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Posts Tagged ‘Lédio Carmona’

A saída de Mano Menezes da Seleção Brasileira já foi bastante discutida. É praticamente unânime: foi a decisão certa na hora errada. Faria sentido demitir Mano depois da Copa América ou da Olimpíada de Londres. Não agora, quando o trabalho estava em evolução. Muitos comentaristas seguiram essa linha ao comentar o assunto, como Arnaldo Ribeiro e Fabio Chiorino. Há também quem acredite em motivações políticas para justificar a decisão, como Menon e Sergio Xavier. Não duvido.

Mas o leite está derramado e não adianta chorar. É preciso olhar para frente e ver quem deve assumir o cargo. Inclusive já foi criada praticamente uma campanha para que Pep Guardiola seja o novo técnico do Brasil – além do pedido de comentaristas, como Lédio Carmona e Antero Greco, houve até uma carta aberta feita pelo Lance!, neste domingo. É evidente: seria no mínimo interessante ver o espanhol no comando do Brasil.

Mas permitam-me ser pessimista: duvido que Guardiolá vá assumir a Seleção. O diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, tem repetido que não quer um estrangeiro no comando. É claro que o ex-presidente corintiano está com menos poder agora, mas vejo José Maria Marin com o mesmo pensamento – retrógrado e conservador, ele jamais vai aceitar que um espanhol treine a Seleção na Copa do Mundo que acontecerá no Brasil. Para eles seria uma afronta, não uma revolução.

Além disso, firmo meu pessimismo em outro raciocínio: a CBF jamais demitira Mano agora, sem um grande motivo, se não tivesse outro técnico de ponta engatilhado. E no momento parece óbvio: Felipão é a carga na manga de Marin. Sem clube, ele já poderia ter acertado ou pelo menos negociado com outros times de ponta, como Grêmio e Inter, além de clubes do exterior. Mas provavelmente se resguardou porque tem a certeza de que vai assumir a Seleção. Com uma ressalva.

Mas é claro que há uma ressalva: afinal, se Felipão estivesse 100% confirmado, poderia ser anunciado agora, não em janeiro apenas. O que fez a CBF adiar esse anúncio é o “fator Tite”. Explico – o técnico do Corinthians é competente, tem estilo que agrada à CBF, quer assumir a Seleção e está em alta. Porém, vai disputar o Mundial de Clubes em dezembro. É preciso esperar o que vai acontecer no Japão para que a CBF tome a última decisão.

Caso o Corinthians vença, Tite estará elevado ao nível de Deus entre os corintianos e será cada vez menos contestado por outras torcidas. Aproveitará para sair em alta do time paulista e irá direto para a Seleção, tomando o lugar que seria de Felipão. Caso perca, continuará bem no Corinthians e deixará o lugar aberto para seu companheiro gaúcho, que já está conversado com a CBF.

É claro que tudo isso é observação e análise, não informação. Mas parece muito mais realista do que imaginar que Guardiola vá assumir a Seleção às vésperas da Copa de 2014…

Me surpreenda, Marin.

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O resultado do amistoso da Seleção Brasileira contra Gana já valia pouco antes da bola rolar. Com a expulsão de Opare, ainda no começo do jogo, o placar ficou ainda menos relevante. Por isso é melhor achar outros detalhes para analisar.

Há na imprensa quem prefira comemorar a consolidação de Leandro Damião como o centroavante da Seleção. Há também quem vibre com o fato de Marcelo finalmente ter assumido a lateral-esquerda do time. Mas eu sou chato, admito. Prefiro ver um ponto negativo: a lesão de Ganso, logo no começo do jogo, foi o que mais chamou minha atenção.

Foi neste momento que ficou evidente o maior erro de Mano Menezes desde que assumiu a Seleção Brasileira: ele apostou todas suas fichas em Ganso e nunca conseguiu achar um substituto para o meia do Santos. Testes e oportunidades não faltaram, já que o santista está frequentemente lesionado. Mas Mano fez apostas erradas, queimou alguns jogadores e hoje está perdido, sem saber quem vai ser o armador da seleção. Um problema gigante, já que Ganso não é confiável fisicamente.

