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Posts Tagged ‘Fluminense’

Acabei de comprar o Guia do Campeonato Brasileiro de 2022. Cheguei em casa, comecei a ler, mas logo meu filho e seus amigos me cercaram. Disputaram para ver as página dos seus times, mas eu queria ver os arquivos e as estatísticas, como sempre fiz. Demorou mais de 20 minutos para isso, mas consegui. E no fim eles também se interessaram – queriam saber detalhes dos antigos campeões…

Contei a eles o que minha memória permitiu. Comecei pelo histórico Flamengo campeão de 1992, passei pelo bicampeonato do Palmeiras-Parmalat e destaquei o Túlio no título do Botafogo em 1995, sem citar as polêmicas, para não desencantar os meninos.

Em 96, lembrei da pequena gigante Portuguesa, apesar do título do Grêmio. Em 97, impossível não destacar Edmundo na conquista do Vasco. E logo veio o bi do Corinthians, com questionáveis parcerias, mas inquestionável qualidade.

Expliquei que a partir de 2000 era melhor esquecer de alguns campeões. Chamei atenção para o Santos de 2002 e 2004, com os novos Meninos da Vila; e também para o Cruzeiro de 2003, de Alex, Luxemburgo e companhia. Mas logo veio o polêmico título corintiano em 2005 e as pouco encantadoras conquistas do São Paulo em 2006, 2007 e 2008.

Em 2009 falei de Adriano e Petkovic. Em 2010 lembrei de Conca. Mas em 2011 não tinha um destaque individual, só um forte conjunto corintiano, que depois seria campeão da Libertadores. Quis continuar, mas travei em 2012.

“Por que, pai? Como você lembra de todos de antes e esquece desse? Não faz nem 10 anos”, me lembrou meu filho, esperto e bom em matemática – “deve ter puxado para a mãe”, pensei, antes de continuar me esforçando para lembrar do Fluminense campeão de 2012.

“Primeiro é preciso lembrar da Unimed. Eles tinham uma parceria que trazia muito dinheiro para o clube”, comecei. “Mas então eles tinham vários craques, como o Palmeiras de 93-94 ou o Corinthians de 98-99?”, perguntaram.

Fluminense campeão/ Fernando Borges/ Terra

“Time de guerreiros”

“Não, o Fluminense não tinha grandes craques. Tinha jogadores muito bons, como Fred, Thiago Neves, Jean e Diego Cavalieri”, comentei em vão – nenhum deles brilhou pela Seleção Brasileira ou na Europa, então os meninos pouco sabiam quem eram. Só conheciam Wellington Nem, que ainda joga até hoje, apesar de ter perdido o que era seu ponto forte, a velocidade.

Eles continuavam sem entender nada. Apelei para a defesa, disse que o time tomava poucos gols. Mas meu argumento caiu quando disse que os zagueiros eram  os esforçados Gum e Leandro Euzébio. Diego Cavalieri fez defesas incríveis, mas os meninos eram novos demais para acreditar em milagres.

Estava cada vez mais difícil. Citei Abel Braga e isso ajudou, já que ele tinha grande currículo e foi importante para a tática do time. Mas era exigir demais o entendimento de como funcionou o 4-2-3-1 do Fluminense naquela época.

Então desisti. Parti para o Campeonato Brasileiro de 2013, era mais fácil – eles eram fãs do Neymar e rapidamente entenderam como o Santos foi campeão naquele ano.

Mas fiquei com aquela dúvida na cabeça. “Como o Fluminense foi campeão em 2012?”. Foi preciso refletir um pouco mais para entender: não há apenas um motivo que explique. É uma conjunção de fatores e foi isso que fez o título tricolor ser tão justo naquela temporada.

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O Fluminense não é “tantas vezes campeão” quanto Lamartine Babo declarou no hino tricolor. Porém, está próximo de colocar mais um título em sua história. O time de Abel Braga assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira e, mais importante do que isso, tem provado que pode se manter nessa posição até o fim. E aqui não cabe nenhuma acusação de oportunismo, pois há diversos motivos para justificar o favoritismo tricolor. Explico…

É desnecessário elogiar o elenco do Fluminense. Sobram opções de qualidade e a maioria delas está do meio-campo para frente: Thiago Neves, Deco, Wagner, Wellington Nem, Rafael Sóbis, Fred, etc…

Pois está exatamente aí o grande segredo do trabalho de Abel Braga: especialista em montar defesas, ele fortaleceu o que seria o ponto fraco do Fluminense. Agora o time é o menos vazado do Campeonato, com apenas 15 gols sofridos em 22 jogos disputados até agora. E vale destacar: não há grandes zagueiros no elenco, apenas Leandro Euzébio, Gum e Anderson – jogadores de qualidade mediana que têm se esforçado demais.

Gum e Wellington Nem/ Foto: Mauro Pimentel/ Terra

Experiência e juventude estão bem misturadas no Fluminense

Além disso, a aposta na experiência é outro detalhe importante do elenco do Fluminense. Em todas posições há pelo menos um jogador bastante rodado e que sabe o caminho dos títulos. Isso tem mantido o grupo focado e unido, claramente disposto a tudo para ser campeão mais uma vez. É possível enxergar ainda o embrião da equipe que quase foi rebaixada em 2009 e depois virou campeã brasileira em 2010.

Mas se for preciso juventude e fôlego renovado para buscar o título, o Fluminense também possui elenco para isso. Liderados por Wellington Nem, diversos jogadores das categorias de base têm conseguido espaço. Nesta quinta-feira, contra o Santos, foi a vez do centroavante Samuel brilhar. Mas há ainda Wallace, Fábio Braga, Matheus Carvalho, Marcos Jr e outros. A produção de talentos em Xerém sempre reforçou de verdade o elenco principal e dessa vez não será diferente.

Mas é evidente que o Fluminense não é um time perfeito. Ainda sofre com carência em algumas posições, nem sempre é criativo no meio-campo e demonstra irregularidade dentro de uma mesma partida. Mas a falta de concorrentes pelo título deve compensar isso: o Atlético-MG vai sofrer para lidar com a pressão de voltar a ser campeão; o Grêmio não tem uma defesa forte suficiente para ser campeão e sequer um técnico capaz de corrigir isso; e São Paulo, Internacional, Botafogo ou Cruzeiro teriam que conseguir uma arrancada improvável para alcançá-lo.

