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Posts Tagged ‘Fred’

Acabei de comprar o Guia do Campeonato Brasileiro de 2022. Cheguei em casa, comecei a ler, mas logo meu filho e seus amigos me cercaram. Disputaram para ver as página dos seus times, mas eu queria ver os arquivos e as estatísticas, como sempre fiz. Demorou mais de 20 minutos para isso, mas consegui. E no fim eles também se interessaram – queriam saber detalhes dos antigos campeões…

Contei a eles o que minha memória permitiu. Comecei pelo histórico Flamengo campeão de 1992, passei pelo bicampeonato do Palmeiras-Parmalat e destaquei o Túlio no título do Botafogo em 1995, sem citar as polêmicas, para não desencantar os meninos.

Em 96, lembrei da pequena gigante Portuguesa, apesar do título do Grêmio. Em 97, impossível não destacar Edmundo na conquista do Vasco. E logo veio o bi do Corinthians, com questionáveis parcerias, mas inquestionável qualidade.

Expliquei que a partir de 2000 era melhor esquecer de alguns campeões. Chamei atenção para o Santos de 2002 e 2004, com os novos Meninos da Vila; e também para o Cruzeiro de 2003, de Alex, Luxemburgo e companhia. Mas logo veio o polêmico título corintiano em 2005 e as pouco encantadoras conquistas do São Paulo em 2006, 2007 e 2008.

Em 2009 falei de Adriano e Petkovic. Em 2010 lembrei de Conca. Mas em 2011 não tinha um destaque individual, só um forte conjunto corintiano, que depois seria campeão da Libertadores. Quis continuar, mas travei em 2012.

“Por que, pai? Como você lembra de todos de antes e esquece desse? Não faz nem 10 anos”, me lembrou meu filho, esperto e bom em matemática – “deve ter puxado para a mãe”, pensei, antes de continuar me esforçando para lembrar do Fluminense campeão de 2012.

“Primeiro é preciso lembrar da Unimed. Eles tinham uma parceria que trazia muito dinheiro para o clube”, comecei. “Mas então eles tinham vários craques, como o Palmeiras de 93-94 ou o Corinthians de 98-99?”, perguntaram.

Fluminense campeão/ Fernando Borges/ Terra

“Time de guerreiros”

“Não, o Fluminense não tinha grandes craques. Tinha jogadores muito bons, como Fred, Thiago Neves, Jean e Diego Cavalieri”, comentei em vão – nenhum deles brilhou pela Seleção Brasileira ou na Europa, então os meninos pouco sabiam quem eram. Só conheciam Wellington Nem, que ainda joga até hoje, apesar de ter perdido o que era seu ponto forte, a velocidade.

Eles continuavam sem entender nada. Apelei para a defesa, disse que o time tomava poucos gols. Mas meu argumento caiu quando disse que os zagueiros eram  os esforçados Gum e Leandro Euzébio. Diego Cavalieri fez defesas incríveis, mas os meninos eram novos demais para acreditar em milagres.

Estava cada vez mais difícil. Citei Abel Braga e isso ajudou, já que ele tinha grande currículo e foi importante para a tática do time. Mas era exigir demais o entendimento de como funcionou o 4-2-3-1 do Fluminense naquela época.

Então desisti. Parti para o Campeonato Brasileiro de 2013, era mais fácil – eles eram fãs do Neymar e rapidamente entenderam como o Santos foi campeão naquele ano.

Mas fiquei com aquela dúvida na cabeça. “Como o Fluminense foi campeão em 2012?”. Foi preciso refletir um pouco mais para entender: não há apenas um motivo que explique. É uma conjunção de fatores e foi isso que fez o título tricolor ser tão justo naquela temporada.

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O Fluminense não é “tantas vezes campeão” quanto Lamartine Babo declarou no hino tricolor. Porém, está próximo de colocar mais um título em sua história. O time de Abel Braga assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira e, mais importante do que isso, tem provado que pode se manter nessa posição até o fim. E aqui não cabe nenhuma acusação de oportunismo, pois há diversos motivos para justificar o favoritismo tricolor. Explico…

É desnecessário elogiar o elenco do Fluminense. Sobram opções de qualidade e a maioria delas está do meio-campo para frente: Thiago Neves, Deco, Wagner, Wellington Nem, Rafael Sóbis, Fred, etc…

Pois está exatamente aí o grande segredo do trabalho de Abel Braga: especialista em montar defesas, ele fortaleceu o que seria o ponto fraco do Fluminense. Agora o time é o menos vazado do Campeonato, com apenas 15 gols sofridos em 22 jogos disputados até agora. E vale destacar: não há grandes zagueiros no elenco, apenas Leandro Euzébio, Gum e Anderson – jogadores de qualidade mediana que têm se esforçado demais.

