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Posts Tagged ‘Eduardo Cecconi’


O resultado do amistoso da Seleção Brasileira contra Gana já valia pouco antes da bola rolar. Com a expulsão de Opare, ainda no começo do jogo, o placar ficou ainda menos relevante. Por isso é melhor achar outros detalhes para analisar.

Há na imprensa quem prefira comemorar a consolidação de Leandro Damião como o centroavante da Seleção. Há também quem vibre com o fato de Marcelo finalmente ter assumido a lateral-esquerda do time. Mas eu sou chato, admito. Prefiro ver um ponto negativo: a lesão de Ganso, logo no começo do jogo, foi o que mais chamou minha atenção.

Foi neste momento que ficou evidente o maior erro de Mano Menezes desde que assumiu a Seleção Brasileira: ele apostou todas suas fichas em Ganso e nunca conseguiu achar um substituto para o meia do Santos. Testes e oportunidades não faltaram, já que o santista está frequentemente lesionado. Mas Mano fez apostas erradas, queimou alguns jogadores e hoje está perdido, sem saber quem vai ser o armador da seleção. Um problema gigante, já que Ganso não é confiável fisicamente.

Mano e Ganso
Mano confiou demais em Ganso

Contra Gana foi Elias que entrou no lugar de Ganso. Ele não foi mal. Mas forçou o time a passar por uma mudança tática e estratégica, como bem explicaram Eduardo Cecconi e Carlos Pizzatto. Essa alteração não funcionou tão bem, pois precisa de muito treinamento. Além disso, Elias rende melhor como volante, surgindo de trás, em velocidade, de surpresa. Enfim, como resumiu PVC, “Elias entrou bem, mas acelera mais do que cadencia”. Não é de um jogador com essas características que o Brasil precisa.

O que o Brasil precisa é buscar novas opções. Ou insistir em algumas que não foram tão mal. Voltar a convocar Jádson, por exemplo, não seria uma má ideia. Mas eu gostaria mesmo é que Mano inovasse. Renovasse a seleção de verdade, e não ficasse apenas no discurso.

É ridículo falar em renovar um time e depois convocar Renato Abreu, jogador de 33 anos, que vai ocupar o lugar de um jovem que poderia ser testado nesses amistosos contra a Argentina. Elkeson, do Botafogo, seria uma aposta bem mais interessante e coerente.

Não quero colocar o apenas promissor Elkeson como o substituto ideal de Ganso. Na verdade vejo Kaká, por exemplo, como um nome melhor para essa função. Já falei sobre o retorno dele aqui. Como escreveu Lédio Carmona, “Kaká terá que voltar. Está bem no Madrid. Mourinho começa a apostar nele. Sábado, contra o Getafe, será titular na vaga do cansado Di Maria”. É mais um passo para que ele volte logo à Seleção…

Há ainda Hernanes, um volante de origem, mas que tem jogado como meia na Lazio e tem se destacado. Alguns podem lembrar que no São Paulo ele não foi bem quando atuou mais avançado. Mas é precisa entender que os jogadores evoluem e isso aconteceu com Hernanes na Itália. Ele pode sim ser um bom substituto para Ganso.

Em quatro parágrafos apresentei quatro sugestões para Mano Menezes usar no lugar de Ganso. Existem outras e várias são as ideias melhores do que colocar Elias, mudar a tática do time e não aproveitar o melhor desse jogador. Nem espero que o técnico da Seleção siga uma dessas dicas. O importante é que Mano saiba reconhecer seu erro, não repetí-lo e finalmente corrigí-lo. Ou será que já é tarde demais?

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Neymar deu mais um show, o resultado foi ótimo, a torcida fez a festa e os jogadores se empolgaram após o jogo. Esse é um possível ponto de vista para a vitória do Santos contra o Cerro Porteño por 1 a 0.