Portanto não faltam motivos para apontar o Fluminense como favorito absoluto ao título do Campeonato Brasileiro. Não é oportunismo. Na verdade é uma oportunidade bem aproveitada.

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Os estaduais são cada vez mais inúteis para o futebol brasileiro. Servem mais para queimar a pré-temporada, iludir times grandes e causar demissões de treinadores. Nesta temporada não foi diferente e por isso o Opiniões em Campo teve poucas análises destas competições. Prefiro fazer agora um balanço geral do que aconteceu com cada time e assim se preparar para o campeonato que importa: que venha o Brasileirão!

Troféu do Brasileirão/ Alexandre Battibugli

Por ordem de favoritismo ao título, segue rápidas análises dos 20 times abaixo:

Santos e os favoritos da Vila
Desempenho no Estadual: tricampeão paulista
Condição no Brasileirão 2012: principal favorito ao título
Elogiar Neymar é desnecessário. Exaltar a categoria rara de Ganso é repetição. Mas o Santos tem ido além dos seus craques. Ao contrário de 2011, o time agora parece ter também um jogo coletivo que funciona. A equipe está mais forte, mais preparada e mais entrosada. Tem defeitos na defesa, mas para superar isso existem… Neymar e Ganso, é claro.

Corinthians e sua Titeabilidade
Desempenho no Estadual: eliminado nas quartas
Condição no Brasileirão 2012: favorito ao título
É impossível olhar para o Corinthians atual e não lembrar do seu treinador. Afinal, ele conseguiu fazer um time organizado taticamente como poucos no Brasil. Não há brilho, não há show, não há espetáculo. Mas há eficiência e é isso que importa. É verdade que não há uma estrela, um craque, alguém para resolver. Mas em 2011 isso não fez tanta falta…

Fluminense, o melhor elenco do Brasil
Desempenho no Estadual: campeão carioca
Condição no Brasileirão 2012: favorito ao título
Não há um time no Brasil com tantos reservas de qualidade. Rafael Sóbis, Rafael Moura, Wagner e Jean, por exemplo, são jogadores que poderiam ser titulares na maioria dos clubes da Série A. Além disso, existem muitos atletas experientes. O único problema realmente é a defesa, mas Abel Braga tem qualidade para melhorar esse ponto.

Vasco modificado
Desempenho no Estadual: vice nos dois turnos do Carioca
Condição no Brasileirão 2012: bem, mas em queda
Não é o mesmo time que terminou tão bem o Brasileirão de 2011. O Vasco perdeu parte da sua organização tática, perdeu opções no banco e perdeu confiança. A qualidade ainda existe, é claro, mas o time precisa de um fato novo para se empolgar novamente e entrar nos eixos – pode ser uma contratação ou uma grande vitória. Mas do jeito que está o time não brigará pelo título.

A incógnita Internacional
Desempenho no Estadual: campeão gaúcho
Condição no Brasileirão 2012: mal, mas em possível ascensão
Foi-se o tempo em que o Inter tinha um dos melhores elencos do Brasil. Atualmente, depende demais do trio Oscar, D’Alessandro e Leandro Damião. Como os três não tiveram um bom começo de temporada, por um motivo ou outro, o Inter está uma verdadeira bagunça. Porém, se todos se recuperarem, Dorival tem potencial para colocar o time em ordem e fazê-lo brigar pelo título.

A hora do São Paulo
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: mal, mas em possível ascensão
Foi um começo de ano conturbado para o São Paulo, com lesões, mudanças e crises, mas o time sobreviveu do jeito que pôde. Agora chegou a hora de arrumar a casa e há potencial para que o time deslanche. Do meio para frente existem talentos como Lucas e Luís Fabiano, mas Leão ainda precisa definir melhor se vai jogar dois ou três atacantes. E o pior é resolver a defesa, de preferência com contratações.

Iludidos do Atlético-MG
Desempenho no Estadual: campeão mineiro invicto
Condição no Brasileirão 2012: deve brigar por vaga na Libertadores
É preciso tomar cuidado para não se iludir com o resultado do Campeonato Mineiro. De fato o time de Cuca evoluiu em relação ao ano passado e pode ir longe se souber reconhecer suas limitações, mas ainda não está entre os melhores do Brasil. O fracasso na Copa do Brasil, contra o Goiás, mostrou que o time ainda tem muitos problemas.

Zebra da Bahia
Desempenho no Estadual: campeão baiano
Condição no Brasileirão 2012: possível surpresa
É a principal novidade do ano. Depois da saída de Joel Santana, a chegada de Falcão mudou a equipe. O Bahia foi campeão com um futebol interessante, de criatividade e boas jogadas. Ainda falta mais confiabilidade, principalmente na defesa, mas com certeza vai dar trabalho para times grandes.

O limitado Botafogo
Desempenho no Estadual: vice-campeão carioca
Condição no Brasileirão 2012: se melhorar, briga pela Libetadores
Não há palavra que defina melhor o Botafogo atualmente: “limitado”. O time é assim, o elenco é assim e dessa forma será a campanha do time no Brasileirão. Se não vierem contratações de impacto, é difícil ver o time evoluir. E ainda há o risco de Oswaldo ser demitido por causa da Copa do Brasil…

Desequilíbrio gremista
Desempenho no Estadual: vice do 2º turno
Condição no Brasileirão 2012: se melhorar, briga pela Libetadores
Há um grande desequilíbrio no elenco do Grêmio. Enquanto algumas posições estão bem servidas, outras têm carências graves. Mas a qualidade ofensiva deve ajudar o time a não fazer feio no Brasileiro. Ir além disso depende de contratações, de desempenhos individuais e do próprio treinador Luxemburgo, que atualmente só gera desconfiança.

O mediano Coritiba
Desempenho no Estadual: campeão paranaense
Condição no Brasileirão 2012: vai surpreender se brigar pela Libetadores
É um time seguro, mas não mais do que isso. Não vai lutar contra o rebaixamento, mas vai surpreender se conseguir mais do que isso. O melhor setor do time é a defesa, algo raro nos times brasileiros. Mas no ataque falta brilho para o time ir além.

