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Posts Tagged ‘Leonardo Bertozzi’

10 razões para explicar uma goleada histórica

Não dá para simplificar o que aconteceu neste domingo. O que o Barcelona fez com o Santos foi um massacre, um chocolate, um baile, um banho, um atropelamento. Enfim, como queira chamar. Mas por que isso aconteceu? É importante entender isso para fazer aquilo que Neymar pediu após o jogo: aprender a lição e evoluir.

E existem várias razões para o show do Barcelona ter acontecido. O Santos errou demais, mas também existem os mérito do time catalão. Tudo isso foi abordado por vários comentaristas esportivos após o jogo. E agora tento resumir as dez razões mais apontadas para o Barcelona ter goleado o Santos por 4 a 0 no Mundial de Clubes. Seguem as opiniões que entraram em campo:

10º) Falta de noção
Por desconhecimento ou falta de profissionalismo, o real poder do Barcelona não foi entendido completamente. Isso não abalou o Santos como um todo, mas certamente houve alguma influência em um ou outro jogador.

Como bem escreveram Carlos Pizzatto e Cassiano Gobbet, partes da imprensa fizeram tentativas de reduzir a dimensão desse genial Barcelona. Comparações absurdas foram feitas e só depois do jogo alguns perceberam que o Barça é um dos melhores times de futebol da história. Tarde demais.

9º) Neymar não jogou
Neymar “não viu a cor da bola” e “a bola não recebeu o devido carinho do craque”. Alberto Helena Jr. tem total razão nessas observações. Se o Santos tinha alguma chance de vencer o Barcelona, dependia de uma grande atuação de Neymar. O que esteve longe de acontecer.

Mas também é preciso enxergar além: caso Neymar tivesse feito uma grande partida, bastaria para vencer? Duvido! Nem um clone de Messi seria capaz de vencer o Barcelona “sozinho”. Por isso outros fatores foram muito mais decisivos para que a goleada acontecesse…

8º) Ganso não marcou
A análise de Leonardo Bertozzi é perfeita: ele lembra que o Real Madrid, acostumado a enfrentar o Barcelona com três volantes, apostou recentemente em manter Özil no meio-campo. Mas o alemão ajudou pouco na marcação e isso contribuiu para que o Barça vencesse.

Algo semelhante aconteceu com o Santos, mas em uma proporção muito maior: Ganso mostrou uma preguiça vergonhosa e fez com que seu time ficasse sempre com um a menos quando se defendia. E perder um atleta na marcação é fatal contra um time que se movimenta tão bem como o Barcelona.

7º) Time ficou apático
Não dá para culpar só Neymar e Ganso. Os outros jogadores do Santos têm uma parcela de culpa. Eles se mostraram apáticos em campo, não sei se por medo ou problemas internos. Mas faltou raça, confiança e comprometimento sim.

“Era preciso marcar, desarmar, lutar pela bola o tempo todo”, escreveu Mauro Cezar Pereira. Foi isso que faltou. Parece que os jogadores entraram conformados com a derrota e os gols aos 20 minutos de jogo só serviram para desanimá-los ainda mais.

6º) Faltou preparação
Desde que ganhou a Copa Libertadores, o Santos não parou de pensar no Mundial. Fez milhões de campanhas de marketing, mas esqueceu-se do principal: era preciso entrar em campo e não fazer feio. Não conseguiu também por causa da diretoria e da comissão técnica.

Como escreveu Marcelo Bechler, “o Santos usava o Brasileiro para não cair, e era um desperdício”. O time brasileiro ficou muito preocupado com a questão física e esqueceu da parte tática. Poupou jogadores no segundo semestre e sequer fez coletivos no Japão, sempre com a intenção de evitar lesões. Mas no final eles ficaram muito mais desgastados, porque só correram atrás do Barcelona.

