Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Globo’

Se o mundo fosse um lugar ideal seria legal apoiar as sugestões de Mauro Cezar Pereira e Flávio Gomes: ambos imaginaram como seria interessante se os técnicos cogitados para substituir Dunga na Seleção Brasileira se recusassem a assumir o cargo.

No entanto, é totalmente improvável que isso aconteça e o melhor a fazer é estudar quais dessas opções são as mais interessantes para ficar com a bomba de evitar um novo Maracanazzo a todo custo. É o que tento analisar abaixo, com a lista dos 11 treinadores que podem assumir o Brasil a partir de agosto:

1) Felipão
É o nome mais óbvio e mais citado. Por isso causa tanta polêmica. Vitor Birner, Cassiano Gobbet e José Ilan o citaram como melhor opção. Já Ubiratan Leal e Mauro Cezar Pereira levantaram questionamentos e desconfianças.

Pois eu concordo mais com o primeiro grupo, mas não acredito que Felipão aceitará o desafio. Afinal, tem pouco a ganhar: caso ele vença a Copa, dirão que ele só fez sua obrigação. Caso perca, queimarão tudo de bom que ele realizou em 2002.

2) Mano Menezes
Alberto Helena Jr. e Carlos Pizzatto disseram preferir o técnico do Corinthians no comando da Seleção. Quase me convenceram a concordar com isso, admito.

É um técnico que já foi muito elogiado aqui, mas também teve grande parcela de culpa pelo fracasso alvinegro na Copa Libertadores. Ainda parece não estar pronto, mas pode dar certo.

3) Leonardo
A Seleção precisa de um coordenador e talvez o nome ideal para esse cargo seria o de Leonardo, como eu já tinha comentado no twitter. Com experiência em cargos administrativos, bom relacionamento com a imprensa e conhecimento do futebol internacional, ele aliviaria a pressão do técnico do Brasil para 2014.

Porém, como treinador, sua contratação seria um erro. Seu trabalho no Milan foi apenas razoável e ele ainda é inexperiente. Talvez assuma como tapa-buraco para que alguém melhor venha em 2012, mas é um grande risco.

4) Vanderlei Luxemburgo
Há quem ainda veja nela um ‘técnico top’, mas só consigo enxergar sua decadência nos últimos anos. Luxa já teve sua chance na Seleção e a desperdiçou, até por questões extra-campo.

Agora, com seu especulado envolvimento exagerado com o pôquer e fracassos seguidos em clubes grandes, como Palmeiras e Santos, não é a hora de dar nova oportunidade para ele.

5) Muricy Ramalho
Existem notícias e comentários que o especulam para o cargo, mas duvido que a CBF o contrate. Afinal, mais do que nunca a entidade precisa de um bom relacionamento com a imprensa (leia-se Globo) e Muricy definitivamente não prima por isso.

6) Paulo Autuori
Seu nome tem sido pouco cogitado na imprensa, até porque ele ainda está no futebol do Catar, mas ele tem bastante do perfil que a CBF procura e é um candidato com grandes chances.

Veja bem: candidato com chances não é candidato bom. São coisas diferentes. O último trabalho razoável de Autuori foi em 2005, no São Paulo, e ainda assim com ressalvas. Enfim… não gosto da ideia, mas já começo a me acostumar com ela.

7) Ricardo Gomes
A ida do técnico do São Paulo para a Seleção tem sido razoavelmente especulada e sem dúvidas ele é outro que tem um perfil interessante na visão da CBF. Mas…

Como bem lembrado por Marcelo Barreto, é preciso sempre destacar que, como técnico específico da seleção olímpica, ele não conseguiu sequer classificar a geração de Diego e Robinho aos Jogos de 2004, em Atenas.

8) Dorival Júnior
O bom trabalho que ele tem feito no Santos passou a credenciá-lo como técnico de nível de Seleção, mas a verdade é que ele ainda está distante disso.

Aliás, o próprio Dorival admitiu que há gente mais capacitada do que ele. Concordo. E é preciso destacar que essa declaração só mostra como ele é inteligente, tem potencial e ainda pode vir a ser um treinador do alto escalão brasileiro no futuro.

9) Falcão
Uma entrevista recente de Ricardo Teixeira, no qual ele falou sobre renovação, fez com que o nome do comentarista fosse especulado. O presidente da CBF lembrou que Falcão trouxe novos nomes para a Seleção após a copa de 1990, mas “foi sacrificado”.

No entanto, é preciso lembrar, como fizeram Ubiratan Leal e Dassler Marques, que esse discurso de Teixeira não deve ser posto em prática, infelizmente. E, dessa forma, acabarão as chances de Falcão virar de novo o técnico do Brasil.

