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Posts Tagged ‘Ganso’

Foram apenas cinco jogos, mas não tenho medo de dizer: a Seleção Brasileira tem um novo craque. Titular nos amistosos pré-olímpicos, Oscar ganhou a vaga de Ganso e já fez uma grande partida na Olimpíada, nesta quinta-feira, contra o Egito. Com várias assistências pela Seleção, ele roubou até o protagonismo do astro Neymar. Mesmo a imprensa internacional tem preferido destacar os feitos do novo jogador do Chelsea.

Não é à toa. Oscar realmente tem merecido tudo que conquistou com a amarelinha, porque sua evolução de um ano para cá tem sido impressionante. Ele deixou de ser um menino tímido para se tornar o melhor meia do futebol brasileiro, posição também perdida por Ganso. Mas qual é o grande diferencial de Oscar para o santista? Por que ele é tão melhor para a Seleção? Por que o Chelsea investiu cerca de 25 milhões de euros nele?

O grande segredo do futebol do Oscar é a movimentação. Ele é um meia com técnica, sabe fazer passes, lançamentos e até finalizar. Mas não é excepcional em nada disso. Ele é excelente na movimentação, na maneira como sabe se posicionar e fugir da marcação. Não fica centralizado, imóvel, como costuma fazer o próprio Ganso. Oscar cai pelas pontas, aparece na área e, dessa forma, preenche e abre espaço para seus companheiros. Isso é fundamental no futebol de hoje.

Contra retrancas cada vez mais evoluídas, só há uma forma de escapar: movimentação. É preciso que os jogadores invertam posições, como Neymar e Hulk têm feito com Oscar. Se ficarem imóveis, serão presas fáceis para qualquer retranca. Se mudarem de posição, vão confundir qualquer marcação. E a inteligência de Oscar para fazer isso tem estimulado todos jogadores do Brasil a fazer o mesmo. Basta ver o passe do meia para Rafael, no primeiro gol contra o Egito. Sem Oscar aquele gol jamais sairia, justamente porque ele se movimentou pela direita e induziu a Rafael a sair da lateral para o centro.

Oscar tem provado rapidamente que é muito melhor do que Ganso. Pode não chutar tão bem ou até não ter a mesma visão de jogo. Mas traz movimentação para uma equipe que precisa jogar exatamente assim, em velocidade. Se continuar nesse ritmo, vai roubar até a posição de Neymar. Não em campo, claro, pois atuam de forma diferente. Mas como principal craque da Seleção Brasileira, seja para conquistar a medalha de ouro, que ainda aposto que virá em 2012, seja para defender o País na Copa do Mundo de 2014.

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Thiago Silva já está com o passaporte carimbado para Londres. O capitão da Seleção Brasileira vai disputar a Olimpíada como um dos jogadores acima de 23 anos. Restarão, portanto, duas vagas para os “velhinhos”. Depois dos amistosos da Seleção olímpica, cinco jogadores aparecem bem nessa disputa: Jefferson, Daniel Alves, David Luiz, Marcelo e Hulk.

Quem deve sair da briga mais facilmente é o goleiro Jefferson. O desempenho do santista Rafael nos três jogos que disputou não foi brilhante. Ele não chegou a falhar, mas também não mostrou tanta segurança e nem fez defesas incríveis. Mano nunca demonstrou grande confiança nele, mas ainda assim deve levá-lo como titular. Afinal, Jefferson (e nenhum outro goleiro brasilero) também não é brilhante e gastar uma vaga com um jogador dessa posição não fará diferença.

Rafael está à frente de Jefferson por falta de opção

Rafael está à frente de Jefferson por falta de opção

Já na lateral-direita há uma preocupação física em primeiro lugar: Daniel Alves se contundiu no ombro e pode não se recuperar a tempo. Caso consiga estar disponível, pode tirar Danilo ou Rafael do grupo, já que ambos tiveram desempenho defensivo abaixo da média nos amistosos. A questão é: Daniel Alves marca melhor que eles? Certamente não. A única diferença real seria no ataque, já que o time ficaria menos dependente das jogas pela esquerda. Mas o desempenho defensivo seria o mesmo.

Marcelo vive situação parecida na lateral-esquerda: é muito melhor do que seu principal concorrente, Alex Sandro, mas também tem problemas – é indisciplinado e deixa buracos na defesa. Porém, o outro jogador da posição que está pré-convocado é Lucas Mendes, do Coritiba, que foi pouco observado até agora. Portanto, a briga de Marcelo pode ser até com Daniel Alves, que já atuou como lateral-esquerdo na Seleção Brasileira e pode ser convocado como coringa.