5º) Faltou estratégia

Muricy errou feio demais

Não deu para entender o que Muricy pediu para seus jogadores. No começo até parecia que o Santos ia pressionar o Barcelona, como sugeri aqui. mas não dá para fazer isso só com os três jogadores da frente. O time todo teria que avançar. Não deu certo e, depois disso, só houve desespero.

“O maior problema do Santos foi não ter uma proposta de jogo. Entrou para marcar o Barça? Ou para tentar atacá-lo? O congestionamento na entrada da área era estratégia? Ou era bololô?”, questionou bem Caio Maia. Milan e Real perderam para o Barça, mas já conseguiram pelo menos alguma estratégia útil para vencê-lo no futuro. O Santos passou longe disso.

4º) Faltou tática
A troca de Léo por Elano foi o grande erro do jogo. Qualquer ignorante percebeu que essa escolha de Muricy atrapalhou demais o time. Com mais jogadores na defesa, o Santos atraiu o Barcelona. E, como escreveu Menon, “trazer aquele toque de bola para perto da área é suicídio”.

Enquanto isso, o Barcelona apenas consolidou ainda mais o seu novo 3-4-3, que muda durante o jogo e mostra influências de Cruyff, como bem destacou Lucas Imbroinise. De fato foi uma aula de tática. E Muricy mostrou que realmente tem muito a aprender nesse sentido…

3º) Diferença de conjunto
Mais importante do qualquer duelo individual ou análises táticas é perceber a diferença entre os conjuntos de Barcelona e Santos. Era bobeira fazer qualquer comparação entre jogadores, porque a força coletiva do time catalão é muito maior. O entrosamento é perfeito, inclusive entre jogadores que entraram agora na equipe, como Fábregas, Thiago Alcântara e Alexis Sánchez.

“O que ficou evidente é que confrontos individuais nem poderiam existir diante de uma diferença técnica coletiva tão grande”, analisou bem Otávio Maia.

2º) Categorias de base
Acima de tudo, foi a vitória de um modelo. Houve um jornalista no Japão, não sei quem, que tentou apontar a diferença financeira como fundamental para explicar a goleada. Ouviu de Guardiola a melhor resposta possível: o Barcelona revela seus principais jogadores. Nem sempre precisa gastar absurdos para contratá-los.

E aí sempre aparecerá um ufanista para lembrar que o Santos e seus “Meninos da Vila” também são frutos de uma categoria de base forte. Para esses apenas recomendo o texto de Pedro Venancio, que explica bem a diferença entre os dois modelos. Os espanhóis formam jogadores com um método elogiável. Os brasileiros improvisam e às vezes dão sorte.

1º) Barcelona
Esse é o maior responsável pelo vexame que o Santos passou. “O Barcelona é um time extraordinário, está fora da curva, é o melhor time do planeta e massacra adversários indiscutíveis há três anos”, resumiu bem PVC.

Pouco interessa se é o Real Madrid, o Manchester United, o Santos, o Fluminense ou o Mogi Mirim. O Barcelona dá a impressão que vai massacrar, dar um banho e atropelar qualquer um. Só nos resta analisar, aplaudir e o mais importante: aprender com ele.

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Fàbregas

Certos conceitos são difíceis de entender no futebol. Por anos e anos o Barcelona teve a contratação de Fàbregas como a sua grande obsessão. A insistência foi tamanha que ninguém aguentava mais as especulações sobre isso. E agora, que a contratação finalmente foi confirmada, criaram o conceito que Fàbregas será reserva no Barça.

Como assim? Inadmissível! Depois de tanta insistência, depois de tanta chatice criada por essa transferência, exijo que Fàbregas jogue muito, com muita frequência. Sempre, eu diria.

Claro que Guardiola me diria, no entanto, que não é assim que as coisas funcionam. Que é preciso calma, que não é fácil encaixá-lo no time, que ele precisa se adaptar ao estilo do Barça e vice-versa. Leonardo Bertozzi, Gustavo Hofman, Vitor Sérgio e André Baibich, por exemplo, também pensam assim. Eles entendem que Fàbregas, pelo menos por enquanto, será reserva.