Flamengo e suas crises
Desempenho no Estadual: no máximo semifinalista de um turno
Condição no Brasileirão 2012: medo de lutar contra o rebaixamento
O time até tem estrelas e alguma qualidade para sonhar com algo maior no Brasileirão. Porém, o conturbado ambiente da Gávea só atrapalha. Não creio que a chegada de Zinho irá resolver algo e ter que lutar contra o rebaixamento não seria uma surpresa.

Palmeiras e sua crise eterna
Desempenho no Estadual: eliminado nas quartas
Condição no Brasileirão 2012: medo de lutar contra o rebaixamento
Vive situação parecida com a do Flamengo, com o agravante de que a crise interna parece ser ainda pior. A possível queda de Felipão pode complicar ainda mais o time, que já flertou com o rebaixamento na temporada passada e pode correr riscos novamente.

O rebaixado Cruzeiro
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
O Cruzeiro esqueceu que não caiu em 2011. Apesar de ter corrido sérios riscos, o time se livrou. Porém, montou um time ainda pior e ainda ficou sem técnico antes do início do Brasileirão. Mesmo que chegue Pep Guardiola para treinar a Raposa, terá dificuldades para salvar o time do rebaixamento.

Figueirense sob nova direção
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Assim como fez em 2011, tinha tudo para surpreender novamente nesta temporada. Porém, deixou o Estadual lhe atrapalhar – após a derrota na final do Catarinense, saiu o técnico Branco e entrou Argel no comando. Não parece ser alguém pronto para comandar o time no momento, então prevejo dificuldades nesse começo de Brasileirão.

Sport sem comando
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
O técnico Mazola Junior nunca me convenceu. Neste ano, ele exagerou nos teste e mudanças, por isso acabou demitido e deixou uma herança complicada para quem assumir a equipe. O começo do Sport no Brasileirão deve ser ruim e isso deve gerar um prejuízo complicado.

Uma Ponte irregular
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Aesar da boa campanha no Paulista, a Ponte não convenceu. Foi extremamente irregular e tem jogadores que não devem aguentar a pressão da Série A. Além disso, ainda deve perder peças importantes. Portanto, com uma reconstrução durante o campeonato, o bom treinador Gilson Kleina terá trabalho para manter o time na primeira divisão.

Atlético-GO abaixo da média
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Apesar do título no Estadual não ter acontecido, foi um bom começo de ano para o Atlético-GO. Aparentemente, Adilson Batista está bem no comando do time e não deve se perder, como fez em outros trabalhos. O problema realmente é a limitação do elenco. Falta qualidade para o Atlético-GO sonhar com algo mais além de permanecer na Série A

Náutico em reforma
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: rebaixado
Após um péssimo começo de temporada, Alexandre Gallo é o técnico responsável por tentar a recuperação do Náutico para o Brasileirão. Ele nunca mostrou competência para ter sucesso em uma missão tão árdua quanto essa. Vai ser um time que vai alternar altos e baixos, sem nunca conseguir se livrar de verdade da zona de rebaixamento

A rebaixada Portuguesa
Desempenho no Estadual: rebaixado para a segunda divisão
Condição no Brasileirão 2012: rebaixado
É impossível ter outra expectativa da Portuguesa a não ser a queda para a segunda divisão nacional. Após cair para a Série A2 no Estadual, será difícil demais o time recuperar a confiança e surpreender no Brasileirão. Para piorar, o técnico escolhido para essa missão, Geninho, parece cada vez mais antiquado

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Há quem acredite que “não tem mais bobo no futebol”. Essas pessoas provavelmente não viram o Bolívar ser goleado por 8 a 0 pelo Santos, nesta quinta-feira. Mas o time da altitude foi o último bobo a ser eliminado. Agora só sobraram times espertos, gigantes e com potencial para alcançar o título. Não tem mais bobo na Copa Libertadores.

A começar pelos quatro times brasileiros que seguem vivos. Fluminense, Santos, Corinthians e Vasco comprovaram a boa fase que vivem desde o Campeonato Brasileiro do ano passado. São de fato os melhores times do País e agora querem ser o melhor da América. Mas Boca Juniors, Libertad, Universidad de Chile e Vélez Sarsfield estão quase no mesmo nível e com a mesma intenção.

O Fluminense vai encontrar novamente o Boca Juniors, um time que cresce em decisões e tem um elenco forte. Tem Bombonera, pressão, tradição e Riquelme. Difícil, mas não impossível. Já aprendi a não duvidar desse elenco. Para o bem e para o mal, o Fluminense é capaz de feitos incríveis.

O Santos aparece como principal favorito entre todos. Tem dois craques, tem experiência e tem um grande técnico. Mas não pode pensar que o Vélez é um Bolívar. Tem que manter a seriedade. “Quando o Santos joga, não tem pra ninguém”, disse Neymar. É verdade. Mas e quando o Santos não joga? O Vélez tem chances…

Há ainda o Corinthians e seu trauma – nunca venceu a Libertadores, o que gera pressão e ansiedade. Mas também gera vontade e superação. E esse time do Tite sabe se superar como poucos. Mostrou isso para o Vasco no Brasileirão de 2011. E tem tudo para mostrar isso de novo na Libertadores 2012. Mais inseguro e bagunçado, o time carioca não parece pronto para avançar além das quartas.

Por fim, existe um confronto sem brasileiros: Universidad de Chile, o time do genial Sampaoli, vai encarar a equipe que menos impressionou na Libertadores até agora. Mesmo assim, o Libertad está longe de ser bobo. Tem feito boas campanhas na competição em todas temporadas. Não vai vender fácil a classificação da “La U”, mas tudo tem seu preço…

Que esses quatro duelos confirmem minha expectativa: antes da competição começar, apostei que seria a melhor Libertadores dos últimos anos. Está tudo pronto para que isso se confirme. Não tem mais bobo e nem favorito. São oito grandes times, então que venham oito grandes jogos.

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Três falhas seguidas e um aviso: o futebol paulista está carente de goleiros. Julio César, Deola e Dênis erraram na fase decisiva do Estadual e trouxeram essa preocupação. Mas na verdade é apenas um um pequeno sinal de um problema muito maior: o futebol brasileiro está carente de goleiros. Esse aviso já pode ser feito inclusive à Seleção.

