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Posts Tagged ‘Estados Unidos’

Giuliano sempre mereceu e ganhou um grande destaque deste blog. Quando ele surgiu, há exatamente um ano atrás, avisei para todos ficarem de “olho nele”. Depois, foi eleito aqui como a melhor revelação do Brasileirão 2009. Mais recentemente, ele apareceu nas minhas listas para a Seleção Brasileira de 2014, aqui e aqui.

E é nesse ponto que eu queria chegar: em uma final de Copa Libertadores, o garoto de apenas 20 anos fez um gol fundamental para a vitória do Inter contra o Chivas. Antes, ele já tinha feito outros quatro gols decisivos e importantes. Dessa forma, o Colorado ficou com as mãos no título.  Isso é ou não credencial para colocá-lo na nova Seleção Brasileira, de Mano Menezes?

Aliás, é bom lembrar: a ausência de Giuliano no amistoso contra os Estados Unidos não foi um erro de Mano. Ele não queria convocar jogadores que pudessem estar na decisão da Copa Libertadores. A questão agora é: como o técnico do Brasil vai encaixá-lo no elenco da equipe nacional daqui pra frente?

Em um primeiro momento, não seria tão difícil: é compreensível que Giuliano vire apenas um substituto de Ganso. Porém, se ele continuar em ascenção no Inter, fica difícil imaginá-lo nessa condição de reserva por mais tempo. Pior: caso Kaká recupere sua melhor condição física, seria mais uma opção de meio-campista central para Mano.

Ganso e Giuliano já jogaram juntos. Foi no Mundial Sub-20, em 2009. O Colorado rendeu mais do que o santista, que foi deslocado para jogar mais aberto na direita, o que não deu certo. A inversão dessas posições pode acontecer na Seleção agora: Giuliano tem condições de jogar pelas pontas, enquanto o lugar de Ganso é mesmo pelo centro, como um armador clássico.

Só há uma condição para que isso aconteça: Neymar ou Robinho teriam que sair do time titular desenhado por Mano até aqui. O primeiro foi o melhor do Brasil contra os EUA. O segundo foi capitão, tem moral e experiência. Entretanto, tem também dificuldades para se firmar no Manchester City. Caso não vá bem de novo no time inglês, Giuliano pode atropelá-lo na Seleção.

Enfim… o primeiro jogo da final da Copa Libertadores de 2010 já mandou o recado sobre o time da Copa de 2014: te cuida, Robinho!

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Não é difícil imaginar como seriam os comentários se o Brasil tivesse perdido para os Estados Unidos na estreia da Seleção do Mano: todos pediriam calma, paciência e minimizariam o resultado. Só não entendo porque essa cautela toda tem que ser esquecida agora que o bom resultado veio e estreia foi boa.

É claro que foi um bom começo, empolgou a todos e apresentou uma base promissora para os próximos importantes 4 anos. Isso é óbvio. Mas também é evidente, pelo menos para mim, que é muito cedo para ir além desses elogios.

Não consigo aceitar certos discursos. Falam em quem “salvou o futebol brasileiro”, destacam uma “personificação da revolução no escrete canarinho” e até que “foi perfeito”. Calma! Compreendo o que levaram todos a escrever isso, mas… salvação? revolução? perfeição? Ainda não vejo tudo isso. Não virei mano do Mano tão rápido.

Prefiro ficar com a cautela de outros. “É precipitado fazer qualquer conclusão sobre a nova Seleção Brasileira e foi apenas um amistoso”, escreveu Gustavo Hofman.

“Não nos esqueçamos de que a nossa motivação era nível 10, a do adversário perto de zero. Não nos esqueçamos de que o time americano é bom e respeitável, mas não é top”
, lembrou Décio Lopes.

“Análises mais profundas, coletiva, tatica e individualmente, serão feitas com o tempo, pois como disse, é apenas o primeiro de mais de 50 jogos”, minimizou Vitor Sergio.

