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Posts Tagged ‘imprensa’

Não é difícil imaginar como seriam os comentários se o Brasil tivesse perdido para os Estados Unidos na estreia da Seleção do Mano: todos pediriam calma, paciência e minimizariam o resultado. Só não entendo porque essa cautela toda tem que ser esquecida agora que o bom resultado veio e estreia foi boa.

É claro que foi um bom começo, empolgou a todos e apresentou uma base promissora para os próximos importantes 4 anos. Isso é óbvio. Mas também é evidente, pelo menos para mim, que é muito cedo para ir além desses elogios.

Não consigo aceitar certos discursos. Falam em quem “salvou o futebol brasileiro”, destacam uma “personificação da revolução no escrete canarinho” e até que “foi perfeito”. Calma! Compreendo o que levaram todos a escrever isso, mas… salvação? revolução? perfeição? Ainda não vejo tudo isso. Não virei mano do Mano tão rápido.

Prefiro ficar com a cautela de outros. “É precipitado fazer qualquer conclusão sobre a nova Seleção Brasileira e foi apenas um amistoso”, escreveu Gustavo Hofman.

“Não nos esqueçamos de que a nossa motivação era nível 10, a do adversário perto de zero. Não nos esqueçamos de que o time americano é bom e respeitável, mas não é top”
, lembrou Décio Lopes.

“Análises mais profundas, coletiva, tatica e individualmente, serão feitas com o tempo, pois como disse, é apenas o primeiro de mais de 50 jogos”, minimizou Vitor Sergio.

Com esse tipos de análise é mais fácil se identificar. Afinal, mostra um equilíbrio maior independente dos resultados. É assim que deve ser analisada essa Seleção do Mano, ainda mais no começo de trabalho: com cautela, com equilíbrio e sem dar tanta importância ao placar final dos jogos. Seja vitória ou derrota do Brasil.

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“Há uma luz no fim do túnel: nossa base”. A frase é de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. Ele disse isso para a edição de julho de 2008 da revista Placar. Baseado nessa frase, a publicação destacou um projeto do time paulista: montar um time recheado de jogadores formados pelo próprio clube até 2010 ou 2011.

Três anos depois da reportagem da Placar, poucos "herdeiros de Ceni" jogam no time profissional do São Paulo
O prazo está perto do fim. Porém, a geração, chamada de “Herdeiros de Ceni” (já que a Placar previa que o goleiro se aposentaria também em 2010 ou 2011), não vingou até agora. Mas uma notícia desta semana pode começar a colocar tudo nos eixos: Sérgio Baresi, campeão da Copa São Paulo de 2010, assumiu o time profissional interinamente.

É claro que o ideal para o São Paulo é ter um técnico mais experiente. Mas também é preciso dar espaço para Baresi trabalhar e influenciar o aproveitamento de jogadores da categoria de base do São Paulo.

Afinal, Oscar foi para o Inter. Henrique ficou por muito tempo na reserva e agora foi para o Vitória. Bruno Formigoni, Aislan, Sérgio Mota, Diogo, Wellington… todos esses e mais alguns faziam parte de gerações que sempre pareceram promissoras, mas até agora eles não conseguiram brilhar e não se revelaram grandes jogadores.

Mais novos, Richard, Casemiro, Marcelinho e Lucas Gaúcho são os principais nomes de uma outra geração que pode ter mais chances daqui pra frente. Como dá para perceber, muitos nomes foram citados, então o que não vai faltar é talento para ser lapidado no São Paulo. Resta saber se Sérgio Baresi poderá cuidar deles ou se a “luz no fim do túnel” vai se apagar.

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