Mano e Ganso
Mano confiou demais em Ganso

Contra Gana foi Elias que entrou no lugar de Ganso. Ele não foi mal. Mas forçou o time a passar por uma mudança tática e estratégica, como bem explicaram Eduardo Cecconi e Carlos Pizzatto. Essa alteração não funcionou tão bem, pois precisa de muito treinamento. Além disso, Elias rende melhor como volante, surgindo de trás, em velocidade, de surpresa. Enfim, como resumiu PVC, “Elias entrou bem, mas acelera mais do que cadencia”. Não é de um jogador com essas características que o Brasil precisa.

O que o Brasil precisa é buscar novas opções. Ou insistir em algumas que não foram tão mal. Voltar a convocar Jádson, por exemplo, não seria uma má ideia. Mas eu gostaria mesmo é que Mano inovasse. Renovasse a seleção de verdade, e não ficasse apenas no discurso.

É ridículo falar em renovar um time e depois convocar Renato Abreu, jogador de 33 anos, que vai ocupar o lugar de um jovem que poderia ser testado nesses amistosos contra a Argentina. Elkeson, do Botafogo, seria uma aposta bem mais interessante e coerente.

Não quero colocar o apenas promissor Elkeson como o substituto ideal de Ganso. Na verdade vejo Kaká, por exemplo, como um nome melhor para essa função. Já falei sobre o retorno dele aqui. Como escreveu Lédio Carmona, “Kaká terá que voltar. Está bem no Madrid. Mourinho começa a apostar nele. Sábado, contra o Getafe, será titular na vaga do cansado Di Maria”. É mais um passo para que ele volte logo à Seleção…

Há ainda Hernanes, um volante de origem, mas que tem jogado como meia na Lazio e tem se destacado. Alguns podem lembrar que no São Paulo ele não foi bem quando atuou mais avançado. Mas é precisa entender que os jogadores evoluem e isso aconteceu com Hernanes na Itália. Ele pode sim ser um bom substituto para Ganso.

Em quatro parágrafos apresentei quatro sugestões para Mano Menezes usar no lugar de Ganso. Existem outras e várias são as ideias melhores do que colocar Elias, mudar a tática do time e não aproveitar o melhor desse jogador. Nem espero que o técnico da Seleção siga uma dessas dicas. O importante é que Mano saiba reconhecer seu erro, não repetí-lo e finalmente corrigí-lo. Ou será que já é tarde demais?

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Campeão da Copa do Brasil e do Brasileirão 2011. Esse é o Vasco, da melhor defesa do Brasil, com Dedé e Anderson Martins. O Vasco turbinado por seus ídolos já veteranos, mas ainda eficientes, Felipe e Juninho Pernambucano. O Vasco de um craque renascido, Diego Souza. De um centroavante ressurgido, Alecsandro. O Vasco dos jovens promissores, como Rômulo, Bernardo, Fágner e Allan. O Vasco de Roberto Dinamite, que enterrou Eurico Miranda no passado de um clube tão grande.

Vasco campeão

É campeão!

É claro que o parágrafo acima ainda tem grandes doses de ilusão. Mas não se espante se, daqui a quatro meses, tudo se tornar realidade. Afinal, foi esse o principal recado que a 14ª rodada do Brasileirão mandou: o Vasco quer e pode sim alcançar o título.

A vitória contra o Santos mostrou claramente a diferença de vontade entre os dois times. Enquanto o Peixe relaxa por causa do título da Libertadores, o Vasco “está faminto”, como escreveu Lédio Carmona. E fico muito surpresa com toda essa vontade dos vascaínos…

Mas não é só fome que leva um time ao terceiro lugar do Brasileirão. O Vasco também tem bola para estar onde está. “O Vasco mostrou um time sólido e organizado”, escreveu Pedro Venancio. É isso. Baseado no bom trabalho de Ricardo Gomes, os cruzmaltinos tem o que poucos têm no país – um conjunto forte, que não depende de um ou outro jogador.

Mas uma hora os problemas virão. Ainda faltam muitos jogos e não vai ser fácil o time ficar no topo da tabela o tempo todo. E quando cair? Vai ter bola suficiente para subir novamente? E mais importante: vai ter fome suficiente?

