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Posts Tagged ‘Gaúcho’

O Brasileirão 2010 segue com uma incrível média de quase uma mudança de técnico por rodada. Marcelo Rospide, ex-Grêmio-SP, foi o último demitido – nem deveria ter sido contratado, claro. Agora o Flamengo tem indicado que Silas pode ser a próxima vítima dessa situação alarmante, na qual todos treinadores parecem interinos em seus cargos.

Elaborei uma lista das piores trocas de técnicos que aconteceram durante o Brasileirão. Não foi fácil, pois as opções negativas eram muitas. Pensei em usar o aproveitamento de pontos com cada técnico para fazer isso, mas creio que estatísticas são insuficientes para isso. É preciso levar em conta questões complexas dos contextos de cada caso. Com esses critérios e essas análises, fiz a lista abaixo:

11º) São Paulo – saiu Ricardo Gomes. Sérgio Baresi assumiu interinamente.
Realmente o time precisava muito de uma mudança de técnico, mas era algo que precisava ter sido melhor pensado. Baresi tem trazido novidades interessantes para o São Paulo, principalmente na revelação de jogadores, mas claramente ele não está pronto para ficar no cargo. E o pior: o Tricolor Paulista perdeu a chance de contratar Dorival Júnior.

10º) Vasco – saiu Celso Roth. PC Gusmão assumiu.
O time carioca não poderia ter perdido o técnico que depois virou campeão da Copa Libertadores. É claro que o trabalho de PC Gusmão também tem dado algum resultado, mas a equipe segue lutando contra o rebaixamento, sendo que poderia estar em uma situação melhor.

9º) Flamengo – Rogério Lourenço. Silas assumiu.
A crise enfrenta pelo Rubro-Negro atualmente é resultado de uma troca que foi justificada da pior maneira possível: Zico deixou claro que só fez isso por causa da torcida. Ora, se ele vai deixar os flamenguistas comandarem o time dessa maneira, é melhor pedir demissão e entregar seu cargo de uma vez.

8º) Vasco – Gaúcho saiu. Celso Roth assumiu.
É claro que Gaúcho não era o nome certo para comandar o Vasco no Brasileirão, mas os erros aqui foram outros: em primeiro lugar, o elenco do Vasco era muito fraco no começo da competição e não houve tempo para que os reforços estreassem sob o comando de Gaúcho. E a própria sucessão também foi um erro, como já comentado acima.

7º) Goiás – Leão saiu. Jorginho assumiu.
Difícil é saber o que foi pior: ter dado a chance para que Leão ficasse no cargo por tanto tempo ou contratar um técnico ainda inexperiente para consertar toda a bagunça que foi deixada. Jorginho chegou há pouco tempo e até conseguiu alguns poucos bons resultados, mas não deve fazer o time escapar do rebaixamento.

6º) Ceará – PC Gusmão saiu. Estevam Soares assumiu.
Aqui os resultados são implacáveis: com um técnico, o time estava organizado defensivamente e até estava no alto da tabela. Com outro treinador, já era esperada uma queda de rendimento, mas Estevam desorganizou o time, que já virou candidato ao rebaixamento novamente.

5º) Atlético-GO – Geninho saiu. Roberto Fernandes assumiu.

O time de Goiás tentou aproveitar a pausa para a Copa do Mundo e mudou seu treinador, mas rapidamente teve que admitir que fez a escolha errada: Roberto Fernandes ficou no cargo apenas por quatro rodadas, fazendo o time desperdiçar um bom período que teve para treinamentos.

4º) Grêmio-SP – Toninho Cecílio saiu. Antônio Carlos Zago assumiu.

Não era hora para uma aposta. E Zago por enquanto é apenas só isso. O time de Presidente Prudente errou demais ao substituir um técnico que, se não era o ideal, pelo menos estava conseguindo surpreender. Com a reposição mal feita, a entrada na zona do rebaixamento foi uma questão de tempo.