Real x Barcelona na Seleção?

Real x Barcelona na Seleção?

Ainda nos problemas defensivos, existe a carência de zagueiros com idade olímpica. Juan e Bruno Uvini mostraram nos amistosos como é fraca nossa nova geração de beques. Mano poderia ter levado mais um jogador da posição para ser testado, como Rafael Tolói (Goiás), Manoel (Atlético-PR) ou até Marquinhos (Corinthians), mas é provável que nada mudaria. Isso só reforça a necessidade de levar outro zagueiro experiente, além de Thiago Silva. David Luiz é o nome ideal, por ter sido o mais testado até agora. Dedé é outra opção, caso o jogador do Chelsea não esteja 100% fisicamente.

Único jogador acima de 23 anos testado no ataque, Hulk foi o principal erro de Mano Menezes durante os amistosos. É evidente que o jogador do Porto/Chelsea foi bem, mas o técnico deveria ter testado outros jogadores na posição, principalmente Lucas, do São Paulo. Seria preciso observar se outros meia-atacantes podem dar conta do recado. Porém, mesmo sem esse teste, não aposto que Mano vá convocar Hulk. O problema na defesa é muito mais grave do que a falta de experiência dos jogadores ofensivos.

Conclusão
Como foi visto nos amistosos, a defesa é o principal problema da Seleção olímpica. Eu jamais confiaria em Juan, Bruno Uvini ou quaisquer outros zagueiros que não foram testados. Portanto, o ideal é convocar David Luiz. Já no ataque a situação parece melhor, ainda mais com a ascensão de Oscar. Portanto, eu descartaria Hulk e ficaria em dúvida entre Daniel Alves e Marcelo. Para resolver essa questão só com um parecer sobre o estado físico do jogador do Barcelona. Mas a tendência é que Mano opte por Marcelo e feche assim a lista dos 18 convocados para Londres:

Goleiros: Rafael e Neto
Laterais: Danilo, Rafael, Marcelo e Alex Sandro
Zagueiros: Thiago Silva, David Luiz e Juan
Volantes: Sandro, Rômulo e Casemiro
Meias: Ganso e Oscar
Atacantes: Neymar, Lucas, Alexandre Pato e Leandro Damião

Acertei, Mano?

Acertei, Mano?

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Assim que virou presidente da CBF, José Maria Marin fez uma afirmação que foi mal interpretada e gerou polêmica: “o desempenho na Olimpíada vai ser fundamental para o futuro da Seleção Brasileira”. Acharam que ele estava apenas pressionando o técnico Mano Menezes, indicando que ele sairá do cargo se não for campeão em Londres.

Calma, Mano, não é bem assim...

Calma, Mano, não é bem assim…

Pode até ser que essa tenha sido a intenção de Marin. Mas o importante é que essa frase é verdadeira por outras razões: o time olímpico realmente vai trazer observações fundamentais para a Seleção Brasileira. É algo que vai influenciar demais a Copa do Mundo de 2014 e não apenas pelo resultado, mas principalmente pelo desempenho de alguns jogadores.

Listo a seguir as sete principais questões que precisam ser observadas na Olimpíada e que serão fundamentais para a Copa de 2014:

Tática definida?
Mano Menezes ainda não conseguiu sequer definir qual é o esquema tático ideal da Seleção Brasileira. Sua tendência é escalar a equipe em um 4-3-3, o que deve ser feito na Olimpíada. Se funcionar, será mantido para a equipe principal. O importante é manter um padrão para os jogadores não ficarem ainda mais perdidos do que estão.

Temos um substituto do Ganso?
É uma questão que tem atrapalhado Mano Menezes desde o começo do seu trabalho. Ele aposta no camisa 10 santista, mas as lesões do meia insistem em aparecer. Diversos jogadores já foram testados na função dele, como meia central. Mas agora, principalmente nos amistosos, teremos um teste importante: Oscar vai jogar na posição e tem potencial para dar conta do recado. Já começou bem contra a Dinamarca…

Neymar é craque?
Não se trata de discutir a genialidade de Neymar. Mas ainda é preciso medir o quanto ele é decisivo. No Santos ele já provou que realmente é um craque, mas falhou em sua única missão de verdade pela Seleção, a Copa América de 2011. Contra jogadores olímpicos ele terá mais facilidade, mas a responsabilidade e a pressão também será maior. Caso aguente tudo isso, será um bom sinal de que Neymar está pronto para a Copa de 2014.