Gum e Wellington Nem/ Foto: Mauro Pimentel/ Terra

Experiência e juventude estão bem misturadas no Fluminense

Além disso, a aposta na experiência é outro detalhe importante do elenco do Fluminense. Em todas posições há pelo menos um jogador bastante rodado e que sabe o caminho dos títulos. Isso tem mantido o grupo focado e unido, claramente disposto a tudo para ser campeão mais uma vez. É possível enxergar ainda o embrião da equipe que quase foi rebaixada em 2009 e depois virou campeã brasileira em 2010.

Mas se for preciso juventude e fôlego renovado para buscar o título, o Fluminense também possui elenco para isso. Liderados por Wellington Nem, diversos jogadores das categorias de base têm conseguido espaço. Nesta quinta-feira, contra o Santos, foi a vez do centroavante Samuel brilhar. Mas há ainda Wallace, Fábio Braga, Matheus Carvalho, Marcos Jr e outros. A produção de talentos em Xerém sempre reforçou de verdade o elenco principal e dessa vez não será diferente.

Mas é evidente que o Fluminense não é um time perfeito. Ainda sofre com carência em algumas posições, nem sempre é criativo no meio-campo e demonstra irregularidade dentro de uma mesma partida. Mas a falta de concorrentes pelo título deve compensar isso: o Atlético-MG vai sofrer para lidar com a pressão de voltar a ser campeão; o Grêmio não tem uma defesa forte suficiente para ser campeão e sequer um técnico capaz de corrigir isso; e São Paulo, Internacional, Botafogo ou Cruzeiro teriam que conseguir uma arrancada improvável para alcançá-lo.

Portanto não faltam motivos para apontar o Fluminense como favorito absoluto ao título do Campeonato Brasileiro. Não é oportunismo. Na verdade é uma oportunidade bem aproveitada.

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Assim que virou presidente da CBF, José Maria Marin fez uma afirmação que foi mal interpretada e gerou polêmica: “o desempenho na Olimpíada vai ser fundamental para o futuro da Seleção Brasileira”. Acharam que ele estava apenas pressionando o técnico Mano Menezes, indicando que ele sairá do cargo se não for campeão em Londres.

Calma, Mano, não é bem assim...

Calma, Mano, não é bem assim…

Pode até ser que essa tenha sido a intenção de Marin. Mas o importante é que essa frase é verdadeira por outras razões: o time olímpico realmente vai trazer observações fundamentais para a Seleção Brasileira. É algo que vai influenciar demais a Copa do Mundo de 2014 e não apenas pelo resultado, mas principalmente pelo desempenho de alguns jogadores.

Listo a seguir as sete principais questões que precisam ser observadas na Olimpíada e que serão fundamentais para a Copa de 2014:

Tática definida?
Mano Menezes ainda não conseguiu sequer definir qual é o esquema tático ideal da Seleção Brasileira. Sua tendência é escalar a equipe em um 4-3-3, o que deve ser feito na Olimpíada. Se funcionar, será mantido para a equipe principal. O importante é manter um padrão para os jogadores não ficarem ainda mais perdidos do que estão.

Temos um substituto do Ganso?
É uma questão que tem atrapalhado Mano Menezes desde o começo do seu trabalho. Ele aposta no camisa 10 santista, mas as lesões do meia insistem em aparecer. Diversos jogadores já foram testados na função dele, como meia central. Mas agora, principalmente nos amistosos, teremos um teste importante: Oscar vai jogar na posição e tem potencial para dar conta do recado. Já começou bem contra a Dinamarca…

Neymar é craque?
Não se trata de discutir a genialidade de Neymar. Mas ainda é preciso medir o quanto ele é decisivo. No Santos ele já provou que realmente é um craque, mas falhou em sua única missão de verdade pela Seleção, a Copa América de 2011. Contra jogadores olímpicos ele terá mais facilidade, mas a responsabilidade e a pressão também será maior. Caso aguente tudo isso, será um bom sinal de que Neymar está pronto para a Copa de 2014.

