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Posts Tagged ‘Mauricio Noriega’

Quem assistiu a estreia da Argentina contra a Bolívia percebeu que os hermanos tentam imitar, sem sucesso, o Barcelona. Normal, muitos querem isso atualmente, já até escrevi sobre isso no iG Esporte. Mas não é fácil e ninguém conseguiu até agora. E os argentinos ficaram bem longe disso, como destacaram vários comentaristas – Caio Maia e Maurício Noriega, por exemplo.

Porém, nessa análise não basta dizer o óbvio. Afinal, todos sabem que Banega não é Xavi ou que Lavezzi não é Villa e que isso dificulta a imitação do Barça. Mas é preciso lembrar outras estratégias e detalhes que fazem do time catalão essa máquina tão invejada…

Como PVC destacou, falta um elo de ligação entre o meio de campo e o ataque da Argentina. É precisa fazer essa transição naturalmente. Caso contrário, Messi recua para buscar a bola e fica afastado do que mais sabe fazer, os gols.

Como Marcelo Bechler destacou, falta também valorizar a posse de bola: “A Argentina não valorizou a posse de bola, não teve passes curtos e pouco conseguiu colocar Messi no jogo”. Na verdade até existiram momentos em que os argentinos mostraram disposição para fazer isso, mas logo a afobação tomou conta do time, que passou a forçar passes e conceder contra-ataques.

Messi/ AFP

Não era difícil perceber que Messi ficava isolado em campo várias vezes

Como André Rocha e Vitor Sérgio destacaram, também falta tempo para implantar a filosofia que hoje domina o Barcelona. Não é qualquer um que chega no time espanhol e já entende essa proposta tão difícil de ser colocada em prática. Em uma seleção, com a pressão por resultado a cada jogo e com algumas semanas de treino, isso fica quase impossível.

Além do que eles citaram, lembro ainda da marcação por pressão, estratégia que há anos existe no Barcelona e atrapalha qualquer rival que o enfrente. A Argentina não fez isso e nenhum time do mundo consegue fazer algo parecido.

E há ainda a diferença enorme entre a qualidade defensiva de Barça e Argentina, que nem precisa ser muito analisada, está evidente…

Com tantos problemas, fica claro que a Argentina não vai conseguir imitar o Barcelona. Mas nem precisa disso pra ser campeã da Copa América. A seleção tem boas opções no banco, como Pastore, Aguero e Di María, que podem virar titulares e fazerem o time funcionar melhor. Aposto nisso. Aposto em uma Argentina que evoluirá na Copa América e será campeã. Mas jamais apostaria que ela vá chegar perto de ser um Barcelona…

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 “Acho que errei porque não comuniquei à diretoria a decisão de manter o afastamento do Neymar”. Para mim foi essa frase de Dorival Júnior que encerrou quaisquer discordâncias sobre a briga entre ele, a diretoria do Santos e Neymar. Conclusão: foi uma confusão absurda na qual todos erraram feio.

O problema é que alguns comentaristas esportistas e boa parte da opinião pública culparam apenas os dirigentes do Peixe o próprio Neymar por todo esse problema. É evidente que não foi isso. A frase do 1º parágrafo comprova que Dorival também se enganou

José Ilan, por exemplo, defendeu demais o técnico, classificando como “esdrúxula” e “fantasiosa” a versão do clube, que apontava o erro óbvio de Dorival. Já Carlos Cereto escreveu que “nada justifica a demissão do treinador campeão paulista e da Copa do Brasil”. Pois eu entendo que é justificável sim. O presidente Luiz Álvaro Ribeirou sentiu-se traído e, sem confiança, não há parceria que funcione. Normal.

É claro que “o Santos também poderia ter sido mais maleável”, como sugeriu Lédio Carmona. Mas não foi e ainda vai pagar caro por isso. Porém, isso não pode apagar alguns fatos , já que “Dorival Jr. falhou no controle de um grupo de talentos e egos”, como destacou Maurício Noriega.

E mais: PVC escreveu que, se Dorival for para o São Paulo, será um bom desfecho para o técnico. Não concordo. Isso só vai levantar ainda mais as suspeitas de que todos esses erros explicados acima foram uma forçada de barra para sair do Santos. Talvez porque tudo já estivesse acertado com o time do Morumbi.

Afinal, como Vitor Sérgio indicou, “é esquisito Dorival Júnior não brigar pelos R$ 2 milhões da multa recisória”. Enfim, seria uma sujeira feia, mas típica do futebol. Mas agora, de acordo com o mesmo PVC, parece que o São Paulo já descartou a contratação de Dorival. Menos mal!