Antero Greco e Alberto Helena Jr. entendem que sim. Para eles, o Vasco já “entrou na briga pelo título”. Mas eu ainda prefiro a cautela. Não aposto. A falta de motivação e concentração ainda devem sabotar o Vasco. A diferença é que hoje, como fiz no primeiro parágrafo, já consigo pelo menos imaginar um novo time como o grande campeão de 2011.

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 “Acho que errei porque não comuniquei à diretoria a decisão de manter o afastamento do Neymar”. Para mim foi essa frase de Dorival Júnior que encerrou quaisquer discordâncias sobre a briga entre ele, a diretoria do Santos e Neymar. Conclusão: foi uma confusão absurda na qual todos erraram feio.

O problema é que alguns comentaristas esportistas e boa parte da opinião pública culparam apenas os dirigentes do Peixe o próprio Neymar por todo esse problema. É evidente que não foi isso. A frase do 1º parágrafo comprova que Dorival também se enganou

José Ilan, por exemplo, defendeu demais o técnico, classificando como “esdrúxula” e “fantasiosa” a versão do clube, que apontava o erro óbvio de Dorival. Já Carlos Cereto escreveu que “nada justifica a demissão do treinador campeão paulista e da Copa do Brasil”. Pois eu entendo que é justificável sim. O presidente Luiz Álvaro Ribeirou sentiu-se traído e, sem confiança, não há parceria que funcione. Normal.

É claro que “o Santos também poderia ter sido mais maleável”, como sugeriu Lédio Carmona. Mas não foi e ainda vai pagar caro por isso. Porém, isso não pode apagar alguns fatos , já que “Dorival Jr. falhou no controle de um grupo de talentos e egos”, como destacou Maurício Noriega.

E mais: PVC escreveu que, se Dorival for para o São Paulo, será um bom desfecho para o técnico. Não concordo. Isso só vai levantar ainda mais as suspeitas de que todos esses erros explicados acima foram uma forçada de barra para sair do Santos. Talvez porque tudo já estivesse acertado com o time do Morumbi.

Afinal, como Vitor Sérgio indicou, “é esquisito Dorival Júnior não brigar pelos R$ 2 milhões da multa recisória”. Enfim, seria uma sujeira feia, mas típica do futebol. Mas agora, de acordo com o mesmo PVC, parece que o São Paulo já descartou a contratação de Dorival. Menos mal!

Ao final, o que mais importa é: como Neymar vai reagir a essa situação? Quais serão as consequências dessa confusão? É claro que, assim como nos dribles, o jovem atacante pode nos surpreender. Porém, todos comentaritas, inclusive eu, concordam que a perspectiva é das piores. Tudo indica que Neymar é quem mais perderá com seu erro e com todos esses erros ao seu redor

 

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Como não poderia deixar de ser, a polêmica sobre aconfusão com Neymar virou tema de muitos blogs por aí. É evidente que a maioria criticou, mas também teve quem minimizou a questão, como Alberto Helena Jr. e Rodrigo Borges. Como discordo desta postura, preferi destacar textos de quem trouxe diferenciais sobre o assunto e enxergou a gravidade do problema.

  • Mais acostumado a analisar questões táticas do futebol, André Rocha usou da criatividade para apontar a solução para Neymar daqui pra frente. Clique aqui e leia mais.
  • Lédio Carmona implorou para que Neymar seja salvo, já que o atacante do Santos “foi engolido pelo monstro do deslumbramento”. Clique aqui e leia mais.
  • Leonardo Bertozzi fez um bom texto sobre o assunto e foi muito bem ao explicar que “o fato de (Neymar) ser jovem não pode ser justificativa para tudo”. Clique aqui e leia mais.
  • Paulo Calçade pediu dura punição para Neymar, que, como está escrito no texto, precisa realmente entender que ele não é maior do que o Santos. Clique aqui e leia mais.
  • Vitor Birner trouxe novas e interessantes informações sobre a confusão desta semana e opinou bem sobre o assunto. Clique aqui e leia mais.


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A Liga dos Campeões é, sem dúvidas, a competição de clubes mais importante do mundo. Considero que é também a mais interessante. Basta ver que, nesta temporada, mesmo antes da fase grupos, já tivemos ótimos jogos. Agora as chaves já estão sorteadas e a expectativa é grande para que a competição comece logo.