O time sentiu a falta de Ganso. Elano foi mal. Zé Eduardo é fraco e está pior que o normal. Rafael teve que fazer um milagre. E o Cerro, além de bem arrumado taticamente, conta com o perigoso Fabbro. Esse é outro possível ponto de vista para a vitória do Santos contra o Cerro Porteño por 1 a 0.

Não é preciso escolher necessariamente um dos dois. Fico com o meio termo e assim evito o oba-oba que muitos comentaristas fizeram por aí. O Santos ainda não está classificado para a final da Libertadores e precisa sim ter atenção contra o Cerro. Ao contrário do que escreveu, por exemplo, Marcelo Bechler, entendo que é possível sim apostar em uma eliminação do Peixe. Não serei eu a apostar, mas… cuidado!

Não trata-se de pessimismo. Na verdade o Santos tem vários motivos para ficar otimista. Há vários retrospectos e históricos que apontam para isso, como destacou Rodolfo Rodrigues.

O problema, bem observado por Vitor Birner, é que “nunca o Santos sentiu tanto a ausência de Ganso”. O problema é que há uma exagerada dependência de Neymar, como lembrou Sérgio Xavier. O problema é que “o jogo do Santos não fluiu” contra o Cerro, como disse Carlos Pizzatto. O problema é que o time paraguaio é bem estruturado taticamente e tem jogadores de qualidade, como mostrou Eduardo Cecconi.

Não são problemas demais para apostar cegamente na classificação do Santos? Creio que sim. E aqui não há vários pontos de vista…

Zé Eduardo
Zé Eduardo não é motivo demais para o santista já ficar preocupado na Libertadores?

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Foram poucas horas, nem todos jogadores estavam disponíveis e sequer existia uma comissão técnica para ajudá-lo. Assim Mano Menezes teve que montar sua primeira convocação na Seleção Brasileira. Por isso compreendo os Jucileis, Jeffersons, Edersons e outros detalhes estranhos dessa lista.

Entretanto, nem todo mundo entendeu isso. Alguns já classificaram Mano como “incoerente” e teve até quem já começou a plantar uma teoria da conspiração. Sacanagem. É preciso ir com calma nas críticas. Dentro desse conceito de paciência, escolhi os melhores comentários sobre a convocação do Mano.

  • André Rocha e Eduardo Cecconi analisaram taticamente o futuro do Seleção do Mano. Tudo baseado em um conceito que eu já tinha explicado aqui antes da convocação, mas os dois trouxram comentários ainda melhores. Clique no nome deles para ler mais.
  • Eduardo Tironi destacou a qualidade da maioria dos volantes convocados por Mano. Isso é fundamental, já que os jogadores dessa posição ganharam muita importância no futebol atualmente, como é explicado no texto. Clique aqui e leia mais.
  • Questões técnicas e táticas à parte, Marcos Felipe destacou vídeos interessantes de alguns dos convocados por Mano. Clique aqui e veja.
  • Paulo Calçade avalia a convocação pautado pela paciência que eu citei, e faz as análises de forma precisa. Clique aqui e leia mais.
  • Vitor Birner trouxe uma nova informação importante para o futuro da Seleção: Mano não teria um bom relacionamento com Elias, o que explicaria a convocação de Jucilei no seu lugar. É curioso se for verdade. Clique aqui e leia mais.

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Celso Roth é subestimado no Brasil. Ele conhece de futebol, mas o fato de seus trabalhos terem pouco tempo de validade e não resultarem em títulos faz com que ele seja duramente criticado. Mas na verdade trata-se de um bom técnico.

Seu novo desafio é comandar o Inter no Brasileirão 2010 e principalmente na Copa Libertadores. Ainda não aposto que ele será campeão de qualquer uma das duas competições, mas é preciso reconhecer que seu trabalho no Colorado tem sido acima da média e pode o levar a isso. A vitória contra o Atlético-MG nesta quarta-feira fortaleceu essa minha opinião.

