nos teste e mudanças, por isso acabou demitido e deixou uma herança complicada para quem assumir a equipe. O começo do Sport no Brasileirão deve ser ruim e isso deve gerar um prejuízo complicado.

Uma Ponte irregular
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Aesar da boa campanha no Paulista, a Ponte não convenceu. Foi extremamente irregular e tem jogadores que não devem aguentar a pressão da Série A. Além disso, ainda deve perder peças importantes. Portanto, com uma reconstrução durante o campeonato, o bom treinador Gilson Kleina terá trabalho para manter o time na primeira divisão.

Atlético-GO abaixo da média
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Apesar do título no Estadual não ter acontecido, foi um bom começo de ano para o Atlético-GO. Aparentemente, Adilson Batista está bem no comando do time e não deve se perder, como fez em outros trabalhos. O problema realmente é a limitação do elenco. Falta qualidade para o Atlético-GO sonhar com algo mais além de permanecer na Série A

Náutico em reforma
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: rebaixado
Após um péssimo começo de temporada, Alexandre Gallo é o técnico responsável por tentar a recuperação do Náutico para o Brasileirão. Ele nunca mostrou competência para ter sucesso em uma missão tão árdua quanto essa. Vai ser um time que vai alternar altos e baixos, sem nunca conseguir se livrar de verdade da zona de rebaixamento

A rebaixada Portuguesa
Desempenho no Estadual: rebaixado para a segunda divisão
Condição no Brasileirão 2012: rebaixado
É impossível ter outra expectativa da Portuguesa a não ser a queda para a segunda divisão nacional. Após cair para a Série A2 no Estadual, será difícil demais o time recuperar a confiança e surpreender no Brasileirão. Para piorar, o técnico escolhido para essa missão, Geninho, parece cada vez mais antiquado

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