Lucas é Seleção?
Mano Menezes tem uma clara má vontade com o meia-atacante do São Paulo. Lucas já foi convocado pelo técnico dez vezes, mas jogou poucos minutos em todas estas oportunidades. Como foi discreto contra a Dinamarca, deve ir para o banco de reservas. Porém, na Olimpíada a tendência é que ele seja titular. Resta saber se ele convencerá Mano de que essa é a escolha certa.

Temos goleiros e volantes?
São as duas posições que temos mais carência na Seleção principal, pois não há um nome que seja indiscutível. Entre os goleiros, resta saber se Jefferson será convocado entre os três jogadores acima de 23 anos. Ele é o goleiro que mais recebeu convocações de Mano Menezes e parece ter a confiança do treinador. Mas se ele não for para Londres, a bomba estará com Rafael, do Santos, que parece pronto para o desafio, mas ainda não foi testado de verdade.

Já entre os volantes a situação é mais complicada. Sandro, Rômulo e Casemiro não aparentam ter a maturidade necessária para serem titulares da Seleção principal. Fernando, do Grêmio, que vive grande fase no Grêmio e ainda pode ser chamado, tem o mesmo problema. Mas quem não tem? Mano tem escalado Lucas Leiva e Fernandinho, mas é uma dupla que não inspira confiança e ainda deve mudar até 2014. Resta saber se os olímpicos farão parte dessa mudança.

Quem será nosso centroavante?
Não vejo a situação dos nossos centroavantes com tanto pessimismo quanto outras pessoas. Confio mais em Leandro Damião, mas também acho que o único problema do Alexandre Pato é físico. Entre os olímpicos, realmente não há mais ninguém de nível, mas Fred pode assumir a camisa 9 na Seleção principal. Portanto, o problema nem é a falta de nomes, mas sim a falta de definição sobre quem será o titular. A Olimpíada pode ajudar com isso

Mano tem que ficar?
É impossível não pensar que o cargo do técnico está sob risco. Mas ele terá que se esforçar demais para perdê-lo. Acima de tudo, porque a Seleção caiu em um grupo fácil na Olimpíada. Mas também porque este time tem qualidade e muito potencial para conquistar o primeiro ouro olímpico do Brasil. Se for para apostar, coloco meu ouro no título tupiniquim em Londres. E, portanto, Mano Menezes como técnico da Seleção até 2014.

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Não faz nem duas semanas que escrevi neste blog sobre o Fluminense: “falta uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida”. Isso mudou um pouco durante duas semanas. Mas o Flu foi campeão da Taça Guanabara e essa conquista só serviu para provar como o time tem potencial para ser um dos melhores do Brasil em 2012. Afinal, se mesmo sem ser um time ainda, já conseguiu isso, imagina o que pode ser conquistado com o passar do tempo…

No mesmo texto em que critiquei o Fluminense, também o elegi como um dos dois melhores times do Rio de Janeiro. Com a vitória imponente sobre o Vasco, neste domingo, Abel Braga mostrou que sua equipe pode ser mais, pode virar uma das três melhores do Brasil, ao lado de Corinthians e Santos. Briga com Vasco, Inter e talvez São Paulo por essa condição. Mas tem um elenco melhor que os três. Só precisa de tempo para evoluir.

É claro que nem tudo é um mar de rosas nas Laranjeiras e os testes reais ainda virão na Copa Libertadores. Só com esses jogos sabremos como está realmente preparado esse time. Mas já há indícios que como fazer o time ideal do Fluminense e diversos comentaristas esportivos perceberam e analisaram isso…

Sala de imprensa
Acima de tudo, é preciso destacar a importância que o jovem Wellington Nem conquistou nesse Fluminense. E a palavra é essa mesmo: “conquistou”. Entre tantas estrelas, ele voltou de empréstimo e teve que batalhar para ter chances. Aproveitou cada oportunidade e “arrebentou com o jogo” contra o Vasco, como escreveu Pedro Venancio. E PVC também destacou sua importância, principalmente por ter disposição para marcar laterais.