A equipe de Celso Roth foi escalada em um 4-2-3-1, tática utilizada por muitas seleções na Copa de 2010. O recém-chegado Tinga armou o time pelo meio, protegido por dois volantes e auxiliado por D’Alessandro na direita e Taison na esquerda. Como na imagem abaixo, retirada do ótimo blog Preleção.

Até a Seleção Brasileira usou um esquema tático parecido na Copa de 2010
Até a Seleção Brasileira usou um esquema tático parecido na Copa

Como Eduardo Cecconi destacou, não foi uma invenção de Celso Roth. Nada mais é do que a continuação do trabalho que já vinha sendo feito com esse esquema, mas com Giuliano na equipe titular. Aliás, a ida do jovem meia para o banco de reservas é um pecado. Mais: é preciso arrumar espaço para Rafael Sóbis nesse time. Boa dor de cabeça para Roth!

A grande questão do momento, diga-se, é exatamente essa: como encaixar as boas novas peças contratadas pelo Inter? “Roth deve manter a estrutura apenas encaixando Sóbis no lugar de Taison”, como André Rocha escreveu? De fato a sugestão é boa, mas não seria uma mudança fácil de fazer, já que Taison tem reencontrado seu bom futebol nesse começo de Brasileirão.

O grande segredo para resolver essas dúvidas é fazer tudo com calma. Para a Libertadores o ideal é nem mexer mais na tática. Para o futuro o time  até pode ser alinhado no 4-3-1-2 simples, desenhado por André Rocha como abaixo:

A saída de Sandro para o Tottenham pode prejudicar a utilização dessa tática no futuro. Quem jogaria na cabeça de área?
A saída de Sandro para o Tottenham pode prejudicar a utilização dessa tática no futuro. Quem jogaria na cabeça de área?

Porém, é evidente que o Inter não é feito só de pontos fortes: no jogo contra o Atlético-MG, por exemplo, a velocidade de Neto Berola incomou os pesados zagueiros do Colorado, Bolívar e Índio. Com os velozes Dagoberto e Marlos, o caminho do São Paulo rumo à final da Copa Libertadores pode ser por ali.

Isso se o bom Celso Roth não prevenir esse problema com antecedência. É melhor temer, pois ele não é “burro”. Longe disso. O recado está dado!

Veja também:

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Cruyff ensinou antes de qualquer livro de auto-ajuda: “qualquer desvantagem tem suas vantagens”.

Pois parece que a seleção da Holanda de 2010 compreendeu essa lição proclamada por seu maior gênio. É uma equipe que soube contornar seus defeitos e fortalecer seus pontos fortes. Ela soube virar competitiva por não poder ser um Carrossel.

Cruyff ensinou quando nem tudo parecia tão óbvio: “futebol é um jogo de erros. Aquele que fizer o menor erro vence”.

A Holanda de 2010 tem errado bastante. A defesa é, no mínimo, “discutível”, como definiu Mauro Betting. Há dependência de talentos individuais para romper fortes marcações, como explicou Eduardo Cecconi. Não existe grande brilho no ataque, como ressaltou o bom texto de Luiz Augusto Lima. Tudo isso é verdade.

Mesmo assim, houve quem errou mais. O Brasil que o diga! Também por isso a Holanda tornou-se a primeira finalista da Copa do Mundo na África do Sul.

Cruyff ensinou com precisão: “Futebol é simples, mas o mais difícil é jogar futebol simples”.

Se atualmente existe alguma chance da Holanda perder sua virgindade em títulos de Copa, é aprendendo também essa lição.

Cruyff me perdoe, mas não creio que isso acontecerá de fato. Já até decretei aqui que a Alemanha será a grande vencedora do Mundial de 2010. Não foi palpite, mas sim análise. Mesmo assim, agora preciso dizer: não me incomodaria se essa análise virasse suco de Laranja Mecânica.