Não aceito! Fàbregas já tem um estilo de jogo que se encaixa no Barça, com passes precisos, movimentação e marcação forte. E a solução para ele entrar no time é bem simples: sai o atacante Pedro, Iniesta vai para a ponta, como faz na seleção espanhola, e abre um espaço no meio-campo para Fàbregas formar uma dupla fantástica com Xavi.

Claro que na prática isso ainda precisa ser treinado e sempre haverá uma rotação entre esses jogadores, fazendo com que ninguém seja exatamente titular ou reserva. Mas com a formação citada acima, com Fàbregas como titular, o Barcelona tem tudo para melhorar ainda mais. Se é que isso é possível…

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Eu sou um dos maiores fãs de Alex Ferguson. O técnico escocês do Manchester United sabe como poucos aproveitar as peças do elenco, levar jogadores a renderem mais do que podem e fazer o Manchester United apresentar um futebol rápido, bonito e eficiente. Porém, na final da Liga dos Campeões, ele errou. Errou feio. E não se pode errar contra essa máquina chamada Barcelona!

O erro de Ferguson ficou claro para quem viu o jogo: a marcação do Manchester no meio-campo foi muito fraca por causa da escalação. Esse problema foi bem explicado por Caio Maia: “Giggs ou Chicharito teriam que sair do time, ou então o meio-campo seria perdido de novo. Nenhum dos dois saiu, e foi exatamente o que aconteceu”.

A questão me lembra os confrontos recentes do Barcelona contra o Real Madrid. Outro técnico genial, o português José Mourinho, percebeu que precisava sufocar o trabalho de meio-campo do Barça. Por isso improvisou Pepe como cabeça de área e ainda alinhou mais dois volantes à frente dele. A tática não deu certo na Liga, mas trouxe o título da Copa do Rei e poderia ter funcionado na competição europeia se Pepe não fosse um cavalo.

Chegaram a chamar Mourinho de “retranqueiro”, como sempre fazem alguns ignorantes que não sabem enxergar além dos resultados. Mas um possível caminho para vencer o Barça estava desenhado, de certa forma. Talvez o Manchester também não tenha as peças ideais para fazer essa tática funcionar. Mas Ferguson deveria ter tentado algo parecido. Será que ele ligou mesmo para Mourinho? Ele disse que faria isso…

O melhor de ver o Barça ser campeão foi ver o Puyol deixar o Abidal levantar a taça. Imagem pra história...
O melhor do Barça ser campeão foi ver o Puyol deixar o Abidal levantar a taça. Imagem pra história!

Mas seria um grande erro meu culpar apenas Ferguson pelo fracasso do Manchester United. Na verdade Messi é o grande culpado por isso. Apoiado pelos também geniais Xavi e Iniesta, ele deu show e colocou em nossas cabeças uma pergunta: onde Messi vai parar? Com apenas 23 anos, ele segue em franca evolução e já tem quinze títulos só pelo Barça, sendo que três são Ligas dos Campeões. Há ainda um Mundial na lista. Impressionante!

Mas prefiro seguir o conselho de Leonardo Bertozzi. Vou apenas desfrutar o fato de poder vê-lo jogar e ficarei “sem pressa para definir o lugar de Messi na história”. Só sei que o argentino vai longe, muito longe…

Aliás, quer saber? Será legal ver o Messi brilhar na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, levando a Argentina a um título impressionante. Eu quero mais é ver a história ser escrita na minha frente. Eu quero ver até onde Messi pode ir… e ele pode sim ir mais longe do que qualquer outro já foi!

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Como não poderia deixar de ser, a polêmica sobre aconfusão com Neymar virou tema de muitos blogs por aí. É evidente que a maioria criticou, mas também teve quem minimizou a questão, como Alberto Helena Jr. e Rodrigo Borges. Como discordo desta postura, preferi destacar textos de quem trouxe diferenciais sobre o assunto e enxergou a gravidade do problema.

