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Posts Tagged ‘Messi’

Caro Andrés Sanchez,

O senhor é um brincalhão, todos sabemos. Desde que era presidente do Corinthians, sua palavra nunca foi levada a sério. Simplesmente porque o senhor costumava mentir sobre tudo que pudesse. Quem é jornalista sabe: se você dizia que não ia contratar determinado jogador, já era possível imaginar tal jogador apresentado no dia seguinte. Normal, o segredo faz partes dos negócios. Nós, jornalistas, não gostamos, mas entendemos.

Porém, agora o senhor é Diretor de Seleções da CBF. Um cargo que deveria ter mudado sua postura como dirigente. Porém, ainda não consigo levar a sério sua palavra. Um pouco pelo seu histórico no Corinthians, mas também pelas bobagens que o senhor tem falado recentemente. A maior delas veio no último domingo, no programa Mesa Redonda. Aliás, corrijo: não foi só uma bobagem. Foram várias. Explico…

Ao comentar sobre o histórico futebol que o Barcelona tem apresentado ultimamente, o senhor questionou e respondeu: “O que eles ganhavam cinco, seis anos atrás? Nada”. Pois eu lhe corrijo: há seis anos, em 2006, o Barcelona ganhava a Liga dos Campeões. O time não era o mesmo, o técnico não era o mesmo, mas um embrião estava formado. O futebol ofensivo daqueles tempo é o mesmo que encanta atualmente.

As suas bobagens não pararam por aí. O senhor ainda disse: “E o que vão ganhar daqui cinco, seis anos? Nada, porque Xavi, Iniesta, Messi e tudo mais vão parar de jogar”. Não sei prever o futuro e pode ser até que o Barcelona não ganhe tudo em 2018. Mas tenho certeza que ele terá um time forte. Porque trata-se de uma equipe que não para de se renovar. Basta ver o número de revelações nas últimas duas temporadas. Tello, Cuenca, Thiago Alcantara e outros jovens têm ganhado espaço para futuramente serem protagonistas. Acho mais fácil prever que, daqui a seis anos, Messi terá 30 anos e comandará esse renovado time na conquista de mais títulos.

Seu argumento para defender as bobagens que disse foi terrível: “eu já fui pra lá e não vi o time jogar igual ao profissional, ainda perderam de 2 a 0 para o sub-17 do Corinthians”. Se o seu argumento é o resultado, você entendeu tudo errado mesmo. O Barcelona é muito maior do que isso. É “més que un club”, esqueceu? Nas categorias de base o importante não é vencer, mas sim revelar.

Para piorar, o senhor ainda soltou a seguinte frase: “isso daí de que o Barcelona tem uma escola de futebol, que todo mundo joga igual, é tudo balela”. Foi a frase mais ironizada na última segunda-feira e assim será por muito tempo. Assim que a Seleção Brasileira pagar mais um mico, virão dizer que a verdadeira “balela” é a Seleção Brasileira. E todos terão razão.

O correto, senhor Andrés, seria fazer como fez Muricy Ramalho há poucas semanas. Ele admitiu que o Santos aprendeu a jogar melhor depois que enfrentou o Barcelona no Mundial de Clubes. Quem viu o jogo sabe que foi uma aula de futebol. Ainda em campo, até mesmo o inexperiente Neymar admitiu isso. Meses depois da derrota, segundo Muricy, seus jogadores tentaram aprender com seus próprios erros e, acima de tudo, absorver o que o Barcelona ensinou.

É o que o senhor, Andrés, devia fazer. Ao invés de falar bobagens, deveria aprender com o Barcelona. Não para imitá-lo, porque isso seria impossível. Mas para conseguiur uma identidade de volta para a Seleção Brasileira. É preciso reinventar nosso futebol, já escrevi sobre isso neste blog. Porém, enquanto o futebol mundial evolui, nós temos desprezado o crescimento de nossos rivais. Espero que seu desprezo, Andrés, não seja verdadeiro. Mais uma vez não vou levar a sério o que você disse. Torço para que seja só mais uma balela.

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Quando saiu o sorteio da próxima fase da Liga dos Campeões, a reação imediata foi comemorar: podemos ter uma final entre Barcelona e Real Madrid. Ótimo! São os dois melhores times do mundo e a expectativa para ver um clássico dessa grandeza é normal. Mas é preciso cautela. A Liga dos Campeões tem dois times que ainda podem parar a dupla espanhola.

É fácil ter a sensação de que o Barcelona é um time invencível. Basta assistí-lo em um grande jogo para pensar isso. Afinal, adversários já tentaram pará-lo com todos tipos de estratégia, mas parece que nada funciona. Com tantos ótimos jogadores e um gênio chamado Messi, parece impossível superá-lo.