O fã do bom futebol não pode se incomodar em ver tanto talento ser reconhecido. O resto, o problema tático, a defesa deficiente, cada defeito… tudo é bobagem. Agradaria-me errar. Agradaria-me ver o futebol ser premiado. Por Cruyff, esse visionário do passado. Pela Holanda de 1974, aquela sensação que deixou legado para o presente. Pela Holanda de 2010, com sua eficiência antenada com o futuro. Enfim, pelo bem do futebol bom.

O Cruyff de hoje fala e escreve muita besteira. Mas merece respeito dos gênio de sempre
O Cruyff de hoje fala e escreve muita besteira. Mas merece o respeito dado os gênios eternos

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Não dá pra explicar a primeira zebra da Copa do Mundo de 2010 apenas por questões táticas. A derrota da Espanha diante da Suíça aconteceu por erros de arbitragem, pelas lesões de vários jogadores e por outros detalhes que só o futebol possui. Mas existe um tanto de erro estratégico nesse jogo também: o melhor elenco do Mundial não foi bem escalado.

O técnico da Espanha, Vicente Del Bosque, optou por um 4-5-1, tática mais do que comum nesta Copa, mas não era necessário. Talvez no 1º tempo. Nunca no 2º. Como Mauro Cezar Pereira escreveu, “Vicente del Bosque foi conservador. Escalou dois volantes e manteve a dupla após o intervalo, mesmo depois de um primeiro tempo no qual os suíços finalizaram uma vez”.

O que ele precisava era tirar um dos volantes que não apoiam tão bem (Xabi Alonso e Busquets) para escalar um atacante. Mesmo que Fernando Torres não aguentasse os 90 minutos, ainda tinha Llorente (ou Mata e Pedro, com mais movimentação) para jogar no 4-1-3-2, como a Argentina contra a Coreia do Sul, e dar mais trabalho para os zagueiros suíços, Von Bergen e Grichtin – este, aliás, já tinha um cartão amarelo e poderia ser expulso.

Outro erro: o time ficou torto para a esquerda. Paulo Calçade enxergou perfeitamente a questão: “os espanhóis insistiram em jogar pela esquerda, atraindo a marcação para o setor e abrindo o lado direito para Sérgio Ramos. Não funcionou”. O lateral-direito espanhol foi bloqueado por Gelson Fernandes, que depois fez o gol decisivo do jogo.

À parte os erros da Espanha, é preciso valorizar a postura e o empenho da Suíça, que esbanjou méritos defensivos. André Rocha elogiou a “comovente disciplina tática” da equipe. Eduardo Cecconi explicou bem o 4-4-2 compactado e organizado que o ótimo técnico Ottmar Hitzfeld organizou.

A sorte da Espanha é que o próximo adversário dela é o time de Honduras. Del Bosque poderá testar uma formação melhor contra um time fraco e reconquistará a confiança dos espanhóis para o duelo decisivo contra o Chile. É óbvio que a seleção espanhola não deixou de ser favorita. Mas terá que mudar – inclusive taticamente – para justificar tal condição.

Espanha 0 x 1 Suíça - por Mauro Betting
A tática da Espanha no final do jogo foi mais próxima do ideal. Sem desespero, pode dar certo


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  • Eduardo Cecconi desenha a tática que o Manchester United usou para atropelar o Milan na Liga dos Campeões. Clique aqui e leia mais.
  • Fabrizio Bocca explica com detalhes a queda de qualidade que aconteceu recentemente no futebol italiano. Clique aqui e leia mais.
  • Felipe Lobo analisa a crise do Liverpool e conclui que o time realmente está perto do fundo do poço. Clique aqui e leia mais.
  • Luiz Augusto Lima destaca uma entrevista em que Roberto Carlos, do Corinthians, mostra que não sabe a hora certa de pendurar as chuteiras. Clique aqui e leia mais.
  • Marcelo Di Lallo mostra, com números, o que está cada vez mais evidente em campo: o fracasso absoluto do Campeonato Paulista de 2010. Clique aqui e leia mais.

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