Lucas é Seleção?
Mano Menezes tem uma clara má vontade com o meia-atacante do São Paulo. Lucas já foi convocado pelo técnico dez vezes, mas jogou poucos minutos em todas estas oportunidades. Como foi discreto contra a Dinamarca, deve ir para o banco de reservas. Porém, na Olimpíada a tendência é que ele seja titular. Resta saber se ele convencerá Mano de que essa é a escolha certa.

Temos goleiros e volantes?
São as duas posições que temos mais carência na Seleção principal, pois não há um nome que seja indiscutível. Entre os goleiros, resta saber se Jefferson será convocado entre os três jogadores acima de 23 anos. Ele é o goleiro que mais recebeu convocações de Mano Menezes e parece ter a confiança do treinador. Mas se ele não for para Londres, a bomba estará com Rafael, do Santos, que parece pronto para o desafio, mas ainda não foi testado de verdade.

Já entre os volantes a situação é mais complicada. Sandro, Rômulo e Casemiro não aparentam ter a maturidade necessária para serem titulares da Seleção principal. Fernando, do Grêmio, que vive grande fase no Grêmio e ainda pode ser chamado, tem o mesmo problema. Mas quem não tem? Mano tem escalado Lucas Leiva e Fernandinho, mas é uma dupla que não inspira confiança e ainda deve mudar até 2014. Resta saber se os olímpicos farão parte dessa mudança.

Quem será nosso centroavante?
Não vejo a situação dos nossos centroavantes com tanto pessimismo quanto outras pessoas. Confio mais em Leandro Damião, mas também acho que o único problema do Alexandre Pato é físico. Entre os olímpicos, realmente não há mais ninguém de nível, mas Fred pode assumir a camisa 9 na Seleção principal. Portanto, o problema nem é a falta de nomes, mas sim a falta de definição sobre quem será o titular. A Olimpíada pode ajudar com isso

Mano tem que ficar?
É impossível não pensar que o cargo do técnico está sob risco. Mas ele terá que se esforçar demais para perdê-lo. Acima de tudo, porque a Seleção caiu em um grupo fácil na Olimpíada. Mas também porque este time tem qualidade e muito potencial para conquistar o primeiro ouro olímpico do Brasil. Se for para apostar, coloco meu ouro no título tupiniquim em Londres. E, portanto, Mano Menezes como técnico da Seleção até 2014.

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Mano Menezes fez sua primeiro convocação de 2012 e a principal repercussão foi em cima de Ronaldinho Gaúcho. Antero Greco e Gian Oddi, por exemplo, não entenderam a presença do flamenguista na Seleção Brasileira. Como já escrevi sobre isso após convocações anteriores, prefiro destacar outro detalhe da lista…

O que também chamou atenção dessa vez foi a ausência de Robinho nas convocações da Seleção Brasileira. Afinal, ele chegou a ser capitão da Seleção de Mano e, de repente, passou a ficar fora do time, desde o final do ano passado. E tudo isso aconteceu logo em um momento em que o atacante vive boa fase na Europa, firmando-se como um coadjuvante importante do forte Milan.

A última convocação de Robinho foi para o jogo contra Gana, em agosto do ano passado. Ele foi cortado da Seleção por causa de uma lesão no púbis e, desde então, não foi mais lembrado por Mano, que ainda pôde chamá-lo três vezes, mas não o fez. Em um primeiro momento, o treinador usou suas tradicionais respostas evasivas para justificar a ausência de Robinho. Depois, como na primeira convocação deste ano, sequer foi questionado sobre isso.

Com isso, ficou uma impressão: passamos a desencanar de Robinho. O atacante, que já foi a grande promessa do futebol brasileiro, virou dispensável para a Seleção. Não que precisemos lamentar sua ausência, porque Robinho já mostrou que não conseguirá ser a estrela que prometia ser. Mas não deixa de ser estranha a forma como isso aconteceu. De uma convocação para outra, sem justificativas, sem explicações e sem motivos.

Eu ainda não descartaria Robinho dessa forma. O atacante do Milan pode ser, por exemplo, uma alternativa melhor que Ronaldinho para dar experiência à Seleção. Tem até um entrosamento melhor com o grupo, pois já jogou com Neymar e Ganso. Mas parece que Mano não vê a questão dessa forma. Por que? Mistério…

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10 razões para explicar uma goleada histórica

Não dá para simplificar o que aconteceu neste domingo. O que o Barcelona fez com o Santos foi um massacre, um chocolate, um baile, um banho, um atropelamento. Enfim, como queira chamar. Mas por que isso aconteceu? É importante entender isso para fazer aquilo que Neymar pediu após o jogo: aprender a lição e evoluir.