Depois de fazer poucos testes no começo do seu trabalho, Mano Menezes tem apostado em Julio César, da Inter de Milão-ITA, para ser o titular da posição. Mas ele já foi criticado e sempre surge a pergunta: se não for ele, quem será nosso goleiro na Copa de 2014? Por isso o Opiniões em Campo listou os 7 melhores jogadores para a posição. Confira:

7º) Diego Cavalieri (Fluminense)
Não voltou bem da Europa e domorou para se firmar. Mas antes disso, era um grande goleiro no Palmeiras e tem mostrado que não desaprendeu. Tem reflexo e agilidade de sobra para defender a Seleção. Só precisa de mais experiência

6º) Rafael (Santos)
Tem ganhado elogios por ser o melhor goleiro dos times paulistas. É bastante seguro, falha pouco e provavelmente disputará a Olimpíada, o que será um teste fundamental para mostrar que pode ser goleiro da Seleção

5º) Jefferson (Botafogo)
Talvez seja o reserva que tenha mais moral com Mano Menezes, até porque foi o goleiro mais convocado até aqui. Ainda vejo limitações técnicas em seu estilo de jogo, mas costuma fazer defesas incríveis e pode ganhar mais oportunidades em breve

4º) Fábio (Cruzeiro)
É o mais injustiçado dessa lista. Criou fama de frangueiro no começo da carreira, mas já evoluiu há anos e nunca ganhou os devidos créditos por isso. Com o Cruzeiro em má fase, ele tem trabalhado bastante e mostrado que poderia ser convocado mais vezes

3º) Victor (Grêmio)
Vinha em livre ascenção até viver um inferno atral no ano passado. Victor falhou diversas vezes, como nunca antes. Isso lhe deixou abalado, mas aos poucos ele se recuperou. Resta saber se isso não acabou com a confiança que Mano tinha nele

2º) Julio César (Inter de Milão-ITA)
Está muito desgastado porque viveu fase ruim na Inter de Milão e principalmente por causa de falhas marcantes na Seleção Brasileira. Mas ainda é sim um grande goleiro, com o bônus da experiência. Não acho que mantê-lo como titular seja um absurdo…

1º) Diego Alves (Valencia-ESP)
Mas chegou a hora de testar algo novo e diferente na Seleção Brasileira. Diego Alves é o nome certo para isso. Ele conseguiu ter uma carreira ascendente na Europa e, mais do que pênaltis, tem a técnica que pouquíssimos goleiros brasileiros têm atualmente

O pior problema é que as opções praticamente param por aí. Não há mais do que sete goleiros selecionáveis no Brasil atualmente. Dentro do País só exitem mais alguns nomes de pouca confiança e muita irregularidade, como Felipe (Flamengo) ou Fernando Prass (Vasco). Fora do Brasil, no máximo existem os medianos “portugueses” Artur Moraes (Benfica-POR) e Hélton (Porto-POR), além de Gomes, que virou reserva no Tottenham-ING.

O aviso está dado: precisamos de uma nova geração de goleiros urgentemente.

Falta 1 nome para a camisa 1

Falta 1 nome para a camisa 1

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Acabou a fase de grupos e agora já sabemos quem é quem na Copa Libertadoes. A competição tem confirmado a expectativa de ser uma das melhores dos últimos anos, mas a parte mais interessante ainda nem começou. O mata-mata vem aí, mas antes preciso acertar as contas: prometi dar a cara para bater e conferir meus palpites sobre quem avançaria em cada chave da Libertadores.

Resultado: só acertei todos classificados em três grupos (1, 4 e 6). O maior erro foi no Grupo 3, em que apostei no Junior Barranquilla e na Universidad Católica – os dois foram eliminados por Unión Española e Bolívar. Ao todo, foram dez times acertados, o que resulta em mais de 50% de acerto. Ou seja, não há tanto espaço para zebras nessa Copa Libertadores.

O time que mais surpreendeu foi o Atlético Nacional, mas era impossível prever que ele funcionaria tão bem rapidamente. Bons jogadores foram contratados de última hora e a equipe funcionou, deu liga e embalou. Mas, entre as outras equipes, poucas novidades apareceram e já dá para imaginar as quartas de final pegando fogo, com duelos como Corinthians x Vasco. Mas é claro que antes disso é preciso falar de cada jogo das oitavas…

Fluminense x Internacional

Esse jogo será um dos principais destaques dessa fase. Tem tudo para ser um duelo equilibrado, com bom futebol e muita emoção… mas para isso é preciso que as duas equipes realmente mostrem seu potencial, o que não tem acontecido em toda temporada. As duas provavelmente terão desfalques de jovens importantes (Wellington Nem e Oscar), mas ambas têm um elenco forte e boas opções.

Unión Española-CHI x Boca Juniors-ARG

O time chileno se classificou por causa da incompetência de seus rivais. Não tem futebol para estar onde está e por isso o Boca vai tratar de eliminá-lo sem problemas. O time argentino ainda não está brilhante, mas terá uma boa oportunidade para ganhar moral e evoluir antes de enfrentar sua primeira pedreira, seja Flu ou Inter.

Libertad-PAR x Cruz Azul-MEX

O time mexicano decepcionou. Imaginei que seria uma equipe mais forte, mas mostrou pouca qualidade e só se classificou porque estava no grupo mais fraco da Libertadores. Já a equipe paraguaia me surpreendeu positivamente. Tem bons atletas e costuma apresentar uma proposta de jogo bem definida, com disciplina e sempre com velocidade. Realmente o Libertad tem criado uma tradição recente na Libertadores e pode surpreender dessa vez.

Universidad de Chile-CHI x Deportivo Quito-EQU

Virou moda dizer que “a La U não é mais tudo isso”. Porém, o que significa isso? É claro que o time não é mais o mesmo do ano passado, mas a proposta de jogo está intacta e segue sendo bem cumprida pelos atletas que ficaram lá. Se falta um grande brilho individual, como era Vargas, sobra entrosamento. O Deportivo Quito até tem uma equipe interessante e deve dar trabalho, mas os chilenos ainda são tudo isso sim.

Santos x Bolívar-BOL

A altitude consegue atrapalhar alguns times na fase de grupos, mas no mata-mata ela é pouco decisiva. Como o Bolívar tem pouco a oferecer além disso, não deve fazer frente ao Santos. Com a decisão em casa, o time de Neymar e companhia deve usar o time boliviano como preparação para um confronto extremamente duro nas quartas, contra Vélez ou Nacional.