  • Mais acostumado a analisar questões táticas do futebol, André Rocha usou da criatividade para apontar a solução para Neymar daqui pra frente. Clique aqui e leia mais.
  • Lédio Carmona implorou para que Neymar seja salvo, já que o atacante do Santos “foi engolido pelo monstro do deslumbramento”. Clique aqui e leia mais.
  • Leonardo Bertozzi fez um bom texto sobre o assunto e foi muito bem ao explicar que “o fato de (Neymar) ser jovem não pode ser justificativa para tudo”. Clique aqui e leia mais.
  • Paulo Calçade pediu dura punição para Neymar, que, como está escrito no texto, precisa realmente entender que ele não é maior do que o Santos. Clique aqui e leia mais.
  • Vitor Birner trouxe novas e interessantes informações sobre a confusão desta semana e opinou bem sobre o assunto. Clique aqui e leia mais.


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É a grande surpresa do Brasileirão 2010 até agora: em maio, ninguém em são consciência apostaria que, mesmo após o fim do 1º turno, o Botafogo estaria na 3ª colocação do campeonato. Pois o time de Joel Santana conseguiu isso e já tem gerado discordâncias sobre seu verdadeiro potencial.

De um lado, PVC é o que mais defende a equipe e a coloca entre os times que devem brigar pelo título nacional até o fim. “Não é justo duvidar do Botafogo no Brasileirão 2010” decretou. Alberto Helena Jr. concordou e até apontou o Botafogo como o time que “vem cumprindo a melhor performance”.

De outro lado, está Leonardo Bertozzi e pelo menos eu também. Afinal, concordo com o que ele escreveu: “Apesar da proximidade na tabela, é prematuro falar no Botafogo para o título. Ou até mesmo apontar o time como favorito a uma vaga na Libertadores”.

Claro que todas as qualidades do time precisam ser louvadas e respeitadas. As loucuras de Abreu e até de Joel Santana também merecem ser valorizadas. Mas o elenco é deficiente e isso derruba facilmente uma equipe em um longo campeonato por pontos corridos. Esse é o destino botafoguense. Que o torcedor não se iluda.

Para concluir faz-se necessário responder a pergunta do título deste texto. Até onde vai? creio que no máximo briga por uma vaga na próxima Copa Libertadores, mas não a conquista. Veremos…

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A Liga dos Campeões é, sem dúvidas, a competição de clubes mais importante do mundo. Considero que é também a mais interessante. Basta ver que, nesta temporada, mesmo antes da fase grupos, já tivemos ótimos jogos. Agora as chaves já estão sorteadas e a expectativa é grande para que a competição comece logo.

Enquanto isso, é sempre divertido analisar os times, discutir sobre os jogos, arriscar palpites e, consequentemente, queimar a língua. Como fiz na temporada passada, vou destacar aqui algumas previsões que já foram feitas por aí, apresentar as minhas e futuramente veremos quem acertou e quem escreveu mais besteira. Acontece com quem coloca suas opiniões em campo…

Grupo A
Inter de Milão, Werder Bremen, Tottenham e Twente

Não é um grupo da morte, mas está quase lá. Isso por causa da briga equilibrada entre os times que vão ficar logo atrás da Inter, com a segunda vaga. Fiquei até surpreso pela maioria absoluta dos comentaristas terem apostado no Tottenham. Até concordo com eles e acho que o time inglês se classifica, mas a briga vai ser feia. É melhor não descartar nem o Twente.

Só discordo de quem especula sobre as chances da Inter não ir para as oitavas, como o Vitor Sérgio: “A campeã Inter caiu em uma chave enrolada e precisa entrar ligada desde o ínicio”.