Mas alguns jogos já mostraram que isso não é verdade. Quando Barcelona e Milan se enfrentaram na fase grupos, por exemplo, tive essa certeza: o time italiano tem capacidade para bater o time de Messi e companhia. Os resultados foram um empate e uma vitória dos catalães, mas foram dois grandes jogos. Pelo menos um belo espetáculo já podemos esperar no novo confronto entre eles, pelas quartas de final.

Ao olhar para trás, vemos um Milan que foi dominado pelo Barcelona no primeiro jogo, mas que também mostrou qualidades defensivas. O time italiano se retrancou, apostou nas duas linhas de quatro e por pouco isso não funcionou – o gol da virada só saiu em uma cobrança de falta de Villa. Depois, Thiago Silva deixou tudo igual, marcando de cabeça. Foi uma partida em que o Milan pouco atacou, até porque estava sem Ibrahimovic, seu principal jogador. Mas mesmo assim poderia ter vencido.

Já no segundo jogo o Barcelona estava mais desfalcado e partiu para o jogo com seu novo 3-4-3. Dessa vez o Milan perdeu, mas também mostrou que poderia vencer. Afinal, é um time que tem meio-campistas criadores, como Boateng, Nocerino e Seedorf, além de um ataque rápido, pronto para surpreender a defesa nem sempre segura do Barcelona. Vale ainda lembrar que o time catalão não tem entrado ligado em todas partidas desta temporada. Se vacilar dessa forma contra o Milan, certamente sairá derrotado.

Caso o Barcelona realmente passe pelo Milan, não é difícil prever um Real Madrid contra Bayern de Munique nas semifinais. E então existirá outro perigo para que a final espanhola seja concretizada. Afinal, apesar dos altos e baixos na temporada, o time alemão tem qualidade para dar trabalho ao Real.

Ao contrário do Milan, que tem uma base forte e um padrão bem definido, o Bayern depende mais de seus talentos individuais. Mas não faltam jogadores que podem brilhar e decidir: Ribéry, Müller, Robben, Mario Gomez, Schweinsteinger, etc… É claro que o Real Madrid de José Mourinho está em sua melhor temporada, virou um time de verdade e já não depende apenas de Cristiano Ronaldo. Por isso terá todo favoritismo, mas não poderá dar espaço para o veloz e eficiente time alemão.

Não se trata de uma torcida. Também quero ver Barcelona x Real Madrid na final da Liga dos Campeões. Mas nem com o sorteio desta sexta-feira eu me animei com isso. Milan e Bayern de Munique estão prontos para estragar a expectativa de quase todo mundo.

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Ao ver Lionel Messi dar mais um show nesta quarta-feira, contra o Bayer Leverkusen, imediatamente pensei: “ele nunca jogou tão bem”. Cheguei a escrever algo sobre isso no Twitter do blog: “esse é o auge do Messi?”. Ao invés de comparações com Pelé, Maradona, Cristiano Ronaldo ou Neymar, fiquei pensando sobre essa comparação: Messi x Messi. E ainda não achei uma resposta. Explico…

O que mais encanta no Messi é seu potencial. Ele sempre quer se superar. Já fez quatro gols? Tenta e consegue fazer o quinto. Já venceu o Real Madrid duas vezes na temporada? Tenta e consegue humilhar o rival de novo. Já ganhou a Liga dos Campeões? Está com tudo para ganhar pela quarta vez. Já foi eleito o melhor jogador do mundo? Deve ganhar pela quarta vez seguida em 2012. Ele não se contenta com pouco e parece que jamais vai se acomodar. Por isso é impossível saber quando será o seu auge.

Ao falar de seus feitos, esbarramos na questão que todos sempre levantam: falta Messi brilhar pela seleção argentina. Falta uma Copa do Mundo. E não há dúvidas: falta mesmo. Principalmente porque seleção argentina é uma bagunça. É o contrário do Barcelona. Vencer a Copa por seu país representaria fazer algo quase impossível, já que o time não lhe dá condições para isso. Caso Messi supere essa dificuldade, vai merecer ganhar qualquer comparação.

Agora fica outra pergunta: dá para duvidar que Messi vá ganhar uma Copa do Mundo? Jogo após jogo, eles nos prova que não. Ele tem mostrado que ainda vai dar muito trabalho, fazer muitos gols e conquistar tudo. E insisto: é isso que mais encanta. Ele ainda não é maior ou melhor do que muitos gênios do futebol, mas tem potencial para ser. Por isso o importante, por enquanto, é evitar comparações e apenas aproveitar cada show desse craque. Deixo as comparações para o futuro, quando ele já tiver feito de tudo um pouco.

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10 razões para explicar uma goleada histórica

Não dá para simplificar o que aconteceu neste domingo. O que o Barcelona fez com o Santos foi um massacre, um chocolate, um baile, um banho, um atropelamento. Enfim, como queira chamar. Mas por que isso aconteceu? É importante entender isso para fazer aquilo que Neymar pediu após o jogo: aprender a lição e evoluir.