Vélez Sársfield-ARG x Atlético Nacional-COL

Será o outro grande destaque das oitavas. Prevejo partidas com muitos gols, pois o ataque é forte demais dos dois lados, enquanto as defesas não são tão confiáveis assim. O time argentino parece ter mais consistência, mas os colombianos são destemidos, não têm nada a perder e devem arriscar bastante. Com certeza vem emoção pela frente.

Lanús-ARG x Vasco

A caminhada do Vasco nessa Libertadores tem sido complicada. Depois de passar por um grupo difícil, será o time brasileiro que vai enfrentar o estrangeiro mais forte. O Lanús tem uma equipe bem estruturada, com uma tática bem definida, além de um grande destaque individual, o perigoso Regueiro. O Vasco tem qualidade e experiência para se classificar, mas precisa ficar atento.

Corinthians x Emelec-EQU

Já o Corinthians pode até amolecer contra o Emelec que vai se classificar mesmo assim. O time equatoriano mostrou poucas qualidades além da raça para se classificar. Mas isso é pouco para as oitavas da Libertadores. Os corintianos estão embalados e não vejo possível uma tragédia nesse duelo.

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A fase de grupos da Copa Libertadores já entrou em sua reta final e confesso: os times brasileiros estão tendo mais dificuldades do que eu imaginava. Mesmo aqueles que estão boa situação não conseguiram vencer com facilidade. E ainda existem alguns times que correm risco real de serem eliminados nesta fase de grupos.

Eu não apostaria nisso. Ainda creio, como fiz nos palpites antes da Libertadores começar, que todos brasileiros vão avançar para a fase de mata-mata. Mas a situação de alguns times é complexa. Veja caso a caso a seguir:

Santos
Apesar da estreia ruim, só uma grande zebra pode tirar o Santos da próxima fase da Libertadores. O time ainda vai jogar em casa contra os dois adversários mais fracos do Grupo 1 (Juan Aurich e The Strongest) e, com isso, deve atingir doze pontos. Além disso, tem pontecial para vencer o Inter fora de casa.

Afinal, quem vai duvidar de um time com Neymar no elenco? Mas o Santos não é só ele e tem se acertado cada vez mais nesta temporada. Com as laterais mais seguras e um meio-campo finalmente mais criativo, segue firme como um dos favoritos ao título.

Internacional
O empate conquistado no sufoco contra o The Strongest, nesta quarta-feira, foi fundamental para o time gaúcho. Afinal, o time boliviano é o principal rival do Inter pela segunda vaga da chave do Grupo 1. Enfrentar o Santos, mesmo em casa, não será fácil. Mas na última rodada o adversário será o Juan Aurich, então o Inter terá tudo para se classificar.

O time ainda precisa de acertos. Desde que chegou ao Inter, Dorival sempre parece perdido por ter tantas opções. Mas esse elenco rico no ataque deve conseguer a classificação por causa do talento individual dos seus jogadores. Mesmo que um time de verdade ainda não esteja acertado e formado.

Flamengo
É o time brasileiro que corre mais riscos na Libertadores. Em primeiro lugar, porque está em um grupo em que não há cegos. Lanús, Olimpia e até o Emelec não são brilhantes, mas têm qualidades visíveis. Por isso mesmo a pontuação está embolada e uma vitória do Fla no próximo jogo seria fundamental. Mas essa partida será fora de casa e contra o Olimpia, ou seja, uma missão nada fácil.

Pior ainda é ver que o time ainda não se achou na temporada. A chegada de Joel Santana trouxe uma melhora no ambiente, mas poucas mudanças dentro de campo. O meio-campo que sempre critiquei continua sendo o pior problema e há poucas esperanças de melhoria. Mas no talento individual de Vagner Love e talvez de Ronaldinho Gaúcho é possível que a vaga seja conquistada.

Fluminense
Não dá mais para duvidar do Fluminense. É um time cheio de talentos, bem treinado, experiente e que está focado na briga pelo título. Por isso está 100% até agora, mesmo em um grupo complicado. Duas vitórias magras e aquele jogo impressionante contra o Boca Juniors, na Bombonera, me convenceram que o Flu está pronto para fazer bonito até na fase de mata-mata.

O problema na fase de grupos é ainda ter dois jogos para disputar fora de casa. O Arsenal-ARG até pode complicar, mas esse será apenas o duelo da sexta rodada. Até lá é possível que o Flu já tenha garantido sua classificação.

Vasco
A vitória desta quarta-feira, contra o bom time do Libertad-PAR, melhorou a situação do Vasco na Libertadores. Mas o resultado de 2 a 0, conquistado apenas com mudanças no segundo tempo, mostrou que o time ainda precisa de muitos acertos.

A força do Vasco está em seu grupo, que é unido e tem juventude bem misturada com experiência. Mas taticamente ainda faltam acertos, pois sequer existe um time base bem definido para esta temporada. A boa notícia é que Cristóvão Borges parece ter potencial para acertar isso com o tempo. A má notícia é que ele terá pouco tempo, pois o Vasco só tem mais dois jogos, ambos fora de casa, para garantir a classificação.

Corinthians
É o time que está com a melhor situação entre os brasileiros. Em um grupo fácil, fez sua obrigação, está invicto e seu jogo mais difícil, contra o Deportivo Táchira, será disputado em casa. Antes, enfrentará o Nacional-PAR e poderá até se classificar antecipadamente.

Mas esses resultados não podem iludir os corintianos. É evidente que o time ainda precisa de acertos, principalmente no ataque. Tirar Liédson do time, por causa da sua péssima fase, pode ser uma boa medida, mas não resolverá tudo. Porém, mesmo sem solucionar esse problema, o Corinthians tem um conjunto forte demais e seguirá como um dos favoritos ao título da Libertadores.