MEU PALPITE: Inter de Milão e Tottenham

Grupo B
Lyon, Benfica, Schalke 04 e Hapoel Tel-Aviv

Agora é a vez de concordar com o Vitor Sérgio, que definiu esse grupo como “o mais aberto”. Sem dúvidas. Fora o Hapoel Tel-Aviv, todos times têm um nível parecido e isso gerou discordâncias nos palpites.

Os comentaristas apostaram mais vezes em Benfica e Lyon, mas, como destacou Mário André Monteiro, “a classificação do Schalke é totalmente possível”. O problema do time alemão é a crise interna que parece atormentar o ambiente por lá.

No final, prefiro ficar com a teoria de Cassiano Gobbet: “O Hapoel é a bomba ambulante. Quem perder pontos para os israelenses, roda”.

MEU PALPITE: Lyon e Benfica

Grupo C
Manchester United, Valencia, Rangers e Bursaspor

O atual campeão turco e o tradicional time escocês podem até tentar surpreender, mas fica difícil não apostar que Manchester United e Valencia vão se classificar.

Marcos Felipe ainda escreveu que o Bursaspor pode dar trabalho e Lédio Carmona apostou mesmo no Rangers, mas na verdade a maioria foi pelo óbvio. Dessa vez eu também não creio em surpresa.

MEU PALPITE: Manchester United e Valencia

Grupo D
Barcelona, Panathinaikos, Copenhague e Rubin Kazan

“Barcelona se classifica até com time B”, definiu perfeitamente Thiago Dias. É claro que não há discussão sobre a classificação do time espanhol, mas pelo visto até a briga pela segunda vaga já tem um favorito: Rubin Kazan foi a aposta da maioria dos comentaristas. Realmente Panathinaikos e Copenhague estão em baixa…

“Os russos do Kazan se reforçaram com o brasileiro Carlos Eduardo e têm um elenco multinacional com o colombiano Noboa e o nigeriano Martins”, observou bem Cassiano Gobbet.

MEU PALPITE: Barcelona e Rubin Kazan

Grupo E
Bayern de Munique, Roma, Basel e Cluj

Absolutamente ninguém ousou palpitar em algo além de Bayern e Roma classificados. A dúvida fica apenas sobre quem vai passar em primeiro lugar. E aí eu tenho certeza que os alemães sobrarão também.

MEU PALPITE: Bayern e Roma

Grupo F
Chelsea, Olympique de Marselha, Spartak Moscou e Zilina

É um grupo tranquilo para um Chelsea que tem impressionado nesse começo de temporada. Sobre a segunda vaga, Lédio Carmona contrariou a maioria e apostou que o Spartak Moscou vai se classificar. Os outros preferiram manter a fé na tradição do time francês.

Observando as várias mudanças pelas quais o Marselha vai ter que passar nessa temporada, eu vou apostar na força do futebol russo, que tem me agradado demais ultimamente.

MEU PALPITE: Chelsea e Spartak Moscou

Grupo G
Milan, Real Madrid, Ajax e Auxerre

“Vinte títulos da Liga dos Campeões num só grupo”, chamou a atenção Vitor Birner. É impressionante mesmo. Com certeza é o “grupo da morte”.

No entanto, é curioso observar que ninguém apostou em zebra nessa chave. Ora, se é da morte, alguém tem que morrer. Como confio demais no trabalho do José Mourinho, vou escolher o Milan para ser surpreendido. Mesmo se contar com Ibrahimovic em breve, ainda será um time cheio de problemas. e de poucas soluções. Já o Ajax está pronto para virar a zebra da vez.

Thiago Dias deu algum indício de que poderia concordar comigo: “o problema maior é do Milan, uma incógnita na temporada. Milan ou Ajax? Não sei. Pulo essa”.