10) Abel Braga
É um técnico experiente e vencedor, que lembra o estilo de Felipão. Por isso já foi cogitado na imprensa. Mas o fato é que seu melhor momento já passou, atualmente ele está esquecido e dificilmente será convidado.

11) Caio Júnior
É brincadeira do Zagallo neh?!!!

Até o Joel Santana disse que pretende entrar nessa festa. Mas aí a brincadeira passa dos limites…

Read Full Post »

Prazer, eu sou um dos principais candidatos ao prêmio de Melhor Jovem da Copa do Mundo de 2010, como já tinha sido previsto aqui. Eu também sou uma das melhores revelações do futebol alemão. E fui o melhor jogador da Alemanha na goleada contra a Austrália. Aliás, isso gerou uma série de falsas verdades sobre minha carreira no twitter e até na transmissão da Rede Globo.

É preciso esclarecer: eu não sou o substituto de Michael Ballack no time titular da Alemanha na Copa do Mundo, como foi dito na TV. Esse papel coube ao Khedira, do Stuttgart. Eu seria titular de qualquer forma, pois conquistei essa vaga com minhas atuações no Mundial Sub-21 de 2009, em que fui campeão, e no Werder Bremen, time que defendo atualmente.

Também não foi eu quem barrou Diego no Werder Bremen, como o portal Globoesporte.com colocou em seu twitter. Nós dois chegamos a atuar juntos e até ganhamos uma Copa da Alemanha. No entanto, quando ele saiu para a Juventus, assumi o papel de principal articulador no meio-campo do time.

Agora algumas “verdades verdadeiras” sobre minha carreira: tenho ascendência turca, apenas 21 anos e comecei no Schalke 04. Logo me destaquei e fui vendido ao Werder por 4 milhões de euros, clube ao qual me adaptei rapidamente, principalmente após um jogo contra o Freiburg, que terminou 6 a 0 – eu fiz um gol e quatro assistências. Conseguimos uma vaga na Liga dos Campeões na última temporada europeia, em que fiz 17 assistências.

Jogo pela seleção alemã desde os 17 anos, nas categorias de base. Entre os profissionais, minha estreia só aconteceu em fevereiro de 2009, após tentativas da federação turca, que queria me naturalizar.

Sou um meia-atacante canhoto de grande habilidade e movimentação. Procuro sempre usar minha criatividade e dar assistências. Essas qualidades já geraram boatos sobre uma possível transferência minha para Arsenal, Bayern de Munique ou variados times italianos.

Fui eu que fiz o passe para o gol de Klose que garantiu a vaga alemã na Copa do Mundo. Quero ter essa mesma participação decisiva em toda a competição. Comecei bem, mas não vou parar por aqui. Prazer, eu sou Mesut Özil e ainda posso dar muito trabalho na África do Sul.

"Quero ouvir todo mundo falar de mim na Copa"
“Quero ouvir todo mundo falar de mim na Copa”

Read Full Post »

SALA DE IMPRENSA

A mudança do sistema de pontos corridos para a volta do mata-mata no Campeonato Brasileiro foi um dos principais assuntos desta semana. Juca Kfouri até a apresentou o modelo que a Globo sugeriu.

O Clube dos 13 vai estudar a proposta, Flamengo e Corinthians apoiarão a ideia, mas é tudo que os comentaristas esportistas não querem. Quase todos eles defenderam a manutenção do sistema atual. Quase.

Carlos Cereto, repórter da Sportv – ou seja, da Globo, é claro – escreveu que prefere o mata-mata e apresentou dois argumentos. O primeiro: “Gosto do imponderável, do cheiro de decisão no ar, de jogos decisivos, de uma final para se apontar o campeão”.

Não entendo. Assim como Humberto Peron, da Folha de S. Paulo, que contrapõe: “Agora todas as partidas valem e os times precisam jogar cada partida como se fosse uma decisão”.

É isso: o campeonato por pontos corridos cria ainda mais ‘finais’ e gera uma emoção maior. Ao torcer, você não se preocupa apenas com o jogo do seu time. Outras partidas podem ganhar importância e ter o tal “cheiro de decisão no ar”.

O outro argumento de Cereto é que “a organização (dos clubes) deveria existir independentemente da fórmula de disputa”.

Entretanto, é óbvio que os pontos corridos facilitam essa organização. Afinal, eles premiam, de forma justa, os times mais bem preparados. Há menos injustiça, sorte e espaço para mediocridade.

Ou melhor, como escreve Leonardo Bertozzi: “A volta do mata-mata só interessa a quem é incapaz de montar um elenco sólido o suficiente para superar a maratona da temporada”.

Agora é torcer para o Clube dos 13 não se inspirar em Carlos Cereto e manter o sistema atual de disputa do Brasileirão. Afinal, existem outras maneiras de tornar o campeonato mais interessante. Sugestões não faltam.

Read Full Post »