Wellington Nem já tinha decidido contra o Botafogo

Outros jogadores também merecem elogios. Deco foi o protagonista na final. “É inteligente, tem uma visão de jogo incrível e um toque de bola refinadíssimo”, elogiou Benjamin Back. Bruno tem sido um coadjuvante importante, que poucos falam, mas é perceptível sua qualidade. Tem mostrado que não é jogador de time pequeno. E contra o Vasco não foi diferente. “Bruno teve uma participação fundamental na partida e o terceiro gol saiu de uma bela roubada de bola dos seus pés”, destacou também Benjamin.

Mas, independentemente dos talentos individuais, o que começa a se criar no Fluminense é um conjunto. “A tendência é o Fluminense brigando em todas as frentes”, como decretou Mauro Cezar Pereira. Em primeiro lugar, por encontrar uma formação que se encaixa bem, com Deco, Thiago Neves e Wellington Nem armando para Fred concluir. “Do meio pra frente é sair para abraçar os gols de Fred, aplaudir a ousadia de Wellington Nen, a decisão de Thiago Neves, e a categoria de Deco”, resumiu Mauro Betting.

Além disso, há a questão tática. Abel Braga escalou o time em um 4-2-3-1 que “beirou à perfeição”, como analisou André Rocha. Aliás, vale aqui também elogiar o técnico do Fluminense nas palavras de Vitor Sérgio: “Não é qualquer técnico que tem coragem de colocar um garoto criado em casa para jogar, mesmo tendo como opções jogadores mais experimentados e consagrados como Wágner ou Rafael Sóbis”. Ponto final. Ou quase…

Perigos
Se o técnico é bom, se existem jogadores decisivos, se a tática está definida e há inclusive um elenco forte, o Fluminense não tem problemas, certo? Errado: existem algumas armadilhas que podem minar o sucesso do time.

Um deles é o próprio ambiente interno no Fluminense. Caso Wagner e Rafael Sóbis, por exemplos, realmente virarem reservas, eles vão aceitar isso normalmente? Existem muitas estrelas para pouca constelação no Fluminense. Como Dassler Marques lembrou, Abel “precisará controlar um elenco com muitos jogadores de grandes objetivos pessoais”. Desafio difícil.

A defesa também carece de acertos. A contratação de Anderson foi inteligente, pois ele é um bom zagueiro, mas não mais do que isso. Ao lado de companheiros fracos e com a proteção de volantes questionáveis, não vai resolver essa deficiência do Fluminense. É capaz do time ter sempre que fazer cinco gols para superar os quatro sofridos. Nem sempre isso será possível…

E, acima de tudo, é preciso dar tranquilidade para Abel Braga. Era um absurdo falar de sua saída por causa de resultados na Taça Guanabara. O Fluminense precisa de tempo para ficar pronto. Em duas semanas já mostrou uma evolução incrível. Imagine então ao longo da temporada.

Podemos ver mais cenas parecidas com essa na temporada

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Mano/ AFP

Está chegando a hora, Mano

A Seleção Brasileira voltou a decepcionar no sábado e deixou uma grande lista de dúvidas na cabeça de Mano Menezes. “Troco Fred por Pato?”. “Mantenho o Jadson como titular?”. “Dou uma chance ao Robinho?”. “Troco os laterais?”. 

Essas devem ser algumas questões que estão na cabeça do técnico da Seleção. Porém, ele precisa perceber que o problema do time é muito mais profundo. Ou seja…

Não adianta colocar Fred no lugar de Alexandre Pato se o centroavante da Seleção Brasileira continuar isolado, sozinho na frente.
Não adianta colocar Jadson no lugar de Robinho se ele continuar sendo apenas um jogador preso na ponta direita.
Não adianta colocar Neymar em campo se ele ficar só na ponta esquerda e ninguém se aproximar para jogar com ele.
Não adianta torcar os laterais, mesmo o fraquíssimo André Santos, se a ordem é para eles não subirem tanto para o ataque.
Não adianta tirar Lúcio ou Thiago Silva para colocar o David Luiz se a marcação dos volantes ainda deixar os zagueiros tão expostos.