Ao final, o que mais importa é: como Neymar vai reagir a essa situação? Quais serão as consequências dessa confusão? É claro que, assim como nos dribles, o jovem atacante pode nos surpreender. Porém, todos comentaritas, inclusive eu, concordam que a perspectiva é das piores. Tudo indica que Neymar é quem mais perderá com seu erro e com todos esses erros ao seu redor

 

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Para mim foi uma surpresa: sobraram defensores do Neymar depois que ele perdeu o pênalti na final contra o Vitória, nesta quarta. Assim não preciso nem me esforçar para apresentar argumentos a favor dele. Estão todos aí…

“O futebol de Neymar é assim. Não gosto de cobranças desse tipo, pois amplia a responsabilidade do atacante. Mas é o jeito do garoto, deve ser respeitado”, escreveu Paulo Calçade, sempre preciso.

“Torcedores e jornalistas costumam ser imediatistas. Se faz o gol é artista, se perde é moleque. Devagar com o andor”, criticou acertadamente Maurício Noriega.

“Se achei Neymar arrogante, displicente? Não. Isso mesmo: não. Ele sempre bateu pênaltis com ousadia (…). O que vimos ontem, um goleiro apostar que a bola virá no meio e ficar esperando, era questão de tempo”, minimizou  André Kfouri.

“Se a bola tivesse entrado, todo mundo diria que era irreverência. Como não foi gol, é irresponsabilidade. Nem uma coisa, nem outra”, observou Dorival Júnior, que foi bem demais ao defender seu jogador quando tantos outros técnicos o criticariam em público.

Alberto Helena Jr. , Carlos Pizzatto e Leandro Iamin também o defenderam.

Não concordo com tudo que foi escrito por aí. Acho apenas que a cavadinha é só mais uma técnica para chegar ao gol. Técnica para poucos, diga-se. Como disse Vitor Sergio, Neymar precisa treinar isso, pois errou e pagou um grande mico. Só não consigo concordar com quem foi extremamente radical sobre o assunto:

“Neymar fez graça. Não teve a intenção, todavia desrespeitou o Santos, que pretende ser campeão”, exagerou Vitor Birner.

“Ele está se achando demais e lhe falta um pouco mais de humildade”, criticou Benjamin Back.

“Neymar foi irresponsável, o Santos é grande e futebol, coisa séria”, disparou Mauro Cezar Pereira, esquecendo que futebol também é diversão e entretenimento. E, acima de tudo, não precisa ser padronizado.

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A bonita vitória da Espanha na Copa do Mundo de 2010 e toda a emoção gerada pela competição não inspirou tanto os comentaristas esportivos.

Sobraram textos semelhantes analisando que o resultado final na África do Sul “fez bem ao futebol”. O que não deixa de ser uma verdade, claro, mas prefiro indicar para a leitura textos que apresentaram algum diferencial.

  • Em poucas palavras, Luiz Augusto Lima destacou vários momentos e fatos que vão deixar saudades após 30 dias de Copa. Faz todo sentido. Clique aqui e leia mais.
  • Maurício Noriega antecipou no sábado os elogios que todos fizeram sobre a Espanha depois da decisão do domingo. Então vale o reconhecimento. Clique aqui e leia mais.
  • Rodolfo Rodrigues trouxe números interessantes que justificaram todo o merecimento da Espanha na Copa. Clique aqui e leia mais.
  • Sérgio Xavier apresentou bons critérios para avaliar a qualidade da Copa e deu uma nota justa para ela. Clique aqui e leia mais.
  • Vitor Sergio destacou tudo que a Espanha fez para se preparar rumo ao seu primeiro título mundial, o que só comprova como foi justo esse resultado na Copa. Clique aqui e leia mais.

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Foi assunto de um post específico neste blog: antes da Copa de 2010 começar, perguntei se o Brasil seria hexacampeão e respondi com análise e palpite “o Brasil não vai fazer feio, mas deve cair nas quartas de final, diante de seus adversário mais provável nessa etapa, a Holanda”. Agora o confronto está desenhado. Resta saber se o chute será certeiro…

Não é nada difícil imaginar a cena: Sneijder descola um de seus típicos lançamentos milimétricos e coloca a Jabulani com precisão na ponta direita. Lá está Robben, que domina perfeitamente a xingada e maltratada bola. Ele vê que o marcador à sua frente não é dos melhores, finge que vai para a direita, corta para a esquerda e acerta o chute com precisão. Gol da Holanda contra o Brasil nas quartas de final da Copa!