E existem várias razões para o show do Barcelona ter acontecido. O Santos errou demais, mas também existem os mérito do time catalão. Tudo isso foi abordado por vários comentaristas esportivos após o jogo. E agora tento resumir as dez razões mais apontadas para o Barcelona ter goleado o Santos por 4 a 0 no Mundial de Clubes. Seguem as opiniões que entraram em campo:

10º) Falta de noção
Por desconhecimento ou falta de profissionalismo, o real poder do Barcelona não foi entendido completamente. Isso não abalou o Santos como um todo, mas certamente houve alguma influência em um ou outro jogador.

Como bem escreveram Carlos Pizzatto e Cassiano Gobbet, partes da imprensa fizeram tentativas de reduzir a dimensão desse genial Barcelona. Comparações absurdas foram feitas e só depois do jogo alguns perceberam que o Barça é um dos melhores times de futebol da história. Tarde demais.

9º) Neymar não jogou
Neymar “não viu a cor da bola” e “a bola não recebeu o devido carinho do craque”. Alberto Helena Jr. tem total razão nessas observações. Se o Santos tinha alguma chance de vencer o Barcelona, dependia de uma grande atuação de Neymar. O que esteve longe de acontecer.

Mas também é preciso enxergar além: caso Neymar tivesse feito uma grande partida, bastaria para vencer? Duvido! Nem um clone de Messi seria capaz de vencer o Barcelona “sozinho”. Por isso outros fatores foram muito mais decisivos para que a goleada acontecesse…

8º) Ganso não marcou
A análise de Leonardo Bertozzi é perfeita: ele lembra que o Real Madrid, acostumado a enfrentar o Barcelona com três volantes, apostou recentemente em manter Özil no meio-campo. Mas o alemão ajudou pouco na marcação e isso contribuiu para que o Barça vencesse.

Algo semelhante aconteceu com o Santos, mas em uma proporção muito maior: Ganso mostrou uma preguiça vergonhosa e fez com que seu time ficasse sempre com um a menos quando se defendia. E perder um atleta na marcação é fatal contra um time que se movimenta tão bem como o Barcelona.

7º) Time ficou apático
Não dá para culpar só Neymar e Ganso. Os outros jogadores do Santos têm uma parcela de culpa. Eles se mostraram apáticos em campo, não sei se por medo ou problemas internos. Mas faltou raça, confiança e comprometimento sim.

“Era preciso marcar, desarmar, lutar pela bola o tempo todo”, escreveu Mauro Cezar Pereira. Foi isso que faltou. Parece que os jogadores entraram conformados com a derrota e os gols aos 20 minutos de jogo só serviram para desanimá-los ainda mais.

6º) Faltou preparação
Desde que ganhou a Copa Libertadores, o Santos não parou de pensar no Mundial. Fez milhões de campanhas de marketing, mas esqueceu-se do principal: era preciso entrar em campo e não fazer feio. Não conseguiu também por causa da diretoria e da comissão técnica.

Como escreveu Marcelo Bechler, “o Santos usava o Brasileiro para não cair, e era um desperdício”. O time brasileiro ficou muito preocupado com a questão física e esqueceu da parte tática. Poupou jogadores no segundo semestre e sequer fez coletivos no Japão, sempre com a intenção de evitar lesões. Mas no final eles ficaram muito mais desgastados, porque só correram atrás do Barcelona.

5º) Faltou estratégia

Muricy errou feio demais

Não deu para entender o que Muricy pediu para seus jogadores. No começo até parecia que o Santos ia pressionar o Barcelona, como sugeri aqui. mas não dá para fazer isso só com os três jogadores da frente. O time todo teria que avançar. Não deu certo e, depois disso, só houve desespero.

“O maior problema do Santos foi não ter uma proposta de jogo. Entrou para marcar o Barça? Ou para tentar atacá-lo? O congestionamento na entrada da área era estratégia? Ou era bololô?”, questionou bem Caio Maia. Milan e Real perderam para o Barça, mas já conseguiram pelo menos alguma estratégia útil para vencê-lo no futuro. O Santos passou longe disso.

4º) Faltou tática
A troca de Léo por Elano foi o grande erro do jogo. Qualquer ignorante percebeu que essa escolha de Muricy atrapalhou demais o time. Com mais jogadores na defesa, o Santos atraiu o Barcelona. E, como escreveu Menon, “trazer aquele toque de bola para perto da área é suicídio”.

Enquanto isso, o Barcelona apenas consolidou ainda mais o seu novo 3-4-3, que muda durante o jogo e mostra influências de Cruyff, como bem destacou Lucas Imbroinise. De fato foi uma aula de tática. E Muricy mostrou que realmente tem muito a aprender nesse sentido…

3º) Diferença de conjunto
Mais importante do qualquer duelo individual ou análises táticas é perceber a diferença entre os conjuntos de Barcelona e Santos. Era bobeira fazer qualquer comparação entre jogadores, porque a força coletiva do time catalão é muito maior. O entrosamento é perfeito, inclusive entre jogadores que entraram agora na equipe, como Fábregas, Thiago Alcântara e Alexis Sánchez.

