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O empate por 1 a 1 que o Avaí arrancou nesta quarta-feira contra o Flamengo foi decepcionante para a equipe carioca, mas pelo menos serviu para algo: colocou os pés da torcida rubro-negra bem presos ao chão. Afinal, as duas vitórias nos dois primeiros jogos após a Copa do Mundo poderia passar uma ideia errada de que está tudo bem na Gávea.

Não está. Longe disso. É bom que os flamenguistas saibam que não vai se repetir o filme de 2009, quando o time fez quase tudo errado, mas deu tudo certo e o hexa brasileiro foi conquistado. Isso não vai acontecer de novo.

A análise aqui vai além do critério técnico ou tático. É um problema maior do que as escolhas dos jogadores ou da opção por diferentes estratégias. E quem concorda comigo é ninguém menos do que Zico, o novo diretor executivo de futebol do Flamengo.

Em entrevista interessante feita por Márvio dos Anjos e publicada na revista ESPN deste mês, o ‘Galinho de Quintino’ foi objetivo e direto ao ponto: “É necessário que o torcedor entenda que neste momento é preciso reconstruir uma estrutura que está defasada”, resumiu.

É exatamente isso: o Flamengo passa por um momento de transição, não de consagração. Dentro de campo também, afinal não param de chegar novos contratados (alguns bons, outros bem ruins). Mas a principal mudança tem que ser feita fora de campo, começando pelas categorias de base, como Zico também comentou na entrevista.

Já existem críticas ao trabalho dele no clube por diversos motivos: alto salário, poder com estilo centralizador e passado ruim desde que pendurou as chuteiras. No entanto, o novo diretor executivo de futebol do Flamengo sabe o que tem que ser feito. Resta saber se ele calará a oposição e mostrará que seu discurso correto pode ser posto em prática.

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As discussões sobre a ida ou não de Ronaldinho Gaúcho para a Copa do Mundo já cansaram. De tão especulado agora, o tema virou capa das duas melhores revistas de futebol do Brasil. E o mais curioso: de formas BEM diferentes.

Em fevereiro, a Placar foi às bancas com a reportagem que chamava Ronaldinho de “o fantasma de Dunga”. Nela, a informação era contundente: o atacante do Milan vai jogar a Copa, de acordo com as fontes de Arnaldo Ribeiro, Bernardo Itri e Ricardo Perrone, que assinam o texto.

Já a opinião da ESPN é outra. Neste mês de março, Caio Maia, em um texto de críticas pesadas (e nem sempre justas) contra Dunga, diz que Ronaldinho não irá à Copa. “Nem se fizer quatro gols por jogo até o dia da convocação”.

"Ele tem que ir... mas não vai"
“Ele tem que ir… mas não vai”, decreta a ESPN de março

Aqui não há exatamente uma informação, e sim uma tese. Tudo se explica por causa dos critérios do técnico da Seleção, que são detalhados na reportagem. Ou seja, a ESPN entende que, com um grupo fechado e cheio de jogadores de confiança, não há espaço para que Ronaldinho vá à Africa do Sul.

Agora cabe a cada um acreditar no que quiser. Eu já comentei aqui e repito: não creio na convoncação do Gaúcho e nem é pelos argumentos de Caio Maia. Ronaldinho teve muitas atuações apagadas com a amarelinha e é isso que o barrará na lista de Dunga. Respeito, mas não concordo com esse critério.

No mais, só me resta torcer para que a Placar esteja certa. E é isso que farei: torcer apenas. Discutir essa questão já cansou… ponto final aqui.

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A mais recente confusão de Adriano gerou variadas análises dos jornalistas esportivos desde o final de semana. Mas a mais preocupante delas é: isso pode tirá-lo da Copa do Mundo?

Na tentativa de ajudar Dunga com essa questão, apenas PVC opinou claramente que “A crise de Adriano não deve, nem terá influência em sua convocação”. De acordo com o comentarista da ESPN, basta que o Imperador esteja em forma para ir à África do Sul.

Para os outros que analisaram esse assunto, a conclusão é totalmente diferente. Frases fortes escancararam a preocupação de todos sobre a participação desse jogador na Copa do Mundo:

“Nome certo na lista do Mundial, Adriano é, hoje, um risco”, por Paulo Calçade.

“Se Dunga tiver um mínimo de coerência não deve levar o Adriano para a África do Sul”, por Alex Escobar.

“Adriano  não é confiável para ser convocado para a Copa do Mundo”, por Gustavo Hofman.

“Levar esse Adriano à Copa será uma piada”, por Cassiano Gobbet.

Como se percebe, Adriano terá que reerguer por inteiro seu Império para que seja novamente uma unanimidade na Seleção. A não ser que Dunga também pense como PVC. Eu não penso…

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SALA DE IMPRENSA

A renovação de contrato do técnico Andrade com o Flamengo tem sido a principal novela de negociações dessa semana. Como não poderia deixar de ser, isso gerou vários comentários na imprensa esportiva e causou uma clara discordância entre Alberto Helena Jr. e Mauro Cezar Pereira.

De um lado, Helena criticou a postura do Rubro-Negro e incentivou o clube a oferecer um salário maior para o treinador: “Se é para jogar dinheiro fora, que se jogue no bolso de Andrade, esse, sim, pelo menos, merecedor, por tudo que fez para o Flamengo”.

Em outra posição, Mauro Cezar informou e argumentou: “Aproximadamente R$ 120 mil mensais para Andrade no Fla é um ótimo salário. Se o Flamengo se propõe a pagar a Andrade o que pode, está correto”.

Assim como eu, André Rocha concordou com o comentarista da ESPN e acrescentou: “A nova diretoria rubro-negra não pode pagar pelas bobagens realizadas em gestões anteriores. Tem que pagar aquilo que pode”.

