Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Índio’

Rogério Ceni é um ídolo do São Paulo por mil motivos, mas um dos fatores que o fez atingir esse status com certeza foi o tempo que ele ficou no clube. – 21 anos Tudo isso logo em um momento em que é tão difícil ver jogadores permanecerem fiéis aos seus clubes. Atualmente apenas Marcos, do Palmeiras, pode ser comparado a Ceni nesse quesito.

Ceni, um dos mais fiéis
Ceni, um hors concours no assunto fidelidade ao time

Mas se procurarmos bastante ainda existem alguns outros casos semelhantes. Claro que não há ninguém que está há dez anos em um clube ou com quase 1000 jogos. Mas atualmente ver um jogador por cinco anos com a mesma camisa já é algo raro e bonito.

Há dois anos fiz o levantamento de quais jogadores estavam há mais tempo em seus clubes e até publiquei um top 11 aqui no Opiniões em Campo. Daquela lista, fora Ceni e Marcos, apenas quatro ainda não saíram dos seus clubes, sendo que dois deles não estão mais na primeira divisão – os goleiros Harlei, do Goiás, e Magrão, do Sport.

Então chegou a hora de atualizar essa lista. Entre os times da Série A atualmente, sem contar as lendas Ceni e Marcos, essses são os que defendem a mesma camisa há mais tempo:

10º) Dudu – desde 2006 no América-MG
É um volante limitado técnicamente, mas com a sua raça e poder de marcação conseguiu ajudar o América-MG a voltar à elite do futebol brasileiro. Agora o time passa por um momento delicado e ele não é mais titular absoluto.

10º) Leandro Ferreira – desde 2006 no América-MG
Formou com Dudu uma dupla entrosada que levou o time para a primeira divisão. Agora também não tem jogado com tanta frequência, mas seu nome já está na história do clube.

10º) Ronaldo Angelim – desde 2006 no Flamengo
Chegou desacreditado, vindo do Fortaleza, mas conseguiu seu espaço aos poucos no Fla. Viveu seu grande momento em 2009, ao fazer o gol decisivo para o título do Brasileirão, na última rodada.

7º) Júlio César – desde 2005 no Corinthians
Em 2005, o goleiro chegou até a participar de um jogo do Campeonato Brasileiro, mas foi só a partir de 2009 que ele virou titular e começou a escrever sua história no time. Contestado por falhar frequentemente, ele ainda está longe de ser um ídolo corintiano.

7º) Marcelo Grohe – desde 2005 no Grêmio
Formado nas categorias de base do Grêmio, ele chegou a virar titular do time antes de completar 20 anos, em 2006. Mas voltou para a reserva e, em 2011 ,já viveu uma boa fase, mas ainda é só um reserva de potencial para o futuro.

5º)  Léo Moura – desde 2005 no Flamengo
Antes de chegar ao time carioca, Léo jogou no Braga-POR no começo de 2005. Depois, chegou ao Fla para finalmente colocar sua carreira nos trilhos e tem sido sempre titular, mesmo alternando boas e má fases.

Léo Moura no Flu
Léo Moura fez os flamenguistas até esquecerem que ele já foi do Flu

5º) Ricardo Berna – desde 2005 no Fluminense
Antes de chegar ao time carioca, Berna jogou no América-MG no começo de 2005. Depois, por muito tempo ficou apenas como um reserva esquecido no Flu. Até que em 2010 o time precisava de um goleiro, já que Fernando Henrique e Rafael tinham ido mal, e Berna deu conta do recado, sendo importante no título do Brasileirão.

5º) Fernandes – desde 2005 no Figueirense
Antes de chegar ao time catarinense, Fernandes atuou no Al-Shabab-EAU no começo de 2005. Depois, voltou ao time pelo qual já tinha três passagens. Atualmente é reserva do time catarinense, mas ainda é um líder no elenco.

2º) Índio – desde 2005 no Internacional
Estava no Juventude quando foi contratado, no começo de 2005, e  desde então se tornou um dos maiores zagueiros da história do Colorado. Ele participou de todas as grandes conquistas recentes do time. Atualmente está em baixa na carreira, até por causa da sua idade, mas ainda consegue ser útil ao elenco do Inter.

1º) Fábio – desde 2005 no Cruzeiro
O goleiro que mais está perto de seguir os caminhos de Marcos e Ceni ganha essa disputa por ter duas passagens pelo Cruzeiro. Em 1999, ele jogou pelo time mineiro, e só voltou seis anos depois, para começar a se tornar ídolo do time.

Muitas vezes ele foi contestado no Cruzeiro, até porque era irregular mesmo. Mas há pelo menos dois anos ele amadureceu e agora já começou a se firmar até na seleção brasileira. Com 30 anos, ele ainda é razoavelmente novo para a sua posição e pode sofrer assédio para sair do Cruzeiro, mas diz que não tem essa intenção.