E existem várias razões para o show do Barcelona ter acontecido. O Santos errou demais, mas também existem os mérito do time catalão. Tudo isso foi abordado por vários comentaristas esportivos após o jogo. E agora tento resumir as dez razões mais apontadas para o Barcelona ter goleado o Santos por 4 a 0 no Mundial de Clubes. Seguem as opiniões que entraram em campo:

10º) Falta de noção
Por desconhecimento ou falta de profissionalismo, o real poder do Barcelona não foi entendido completamente. Isso não abalou o Santos como um todo, mas certamente houve alguma influência em um ou outro jogador.

Como bem escreveram Carlos Pizzatto e Cassiano Gobbet, partes da imprensa fizeram tentativas de reduzir a dimensão desse genial Barcelona. Comparações absurdas foram feitas e só depois do jogo alguns perceberam que o Barça é um dos melhores times de futebol da história. Tarde demais.

9º) Neymar não jogou
Neymar “não viu a cor da bola” e “a bola não recebeu o devido carinho do craque”. Alberto Helena Jr. tem total razão nessas observações. Se o Santos tinha alguma chance de vencer o Barcelona, dependia de uma grande atuação de Neymar. O que esteve longe de acontecer.

Mas também é preciso enxergar além: caso Neymar tivesse feito uma grande partida, bastaria para vencer? Duvido! Nem um clone de Messi seria capaz de vencer o Barcelona “sozinho”. Por isso outros fatores foram muito mais decisivos para que a goleada acontecesse…

8º) Ganso não marcou
A análise de Leonardo Bertozzi é perfeita: ele lembra que o Real Madrid, acostumado a enfrentar o Barcelona com três volantes, apostou recentemente em manter Özil no meio-campo. Mas o alemão ajudou pouco na marcação e isso contribuiu para que o Barça vencesse.

Algo semelhante aconteceu com o Santos, mas em uma proporção muito maior: Ganso mostrou uma preguiça vergonhosa e fez com que seu time ficasse sempre com um a menos quando se defendia. E perder um atleta na marcação é fatal contra um time que se movimenta tão bem como o Barcelona.

7º) Time ficou apático
Não dá para culpar só Neymar e Ganso. Os outros jogadores do Santos têm uma parcela de culpa. Eles se mostraram apáticos em campo, não sei se por medo ou problemas internos. Mas faltou raça, confiança e comprometimento sim.

“Era preciso marcar, desarmar, lutar pela bola o tempo todo”, escreveu Mauro Cezar Pereira. Foi isso que faltou. Parece que os jogadores entraram conformados com a derrota e os gols aos 20 minutos de jogo só serviram para desanimá-los ainda mais.

6º) Faltou preparação
Desde que ganhou a Copa Libertadores, o Santos não parou de pensar no Mundial. Fez milhões de campanhas de marketing, mas esqueceu-se do principal: era preciso entrar em campo e não fazer feio. Não conseguiu também por causa da diretoria e da comissão técnica.

Como escreveu Marcelo Bechler, “o Santos usava o Brasileiro para não cair, e era um desperdício”. O time brasileiro ficou muito preocupado com a questão física e esqueceu da parte tática. Poupou jogadores no segundo semestre e sequer fez coletivos no Japão, sempre com a intenção de evitar lesões. Mas no final eles ficaram muito mais desgastados, porque só correram atrás do Barcelona.

5º) Faltou estratégia

Muricy errou feio demais

Não deu para entender o que Muricy pediu para seus jogadores. No começo até parecia que o Santos ia pressionar o Barcelona, como sugeri aqui. mas não dá para fazer isso só com os três jogadores da frente. O time todo teria que avançar. Não deu certo e, depois disso, só houve desespero.

“O maior problema do Santos foi não ter uma proposta de jogo. Entrou para marcar o Barça? Ou para tentar atacá-lo? O congestionamento na entrada da área era estratégia? Ou era bololô?”, questionou bem Caio Maia. Milan e Real perderam para o Barça, mas já conseguiram pelo menos alguma estratégia útil para vencê-lo no futuro. O Santos passou longe disso.