3º) Ceará – Estevam Soares saiu. Mário Sérgio assumiu.
Se tudo já tinha ficado ruim com a saída de PC Gusmão, imagine quando chegou um técnico que há anos só tem acumulado trabalhos ruins. Ele quis fazer uma grande reformulação no elenco, mas durou apenas um mês no cargo e só piorou a situação do Ceará.

2º) Grêmio-SP – Antônio Carlos Zago saiu. Marcelo Rospide assumiu.
Aqui é necessária a utilização dos números: 15 pontos foram disputados desde que essa mudança foi efetuada no time prudentino,  mas nenhum foi conquistado. Após cinco derrotas seguidas, Rospide pediu demissão e provou que nem deveria ter sido contratado.

1º) Vitória – Ricardo Silva saiu. Toninho Cecílio assumiu.
Não havia um motivo para a demissão de Ricardo Silva, que tinha levado o time à final da Copa do Brasil. Mesmo assim, a troca aconteceu e só serviu para piorar a situação do time baiano na tabela, com crises e derrotas vexatórias. Após 9 rodadas, Toninho foi demitido e a diretoria do Vitória admitiu seu erro ao voltar com Ricardo Silva no comando da equipe.

É claro que existem casos nos quais o resultado foi inverso: um novo técnico chegou e mudou para melhor a situação do time. Foi assim com Carpegiani no Atlético-PR, e com Renato Gaúcho no Grêmio, só para citar dois exemplos. Mas a cautela nesse tipo de decisão deve sempre prevalecer. O que não tem ocorrido de maneira nenhuma no Brasileirão 2010 ultimamente.

Que não só o Flamengo siga esse receita, mas Ceará, Santos, São Paulo e Avaí também tomem cuidado. Todos estão sem técnicos efetivados no momento e podem se complicar com essa importante decisão. Quem vai querer engrossar a lista acima?

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Vai ano, volta ano e eu ainda fico impressionado com um absurdo do futebol brasileiro: a total falta de planejamento dos clubes quando o assunto é a escolha dos seus técnicos.

Eles deixam um treinador começar o ano, indicar jogadores, preparar a temporada, mas logo o demitem. Basta um simples tropeço nos campeonatos estaduais, cada vez menos interessantes e atraentes. Ridículo!

É claro que não foi diferente na temporada de 2010. Vários times repetiram essa história e provavelmente terão os seus anos comprometidos. Mas é preciso admitir: também existem aqueles que acertaram em cheio. Demitiram bem, contrataram melhor e agora vivem boa fase.

Veja a lista de quem fez as melhores mudanças de treinador até agora:

1º) Botafogo (de Estevam Soares para Joel Santana)
A demissão de Estevam já deveria ter acontecido no final do ano passado. Apesar de ter escapado do rebaixamento, seu trabalho não foi bom em 2009.

Ele ficou, o time pagou um grande mico ao perder para o Vasco por 6 a 0 ainda na Taça Guanabara e a mudança foi necessária. Eu (e muita gente) não esperava por um trabalho tão bom de Joel, mas ele surpreendeu a todos.

2º) Atletico-GO (de Artur Neto para Geninho)
Aqui é outro caso surpreendente. A saída de Artur Neto parecia precipitada, mas a diretoria optou por demití-lo e queria ter um técnico mais renomado para disputar a 1ª divisão em 2010.

A escolha por Geninho também não foi a ideal, já que ele não faz um grande trabalho há anos. Mas o fato é que a mudança deu resultado e o Atlético-GO deve vencer o seu campeonato estadual. Só vai lutar contra o rebaixamento no Brasileirão 2010, mas tem boas chances de escapar.

3º) Ceará (de René Simões para PC Gusmão)
Dessa vez o problema também veio desde o final do ano passado: o time não manteve o PC Gusmão e começou a temporada cheio de problemas. Perdeu o 1º turno do estadual e só depois conseguiu corrigir o erro.

Agora está na final do estadual e, mesmo que perca para o Fortaleza, pelo menos já encontrou um time titular razoável definido. Ainda precisa de reforços para escapar do rebaixamento no Brasileirão, mas pelo menos não deve passar por vexames.