Fábio, do Cruzeiro
Fábio – fiel até quando?
Anúncios

Read Full Post »

Celso Roth é subestimado no Brasil. Ele conhece de futebol, mas o fato de seus trabalhos terem pouco tempo de validade e não resultarem em títulos faz com que ele seja duramente criticado. Mas na verdade trata-se de um bom técnico.

Seu novo desafio é comandar o Inter no Brasileirão 2010 e principalmente na Copa Libertadores. Ainda não aposto que ele será campeão de qualquer uma das duas competições, mas é preciso reconhecer que seu trabalho no Colorado tem sido acima da média e pode o levar a isso. A vitória contra o Atlético-MG nesta quarta-feira fortaleceu essa minha opinião.

A equipe de Celso Roth foi escalada em um 4-2-3-1, tática utilizada por muitas seleções na Copa de 2010. O recém-chegado Tinga armou o time pelo meio, protegido por dois volantes e auxiliado por D’Alessandro na direita e Taison na esquerda. Como na imagem abaixo, retirada do ótimo blog Preleção.

Até a Seleção Brasileira usou um esquema tático parecido na Copa de 2010
Até a Seleção Brasileira usou um esquema tático parecido na Copa

Como Eduardo Cecconi destacou, não foi uma invenção de Celso Roth. Nada mais é do que a continuação do trabalho que já vinha sendo feito com esse esquema, mas com Giuliano na equipe titular. Aliás, a ida do jovem meia para o banco de reservas é um pecado. Mais: é preciso arrumar espaço para Rafael Sóbis nesse time. Boa dor de cabeça para Roth!

A grande questão do momento, diga-se, é exatamente essa: como encaixar as boas novas peças contratadas pelo Inter? “Roth deve manter a estrutura apenas encaixando Sóbis no lugar de Taison”, como André Rocha escreveu? De fato a sugestão é boa, mas não seria uma mudança fácil de fazer, já que Taison tem reencontrado seu bom futebol nesse começo de Brasileirão.

O grande segredo para resolver essas dúvidas é fazer tudo com calma. Para a Libertadores o ideal é nem mexer mais na tática. Para o futuro o time  até pode ser alinhado no 4-3-1-2 simples, desenhado por André Rocha como abaixo:

A saída de Sandro para o Tottenham pode prejudicar a utilização dessa tática no futuro. Quem jogaria na cabeça de área?
A saída de Sandro para o Tottenham pode prejudicar a utilização dessa tática no futuro. Quem jogaria na cabeça de área?

Porém, é evidente que o Inter não é feito só de pontos fortes: no jogo contra o Atlético-MG, por exemplo, a velocidade de Neto Berola incomou os pesados zagueiros do Colorado, Bolívar e Índio. Com os velozes Dagoberto e Marlos, o caminho do São Paulo rumo à final da Copa Libertadores pode ser por ali.

Isso se o bom Celso Roth não prevenir esse problema com antecedência. É melhor temer, pois ele não é “burro”. Longe disso. O recado está dado!

Veja também:

Read Full Post »

TOP 11

O torcedor brasileiro já até se acostumou: não adianta se empolgar com um bom jogador em seu time. Afinal, em breve ele será vendido e nem terá a chance de se tornar ídolo em seu clube.

Porém, existem ainda aqueles que lutam contra esta tendência e criam identidade com seus times. São poucos e, até por isso, serão lembrados nesta lista, que traz os últimos ídolos dos times brasileiros:

1º Marcos e Rogério Ceni – desde sempre no Palmeiras e no São Paulo
São os exemplos a serem seguidos neste quesito

Rogério Ceni e Marcos

3º Harlei – desde 99 no Goiás
O goleiro já completou uma década no Esmeraldino, quase sempre como titular

4º Clemer – desde 02 no Internacional
Nem que seja na reserva, passou por todas emoções no Colorado

5º Wagner – desde 04 no Cruzeiro
Saiu por 6 meses para o futebol árabe, mas ficou com saudades e voltou

6º Fabio Costa – desde 00 no Santos
Estava no título de 2002, foi para o Corinthians, mas logo voltou para o Peixe, em 2006

7º Índio – desde 05 no Internacional
Participou das principais conquistas da história do seu time

8º Magrão – desde 05 no Sport
Participou muito bem da principal conquista da história do seu time

9º Fábio – desde 05 no Cruzeiro
Já tinha jogado em 99 na Raposa e agora se firmou de vez

10º Obina – desde 05 no Flamengo
Fez gol do título da Copa do Brasil, título recente mais importante do Rubro-Negro

11º Juninho – desde 05 no Botafogo
Saiu para o São Paulo ano passado, mas não tem jeito: é a cara do alvinegro carioca!

Além deles, outros jogadores começaram, mais tarde, a criar uma identidade que pode se estender por mais tempo e também fazer história: Léo Moura, Vítor, Miranda, Pierre, Juan, Nilmar, etc…

Será que no futuro poderemos fazer um TOP20 sobre isso? Ou um TOP50? Torceremos…

Read Full Post »