Com esse tipos de análise é mais fácil se identificar. Afinal, mostra um equilíbrio maior independente dos resultados. É assim que deve ser analisada essa Seleção do Mano, ainda mais no começo de trabalho: com cautela, com equilíbrio e sem dar tanta importância ao placar final dos jogos. Seja vitória ou derrota do Brasil.

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Estados Unidos 1 x 2 Gana foi um jogo incrivelmente equilibrado. Uma das melhores partidas da Copa, sem dúvidas. A equipe africana saiu com a vitória por 2 a 1 e uma das explicações para isso é bem simples: o preparo físico dos ganenses fez a diferença.

Para perceber isso basta lembrar da fase de grupos: os Estados Unidos saíram duas vezes atrás do placar – contra Inglaterra e Eslovênia – e tiveram que correr atrás do resultado. De forma competente, conseguiram.

Mas a consequência disso ficou evidente neste sábado, contra Gana. Uma hora o heroísmo acabou por falta de energia, afinal futebol não é Hollywood, em que os mocinhos parecem infalíveis e eternos.

O jogo entre EUA e Gana foi para a prorrogação e claramente faltou pernas para Donovan e companhia. Faltou gás para correr atrás de Gyan. Faltou oxigênio para ser mais criativo e tentar algo além de cruzamentos em busca do empate.

Vale recordar também que o último jogo de Gana na primeira fase foi contra a Alemanha, em uma partida na qual as duas equipes jogaram com um ritmo lento no 2º tempo, já que estavam mais preocupadas com o que acontecia no duelo entre Austrália e Sérvia. Sendo assim, era normal que os ganenses sobrassem fisicamente em campo contra os EUA.

Agora a situação se inverteu: com 30 minutos disputados a mais, Gana vai enfrentar um Uruguai mais inteiro nas quartas de final. A missão normalmente já seria difícil para os africanos. Com esse cenário, a possibilidade da Celeste voltar às semifinais de uma Copa do Mundo só aumentam.

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Infelizmente acabou a divertida e cheia de jogos 1ª fase da Copa do Mundo. Mas felizmente vai começar o mata-mata das oitavas de final. Os confrontos foram definidos de forma interessante e agora é tudo ou nada.

Como escrevi no twitter do blog, poucos jogos das oitavas de final serão tão desequilibrados quanto Brasil x Chile. Talvez Argentina x México. Talvez Holanda x Eslováquia. Talvez!. É isso… mas vamos às análises jogo por jogo:

Uruguai x Coreia do Sul
A Celeste conseguiu se arrumar durante a Copa e me surpreendeu. Admito que não esperava pelo sucesso de Forlán e companhia. Já a classificação sul-coreana foi normal, dentro das limitações de uma equipe asiática que mostrou ter algum talento. É um duelo equilibradíssimo, mas não convém desacreditar na tradição uruguaia novamente. Palpite: Uruguai

Estados Unidos x Gana
A festa norte-americana por uma vitória no “soccer” foi impressionante, uma das melhores cenas da Copa até agora. Mas a força africana é capaz de frear essa empolgação da equipe de Bob Bradley. Com o apoio da torcida e bons jovens talentos, Gana me convenceu que pode ser uma zebra. Palpite: Gana

Argentina x México
Os mexicanos fizeram bonito. Após o jogo contra a França, fiz post aqui, me empolguei e no twitter até mudei aquele velho ditado sobre eles. Mas dessa vez não terá jeito. Até podem jogar como nunca, mas vão perder como sempre. A eliminação virá diante de uma Argentina com cara de campeã. Palpite: Argentina.

Alemanha x Inglaterra
É o grande confronto dessa fase, mas com ressalvas, já que as duas seleções decepcionaram na fase de grupos em algum momento. O English Team pareceu um pouco pior, mas tem mais capacidade de crescer na hora decisiva. Palpite: Inglaterra.