“O que ficou evidente é que confrontos individuais nem poderiam existir diante de uma diferença técnica coletiva tão grande”, analisou bem Otávio Maia.

2º) Categorias de base
Acima de tudo, foi a vitória de um modelo. Houve um jornalista no Japão, não sei quem, que tentou apontar a diferença financeira como fundamental para explicar a goleada. Ouviu de Guardiola a melhor resposta possível: o Barcelona revela seus principais jogadores. Nem sempre precisa gastar absurdos para contratá-los.

E aí sempre aparecerá um ufanista para lembrar que o Santos e seus “Meninos da Vila” também são frutos de uma categoria de base forte. Para esses apenas recomendo o texto de Pedro Venancio, que explica bem a diferença entre os dois modelos. Os espanhóis formam jogadores com um método elogiável. Os brasileiros improvisam e às vezes dão sorte.

1º) Barcelona
Esse é o maior responsável pelo vexame que o Santos passou. “O Barcelona é um time extraordinário, está fora da curva, é o melhor time do planeta e massacra adversários indiscutíveis há três anos”, resumiu bem PVC.

Pouco interessa se é o Real Madrid, o Manchester United, o Santos, o Fluminense ou o Mogi Mirim. O Barcelona dá a impressão que vai massacrar, dar um banho e atropelar qualquer um. Só nos resta analisar, aplaudir e o mais importante: aprender com ele.

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Atualmente a rivalidade entre Barcelona e Real Madrid parece mais uma guerra. E como em qualquer guerra, existem várias batalhas, com menos ou mais importância. Pois no último sábado, no Santiago Bernabéu, um jogo entre esses dois times entrou para a história. Não foi o final da guerra, longe disso. Mas foi uma das batalhas mais relevantes.

Isso principalmente por causa do bom momento vivido pelo Real Madrid até então. Esperava-se que o exército de José Mourinho finalmente conquistasse seu grande trunfo nessa guerra. Os guerreiros merengues tiveram tudo a seu favor, inclusive um gol marcado antes do primeiro minuto de jogo. Mas no final a brigada catalã levou a melhor e deixou a pergunta no ar: será que o Real realmente pode vencer essa guerra?

Por criar essa desconfiança a batalha deste sábado foi tão importante. E, como não poderia deixar de ser, os comentaristas se desdobraram para explicar como aconteceu tudo isso. O site inglês Zonal Marking fez uma ótima análise tática. Mas em português e com outros pontos de vistas também houve quem fizesse bons textos. Leia alguns e entenda mais sobre essa disputa, que já entrou para a história do futebol:

  • André Rocha foi bem ao detalhar a importância de Guardiola na vitória do Barcelona. Afinal, a versatilidade e a mudança tática do time foi fundamental para que a reação pudesse acontecer. Entenda.
  • Antero Greco abordou um ponto interessante, sobre o qual eu já tinha escrito até no twitter: o que passa na cabeça dos jogadores do Real Madrid? Há um fator psicológico importante no resultado dessa batalha. Leia mais.
  • Caio Maia abordou um aspecto importante: os erros que Mourinho comete ao enfrentar o Barcelona. Nem concordo 100% com a análise, mas claramente o português se equivoca em alguns conceitos nos clássicos. Entenda melhor. 
  • Futebol é movimentação. O Barcelona entende isso muito bem e PVC mostra o porquê. Ele explicou as mudanças pelas quais passou o time catalão e exaltou a importância disso para o futebol. Entenda o que ele chamou de “carrossel” ou “revolução”.
  • Entre vários assuntos, Vitor Sérgio observou algo importante: o Real Madrid até achou um jeito de bater o Barça, que é pressioná-lo. Mas não dá para fazer isso o jogo todo e por isso uma nova estratégia precisa ser encontrada. Saiba mais.

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Quem assistiu a estreia da Argentina contra a Bolívia percebeu que os hermanos tentam imitar, sem sucesso, o Barcelona. Normal, muitos querem isso atualmente, já até escrevi sobre isso no iG Esporte. Mas não é fácil e ninguém conseguiu até agora. E os argentinos ficaram bem longe disso, como destacaram vários comentaristas – Caio Maia e Maurício Noriega, por exemplo.

Porém, nessa análise não basta dizer o óbvio. Afinal, todos sabem que Banega não é Xavi ou que Lavezzi não é Villa e que isso dificulta a imitação do Barça. Mas é preciso lembrar outras estratégias e detalhes que fazem do time catalão essa máquina tão invejada…

Como PVC destacou, falta um elo de ligação entre o meio de campo e o ataque da Argentina. É precisa fazer essa transição naturalmente. Caso contrário, Messi recua para buscar a bola e fica afastado do que mais sabe fazer, os gols.