MEU PALPITE: Real Madrid e Ajax

Grupo H
Arsenal, Shakhtar Donetsk, Braga e Partizan

Não concordo com as análises de que o Arsenal terá tantas facilidades como alguns apontaram. Discordo, por exemplo, que o grupo seja “nada muito desafiador para os Gunners”, como definiu Leonardo Bertozzi. Mesmo assim, fica difícil não apostar no time inglês, que, aposto, terá dificuldades para confirmar seu favoritismo.

A briga pela segunda vaga é interessante, pois envolve muitos jogadores brasileiros que atuam por Shakhtar Donetsk ou Braga. O time ucraniano parece estar um passo à frente, tanto em campo quanto nas apostas de todos. Mas o clube português apareceu nos palpites de Felipe dos Santos Souza, Felipe Lobo, Lédio Carmona, Leonardo Bertozzi e Ubiratan Leal.

MEU PALPITE: Arsenal e Shakhtar Donetsk

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A vitória da Seleção Brasileira contra a Irlanda trouxe três tipos de comentários na imprensa: vários apontaram pontos fracos no time de Dunga, outros preferiram elogiar Daniel Alves e ainda tiveram aqueles que insistiram em pedir a presença de Ronaldinho Gaúcho na Copa do Mundo. Observemos:

Os ponto fracos
Os defeitos da Seleção são conhecidos de longa data. A fragilidade no setor esquerdo do time, com Robinho, Felipe Melo e um lateral improvisado, sempre preocupam. Dessa vez foi Vitor Birner quem destacou esse problema.

Outras questões estão mais relacionadas ao ataque: enquanto Leonardo Bertozzi reparou na “armação de jogo lenta e previsível” do time, Paulo Calçade comentou sobre o fato da Seleção praticamente só contra-atacar no primeiro-tempo do jogo.

Como concluiu Lédio Carmona, “gostaria de ver muito mais do que o padrão médio de exibição do Brasil de Dunga”. Assino embaixo.

Ronaldinho Gaúcho
Nem a vitória da Seleção fez com que os pedidos pela presença de Ronaldinho Gaúcho diminuíssem. O atacante do Milan foi assunto para PVC, Calçade, Bertozzi, Maurício Noriega e outros.

Já alguns preferiram enxergar o que parece cada vez mais claro para mim também: pouco adianta insistir, o Gaúcho não será convocado por Dunga. Lédio Carmona e Carlos Pizzatto, por exemplo, já desistiram dessa questão. Infelizmente, eles estão certos.

Daniel Alves
O lateral do Barcelona mais uma vez entrou bem no segundo tempo, jogando no meio-campo. O pedido agora é para que ele seja titular nessa posição.

Os argumentos vão desde o fator bola parada até o fato de que isso abriria uma vaga na Seleção, já que Elano ou Ramires seriam dispensáveis. Mas o melhor comentário ficou por conta de Vitor Sérgio:

“O meu medo é que o pedido de Daniel Alves como titular vire uma unanimidade. Pelo que já vimos, quando existe esse clamor é quase uma certeza de que Dunga não atenderá”. Perfeito!

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Foi no começo da atual temporada europeia: com o Milan em má fase, escrevi um post em que lembrava dos grandes momentos da carreira de Ronaldinho Gaúcho (clique aqui para ver) e desacreditava que ele daria a volta por cima. Só restavam as saudades.

O tempo passou e ele voltou com tudo. Não só fez seu time subir na tabela, como conveceu grande parte dos comentaristas esportivos de que realmente merece uma nova chance na Seleção Brasileira. A consolidação dessa boa fase veio com uma grande atuação contra a Juventus, no último domingo.

Alex Escobar, por exemplo, se rendeu. Leonardo Bertozzi decretou até que ele “não pode ficar de fora” do time de Dunga. Eu não acho que a convocação de Ronaldinho seja tão indispensável assim, mas, mesmo assim, fica uma questão no ar: em que posição ele entraria na Seleção?