É o principal perigo que a equipe de Dunga vai correr nas quartas: o duelo entre Robben e Michel Bastos chama a atenção pela enorme disparidade entre o talento de um e a incapacidade defensiva de outro. Vários comentaristas como Maurício Noriega, Mauro Cezar Pereira e André Rocha , por exemplo, alertaram para essa jogada.

Porém, como destacou Caio Maia, a análise não pode parar por aí, afinal existirão outros duelos em campo. “E Maicon x Van Bronckhorst? E Kaká x Van Bommel? Luis Fabiano x Mathijsen?”. Aí o Brasil ganha, óbvio. Além disso, a entrada forçada de Josué ou Felipe Melo no lugar de Ramires, suspenso, pode melhorar o cerco da defesa brasileira a Robben, cada vez mais candidato a ser eleito um dos melhores jogadores do mundo na temporada.

O fato é que a Holanda não tem brilhado tanto quanto se esperava e até aqui provou que conta mais com a individualidade de seus ótimos atletas do que com um jogo coletivo bem treinado. Ao contrário do Brasil, que, mesmo sem 1 ou 2 craques em destaque por enquanto, mostrou que sabe fazer tabelas rápidas no ataque e exibiu sua tradicional segurança defensiva.

Ainda não mudo meu palpite lançado antes da Copa e relembrado no primeiro parágrafo deste texto. Mas a convicção já não é mais a mesma. A única certeza de fato está no começo da frase: “o Brasil não vai fazer feio”. Aposto!

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A vitória da Seleção Brasileira contra a Irlanda trouxe três tipos de comentários na imprensa: vários apontaram pontos fracos no time de Dunga, outros preferiram elogiar Daniel Alves e ainda tiveram aqueles que insistiram em pedir a presença de Ronaldinho Gaúcho na Copa do Mundo. Observemos:

Os ponto fracos
Os defeitos da Seleção são conhecidos de longa data. A fragilidade no setor esquerdo do time, com Robinho, Felipe Melo e um lateral improvisado, sempre preocupam. Dessa vez foi Vitor Birner quem destacou esse problema.

Outras questões estão mais relacionadas ao ataque: enquanto Leonardo Bertozzi reparou na “armação de jogo lenta e previsível” do time, Paulo Calçade comentou sobre o fato da Seleção praticamente só contra-atacar no primeiro-tempo do jogo.

Como concluiu Lédio Carmona, “gostaria de ver muito mais do que o padrão médio de exibição do Brasil de Dunga”. Assino embaixo.

Ronaldinho Gaúcho
Nem a vitória da Seleção fez com que os pedidos pela presença de Ronaldinho Gaúcho diminuíssem. O atacante do Milan foi assunto para PVC, Calçade, Bertozzi, Maurício Noriega e outros.

Já alguns preferiram enxergar o que parece cada vez mais claro para mim também: pouco adianta insistir, o Gaúcho não será convocado por Dunga. Lédio Carmona e Carlos Pizzatto, por exemplo, já desistiram dessa questão. Infelizmente, eles estão certos.

Daniel Alves
O lateral do Barcelona mais uma vez entrou bem no segundo tempo, jogando no meio-campo. O pedido agora é para que ele seja titular nessa posição.

Os argumentos vão desde o fator bola parada até o fato de que isso abriria uma vaga na Seleção, já que Elano ou Ramires seriam dispensáveis. Mas o melhor comentário ficou por conta de Vitor Sérgio:

“O meu medo é que o pedido de Daniel Alves como titular vire uma unanimidade. Pelo que já vimos, quando existe esse clamor é quase uma certeza de que Dunga não atenderá”. Perfeito!

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A volta de Joel Santana ao Botafogo trouxe, ao mesmo tempo, pessimismo e otimismo para os botafoguenses. Afinal, ao ver a análise dos comentaristas esportivos em geral, dá pra perceber que a maioria concordou com a escolha do novo técnico, que recebeu vários elogios. Só que as críticas ao elenco também surgiram na mesma proporção.

A primeira opinião que merece ser registrada é a de Carlos Pizzatto, que relembra o primeiro pecado da diretoria do time: “o erro está lá atrás, na demissão de Ney Franco”.

Dito isto, sobram motivos para comemorar a chegada de Joel Santana. Eu ainda acho que uma opção melhor seria a aposta em Celso Roth. Maurício Noriega também não confia tanto no novo técnico escolhido: “será o Joel o indicado para dar um novo perfil ao Botafogo? Acho que não”.

Lédio Carmona, por exemplo, diz que “não teria uma solução melhor para dar aos cartolas alvinegros”. Mauro Betting foi ainda mais elogioso: “Joel sabe das coisas, das bolas, e do clube”. PVC e André Rocha também concordaram com ambos.