Holanda x Eslováquia
Os eslovacos mostraram ao mundo seus jovens que já vinham se destacando nos clubes da Europa, mas terão que se contentar com isso. O retorno de Robben aos poucos fará da Holanda outro equipe. Até o brilho vai aparecer agora. Palpite: Holanda.

Brasil x Chile
A principal esperança chilena está no banco de reservas: Marcelo Bielsa pode fazer uma de suas loucuras e vencer Dunga de alguma forma. Fora isso, time por time e principalmente pela característica chilena de ir pro ataque, fica difícil não imaginar uma vitória brasileira. Palpite: Brasil.

Paraguai x Japão
Defesa eficiente, mas que precisa ser mais testada. Meio-campo esforçado e só. Jogadores ofensivos que carregam o sucesso da equipe nas costas. Trata-se de uma definição que serve tanto para Japão quanto para Paraguai. Sendo assim, prefiro apostar em Valdez, Barrios e Santa Cruz. Palpite: Paraguai.

Espanha x Portugal
Difícil, difícil… jogo tenso! O favoritismo tende a ser da Espanha, mas Carlos Queiroz tem feito um bom trabalho e pode surpreender. Como a Fúria tem mais condições de evoluir, fica mais fácil apostar nela. De qualquer forma, o fato é que qualquer resultado é cabível aqui. Palpite: Espanha.

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A falta de bons goleiros ingleses é um problema antigo da seleção de Fabio Capello, que já testou vários jogadores para a posição. Na estreia da Copa do Mundo, neste sábado, contra os Estados Unidos, o defeito voltou a aparecer: escalado como titular surpreendentemente, Green falhou e mostrou que esse pesadelo pode atrapalhar demais as chances de título da Inglaterra.

Agora é provável que aconteça uma substituição na meta inglesa. David James deve receber uma chance, já que Green vai ficar sem qualquer confiança para atuar. Aliás, isso indica um erro do técnico Capello: ele deveria ter passado mais segurança para algum goleiro inglês.

Não seria uma tarefa fácil. As opções são péssimas de verdade, como mostrou Vitor Birner. Mas o ideal teria sido manter sempre a escalação de um goleiro e bancá-lo no time titular até a Copa. Não foi isso que o treinador da Inglaterra fez e, sem essa confiança, quem entrou só de vez em quando jogou com medo e acabou falhando.

A Alemanha sofreu com um problema parecido na Copa, mas  o técnico Joachim Löw tratou a questão de forma diferente. Deu confiança para René Adler, que crescia de produção quando se contudiu e não pôde ser convocado. Foi azar, mas a questão foi bem trabalhada pelo técnico até então.

Voltando ao time inglês… após ser expulso contra a Ucrânia nas Eliminatórias, Green foi criticado e saiu do time. Aquele seria o momento de Capello bancá-lo e provavelmente a falha da Copa seria evitada.

Agora a Inglaterra tem um problema maior para resolver, que vai além da escalação: os Estados Unidos têm chances reais de se classificar em 1º lugar no grupo C. E boa parte da culpa disso é de Capello!

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TOP 11

As 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2010 foram definidas e agora é hora de começar a diferenciar quem vai se destacar e quem vai ser apenas coadjuvante na África do Sul.

Brasil, Espanha, Inglaterra e talvez a Holanda estão um passo frente. Depois ficam aquelas seleções que têm tradição, mas apresentam futebol fraco no momento, como Itália, Argentina, França e Alemanha.

Entretanto, o divertido mesmo é tentar adivinhar quais serão as zebras que desfilarão na África do Sul. É claro que isso ainda depende do sorteio dos grupos, mas já dá pra arriscar uma lista de quem tem mais potencial para surpreender no ano que vem:

1) Gana
Em 1990, o Rei do Futebol, Pelé, disse que “uma seleção africana ganharia a Copa do Mundo em breve”. Para o time de Essien, Muntari e Asamoah, o título ainda parece distante, mas chegar perto dele é bem provável.