Enquanto isso, é sempre divertido analisar os times, discutir sobre os jogos, arriscar palpites e, consequentemente, queimar a língua. Como fiz na temporada passada, vou destacar aqui algumas previsões que já foram feitas por aí, apresentar as minhas e futuramente veremos quem acertou e quem escreveu mais besteira. Acontece com quem coloca suas opiniões em campo…

Grupo A
Inter de Milão, Werder Bremen, Tottenham e Twente

Não é um grupo da morte, mas está quase lá. Isso por causa da briga equilibrada entre os times que vão ficar logo atrás da Inter, com a segunda vaga. Fiquei até surpreso pela maioria absoluta dos comentaristas terem apostado no Tottenham. Até concordo com eles e acho que o time inglês se classifica, mas a briga vai ser feia. É melhor não descartar nem o Twente.

Só discordo de quem especula sobre as chances da Inter não ir para as oitavas, como o Vitor Sérgio: “A campeã Inter caiu em uma chave enrolada e precisa entrar ligada desde o ínicio”.

MEU PALPITE: Inter de Milão e Tottenham

Grupo B
Lyon, Benfica, Schalke 04 e Hapoel Tel-Aviv

Agora é a vez de concordar com o Vitor Sérgio, que definiu esse grupo como “o mais aberto”. Sem dúvidas. Fora o Hapoel Tel-Aviv, todos times têm um nível parecido e isso gerou discordâncias nos palpites.

Os comentaristas apostaram mais vezes em Benfica e Lyon, mas, como destacou Mário André Monteiro, “a classificação do Schalke é totalmente possível”. O problema do time alemão é a crise interna que parece atormentar o ambiente por lá.

No final, prefiro ficar com a teoria de Cassiano Gobbet: “O Hapoel é a bomba ambulante. Quem perder pontos para os israelenses, roda”.

MEU PALPITE: Lyon e Benfica

Grupo C
Manchester United, Valencia, Rangers e Bursaspor

O atual campeão turco e o tradicional time escocês podem até tentar surpreender, mas fica difícil não apostar que Manchester United e Valencia vão se classificar.

Marcos Felipe ainda escreveu que o Bursaspor pode dar trabalho e Lédio Carmona apostou mesmo no Rangers, mas na verdade a maioria foi pelo óbvio. Dessa vez eu também não creio em surpresa.

MEU PALPITE: Manchester United e Valencia

Grupo D
Barcelona, Panathinaikos, Copenhague e Rubin Kazan

“Barcelona se classifica até com time B”, definiu perfeitamente Thiago Dias. É claro que não há discussão sobre a classificação do time espanhol, mas pelo visto até a briga pela segunda vaga já tem um favorito: Rubin Kazan foi a aposta da maioria dos comentaristas. Realmente Panathinaikos e Copenhague estão em baixa…

“Os russos do Kazan se reforçaram com o brasileiro Carlos Eduardo e têm um elenco multinacional com o colombiano Noboa e o nigeriano Martins”, observou bem Cassiano Gobbet.

MEU PALPITE: Barcelona e Rubin Kazan

Grupo E
Bayern de Munique, Roma, Basel e Cluj

Absolutamente ninguém ousou palpitar em algo além de Bayern e Roma classificados. A dúvida fica apenas sobre quem vai passar em primeiro lugar. E aí eu tenho certeza que os alemães sobrarão também.

MEU PALPITE: Bayern e Roma

Grupo F
Chelsea, Olympique de Marselha, Spartak Moscou e Zilina

É um grupo tranquilo para um Chelsea que tem impressionado nesse começo de temporada. Sobre a segunda vaga, Lédio Carmona contrariou a maioria e apostou que o Spartak Moscou vai se classificar. Os outros preferiram manter a fé na tradição do time francês.

Observando as várias mudanças pelas quais o Marselha vai ter que passar nessa temporada, eu vou apostar na força do futebol russo, que tem me agradado demais ultimamente.

MEU PALPITE: Chelsea e Spartak Moscou

Grupo G
Milan, Real Madrid, Ajax e Auxerre

“Vinte títulos da Liga dos Campeões num só grupo”, chamou a atenção Vitor Birner. É impressionante mesmo. Com certeza é o “grupo da morte”.