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Não faz nem duas semanas que escrevi neste blog sobre o Fluminense: “falta uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida”. Isso mudou um pouco durante duas semanas. Mas o Flu foi campeão da Taça Guanabara e essa conquista só serviu para provar como o time tem potencial para ser um dos melhores do Brasil em 2012. Afinal, se mesmo sem ser um time ainda, já conseguiu isso, imagina o que pode ser conquistado com o passar do tempo…

No mesmo texto em que critiquei o Fluminense, também o elegi como um dos dois melhores times do Rio de Janeiro. Com a vitória imponente sobre o Vasco, neste domingo, Abel Braga mostrou que sua equipe pode ser mais, pode virar uma das três melhores do Brasil, ao lado de Corinthians e Santos. Briga com Vasco, Inter e talvez São Paulo por essa condição. Mas tem um elenco melhor que os três. Só precisa de tempo para evoluir.

É claro que nem tudo é um mar de rosas nas Laranjeiras e os testes reais ainda virão na Copa Libertadores. Só com esses jogos sabremos como está realmente preparado esse time. Mas já há indícios que como fazer o time ideal do Fluminense e diversos comentaristas esportivos perceberam e analisaram isso…

Sala de imprensa
Acima de tudo, é preciso destacar a importância que o jovem Wellington Nem conquistou nesse Fluminense. E a palavra é essa mesmo: “conquistou”. Entre tantas estrelas, ele voltou de empréstimo e teve que batalhar para ter chances. Aproveitou cada oportunidade e “arrebentou com o jogo” contra o Vasco, como escreveu Pedro Venancio. E PVC também destacou sua importância, principalmente por ter disposição para marcar laterais.

Wellington Nem já tinha decidido contra o Botafogo

Outros jogadores também merecem elogios. Deco foi o protagonista na final. “É inteligente, tem uma visão de jogo incrível e um toque de bola refinadíssimo”, elogiou Benjamin Back. Bruno tem sido um coadjuvante importante, que poucos falam, mas é perceptível sua qualidade. Tem mostrado que não é jogador de time pequeno. E contra o Vasco não foi diferente. “Bruno teve uma participação fundamental na partida e o terceiro gol saiu de uma bela roubada de bola dos seus pés”, destacou também Benjamin.

Mas, independentemente dos talentos individuais, o que começa a se criar no Fluminense é um conjunto. “A tendência é o Fluminense brigando em todas as frentes”, como decretou Mauro Cezar Pereira. Em primeiro lugar, por encontrar uma formação que se encaixa bem, com Deco, Thiago Neves e Wellington Nem armando para Fred concluir. “Do meio pra frente é sair para abraçar os gols de Fred, aplaudir a ousadia de Wellington Nen, a decisão de Thiago Neves, e a categoria de Deco”, resumiu Mauro Betting.

Além disso, há a questão tática. Abel Braga escalou o time em um 4-2-3-1 que “beirou à perfeição”, como analisou André Rocha. Aliás, vale aqui também elogiar o técnico do Fluminense nas palavras de Vitor Sérgio: “Não é qualquer técnico que tem coragem de colocar um garoto criado em casa para jogar, mesmo tendo como opções jogadores mais experimentados e consagrados como Wágner ou Rafael Sóbis”. Ponto final. Ou quase…

Perigos
Se o técnico é bom, se existem jogadores decisivos, se a tática está definida e há inclusive um elenco forte, o Fluminense não tem problemas, certo? Errado: existem algumas armadilhas que podem minar o sucesso do time.

Um deles é o próprio ambiente interno no Fluminense. Caso Wagner e Rafael Sóbis, por exemplos, realmente virarem reservas, eles vão aceitar isso normalmente? Existem muitas estrelas para pouca constelação no Fluminense. Como Dassler Marques lembrou, Abel “precisará controlar um elenco com muitos jogadores de grandes objetivos pessoais”. Desafio difícil.

A defesa também carece de acertos. A contratação de Anderson foi inteligente, pois ele é um bom zagueiro, mas não mais do que isso. Ao lado de companheiros fracos e com a proteção de volantes questionáveis, não vai resolver essa deficiência do Fluminense. É capaz do time ter sempre que fazer cinco gols para superar os quatro sofridos. Nem sempre isso será possível…

E, acima de tudo, é preciso dar tranquilidade para Abel Braga. Era um absurdo falar de sua saída por causa de resultados na Taça Guanabara. O Fluminense precisa de tempo para ficar pronto. Em duas semanas já mostrou uma evolução incrível. Imagine então ao longo da temporada.

Podemos ver mais cenas parecidas com essa na temporada

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O final de semana trouxe dois clássicos interessantes no Eixo Rio-SP: Corinthians e São Paulo duelaram pelo Campeonato Paulista, enquanto Vasco e Fluminense duelaram pelo Carioca. Foram dois jogos entre times prontos e equipes que estão em construção.

O clássico paulista foi vencido facilmente pelo Corinthians, mesmo com o pênalti perdido por Jadson. A impressão é que, se o meia tivesse acertado a cobrança, os corintianos teriam vencido mesmo assim. Porque trata-se de um time bem entrosado, acertado taticamente, com jogadas e com uma defesa sólida. Mesmo com alguns reservas, mantém um padrão e não é fácil batê-lo.

Já o São Paulo, apesar de ter agido muito bem no mercado, com boas contratações e dispensas melhores ainda, está longe de ser um time. Não há uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida. O elenco é bom, mas é impossível não duvidar: será que Leão pode transformar esse potencial em qualidade de verdade?

O clássico carioca foi semelhante. O Vasco não está tão bem quanto o Corinthians, e o Fluminense tem uma base mais entrosada do que o São Paulo. Mas a diferença entre os dois melhores do RJ ainda é grande.

Polêmicas da arbitragem à parte, isso ficou provado em campo. O Vasco tem opções, alternativas e estratégias. No Flu falta uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida. Ops, já escrevi isso hoje…

Enfim, a grande lição do final de semana é: Corinthians e Vasco seguem um passo à frente no futebol brasileiro atualmente, junto com o Santos. Mas isso pode mudar em breve. São Paulo, Fluminense e outros times em construção (Internacional principalmente, mas talvez Palmeiras, Grêmio e Atlético-MG) podem dar trabalho. Ainda é só o começo de tudo…

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Praticamente encerrada a fase preliminar, já é possível afirmar: teremos em 2011 a melhor Copa Libertadores dos últimos anos. Não lembro de ter visto recentemente tantos times fortes na competição sul-americana. Fora a emoção e a garra de sempre, é possível esperar também muita qualidade em campo.