Agora o que realmente é um problema: os jogadores que estarão à disposição de Joel Santana. Basta ver algumas posições para perceber o tamanho dessa dificuldade: a lateral-direita, com Alessandro, ou a defesa, com Wellington e Antônio Carlos, são alguns exemplos. E ainda faltam peças de reposição. Ou seja, “O elenco é o ponto fraco do clube da Estrela Solitária”, como também escreveu Carlos Pizzatto.

Só que, é claro, nem tudo são trevas. “O elenco não é pavoroso. Não é time para perder por 6 x 0. Também não é para ganhar do mesmo jeito”, decretou acertadamente Betting. E fica a esperança final lançado por André Rocha: “ainda há tempo de fazer os ajustes no elenco com contratações e algumas dispensas”. Que mais mudanças ocorram!

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VALE A VISITA

  • Alex Escobar analisa a vitória do Flamengo e decreta que ele “é mesmo um clube diferente. A conquista desse título derrubou verdades incontestáveis do futebol”. Clique aqui pra ler mais.
  • Benjamin Back relata bem a emoção de quem foi ao Maracanã e viu “uma das coisas mais incríveis em termos de futebol”. Clique aqui para ler mais.
  • De forma bem direta, Maurício Noriega opina sobre o que fez a diferença para o Flamengo levantar a taça. Clique aqui e leia mais.
  • Mauro Betting traça uma retrospectiva interessante da campanha do Flamengo rumo ao seu sexto título do Campeonato Brasileiro.
    Clique aqui e leia mais.
  • Mauro Cezar Pereira faz um panorama da realidade do Fla para depois decretar: “Seis vezes campeão do Brasil, o Flamengo forte está de volta”. Clique aqui e leia mais.

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Header Direto das Bancas

Quando a revista Trivela anunciou o seu fim, após o lançamento da sua publicação nº 43, a notícia foi lamentada por muitas pessoas, como Maurício Stycer, Maurício Noriega e eu. Não era confirmada ainda a informação sobre a revista ESPN, que viria praticamente para substituí-la, já que alguns jornalistas simplesmente migrariam de redação.

Agora a versão brasileira da ESPN já está nas bancas e cumpre bem o seu papel de acabar com aquelas lamentações. É preciso entender que os conceitos das duas revistas são diferentes, mas o importante é a qualidade e disso estamos bem servidos.

Eu preferi a capa da direita, mas a ansiedade me obrigou a comprar a da esquerda

O layout e as escolhas das fotos estão muito bem feitas, mas o principal diferencial da ESPN é o capricho com os textos das principais reportagens – encontrei frequentes erros de revisão, mas dá pra perdoar. O que importa é qualidade de escrita,  pouco encontrada no jornalismo esportivo.

Para perceber isso, basta ler a cobertura sobre o grandioso jogo entre Uruguai e Argentina (com destaque para para o trecho em que um jornalista “hermano” critica as atitudes de Maradona) ou mesmo a matéria de capa, com o Pelé.

Como trata-se de uma primeira edição, é claro que há alguns pontos que precisam de melhorias. A quantidade de notas curtas na seção “página 2”, por exemplo, poderia ser menor. As colunas trouxeram bons nomes (PVC, Mauro Cezar Pereira e Trajano), mas são pequenas e pouco interessantes pelo menos dessa vez.

A cobertura de outros esportes é outro tema polêmico. Particularmente, eu preferia que fosse uma revista só de futebol mesmo. Porém, é claro que existem leitores interessados em uma publicação mais plural.

Desconfio que estes não sejam exatamente os que compravam a antiga Trivela, então um novo público terá que ser encontrado. Isso só virá através de reportagens de qualidade inegável. A edição nº 1 tem como destaque a reportagem sobre esportes americanos em Nova York, mas ainda é pouco para atingir tal objetivo.

No mais, só resta dar parabéns a quem encarou esse projeto corajoso e que já começou muito bem. As lamentações foram superadas e é possível acreditar que aconteceu uma boa substituição no mercado editorial do Brasil.

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SALA DE IMPRENSA

Obrigado, comentaristas esportivos! Não terei que repetir aqui a velha e chata ideia de que a arbitragem não decide o Brasileirão, já que erra para todos lados. Afinal, dessa vez as análises ignoraram o erro crasso de Elmo Alves Rezende Cunha a favor do Palmeiras, contra o Sport. Quem quiser ler algo sobre isso, que vá para o blog de Marcelo Damato ou de Juca Kfouri.