Como Marcelo Bechler destacou, falta também valorizar a posse de bola: “A Argentina não valorizou a posse de bola, não teve passes curtos e pouco conseguiu colocar Messi no jogo”. Na verdade até existiram momentos em que os argentinos mostraram disposição para fazer isso, mas logo a afobação tomou conta do time, que passou a forçar passes e conceder contra-ataques.

Messi/ AFP

Não era difícil perceber que Messi ficava isolado em campo várias vezes

Como André Rocha e Vitor Sérgio destacaram, também falta tempo para implantar a filosofia que hoje domina o Barcelona. Não é qualquer um que chega no time espanhol e já entende essa proposta tão difícil de ser colocada em prática. Em uma seleção, com a pressão por resultado a cada jogo e com algumas semanas de treino, isso fica quase impossível.

Além do que eles citaram, lembro ainda da marcação por pressão, estratégia que há anos existe no Barcelona e atrapalha qualquer rival que o enfrente. A Argentina não fez isso e nenhum time do mundo consegue fazer algo parecido.

E há ainda a diferença enorme entre a qualidade defensiva de Barça e Argentina, que nem precisa ser muito analisada, está evidente…

Com tantos problemas, fica claro que a Argentina não vai conseguir imitar o Barcelona. Mas nem precisa disso pra ser campeã da Copa América. A seleção tem boas opções no banco, como Pastore, Aguero e Di María, que podem virar titulares e fazerem o time funcionar melhor. Aposto nisso. Aposto em uma Argentina que evoluirá na Copa América e será campeã. Mas jamais apostaria que ela vá chegar perto de ser um Barcelona…

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Foi automático: assim que o Santos se sagrou campeão da Libertadores 2011, todos já passaram a imaginar uma possível final entre o time de Neymar e o Barcelona de Messi no Mundial de Clubes. Entendo a reação de todos, pode ser um encontro sensacional mesmo.

Mas eu fiquei com outra preocupação, que é até mais importante por ser mais imediata: e o Brasileirão 2011? Explico…

O título da Libertadores pode prejudicar o Santos no Brasileirão de duas formas: em primeiro lugar, porque aumenta ainda mais as chances de times europeus quererem contratar os Meninos da Vila. E também porque o próprio elenco santista corre o risco de ficar desmotivado para a sequência do Brasileirão, mantendo o foco no Mundial.

Para não voltar muito tempo basta lembrar o que aconteceu com o Internacional em 2010. O Colorado tinha chances de ser campeão brasileiro, mas só lutou realmente por isso até outubro, no máximo. Depois, faltou foco, o time caiu na tabela e ainda viveu a “mazembada” em Abu Dhabi. Ou seja, não valeu a pena.

O Santos ainda tem tempo de fazer diferente. Soma apenas 5 pontos em 4 jogos no Brasileirão 2011, mas tem time suficiente para conseguir uma arrancada e depois se manter no topo da tabela. Ainda mais depois da chegada de Borges, a peça que faltava nesse perigoso ataque santista.

E é claro que isso passa também pela manutenção do time que foi campeão da Libertadores. O elenco não é tão grandioso e não tem condiçõs de lidar sequer com a saída de coadjuvantes importantes, como Danilo, Arouca ou Adriano. Caso o desmanche aconteça, mesmo que seja com a saída desses jogadores, o Brasileirão pode perder seu principal favorito ao título atualmente. Mas caso contrário…

Se o Santos manter o foco e não sofrer um desmanche, vai ser campeão brasileiro com uma facilidade como há muito não se vê.

Edu Dracena/ AFP

Edu Dracena, prepara-se para levantar outro troféu

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Contratado sem alarde, vindo de um time menor, ele não impressionou tanto nos primeiros jogos. Teve atuações irregulares, até mostrou que poderia ser útil, mas nunca convenceu como titular. As vaias logo vieram, mas o técnico insistiu em utilizá-lo. De repente, quando começou o Brasileirão 2011, tudo mudou. Com boas atuações consecutivas, ele honrou o irônico apelido em referência a Messi, o melhor jogador do mundo atualmente.

Tanto Marlos, do São Paulo, quanto Luan, do Palmeiras, viveram tudo que foi descrito acima. “Lionel Marlos” e “Luanel Messi” sempre foram criticados, mas cresceram de produção nos últimos jogos, foram decisivos e finalmente calaram as vaias das suas torcidas. São destaques do líder e vice-líder do Brasileirão, respectivamente.

Luanel Messi/ Verdazzo.com.br
A brincadeira é muito boa. O problema é se no time levarem ela a sério…

Então só há motivo para festa, certo? Errado! É preciso tomar cuidados para não se iludir. Explico…

Marlos não pode ser titular absoluto do São Paulo. Ele não tem bola para isso. É claro que no momento, com a confiança que adquiriu, o correto é escalá-lo assim. Mas o São Paulo futuramente terá Luis Fabiano para o ataque e é melhor Carpegiani já imaginar como montará o time com um centroavante mais fixo.