Enfim, Mano precisa entender que não é só uma questão de trocar peças, colocar esse ou aquele jogador como titular. A tática a estratégia da Seleção também precisam mudar. Esse 4-2-3-1 com jogadores tão fixos não funciona. O posicionamento tem que mudar, a movimentação tem que acontecer e é o próprio Mano quem precisa corrigir tudo isso.

Afinal, não adianta se classificar contra o Equador se esse time não vai melhorar.
Não adianta esperar que os jogadores façam lances individuais e salvem o seu cargo, Mano Menezes.
Porque, pelo visto, não adianta mesmo torcer para essa Seleção tão mal treinada e tão pouco comprometida.

Não adianta!

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Ronaldo vai se despedir oficialmente da Seleção Brasileira no dia 7 de junho e nem tem para quem passar a amarelinha número 9. Depois de Careca, Romário e o próprio “Fenômeno”, o posto de centroavante canarinho ficou sem dono.

Ronaldo se despede sem deixar um substituto pronto
Ronaldo se despede sem deixar um substituto pronto

O sucessor natural é Alexandre Pato, claro. Trata-se de um jovem diferenciado, com tudo para se tornar um craque. Mas seu frequentes problemas físicos o atrapalham demais e já não dá mais para confiar nele. É preciso ter um plano B, algo que Mano Menezes não conseguiu até agora. As opções são poucas, não é fácil mesmo, mas o técnico do Brasil também errou demais nessa missão.

Por isso o Opiniões em Campo resolveu ajudá-lo e elaborou uma lista com as melhores opções que o Brasil tem para ser o reserva do Pato. Porém, mais importante do que lembrar de todos eles, é dar continuidade para alguém e não ficar inventando Tardellis ou Jonas a cada convocação.

Aproveite, Mano! De nada.

7º) Luis Fabiano (São Paulo)
Está com sérios problemas físicos e ainda tem o agravante da idade avançada. Parece até que já está fora dos planos do Mano, mas eu não o descartaria totalmente por enquanto.

6º) Adriano (Corinthians)
Poderia até ser o titular da Seleção, se não fossem seus problemas físicos e psicológicos. Não tenho fé que tudo isso vá se resolver no Corinthians, então realmente é uma opção apenas para o futuro.

5º) Kleber (Palmeiras)
Desde que voltou ao Palmeiras, tem mostrado que está mais calmo e pode sim jogar fixo na área. É claro que vai render mais se puder sair dela e atuar de frente para o gol, mas nessa posição ele não teria chances na Seleção.

4º) Fred (Fluminense)
Mano não deveria ter lhe convocado agora, já que seu momento é fraco. Mas ele tem potencial para ser um dos melhores centroavantes do Brasil. Em forma e motivado, pode assumir a liderança dessa lista facilmente.

3º) Leandro Damião (Internacional)
A sua primeira convocação veio cedo demais, mas aposto que com o tempo ele vai justificar isso. Depois de Pato, é o melhor centroavante que surgiu recentemente e por isso precisa mesmo entrar nos planos para renovar a Seleção.

2º) Nilmar (Villareal-ESP)
Foi bem demais na temporada europeia e, apesar de não ser sempre o centroavante do time, pode resolver o problema da Seleção. Tem até um futebol parecido com o de Pato, com velocidade e boa finalização.

1º) Hulk (Porto-POR)
A temporada excepcional que ele teve deveria lhe render muito mais chances do que aquelas que recebeu. Não joga como centroavante no Porto, mas pode fazer essa função na Seleção e até revezar com Neymar ou Robinho, caindo pelas pontas também.

Além deles, para a Copa do Mundo de 2014 podemos ainda torcer pelas evoluções de André, Diego Maurício, Wallyson, Willian José e Walter. Não vejo potencial em nenhum deles para serem jogadores de Seleção, mas são os melhores centroavantes jovens que temos no momento e nem é preciso explicar o quanto o futebol é surpreendente. Mano pode ter que contar com essa sorte também…

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Dentre os 23 jogadores que disputaram a Copa de 2010 pelo Brasil, só Thiago Silva, Ramires e Nilmar  terão menos de 30 anos no Mundial de 2014. Isso só prova como a Seleção vai ter que se renovar. O legado que Dunga deixou após sua saída é pequeno, como escreveu Arnaldo Ribeiro, e, na verdade, pouco tem a ver com a escolha dos jogadores.