4º) Faltou tática
A troca de Léo por Elano foi o grande erro do jogo. Qualquer ignorante percebeu que essa escolha de Muricy atrapalhou demais o time. Com mais jogadores na defesa, o Santos atraiu o Barcelona. E, como escreveu Menon, “trazer aquele toque de bola para perto da área é suicídio”.

Enquanto isso, o Barcelona apenas consolidou ainda mais o seu novo 3-4-3, que muda durante o jogo e mostra influências de Cruyff, como bem destacou Lucas Imbroinise. De fato foi uma aula de tática. E Muricy mostrou que realmente tem muito a aprender nesse sentido…

3º) Diferença de conjunto
Mais importante do qualquer duelo individual ou análises táticas é perceber a diferença entre os conjuntos de Barcelona e Santos. Era bobeira fazer qualquer comparação entre jogadores, porque a força coletiva do time catalão é muito maior. O entrosamento é perfeito, inclusive entre jogadores que entraram agora na equipe, como Fábregas, Thiago Alcântara e Alexis Sánchez.

“O que ficou evidente é que confrontos individuais nem poderiam existir diante de uma diferença técnica coletiva tão grande”, analisou bem Otávio Maia.

2º) Categorias de base
Acima de tudo, foi a vitória de um modelo. Houve um jornalista no Japão, não sei quem, que tentou apontar a diferença financeira como fundamental para explicar a goleada. Ouviu de Guardiola a melhor resposta possível: o Barcelona revela seus principais jogadores. Nem sempre precisa gastar absurdos para contratá-los.

E aí sempre aparecerá um ufanista para lembrar que o Santos e seus “Meninos da Vila” também são frutos de uma categoria de base forte. Para esses apenas recomendo o texto de Pedro Venancio, que explica bem a diferença entre os dois modelos. Os espanhóis formam jogadores com um método elogiável. Os brasileiros improvisam e às vezes dão sorte.

1º) Barcelona
Esse é o maior responsável pelo vexame que o Santos passou. “O Barcelona é um time extraordinário, está fora da curva, é o melhor time do planeta e massacra adversários indiscutíveis há três anos”, resumiu bem PVC.

Pouco interessa se é o Real Madrid, o Manchester United, o Santos, o Fluminense ou o Mogi Mirim. O Barcelona dá a impressão que vai massacrar, dar um banho e atropelar qualquer um. Só nos resta analisar, aplaudir e o mais importante: aprender com ele.

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Quando saiu a convocação da Seleção Brasileira só com jogadores que atuam no país, resolvi dar pouca atenção para isso. Apesar do jogo ser contra a Argentina, pouco valia. Nem fiz post aqui no Opiniões em Campo. O assunto merecia no máximo um comentário no twitter do blog. Lá escrevi que Renato Abreu e Cícero eram as únicas bizarrices da lista e os outros eram apenas discutíveis. Ponto final.

Mas depois do jogo desta quarta, fui forçado pelo Mano Menezes a escrever algo mais. Afinal, ao escalar o bizarro Renato Abreu como titular da Seleção, ele mostrou algo que preocupa de verdade: o técnico do Brasil está completamente perdido em seu cargo. Ele já deu indícios disso em outros jogos, mas o fator Renato Abreu foi a prova final.

Renato Abreu com a camisa da Seleção

Renato Abreu na Seleção. Quem diria?!

Não é minha intenção jogar a culpa do empate e do jogo ruim no “coitado” Renato Abreu. Ele realmente jogou mal e até escrevi sobre a atuação ruim dele e de outros no iG Esporte. Mas a questão é muito maior e envolve todo o projeto da Seleção. Explico…

Ao apostar em um meia de 33 anos, Mano deixou de dar a oportunidade para vários jovens que poderiam ser testados em seus lugares. Meias com idade olímpica inclusive, como Oscar, Lucas e Elkeson, por exemplo. Mas o técnico preferiu Renato Abreu e jogou fora o primeiro princípio que dominava seu discurso há um ano atrás: a renovação da Seleção.

Mano não tem conseguido renovar absolutamente nada! E não venham me falar de Neymar e Ganso, pois escalar esses jogadores era sua obrigação. O problema é que frequentemente ele opta pela experiência ao invés da juventude, em várias posições. Tudo isso é desespero? Parece que sim…

Na defesa, por exemplo, Mano tinha uma dupla jovem e forte para manter até a Copa de 2014, Thiago Silva e David Luiz. Mas agora tem apostado em Lúcio, que já está em decedência na carreira e provavelmente não chegará bem para o Mundial no Brasil, daqui a três anos.