Luan também não pode ser titular absoluto do Palmeiras. Ele também não tem bola para isso. É claro que no momento, com a confiança que adquiriu, o correto é escalá-lo assim. Mas seu contrato só é válido até julho e, mesmo que renove, o ideal seria mudar o time, de preferências com reforços. Sem contratações, ainda dá pra contar com o retorno de Valdivia futuramente para montar um time com dois meias, Kleber e um centroavante (Wellington Paulista ou Dinei).

Enfim, o importante é perceber isso: brincadeiras à parte, apelidos divertidos à parte, Marlos e Luan não podem ser superestimados por causa dessa boa fase atual. Eles são soluções a curto prazo, mas para o futuro é preciso contar com mais do que isso. Os Messis brasileiros precisam voltar ao papel de coadjuvante em seus times.

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Eu sou um dos maiores fãs de Alex Ferguson. O técnico escocês do Manchester United sabe como poucos aproveitar as peças do elenco, levar jogadores a renderem mais do que podem e fazer o Manchester United apresentar um futebol rápido, bonito e eficiente. Porém, na final da Liga dos Campeões, ele errou. Errou feio. E não se pode errar contra essa máquina chamada Barcelona!

O erro de Ferguson ficou claro para quem viu o jogo: a marcação do Manchester no meio-campo foi muito fraca por causa da escalação. Esse problema foi bem explicado por Caio Maia: “Giggs ou Chicharito teriam que sair do time, ou então o meio-campo seria perdido de novo. Nenhum dos dois saiu, e foi exatamente o que aconteceu”.

A questão me lembra os confrontos recentes do Barcelona contra o Real Madrid. Outro técnico genial, o português José Mourinho, percebeu que precisava sufocar o trabalho de meio-campo do Barça. Por isso improvisou Pepe como cabeça de área e ainda alinhou mais dois volantes à frente dele. A tática não deu certo na Liga, mas trouxe o título da Copa do Rei e poderia ter funcionado na competição europeia se Pepe não fosse um cavalo.

Chegaram a chamar Mourinho de “retranqueiro”, como sempre fazem alguns ignorantes que não sabem enxergar além dos resultados. Mas um possível caminho para vencer o Barça estava desenhado, de certa forma. Talvez o Manchester também não tenha as peças ideais para fazer essa tática funcionar. Mas Ferguson deveria ter tentado algo parecido. Será que ele ligou mesmo para Mourinho? Ele disse que faria isso…

O melhor de ver o Barça ser campeão foi ver o Puyol deixar o Abidal levantar a taça. Imagem pra história...
O melhor do Barça ser campeão foi ver o Puyol deixar o Abidal levantar a taça. Imagem pra história!

Mas seria um grande erro meu culpar apenas Ferguson pelo fracasso do Manchester United. Na verdade Messi é o grande culpado por isso. Apoiado pelos também geniais Xavi e Iniesta, ele deu show e colocou em nossas cabeças uma pergunta: onde Messi vai parar? Com apenas 23 anos, ele segue em franca evolução e já tem quinze títulos só pelo Barça, sendo que três são Ligas dos Campeões. Há ainda um Mundial na lista. Impressionante!

Mas prefiro seguir o conselho de Leonardo Bertozzi. Vou apenas desfrutar o fato de poder vê-lo jogar e ficarei “sem pressa para definir o lugar de Messi na história”. Só sei que o argentino vai longe, muito longe…

Aliás, quer saber? Será legal ver o Messi brilhar na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, levando a Argentina a um título impressionante. Eu quero mais é ver a história ser escrita na minha frente. Eu quero ver até onde Messi pode ir… e ele pode sim ir mais longe do que qualquer outro já foi!

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A Fifa divulgou nesta terça-feira sua lista de finalistas do prêmio Bola de Ouro 2010. Ao contrário dos últimos três anos, dessa vez não temos um favorito absoluto na disputa, o que torna a eleição ainda mais interessante.

Sempre apostei que a Copa do Mundo decidiria essa premiação, como aconteceu em 2002 e 2006. Porém, dessa vez isso não aconteceu. A Espanha, campeã do Mundo, não teve um grande destaque individual. Forlán, eleito pela Fifa como o melhor da competição na África do Sul, não virou favorito absoluto por estar um time de 2º escalão na Europa. E não falta concorrência para ele…

Por isso segue abaixo uma lista com os principais candidatos ao prêmio Bola de Ouro 2010, dentre aqueles indicados pela Fifa. Desse TOP 11 sai o vencedor. Eu já tenho meu voto…

11º) Thomas Müller
Já dá pra dizer que é um jovem de talento indiscutível. O incrível achado do Bayern é rápido, inteligente e matador. Foi bem na Liga dos Campeões pelo finalista Bayern de Munique e se consagrou como artilheiro da Copa.