Agora o foco da maioria das análises sobre o jogo ficou no que realmente importa: o pífio futebol que o Palmeiras tem apresentado há muito tempo. Existem várias teses diferentes sobre a queda de rendimento do time, o que só mostra como o problema é gigante.

Maurício Noriega, por exemplo, prefere culpar o excesso de desfalques. Carlos Pizzatto lembrou de uma questão tática. Já Marcelo Di Lallo destacou o excesso de bolas cruzadas e ligações diretas no setor ofensivo.

Paulo Calçade foi mais contundente ainda em sua crítica ao destacar a existência de uma “defesa vulnerável, meio-campo que não marca ninguém e ataque inexpressivo” nos comandados de Muricy Ramalho.

Todos eles têm um pouco de razão. Mas, ao meu ver, PVC foi quem enxergou melhor a crise . Ele escreveu que “em alguns momentos, a ansiedade do time atrapalha mais do que a falta de qualidade”. É isso! O defeito do Palmeiras é maior na parte psicológica, o que afeta diretamente os fatores técnicos.

Não sei se dá tempo de corrigir isso e ainda ser campeão, mas o questionamento atual é se até a vaga na próxima Copa Libertadores será mesmo conquistada. Tudo está cada vez mais difícil. E não é por culpa da arbitragem!

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SALA DE IMPRENSA

Ao ofender Simon, o presidente do Palmeiras, Belluzzo, além de errar feio, criou uma velha armadilha que ele deve ter aprendido com Vanderlei Luxemburgo: desviou o foco da imprensa para uma polêmica que não vai dar em nada. Todos caíram na emboscada: a maioria dos comentaristas esportivos deu espaço demais para discussões intermináveis sobre o gol de Obina.

A repercussão gerou boas reflexões (Maurício Noriega escreveu a respeito da  profissionalização dos árbitros), opiniões lamentáveis (Caio Maia exagerou nas críticas ao Belluzzo aqui e aqui) e até algumas teorias da conspiração (Cassiano Gobbet admitiu que desconfia de armações no jogo).

Era o que Belluzzo queria, pois esqueceram do principal: o futebol pífio apresentado pelo Palmeiras contra o Fluminense, que foi o mesmo mostrado contra o Santo André, em outra derrota vexatória. Isso sim merece um grande destaque e enormes discussões.

Os motivos para essa queda do time são intermináveis. As lesões de jogadores importantes (Pierre, Cleiton Xavier, Maurício Ramos, Edmílson, etc…) e a queda evidente de confiança ajudam a explicar, mas não resolvem tudo.

Existem muitos problemas no Palmeiras que não são solucionados e mereciam mais questionamentos do que a bobagem discutida de domingo para cá. Sergio Xavier foi um dos poucos que realmente fez um post bom sobre isso: “Culpar o juiz pelo gol  mal anulado é fugir das verdadeiras razões da crise”, disse ele.

O jogo contra o Sport já é nesta quarta e então veremos se pelo menos o foco do Palmeiras não foi distorcido. É a última chance de recuperação do time de Belluzzo em busca do título.


Atualização às 13h40 de 12/11: Cassiano Gobbet não “acredita em armações no Brasileirão 2009”, como escrito anteriormente. Ele explicou melhor seu ponto de vista aqui.

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SALA DE IMPRENSA

O problema do Palmeiras é gigante. Mas ainda pode ser solucionado. Essa é a conclusão que dá pra tirar das análises feitas pelos comentaristas esportivos. Aliás, é uma posição com a qual eu concordo.

Entre os problemas, vários fatores foram destacados. “Palmeiras demonstra ser uma equipe psicologicamente abatida”, diz Paulo Calçade. “A equipe não mostra opções diferentes no ataque”, analisa Vitor Birner. “O time tem sido uma sucessão de erros individuais absurdos”, decreta Maurício Noriega. “A defesa virou uma peneira”, opina Luiz Augusto Lima. “A queda palmeirense é técnica. E também tática”, conclui Mauro Betting.

Tudo isso é verdade e vai dar muito trabalho para Muricy corrigir. O técnico já avisou que vai mexer na defesa, mas precisa também mudar o ataque, com a entrada de Ortigoza ou com Vágner Love como único atacante.

Além disso, o time precisa se superar psicologicamente. O abatimento e a pressão vão ser enormes. Com tudo isso, é quase uma missão impossível.

Mesmo assim, ainda prefiro concordar com duas outras sentenças de comentaristas esportivos: o Palmeiras está “pronto para perder o título mais ganho dos últimos tempos”, como disse Noriega. Mas também “não é hora de jogar a toalha”, como destacou Alex Escobar.

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