No entanto, é curioso observar que ninguém apostou em zebra nessa chave. Ora, se é da morte, alguém tem que morrer. Como confio demais no trabalho do José Mourinho, vou escolher o Milan para ser surpreendido. Mesmo se contar com Ibrahimovic em breve, ainda será um time cheio de problemas. e de poucas soluções. Já o Ajax está pronto para virar a zebra da vez.

Thiago Dias deu algum indício de que poderia concordar comigo: “o problema maior é do Milan, uma incógnita na temporada. Milan ou Ajax? Não sei. Pulo essa”.

MEU PALPITE: Real Madrid e Ajax

Grupo H
Arsenal, Shakhtar Donetsk, Braga e Partizan

Não concordo com as análises de que o Arsenal terá tantas facilidades como alguns apontaram. Discordo, por exemplo, que o grupo seja “nada muito desafiador para os Gunners”, como definiu Leonardo Bertozzi. Mesmo assim, fica difícil não apostar no time inglês, que, aposto, terá dificuldades para confirmar seu favoritismo.

A briga pela segunda vaga é interessante, pois envolve muitos jogadores brasileiros que atuam por Shakhtar Donetsk ou Braga. O time ucraniano parece estar um passo à frente, tanto em campo quanto nas apostas de todos. Mas o clube português apareceu nos palpites de Felipe dos Santos Souza, Felipe Lobo, Lédio Carmona, Leonardo Bertozzi e Ubiratan Leal.

MEU PALPITE: Arsenal e Shakhtar Donetsk

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Não faltam jeitos de tentar explicar a elminação vergonhosa da Itália na Copa do Mundo de 2010. Concordo com quase tudo que foi escrito… O óbvio é acusar Marcello Lippi pelo fracasso. O próprio técnico admitiu toda a culpa após o jogo.

Como Lédio Carmona escreveu, Lippi “apostou no que não tinha mais futuro” desde a convocação. Pior: durante o jogo, ficaram evidentes falhas táticas na defesa, como bem enxergou Vitor Birner. E as mudanças também falharam, pois “não fizeram a equipe jogar de forma ofensiva”, como observou PVC.

Algumas análises foram mais simplistas e diretas ao ponto, mas nem por isso menos verdadeiras: “na verdade, esse time italiano é muito fraco”, resumiu Alberto Helena Jr. Outros foram mais longe: “o fracasso da Itália reflete o que o país é hoje no futebol”, comentou Cassiano Gobbet acertadamente. Teve até quem dissesse que a Itália não é uma “seleção grande”, como Caio Maia – neste caso eu discordo, claro.

Itália do futuro
Se só pode sentir vergonha do seu presente, por outro lado, a Itália tem como esperar algo do seu futuro. Diferentemente do que escreveu Lédio Carmona, não creio que o futebol italiano está “sem renovação e sem sinais da mesma”. O cenário não é tão devastador assim.

Cesare Prandelli é quem vai assumir a Azzurra a partir de agora (aliás, foi outro erro anunciar sua contratação antes da Copa começar). Trata-se de um técnico de qualidade, que vinha comandando a Fiorentina com pulso e talento, e que terá pilares interessantes para convocar a Itália daqui pra fente.

Como goleiro, ele provavelmente ainda terá Buffon, que hoje tem 32 anos e ainda pode suportar 4 anos em bom nível. Na defesa contará com Chiellini, que se salvou na Copa, para ser a voz da experiência. Bonucci, Ranocchia e Bocchetti são zagueiros com menos de 23 anos que devem evoluir. Pelas laterais, eu apostaria em Santon e insistiria em Criscito.

O setor de meio-campo tem um problema maior. De Rossi poderia ser o grande nome, mas falhou contra a Eslováquia e pode ser queimado. Marchisio também decepcionou. Por outro lado, Montolivo correspondeu. Aqueles que podem surgir para o futuro são Candreva e talvez Giovinco.

No ataque, Prandelli pode dar um jeito de contar com os problemáticos Cassano e Balotelli, dar mais chances para Giuseppe Rossi, além de continuar a usar os já rodados Pazzini e Quagliarella.

Fica evidente que falta um grande craque, mas também é preciso não esquecer que novas revelações devem surgir ao longo dos próximos quatro anos. O futebol italiano não pode ser rebaixado por causa de uma Copa vergonhosa. O Brasil é logo ali! Com certeza a Copa de 2014 será melhor que a de 2010. Até porque pra ser pior…

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