4º) Grêmio-SP (de Vinícius Eutrópio para Toninho Cecílio)
O pior erro neste caso foi a aposta em Vinícius Eutrópio. A escolha logo se mostrou errada e o time não quis esperar até o Brasileirão para mudar seu técnico. Perfeito.

Não dá para dizer ainda que Toninho será um bom treinador, mas ele colocou o time nas semifinais do Campeonato Paulista e gerou boas expectativas para o Brasileirão 2010

5º) Goiás (de Hélio dos Anjos para Jorginho)
A mudança não parecia correta também, já que Hélio tinha comandado o Goiás para uma boa campanha em 2009 e isso deveria segurá-lo apesar do péssimo início em 2010 – o Goiás chegou a ficar na lanterna do estadual.

Entretanto, Jorginho recuperou rapidamente o time e parecia que ia ficar pelo menos até o Brasileirão. E então veio mais uma mudança que nem merece entrar nesse ranking de tão inexplicável que foi. Émerson Leão? Haja paciência…

6º) Fluminense (de Cuca para Muricy Ramalho)
A história se repete: a demissão parece totalmente injusta e equivocada em um primeiro momento, mas depois até pode ser justificada.

Afinal, a contratação de Muricy, um técnico de alto nível, realmente pode colocar o Fluminense em outro patamar de disputa. Isso se não acontecer com ele o que aconteceu no Palmeiras…

7º) Palmeiras (de Muricy Ramalho para Antônio Carlos Zago)
A entrada de Zago ainda não trouxe grandes melhorias para o time – e nem aposto que trará -, mas se Muricy não tivesse saído as coisas poderiam ter ficado piores para o Palmeiras.

Ninguém me tira da cabeça que o elenco estava com pouca disposição sob o comando do técnico tricampeão brasileiro pelo São Paulo. Boicote ou não, a mudança era necessária e só não foi melhor porque o substituto escolhido não passa de uma aposta.

Antônio Carlos Zago/ AE

Se Zago ainda pudesse se escalar como zagueiro do Palmeiras talvez a fase do time melhorasse...

8º) Guarani (de Oswaldo Alvarez para Vágner Mancini)
O Bugre até teve uma atitude exemplar: bancou o técnico que colocou o time na 1º divisão mesmo com o fracasso na Série A-2 do Campeonato Paulista. Só que veio a goleada por 8 a 1 contra o Santos na Copa do Brasil e a situação ficou realmente insustentável.

Ainda é impossível avaliar o trabalho de Vágner Mancini, mas trata-se de um técnico com qualidades que terá muito trabalho pela frente, mas pode fazer o time surpreender no Brasileirão 2010.

9º) Vasco (de Vágner Mancini para Gaúcho)
É outro caso em que a situação com o treinador parecia insustentável, já que a crise com Mancini era realmente grave. O problema é não contratar um substituto à altura e simplesmente fazer uma aposta de risco.

Nem todo mundo é Andrade. Efetivar um técnico interino durante a Copa do Brasil e pouco antes do início do Brasileirão tem tudo para ser um grande erro.

10º) Atlético-PR (de Antônio Lopes para Leandro Niehues)
A demissão do delegado até hoje é pouco compreensível na Baixada. O que dizer então da enorme confiança depositada em um técnico pouco experiente?

O resultado dessa combinação até agora foi a eliminação da Copa do Brasil ainda nas oitavas de final e o título do Coritiba no estadual. Mesmo assim, Leandro segue no cargo. Trata-se de um caso claro do velho clichê: “dois pesos e duas medidas”.

11º) Flamengo (de Andrade para nenhuma definição por enquanto)
A demissão do técnico campeão brasileiro de 2009 com certeza foi a pior mudança de técnico até agora, independentemente de quem assumir o cargo em seu lugar.

Só em pensar que especulam a efetivação de Rogério Lourenço já percebo o quanto o título do ano passado foi ilusório para o Flamengo, que segue com sua política de desordem e falta de planejamento total.

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