André Rocha analisa bem essa questão tática e conclui que “o bom senso indica como melhor alternativa a convocação Ronaldinho como o reserva imediato de Kaká”. Nesse sentido, Mauro Cezar Pereira fez uma comparação entre o os momentos de Gaúcho e Júlio Baptista, atual suplente do meia do Real Madrid. A diferença é realmente absurda.

Entretanto, entendo que não é essa a melhor opção. Como Mauro Cezar também destaca em outro post, não é de hoje que a fase de Robinho é ruim. Não só no clube, mas também pela Seleção.

O ideal seria colocar Ronaldinho na posição do atacante do Manchester City, aberto pela esquerda. Aliás, é assim que o Gaúcho tem jogado bem no Milan.

O problema é que, da mesma forma como lembro da grande fase de Ronaldinho, também recordo de seus péssimos momentos com a amarelinha e confesso que não sei se o convocaria. Resolve aí, Dunga!

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SALA DE IMPRENSA

A mudança do sistema de pontos corridos para a volta do mata-mata no Campeonato Brasileiro foi um dos principais assuntos desta semana. Juca Kfouri até a apresentou o modelo que a Globo sugeriu.

O Clube dos 13 vai estudar a proposta, Flamengo e Corinthians apoiarão a ideia, mas é tudo que os comentaristas esportistas não querem. Quase todos eles defenderam a manutenção do sistema atual. Quase.

Carlos Cereto, repórter da Sportv – ou seja, da Globo, é claro – escreveu que prefere o mata-mata e apresentou dois argumentos. O primeiro: “Gosto do imponderável, do cheiro de decisão no ar, de jogos decisivos, de uma final para se apontar o campeão”.

Não entendo. Assim como Humberto Peron, da Folha de S. Paulo, que contrapõe: “Agora todas as partidas valem e os times precisam jogar cada partida como se fosse uma decisão”.

É isso: o campeonato por pontos corridos cria ainda mais ‘finais’ e gera uma emoção maior. Ao torcer, você não se preocupa apenas com o jogo do seu time. Outras partidas podem ganhar importância e ter o tal “cheiro de decisão no ar”.

O outro argumento de Cereto é que “a organização (dos clubes) deveria existir independentemente da fórmula de disputa”.

Entretanto, é óbvio que os pontos corridos facilitam essa organização. Afinal, eles premiam, de forma justa, os times mais bem preparados. Há menos injustiça, sorte e espaço para mediocridade.

Ou melhor, como escreve Leonardo Bertozzi: “A volta do mata-mata só interessa a quem é incapaz de montar um elenco sólido o suficiente para superar a maratona da temporada”.

Agora é torcer para o Clube dos 13 não se inspirar em Carlos Cereto e manter o sistema atual de disputa do Brasileirão. Afinal, existem outras maneiras de tornar o campeonato mais interessante. Sugestões não faltam.

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VALE A VISITA

  • Bruno Pessa entrevista jogador brasileiro que foi abandonado pelo Auxerre após ter descoberto que tinha câncer na garganta. Clique aqui para ler mais.
  • Cassiano Gobbet apresenta um zagueiro brasileiro que tem se destacado na Holanda e pode ir parar em grandes clubes da Europa em breve. Clique aqui para ler mais.
  • Leonardo Bertozzi destaca os principais absurdos do calendário brasileiro para 2010. Clique aqui para ler mais.
  • Maurício Stycer relata como foi uma visita ao Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, durante a Liga dos Campeões. Clique aqui e leia mais.
  • Vitor Birner traz lista que mostra o quanto foi pago de “bicho” para o São Paulo ser campeão no ano passado. Clique aqui e veja mais.

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SALA DE IMPRENSA

Os confrontos entre Real Madrid x Milan e Inter de Milão x Barcelona foram os grandes destaques do sorteio dos grupos da Liga dos Campeões.