O legado em Copas/ Arte: Jornal Placar
Seleção Brasileira de 2014 pode ter o menor índice de jogares da Copa anterior desde 1950/ Arte: Jornal Placar

Ou seja, como se não bastasse a pressão gigantesca para que hexacampeonato venha em 2014, o próximo técnico da Seleção ainda terá que saber reformular a equipe e apresentar novidades para quase todas posições. Existem indefinições para achar o novo lateral-esquerdo, o 1º volante, talvez um meia e o centroavante. Difícil! Tenho pena de quem assumir essa missão.

O máximo que posso fazer para ajudar é o levantamento que segue abaixo, com indicações de possíveis jogadores com qualidades e idade para disputar a Copa de 2014. Pelo menos há uma boa notícia: ainda sobra talento em terras tupiniquins. Vejam:

GOLEIRO
Estão prontos: Júlio César, Victor, Gomes e Diego Alves
Precisam evoluir: Renan, Fábio, Felipe e Diego Cavalieri
Olho neles: Neto, Cássio, Dênis e Marcelo Grohe

Ter feito uma Copa de 2010 abaixo do esperado não pode queimar Júlio César na Seleção. Pelo contrário, pela sua experiência e por suas atitudes após a eliminação, ele deve virar um dos líderes do Brasil. Seu reserva, Gomes, é irregular, mas também pode ser mantido caso siga em ótima fase no Tottenham.

Já Victor, que deveria ter ido à África do Sul, atualmente é o melhor entre todos da sua geração. Renan tem passagens por categorias de base da Seleção e deve se destacar em sua volta ao Inter. Já Cavalieri precisa sair do Liverpool se quiser voltar a ser lembrado. Entre os mais jovens que estes, nenhum mostrou ser diferenciado por enquanto.

Eu convocaria desde já: Júlio César e Victor

LATERAL-DIREITO
Estão prontos: Maicon e Daniel Alves
Precisam evoluir: Rafinha, Ilsinho e Jonathan
Olho nele: Rafael

Os dois laterais de 2010 têm qualidades indiscutíveis, mas terão 32 e 31 anos, respectivamente. Portanto, estudar uma nova solução seria útil. O problema é que Rafinha, Ilsinho e Jonathan, por questões diferentes, estão longe de convencer. Rafael, do Manchester United, parece ter mais futuro como jogador de Seleção Brasileira.

Eu convocaria desde já: Daniel Alves e Maicon

ZAGUEIRO
Estão prontos: Thiago Silva, Luisão, Miranda, Alex, Naldo e Alex Silva
Precisam evoluir: David Luiz, Mário Fernandes, Réver e Felipe Santana
Olho neles: Rafael Tolói, Dalton, Breno, Sidnei e Douglas

Os ótimos Lúcio e Juan vão sair de cena, mas a reposição para eles não deve ser um problema. Se quiser experiência e bom jogo aéreo, o técnico pode insistir em Luisão, que terá 33 anos em 2014. Além dele, também com passagens pela Seleção, existem outros 5 bons nomes, citados entre os que “estão prontos”.

Caso queira uma renovação ainda maior, o novo treinador também terá variedade de opções, com jogadores que ainda não vestiram a amarelinha, mas que merecem ser testados. Douglas, que foi importante no título do Twente e que já teve até sua naturalização especulada na Holanda, seria a melhor dessas apostas.

Eu convocaria desde já: Thiago Silva, Luisão, Miranda e Alex Silva

Luisão e Alex Silva
Luisão e Alex Silva – uma dupla de zagueiros irmãos deve funcionar. Entrosamento não faltaria.

LATERAL-ESQUERDO
Estão prontos: Filipe Luís e Marcelo
Precisam evoluir: André Santos, Adriano, Diego Renan e Carlinhos
Olho neles: Fábio e Gabriel Silva

O problema da falta de talentos na lateral-esquerda é grave no Brasil e precisa ser tratado com mais cuidado dessa vez. Não há nenhum talento excepcional e poucas promessas são realmente animadoras. Dentro desse cenário, é preciso confiar nos mais regulares e com maior experiência internacional, além de dar chances rápidas para possíveis revelações do futuro.