A começar pelo times brasileiros. Campeão, o Corinthians pode sofrer pela pressão interna pelo título inédito, mas não pela falta de qualidade. O vice nacional, Vasco, também manteve sua base e seguirá forte. E com boas contratações e experiência, Fluminense e Internacional também estarão bem demais. E o Flamengo? Vive crise eterna, mas é melhor não duvidar de um time tão grande.

Fora do Brasil, também há favoritos ao título. Mesmo desmanchada, a Universidad do Chile deve dar trabalho. O Boca Juniors está de volta e, mais do que isso, com um time de muita qualidade, com Mouche, Santiago Silva, Riquelme, etc… Há ainda os perigosos e tradicionais Nacional-URU, Peñarol, Chivas e Vélez Sársfield.

Mas o Opiniões em Campo não costuma ficar em cima do muro. Assim como faço na Liga dos Campeões, vou analisar cada grupo da Copa Libertadores e arriscar palpites. Depois, antes de começar o mata-mata, farei a verificação e novas observações. Segue…

Grupo 1
Internacional, Juan Aurich, Santos e The Strongest
Classificam: Internacional e Santos

É fácil demais apostar nos classificados desse grupo. Há poucas chances de surpresas para os brasileiros, então vou até arriscar quem vai ficar com o primeiro lugar: fortalecido após a difícil disputa por vaga com o Once Caldas, o Internacional vai entrar com mais ritmo e superar o Santos na tabela por pouco.

Grupo 2
Emelec, Flamengo, Lanús e Olimpia
Classificam: Flamengo e Lanús

Pode parecer, mas não é um grupo tão fácil para o Flamengo, que dependerá do sucesso de Vagner Love para evoluir e conseguir a classificação, o que deve acontecer. Dá para esperar equilíbrio na disputa pela outra vaga. Emelec tem feito boas campanhas no Equador, Lanús tem bons jogadores, como Valeri e Camoranesi, e o Olimpia tem a tradição a seu favor. É difícil, mas aposto na qualidade e na consistência do time argentino.

Grupo 3
Bolívar, Junior Barranquilla, Universidad Católica e Tigres ou Unión Española
Classificam: Junior Barranquilla e Universidad Católica

O ideal seria esperar a definição do quarto time, mas aposto desde já que o Tigres conseguirá a classificação, apesar de ter perdido fora de casa. Com isso, haverá uma equilibrada disputa pela segunda vaga do grupo, já que a primeira deve ficar com o Universidad Católica. Aposto que o campeão colombiano, Junior Barranquilla, surpreenderá e ficará em segundo lugar na chave.

Grupo 4
Arsenal-ARG, Boca Juniors, Fluminense e Zamora
Classificam: Boca Juniors e Fluminense

É outro grupo extremamente desequilibrado. O pequeno e novato Zamora deve sofrer, assim como o limitado Arsenal de Sarandí. Já Boca e Flu farão jogos de grande qualidade, com muitos bons jogadores em campo. É difíl até arriscar quem levará a melhor nos duelos entre eles, mas aposto que a tradição pesará a favor dos argentinos.

Grupo 5
Alianza Lima, Libertad, Nacional-URU e Vasco
Classificam: Nacional-URU e Vasco

Ninguém terá vida fácil nesse grupo. A classificação do Libertad, que superou o El Nacional, embolou ainda mais a chave. Mas aposto que Nacional-URU e Vasco vão conseguir a classificação. Ambos estão empolgados com as boas campanhas recentes e parecem ter elencos coesos. O time uruguaio, comandado pelo técnico Gallardo e com Recoba em campo, deve ir longe na Libertadores.

Grupo 6
Corinthians, Cruz Azul, Deportivo Táchira e Nacional-PAR
Classificam: Corinthians e Cruz Azul

O Corinthians só perde para ele mesmo nesse grupo. Caso não faça muita besteira, consegue a classificação com uma boa campanha, o que pode lhe dar vantagem na fase seguinte. Já a segunda vaga deve ficar com o clube mexicano, já que Táchira e Nacional-PAR estão com times limitados demais

Grupo 7
Chivas, Defensor Sporting, Deportivo Quito e Vélez Sársfield
Classificam: Chivas e Vélez Sársfield

O Vélez de hoje não o mesmo que foi campeão argentino no ano passado, mas ainda tem forças para fazer mais uma boa campanha na Libertadores. A disputa pela segunda vaga deve ficar entre os campeões Chivas e Deportivo Quito, mas o time mexicano tem mais qualidade e deve levar a melhor.

Grupo 8
Godoy Cruz, Nacional de Medellín, Universidad do Chile e Peñarol ou Caracas
Classificam: Universidad do Chile e Peñarol

Depois de golear o Caracas por 4 a 0, o Peñarol mostrou sua força e praticamente já se garantiu na fase de grupos. E dará mais trabalho ainda. Sem Martinuccio, mas com Zalayeta, Mora e Estoyanoff, tem tudo para se classificar, fazer bonito de novo e empolgar ainda mais sua vibrante torcida. Já a “La U”, ainda que sofra sem Eduardo Vargas, que foi para o Napoli, não dará chances para Godoy Cruz ou Nacional.

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Não existe amor à camisa em RJ. Nem no Brasil inteiro na verdade, com um Rogério Ceni de exceção em SP. Há anos não tenho essa ilusão de que jogadores de futebol possam realmente se identificar com um clube. Esperar fidelidade e confiança deles é pedir para ser corno. Mesmo assim, a volta de Thiago Neves para o Fluminense chocou. Ele passou dos limites.

Não é preciso voltar muito no tempo para lembrar que ele desrespeitou o Fluminense. Há cerca de um ano, deu a entender que o time das Laranjeiras é pequeno, porque nunca tinha sido campeão por um clube grande, como o Flamengo. Agora ele voltou para o pequeno e mostrou que o mais baixo de todos nessa história é ele mesmo.

Thiago Neves é um grande jogador. Tem nível até para brigar por vaga na Seleção Brasileira. Já fez uma grande final de Copa Libertadores. Mas nunca vai ser levado a sério por causa desses absurdos. Quem quer respeito precisa respeitar. E ele quebra essa máxima a cada temporada, a cada mudança de time, a cada besteira falada. É um desperdício de talento.