2) Paraguai
Por pouco os paraguaios não foram à Copa com a conquista da liderança nas Eliminatórias Sul-Americanas, o que só mostra a força e a organização desse time de poucas estrelas, mas de bom futebol.

3) Costa do Marfim
Outra seleção que conta com o apoio do povo africano para ir longe, mas precisa torcer para não cair em outro grupo da morte, como aconteceu em 2006.

4) Chile
À parte uma defesa que ainda é frágil, o time de Marcelo “El Loco” Bielsa tem boas opções ofensivas e pode dar trabalho para quem subestimá-lo na África.

5) Estados Unidos
Venceu a Espanha e deu trabalho para o Brasil na Copa das Confederações, competição que foi um marco de crescimento na confiança de um time apenas razoável, mas que está em alta e pode chegar em um bom momento na Copa.

6) Dinamarca
Não é mais uma “Dinamáquina”, mas conseguiu superar Portugal e Suécia nas Eliminatórias com um time bem organizado e competitivo, provando que não viajará à Africa do Sul para fazer turismo.

7) Eslováquia
Deixou a República Tcheca para trás nas Eliminatórias e conta com bons talentos jovens, como Skrtel e Hamsik, para ir longe na Copa do Mundo.

8 ) Sérvia
Eles vão sem Petkovic, mas talvez nem precisem mesmo. Contarão com talentos experientes, como Vidic e Stankovic, mas também apresentarão boas promessas que despontam agora para o futebol internacional, como Krasic e Kuzmanovic.

9) Grécia
O futebol é aquele pragmático de sempre, mas com muita vontade, organização e alto nível competitivo. Se eles foram campeões da Eurocopa assim, porque não podem ir longe também na Copa?

10) Camarões
A classificação só veio no sufoco, mas o time tem bons jogadores que vão além de Eto’o, como os volantes Makoun e Song. Pode ir no provável embalo das seleções africanas e também chegar longe.

11) Eslovênia
Ganhou moral após eliminar Rússia na repescagem de forma heróica. Agora vai ter que provar que sabe bater outras seleções tidas como favoritas e ir ainda mais longe em 2010.

Austrália e México não entraram na lista, mas também podem dar trabalho. Agora é só esperar o sorteio, ver quem aumentará suas chances de surpreender e entrar de vez no sensacional clima de Copa do Mundo.

Como já li por aí no twitter, “uma vez ironizaram Fernando Vanucci, mas a verdade é que ele estava certo: a África do Sul é mesmo logo ali”.

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SALA DE IMPRENSA

A derrota da Espanha para os Estados Unidos deixou todo mundo atordoado. Vários tentaram entender a zebra, mas apontaram motivos diferentes. Apenas um discurso foi mais presente: aquele que poupa a “Fúria” de críticas mais duras.

Ou seja, “Qualquer seleção pode ter um dia ruim, e nem mesmo uma equipe tão forte escapa disso”, como escreveu Leonardo Bertozzi.

“A Espanha segue sendo um grande time”, elogiou Maurício Noriega, que foi apoiado por Paulo Calçade: “Não se pode diminuir o futebol espanhol porque o time perdeu um torneio de pequena importância”

Alberto Helena Jr. e Lédio Carmona também seguiram por este caminho.

Salto alto e fúria norte americana
Juca Kfouri viu soberba nos espanhois: “Para quem estava há 35 jogos sem perder, não seria um time tão fraco que a venceria, pensaram os espanhóis”, escreveu, tendo sido apoiado por Marcel Buono.

E houve também, claro, quem enxergou os méritos dos EUA. Carlos Pizzatto fez justiça: “Méritos da comissão técnica e dos aplicados jogadores, que souberam minimizar o poder de fogo da Fúria”.

A conclusão é que aconteceu um pouco de tudo: em um jogo de exceção, que não pode servir para julgar o futebol da Espanha, os Estados Unidos jogaram bem e tiveram a ajuda de um certo salto alto dos adversários.

Isso é futebol… e cada um enxerga como quer.

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