Aparentemente, Andrade está próximo de aceitar o o teto salarial proposto pelo Flamengo. É preciso então elogiar o time, que não ouviu os pedidos de Alberto Helena Jr. e ainda deve encerrar a novela com um final feliz.

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Header Direto das Bancas

Quando a revista Trivela anunciou o seu fim, após o lançamento da sua publicação nº 43, a notícia foi lamentada por muitas pessoas, como Maurício Stycer, Maurício Noriega e eu. Não era confirmada ainda a informação sobre a revista ESPN, que viria praticamente para substituí-la, já que alguns jornalistas simplesmente migrariam de redação.

Agora a versão brasileira da ESPN já está nas bancas e cumpre bem o seu papel de acabar com aquelas lamentações. É preciso entender que os conceitos das duas revistas são diferentes, mas o importante é a qualidade e disso estamos bem servidos.

Eu preferi a capa da direita, mas a ansiedade me obrigou a comprar a da esquerda

O layout e as escolhas das fotos estão muito bem feitas, mas o principal diferencial da ESPN é o capricho com os textos das principais reportagens – encontrei frequentes erros de revisão, mas dá pra perdoar. O que importa é qualidade de escrita,  pouco encontrada no jornalismo esportivo.

Para perceber isso, basta ler a cobertura sobre o grandioso jogo entre Uruguai e Argentina (com destaque para para o trecho em que um jornalista “hermano” critica as atitudes de Maradona) ou mesmo a matéria de capa, com o Pelé.

Como trata-se de uma primeira edição, é claro que há alguns pontos que precisam de melhorias. A quantidade de notas curtas na seção “página 2”, por exemplo, poderia ser menor. As colunas trouxeram bons nomes (PVC, Mauro Cezar Pereira e Trajano), mas são pequenas e pouco interessantes pelo menos dessa vez.

A cobertura de outros esportes é outro tema polêmico. Particularmente, eu preferia que fosse uma revista só de futebol mesmo. Porém, é claro que existem leitores interessados em uma publicação mais plural.

Desconfio que estes não sejam exatamente os que compravam a antiga Trivela, então um novo público terá que ser encontrado. Isso só virá através de reportagens de qualidade inegável. A edição nº 1 tem como destaque a reportagem sobre esportes americanos em Nova York, mas ainda é pouco para atingir tal objetivo.

No mais, só resta dar parabéns a quem encarou esse projeto corajoso e que já começou muito bem. As lamentações foram superadas e é possível acreditar que aconteceu uma boa substituição no mercado editorial do Brasil.

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APITO FINAL!

Como é difícil acompanhar da melhor forma possível a Liga dos Campeões! Não que seja ruim, longe disso, mas a imprevisibilidade da competição irrita às vezes.

Explico: nesta quarta-feira tínhamos pelo menos 3 jogos razoavelmente equilibrados. Bayern x Juventus na ESPN, Real Madrid x O. Marselha na ESPN Brasil e Manchester United x Wolfsburg sem transmissão para a TV.

Foi complicado, mas optei por assistir o jogo entre alemães e italianos. Infelizmente eu não estava na redação, onde posso tentar ver 2 jogos ao mesmo tempo, por causa das TV’s que ficam lado a lado.

Lamentações à parte, antes do jogo acreditei de verdade que tinha feito a melhor escolha, mas só depois percebi o erro. A Juve veio retrancada, o Bayern apresentou pouca criatividade e só uma grande jogada de Ribery, que não resultou em gol (um pecado!), valeu a pena de verdade.

É claro que a vitória do Real contra o time francês (3 a 0) também não deve ter sido tão divertida, mas o ideal mesmo seria ver Manchester United x Wolfsburg. Aparentemente o jogo, entre dois times interessantes, foi emocionante, no mínimo.

Entretanto, quem poderia prever isso antes da bola rolar? Nem a ESPN! É aí que voltamos ao 1º parágrafo: a imprevisibilidade da Liga dos Campeões, mesmo no começo da fase de grupos, irrita. Mas é uma irritação gostosa, confesso.

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SALA DE IMPRENSA

A ascenção do Atlético-MG ao topo da tabela no Brasileirão virou assunto para os comentaristas de futebol nesta semana. O curioso é que a maioria deles parece encantado com o sucesso recente do time de Celso Roth.

Alberto Helena Jr., por exemplo, vibra com “um futebol muito gostoso de se ver” e ainda decreta: “O Galo voltou a ser grande não só na história, mas aqui e agora, no campo de jogo do Brasileirão”.

Caio Maia, com mais de cautela, também mostra preocupação com a liderança do time: “O elenco do Atlético não é tão estrelado e profundo quanto outros por aí, mas os jogadores que vêm jogando bem em Belo Horizonte nunca foram fracassados absolutos”

Paulo Calçade usou números para argumentar a favor de Celso Roth. Segundo ele, “Celso Roth é com a maior quantidade de pontos conquistados nas últimas 45 rodadas”, o que seria fundamental para quem pretende ser campeão brasileiro.

Ao mesmo tempo, o comentarista da ESPN também começa um discurso mais próximo do que penso sobre o assunto. Ele lembra: “o Corinthians, líder na 7ª rodada em 2007, foi rebaixado”.

Este último pensamento  é compartilhado por Benjamin Back: “sinceramente não acredito que o Galo será campeão brasileiro, por mais que esse começo esteja sendo muito bom”.

Tendo mais a acreditar nesta última ideia. O time do Galo está bem montado, mas tem poucos recursos além do contra-ataque, um elenco no máximo razoável, e um técnico ainda pouco confiável. Falta muito para justificar toda essa badalação.

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