A volta de Ronaldinho Gaúcho tem o mesmo problema, mas no setor ofensivo o maior erro é com Lucas, do São Paulo. Mano o convoca para ficar no banco de reservas. Até do Renato Abreu! O técnico enxerga o são paulino como atacante, como reserva de Neymar. Mas esquece que ele surgiu como meia e pode perfeitamente fazer essa função. Pior do que o Renato Abreu não será…

Por essas e outras é que vejo Mano Menezes perdido em seu cargo. Ele não sabe se deve priorizar o projeto olímpico e a tão anunciada renovação ou se é melhor buscar os resultados, que não conseguiu até agora, com os “velhos” de sempre. E no meio dessa confusão Mano tem ficado longe de achar um time para a Copa, muito longe.

Dessa forma, parece mesmo que a saída de Mano Menezes está pronta. A não ser que um milagre olímpico o salve, tudo parece desenhado para que Felipão assuma seu lugar até a Copa. E haja “Família Scolari” para salvar o Brasil de um trabalho tão mal feito!

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O resultado do amistoso da Seleção Brasileira contra Gana já valia pouco antes da bola rolar. Com a expulsão de Opare, ainda no começo do jogo, o placar ficou ainda menos relevante. Por isso é melhor achar outros detalhes para analisar.

Há na imprensa quem prefira comemorar a consolidação de Leandro Damião como o centroavante da Seleção. Há também quem vibre com o fato de Marcelo finalmente ter assumido a lateral-esquerda do time. Mas eu sou chato, admito. Prefiro ver um ponto negativo: a lesão de Ganso, logo no começo do jogo, foi o que mais chamou minha atenção.

Foi neste momento que ficou evidente o maior erro de Mano Menezes desde que assumiu a Seleção Brasileira: ele apostou todas suas fichas em Ganso e nunca conseguiu achar um substituto para o meia do Santos. Testes e oportunidades não faltaram, já que o santista está frequentemente lesionado. Mas Mano fez apostas erradas, queimou alguns jogadores e hoje está perdido, sem saber quem vai ser o armador da seleção. Um problema gigante, já que Ganso não é confiável fisicamente.

Mano e Ganso
Mano confiou demais em Ganso

Contra Gana foi Elias que entrou no lugar de Ganso. Ele não foi mal. Mas forçou o time a passar por uma mudança tática e estratégica, como bem explicaram Eduardo Cecconi e Carlos Pizzatto. Essa alteração não funcionou tão bem, pois precisa de muito treinamento. Além disso, Elias rende melhor como volante, surgindo de trás, em velocidade, de surpresa. Enfim, como resumiu PVC, “Elias entrou bem, mas acelera mais do que cadencia”. Não é de um jogador com essas características que o Brasil precisa.

O que o Brasil precisa é buscar novas opções. Ou insistir em algumas que não foram tão mal. Voltar a convocar Jádson, por exemplo, não seria uma má ideia. Mas eu gostaria mesmo é que Mano inovasse. Renovasse a seleção de verdade, e não ficasse apenas no discurso.

É ridículo falar em renovar um time e depois convocar Renato Abreu, jogador de 33 anos, que vai ocupar o lugar de um jovem que poderia ser testado nesses amistosos contra a Argentina. Elkeson, do Botafogo, seria uma aposta bem mais interessante e coerente.

Não quero colocar o apenas promissor Elkeson como o substituto ideal de Ganso. Na verdade vejo Kaká, por exemplo, como um nome melhor para essa função. Já falei sobre o retorno dele aqui. Como escreveu Lédio Carmona, “Kaká terá que voltar. Está bem no Madrid. Mourinho começa a apostar nele. Sábado, contra o Getafe, será titular na vaga do cansado Di Maria”. É mais um passo para que ele volte logo à Seleção…

Há ainda Hernanes, um volante de origem, mas que tem jogado como meia na Lazio e tem se destacado. Alguns podem lembrar que no São Paulo ele não foi bem quando atuou mais avançado. Mas é precisa entender que os jogadores evoluem e isso aconteceu com Hernanes na Itália. Ele pode sim ser um bom substituto para Ganso.

Em quatro parágrafos apresentei quatro sugestões para Mano Menezes usar no lugar de Ganso. Existem outras e várias são as ideias melhores do que colocar Elias, mudar a tática do time e não aproveitar o melhor desse jogador. Nem espero que o técnico da Seleção siga uma dessas dicas. O importante é que Mano saiba reconhecer seu erro, não repetí-lo e finalmente corrigí-lo. Ou será que já é tarde demais?

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