10º) Cristiano Ronaldo
Tentou levar o Real Madrid nas costas e quase conseguiu, mas é impossível superar sozinho o Barcelona. Foi mal demais na Copa do Mundo, mas depois dela, na atual temporada, tem acumulado atuações espetaculares. Se continuar assim, sobe na minha lista, que ainda pode ser atualizada até o fim do ano.

9º) Xavi
Seu futebol é discreto e pode passar desapercebido por um olhar menos atento, mas ele é fundamental no estilo de jogo do Barcelona e principalmente no da Espanha. Sua capacidade de passe é incrível.

8º) Maicon
Não é fácil um defensor se destacar tanto na Europa. Mas Maicon conseguiu com sobras. Com força e velocidade, foi uma das armas da Inter de Milão, que foi campeã de tudo. E ainda foi bem na Copa, apesar do fracasso brasileiro.

7º) Bastian Schweinsteiger
É outro que, mesmo sem chamar tanta atenção, é fundamental em qualquer equipe. Cuidou como poucos da saída de bola do Bayern e da Alemanha, dois dos times que mais impressionaram em 2010.

6º) Andrés Iniesta
Ao fazer o gol que decidiu a final da Copa do Mundo para a Espanha, contra a Holanda, ele coroou uma temporada que já tinha servido para ele se consolidar como um dos melhores do mundo.

5º) Lionel Messi
Não foi uma temporada tão brilhante quanto a de 2009. Mas tecnicamente o argentino só é comparável a Cristiano Ronaldo no mundo. Faz atuações impressionantes no Barcelona. Ele fracassou na Copa do Mundo, é verdade, mas fez seus melhores jogos com a camisa da Argentina. Está evoluindo até nesse seu ponto fraco…

4º) Arjen Robben
Foi o craque que levou o Bayern de Munique para disputar a final da Liga dos Campeões. Não conseguiu decidir contra a Inter de Milão e ainda jogou a Copa lesionado, mas ainda foi vice-campeão mundial e não dá pra ignorar seus belos dribles e gols decisivos ao longo do ano.

3º) David Villa
Quando a Espanha passou por sufocos na Copa do Mundo, lá estava ele para marcar os gols que Fernando Torres não fazia. Se tivesse marcado mais um tento na final seria facilmente eleito o melhor do mundo, já que foi realmente brilhante na África do Sul.

2º) Diego Forlán
O peso da Liga Europa é menor, mas fato é que Forlán já tinha feito um incrível 1º semestre pelo Atlético de Madrid. Foi para a Copa e carregou o Uruguai nas costas rumo a um digníssimo quarto lugar. A Fifa o elegeu como melhor do Mundial na Áfica do Sul, mas isso não deve levá-lo ao Bola de Ouro automaticamente dessa vez. E por pouco…

1º) Wesley Sneijder
Só faltou vencer um jogo para ter uma temporada perfeita. Foi o cérebro da Inter de Milão que ganhou tudo no 1º semestre. Com a lesão de Robben, a inoperância de Van Persie e a limitação de Kuyt, teve que chamar a responsabilidade e levar a Holanda para a final da Copa. Faltou a vitória contra a Espanha para se consagrar, mas não dá pra julgar um ano em 90 minutos.

Meu voto não é exatamente meu palpite. Ou seja, creio que a lista da Fifa será um tanto diferente dessa acima. Coloquei minha opinião em campo, mas certamente a eleição trará uma conclusão variada das opiniões de jogadores, técnicos, jornalistas, etc…

Didier Drogba, Samuel Eto’o, Júlio César, Mesut Özil, Daniel Alves e Iker Casillas são outros da lista da Fifa que também tiveram um ótimo ano.

Lembro ainda de Diego Milito e Wayne Rooney, esquecidos pela entidade máxima do futebol. O argentino fez gols decisivos na Liga dos Campeões, enquanto o inglês foi o melhor do mundo nos dois ou três primeiros meses de 2010, sem dúvidas, até que se machucou e teve sua boa fase interrompida.

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É muito ruim esse Messi! Até agora não fez sequer um gol na Copa do Mundo. Nenhum! Até o Demichelis já marcou o dele. Mas o tal ‘melhor do mundo’ não. Nada em 3 jogos. É uma decepção. Nunca joga bem com a camisa da Argentina.

Maradona queria se livrar dele já na 3ª partida. Disse que ia poupá-lo. Só se fosse poupá-lo de um vexame contra a forte marcação grega. Mas Messi pediu para jogar. E voltou a ser parado. Sempre tinha uma trave no caminho. Ou um Tzorvas na frente do gol. Assim como já teve Enyeama. Qualquer dificuldade vira desculpa!