Pior ainda para o Fluminense. Depois de ser mal tratado, correu atrás e ainda comemorou – é a mulher de malandro em seu pior estágio. Aceitou ser ofendido e ainda deu presente. Para que tudo isso? Só para atrapalhar o Flamengo? Não precisa, o Flamengo se atrapalha sozinho.

Não estou dizendo aqui que foi uma contratação ruim do Fluminense. Mesmo que a torcida vá fazer justiça e corretamente pegar no pé de Thiago Neves, é bem possível que ele responda em campo e ganhe títulos, até porque o Flu está com um dos cinco elencos mais fortes para 2012. Mas existe um valor que está acima de qualquer campeonato estadual, nacional ou continental: o respeito. Tanto o Thiago Neves quanto o Fluminense já perderam isso faz tempo.

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Nem só de boatos e especulações vive o mercado da bola do futebol brasileiro. Contratações já foram fechadas, jogadores já foram anunciados e alguns até se apresentaram em seus novos clubes. Mesmo antes do Natal, vários times conseguiram dar presentes para seus torcedores.

Porém, nem tudo que é apresentado como “reforço” realmente traz força a mais para os elencos. Entre apostas de risco e contratações que  tem tudo para dar errado, consegui achar dez transferências que realmente podem ser consideradas presentes de Natal. Veja os melhores reforços do futebol brasileiro até agora:

10º) Marco Antônio (M-Grêmio)
Em primeiro lugar, é preciso entender que o Grêmio realmente precisa de mais opções para o seu meio-campo, ainda mais se a saída de Douglas for confirmada. Além disso, o desempenho de Marco Antônio na Portuguesa e o fato da contratação ter custo zero contribuem para que esse seja mesmo um bom negócio.

É claro que a pressão agora será maior e o jogador terá que provar, aos 27 anos, que realmente pode brilhar em um time grande. Potencial e espaço ele terá de sobra.

9º) Fabrício (V-São Paulo)
Trata-se de um volante limitado tecnicamente, mas que pode trazer algo diferente para o elenco do São Paulo. A raça, a seriedade e a pegada de Fabrício às vezes fazem falta no meio-campo tricolor.

Com isso, ele terá grandes chances de conseguir a titularidade e até superar outros reforços que foram anunciados junto com ele. Maicon e Edson Silva, por exemplo, vieram do Figueirense e podem ser mais úteis, mas ainda é preciso desconfiar, pois eles podem sentir a pressão.

Contratações do São Paulo em 2011 para 2012

O São Paulo fez mais apostas do que contratações certeiras

8º) Jonas (LD-Santos)
Jonas fez uma temporada realmente brilhante pelo Coritiba. Com velocidade e forte apoio ao ataque, ele se destacou com muita movimentação e boa presença na área. Foi um dos motivos do sucesso do time paranaense na temporada.

O problema é que Jonas chegará ao Santos para substituir Danilo. Nada fácil, pois o novo jogador do Porto era muito versátil e técnico. Mas Jonas tem qualidade para, pelo menos, manter um bom nível na lateral-direita.

7º) Juninho (LE-Palmeiras)
Foi uma das poucas e boas revelações do Brasileirão 2011. O lateral-esquerdo mostrou talento no Figueirense, evoluiu com Jorginho e agora terá a missão de repetir o sucesso em um time grande.

Ele terão também a chance de conquistar algo que é para poucos no Palmeiras: conseguir se firmar na lateral-esquerda do time. Nem Gabriel Silva, prata da casa com potencial, fez isso. Não será fácil.

6º) Danilinho (M-Atlético-MG)
É um jogador que já conhece o clube e pode atuar em várias funções, como meia, ponta ou meia-atacante. Tem habilidade e velocidade para dar uma nova dinâmica ao Atlético-MG.

As ressalvas ficam por conta de possíveis problemas de readaptação, além das dificuldades físicas, que sempre atrapalharam a carreira de Danilinho.

5º) Marcelo Moreno (A-Grêmio)
A parceria entre Marcelo Moreno e Kleber tem boas chances de ser uma das melhores duplas de ataque do Brasil. O boliviano foi mal na Europa, mas mostrou alguma qualidade diferente em sua passagem pelo Cruzeiro.

Resta saber quanto tempo os dois terão para se entrosar. Seria importante que a torcida gremista tivesse paciência com os dois, mas sempre é difícil isso acontecer.

4º) Cortês (LE-São Paulo)
O lateral ex-Botafogo teve uma temporada de altos e baixos em 2011. Por um lado, mostrou habilidade que o levou à Seleção Brasileira. Por outro, mostrou irregularidade, exibiu pontos fracos e comprovou que precisa evoluir.

No São Paulo ele chegará com moral e deverá ter tempo para crescer. Caso consiga emplacar uma boa fase rapidamente, terá sucesso garantido, até porque há tempos o time não consegue alguém que se firme nessa posição.

3º) Kleber (A-Grêmio)
Já escrevi um post mais aprofundado sobre a contratação de Kleber. Ele é um atacante superestimado e por isso é importante que o Grêmio não se iluda.

Ainda assim, o talento do “Gladiador” é inegável. Ao lado de Marcelo Moreno, ele pode criar uma nova força para o Grêmio. Além disso, seu estilo agrada o torcedor gremista. Tem tudo para dar certo, mas ressalvas precisam ser feitas.

2º) Dagoberto (A-Inter)
A irregularidade marcou a longa passagem de Dagoberto pelo São Paulo. Mas em 2011 ele se encontrou, mostrou seu melhor futebol e provou que pode ser um dos melhores atacantes do Brasil.

Em boa fase, ele vai chegar a um time quase pronto e com um técnico de qualidade. Além disso, há espaço para que ele jogue, já que Leandro Damião ainda não tem um companheiro de ataque definido. São indícios demais para que tudo dê certo.

1º) Wagner (M-Fluminense)

Conca saiu do Flu no meio de 2011 e só agora um substituto à altura foi contratado. Demorou, mas valeu a pena. Wagner pode não ser tão genial e habilidoso quanto o argentino, mas é suficientemente técnico e cerebral para tomar conta do meio-campo do time.

Ao lado de Deco, Wagner formará um meio-campo experiente demais, que ainda municiará um ataque poderoso, com Rafael Sóbis, Fred, Rafael Moura e o recém-revelado Wellington Nem. O setor ofensivo do Fluminense está mais do que pronto e será um dos mais perigosos de 2012.

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