Mas alguns comentaristas esportivos foram além dessa análise e palpitaram sobre o que deve acontecer em cada um dos grupos da competição. Veja abaixo o que eles escreveram:

GRUPO A
(Bayern de Munique/ Juventus/ Bordeaux/ Macabbi Haifa)
É um dos grupos que gerou a maior discordância. Todos concordaram que a Juventus passará, mas PVC, Leonardo Bertozzi e Lédio Carmona acham que o Bordeaux pode surpreender. Já Mauro Betting e André Rocha entendem que o Bayern de Munique deve confirmar a classificação. Eu prefiro concordar com os 3 primeiros nesse caso.

Grupo B
(Manchester United/ CSKA Moscou/ Besiktas/ Wolfsburg)
As classificações de Manchester United e Wolfsburg são quase unanimidades. Apenas PVC apostou no CSKA. Mas eu também não acredito em zebra russa.

Grupo C
(Milan/ Real Madrid/ Olympique de Marseille/ Zurique)
Apontado como “grupo da morte” por Mauro Betting. Real Madrid e Milan devem passar, de acordo com a inteligente maioria. Lédio Carmona ficou sozinho na crença que o Olympique vá eliminar o Milan.

Grupo D
(Chelsea/ Porto/ Atlético de Madrid/ APOEL)
Aqui apenas uma divergência, mais uma vez de Lédio Carmona: ele acredita no Porto. Eu, assim como a maioria, não.

Grupo E
(Liverpool/ Lyon/ Fiorentina/ Debrecini)
Vou me permitir discordar da unanimidade: Todos acreditam em Liverpool e Lyon. Pois eu aposto que a Fiorentina vai tirar a vaga do time francês.

Grupo F
(Barcelona/ Inter de Milão/ Dínamo Kiev/ Rubin Kazan)
Nenhum louco apostou em algo diferente de Barça e Inter.

Grupo G
(Sevilla/ Rangers/ Stuttgart/ Unirea)
No grupo mais fraco, outro consenso: Sevilla e Stuttgart devem passar para sofrer nas próximas fases.

Grupo H
(Arsenal/ AZ/ Olympiacos/ Standard de Liége)
A classificação do Arsenal é óbvia. PVC, Lédio e André Rocha acreditam no AZ para a outra vaga. Eu prefiro concordar com Betting e acreditar no Olympiacos.

As apostas estão feitas e a ansiedade está em alta. Que comece o melhor campeonato de clubes do mundo!

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SALA DE IMPRENSA

A ascenção do São Paulo no Brasileirão 2009 tem empolgado os torcedores e chamado a atenção dos comentaristas esportivos. Todos mostram respeito ao tricampeão brasileiro, mas alguns divergem sobre o quão longe pode chegar o time de Ricardo Gomes.

Não faltam aqueles que exaltam o time, como Mauro Cezar Pereira: “A base tricampeã dá sinais de que pode ter uma sobrevida quando parecia ter chegado ao fim. Rivais, abram os olhos enquanto há tempo”.

Alex Escobar é outro que rasga elogios ao tricolor paulista: “(Ricardo Gomes) conseguiu recolocar o clube no rumo das vitórias, lhe deu personalidade e confiança, recuperou o Dagoberto e já ameaça o pessoal da parte de cima da tabela”

Paulo Calçade e Maurício Noriega são menos objetivos, mais reticentes, e apostam apenas que o time deve “encostar na turma da frente”.

Um ótimo comentário vem com Leonardo Bertozzi: “Quando começam as rodadas às quartas e domingos, quem não tem um elenco numeroso fica para trás. Não é por acaso que esse período sempre marca a recuperação do São Paulo”

É claro que trata-se de um time que merece todo respeito, mas minha opinião se enquadra mais nos comentários de Sérgio Xavier, Mauro Betting, Lédio Carmona e PVC, que pode ser resumida na frase deste último: “Hoje, é candidato à Libertadores”.

Se evoluir, o que pode acontecer, e não perder ninguém importante, o que também pode acontecer, terá chances de título. “Mas ainda falta muito ao time além de pontos”, como Mauro Betting bem escreveu.

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