Eu convocaria desde já: Filipe Luís e Marcelo

VOLANTE
Estão prontos: Sandro, Ramires, Anderson e Hernanes
Precisam evoluir: Denílson, Lucas, Arouca, Elias, Thiago Motta e Dudu Cearense
Olho neles: Adílson, Jean, Willians, Rafael Carioca, Souza, Jucilei e Wesley

É uma das poucas posições em que Dunga convocou uma quantidade razoável de jovens jogadores. A base para o futuro está preparada, já que Sandro, Ramires, Anderson, Hernanes e Lucas participaram de amistosos ou jogos das Eliminatórias.

A principal dificuldade é achar o substituto ideal de Gilberto Silva. Porém, para a função de Felipe Melo, como 2º volante, não faltam opções que, aliás, já deveriam ter ido para a África do Sul.

Eu convocaria desde já: Sandro, Denílson, Ramires e Hernanes

MEIA
Estão prontos: Kaká, Diego e Elano
Precisam evoluir: Alex (ex-Inter), Diego Souza, Renato Augusto, Carlos Eduardo, Wagner, Thiago Neves, Jádson e Michel Bastos
Olho neles: Paulo Henrique Ganso, Phillipe Coutinho, Giuliano, Maylson, Willian, Oscar, Felipe Menezes e Bruno César

Aqui a renovação precisa ser grande. Kaká e Ganso têm tudo para formar a dupla ideal, mas ainda geram desconfiança, por problema físico ou por inexperiência. Caso esses fatores os atrapalhem, não será fácil achar novas opções. Entre os experientes, nenhum convence ainda. A grande (e única?) saída pode ser realmente apostar na juventude.

Eu convocaria desde já: Kaká, Ganso, Diego e Giuliano

Neymar e Ganso
Ok, agora eu convocaria Neymar e Ganso, mas ainda é preciso ter calma com os dois. Deixo a empolgação cega pros santistas…

2º ATACANTE
Estão prontos:
Robinho, Nilmar e Alexandre Pato
Precisam evoluir: Kléber, Vágner Love, Rafael Sóbis e Thiago Ribeiro
Olho neles: Neymar, Caio, Guilherme, Dentinho, Welliton, Taison, Maicon, Diogo, Wellington Silva e Alex Teixeira

Quatro se destacam aqui: Robinho, Nilmar, Alexandre Pato e Neymar. Os primeiros até corresponderam razoavelmente na Copa de 2010. Os outros dois já mostraram potencial e podem ser craques do futuro. Esses quatro têm uma concorrência formada por vários jovens, que vão ter dificuldades para entrar nessa briga, mas são boas opções que ainda podem melhorar com o tempo.

Eu convocaria desde já: Robinho e Neymar

CENTROAVANTE
Estão prontos:
Luis Fabiano, Fred e Diego Tardelli
Precisam evoluir: Adriano, Hulk e Jô
Olho neles: André e Keirrison

Essa posição pode virar o novo grande problema para o Brasil. O país de Careca, Romário e Ronaldo agora sofrerá sem um grande marcador de gols, já que Luis Fabiano e Adriano, com 33 e 32 anos, respectivamente, podem não chegar bem em 2014.

Também não é fácil apostar nas últimas revelações entre os centroavantes. André e Keirrison ainda parecem limitados. Talvez seja até o caso de acreditar que Nilmar ou Alexandre Pato podem fazer essa função. Mas eu optaria por insistir em quem conhece mais do ofício e pelo menos tem alguma experiência em Copas. Pelo menos enquanto não surgir um novo Careca, um novo Romário…

Eu convocaria desde já: Luis Fabiano e Fred

MEU TIME TITULAR DESDE JÁ: é preciso começar um novo projeto com muitas chances para novas apostas, mas elas precisam entrar aos poucos no onze inicial. Portanto, seria interessante escalar, a princípio, um time assim…

Júlio César; Maicon, Thiago Silva, Luisão, Filipe Luís; Sandro, Ramires, Ganso e Kaká; Robinho e Fred

Esqueci de alguém?

Com certeza ainda surgirão novos talentos, que sempre serão seguidos de perto aqui, principalmente pela seção “Olho Nele”.

No mais, o importante é notar que, apesar de alguns problemas e carências em determinadas posições, existem talentos suficientes para que o novo técnico da Seleção Brasileira conquiste o hexa em casa. Resta saber quem será esse “coitado”, mas isso é assunto pra outro post…

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