Contra a Grécia, o que se viu em campo foi mais do mesmo: dribles desconcertantes, jogadas incríveis, chutes fortes e passes precisos. Um futebol exemplar, acima da média, genial! Messi é assim: tão jovem e tão brilhante. Tão esperto quanto habilidoso. Tão líder que já foi capitão. Mas tão azarado que não fez um gol. Novamente! É uma pena…

Agora Messi enfrentará Pérez, o goleiro baixinho do México. Será um gigante duelo abaixo do 1m80. Logo em uma Copa de tanta força física. Será curioso. E é melhor os mexicanos temerem: Messi não está para brincadeira na Copa. Não fez gols, é verdade. Mas fez o que se espera de uma estrela: magia.

Kaká, Robinho, Forlán, Sneijder, Özil, Higuaín, Villa e outros poucos também se destacaram. Mas nenhum foi tão acima da média quanto Messi por enquanto. Com tantos gols perdidos por centímetros, só dá pra ter certeza que virão mais quilômetros de genialidade por aí. A Copa ainda deve reservar um momento especial para Messi. Ele tem feito por merecer.

É muito ruim esse Messi… claro, claro, claro…

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Não são poucos os favoritos para a Copa do Mundo e não é fácil palpitar sobre quem será o campeão de 2010. Mesmo que três seleções pareçam melhores que as outras, sempre há um ponto fraco para apontar ou uma ressalva que precisa ser feita.

Outro fator que precisa ser levado em consideração é que nem sempre as seleções favoritas antes da Copa são aquelas que correspondem em campo. Em 2006, o Brasil decepcionou e a Itália fez o inesperado. Em 2002, o penta tupiniquim não era cogitado. Em 1998, em casa, foi a França surpreendeu. Em 1994, a seleção brasileira também não estava entre as mais cotadas. Tradição pesa, o favoritismo nem tanto.

Então, com essa dificuldade, o que é possível fazer por enquanto é analisar os principais candidatos ao título e ver quem tem mais condições de sair como campeão da África do Sul. Ah… e torcer para que a Copa comece logo. Como tem sido longa essa semana!

Veja abaixo em quais níveis estão as seleções favoritas ao título antes da Copa:

Sobra time, mas faltam detalhes
Brasil, Espanha e Holanda têm talentos individuais e já conseguiram montar um time bem estruturado. Com táticas bem definidas e jogadas bem treinadas, são equipes que devem ir longe. Mas com ressalvas.

Sobre os problemas do Brasil eu já comentei aqui. Já para as outras duas falta tradição. Elas já fizeram boas Copas, mas não souberam vencer. É claro que pode ser diferente dessa vez, mas é preciso desconfiar.

A Espanha realmente está entrosada. Até demais!
A Espanha realmente está entrosada. Até demais!

Sobra qualidade, mas falta recuperação
Argentina e Inglaterra vivem fases opostas e, por motivos diferentes, não podem ser consideradas seleções prontas para o título, com times bem estruturados, como Brasil, Espanha e Holanda.

Os argentinos estão invictos em 2010 e o provável time titular de Maradona, que já melhorou, tem tudo para crescer ainda mais durante a Copa com alguns ajustes. O grupo B, com Coreia do Sul, Nigéria e Grécia, é tranquilo, então os hermanos terão tempo para recuperação e evolução.

Já os ingleses estão em decadência. Estavam um nível acima até o final do ano passado, como escrevi aqui. Mas não dá pra ignorar todos os problemas que o time teve recentemente, entre polêmicas e lesões. Ainda é possível que a Inglaterra seja a campeã, mas eu não aposto mais nisso.

Haja entrosamento também na Itália!
Haja entrosamento também na Itália!

Sobra tradição, mas falta time
Itália e França com certeza fazem parte desse grupo. A Alemanha está melhor que as duas, tem um elenco de jovens que podem brilhar, mas ainda assim merece ser citada aqui.

Já italianos e franceses sofrerão basicamente por causa de seus técnicos. Eles poderiam ter feito convocações melhores e também devem cometer erros nas escalações. No entanto, como em 2006, eles não eram favoritos e chegaram às finais, portanto é melhor não duvidar que o filme se repita dessa vez.

Zebras
Fora as oito seleções citadas acima, outras não serão campeãs. Mas a Copa na África tem tudo para ser cheia de zebras. E não falo dos animais, típicos do continente. Falo de Portugal, EUA, Chile, Paraguai, Gana e Costa do Marfim.

As quatro primeiras são minhas principais apostas como surpresas no Mundial. As africanas também podem chegar, mais no embalo da torcida do que na organização dos times.

Veredito final: a pergunta do título tem que ser respondida. Não vou me esquivar. Aposto em um título argentino na Copa de 2010. O time de Maradona tem crescido durante o ano e evoluirá ainda mais na África do Sul. Como já escrito aqui, “o fora de série Lionel Messi vai finalmente aprontar das suas com a camisa da Argentina”.

Mas isso é só um palpite. O importante mesmo é que a Copa comece logo, as realidades apareçam e verdades possam ser analisadas. O Opiniões em Campo pretende acompanhar tudo diariamente através da seção Boletim Copa e das outras já existentes.

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