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Posts Tagged ‘Müller’

Quando saiu o sorteio da próxima fase da Liga dos Campeões, a reação imediata foi comemorar: podemos ter uma final entre Barcelona e Real Madrid. Ótimo! São os dois melhores times do mundo e a expectativa para ver um clássico dessa grandeza é normal. Mas é preciso cautela. A Liga dos Campeões tem dois times que ainda podem parar a dupla espanhola.

É fácil ter a sensação de que o Barcelona é um time invencível. Basta assistí-lo em um grande jogo para pensar isso. Afinal, adversários já tentaram pará-lo com todos tipos de estratégia, mas parece que nada funciona. Com tantos ótimos jogadores e um gênio chamado Messi, parece impossível superá-lo.

Mas alguns jogos já mostraram que isso não é verdade. Quando Barcelona e Milan se enfrentaram na fase grupos, por exemplo, tive essa certeza: o time italiano tem capacidade para bater o time de Messi e companhia. Os resultados foram um empate e uma vitória dos catalães, mas foram dois grandes jogos. Pelo menos um belo espetáculo já podemos esperar no novo confronto entre eles, pelas quartas de final.

Ao olhar para trás, vemos um Milan que foi dominado pelo Barcelona no primeiro jogo, mas que também mostrou qualidades defensivas. O time italiano se retrancou, apostou nas duas linhas de quatro e por pouco isso não funcionou – o gol da virada só saiu em uma cobrança de falta de Villa. Depois, Thiago Silva deixou tudo igual, marcando de cabeça. Foi uma partida em que o Milan pouco atacou, até porque estava sem Ibrahimovic, seu principal jogador. Mas mesmo assim poderia ter vencido.

Já no segundo jogo o Barcelona estava mais desfalcado e partiu para o jogo com seu novo 3-4-3. Dessa vez o Milan perdeu, mas também mostrou que poderia vencer. Afinal, é um time que tem meio-campistas criadores, como Boateng, Nocerino e Seedorf, além de um ataque rápido, pronto para surpreender a defesa nem sempre segura do Barcelona. Vale ainda lembrar que o time catalão não tem entrado ligado em todas partidas desta temporada. Se vacilar dessa forma contra o Milan, certamente sairá derrotado.

Caso o Barcelona realmente passe pelo Milan, não é difícil prever um Real Madrid contra Bayern de Munique nas semifinais. E então existirá outro perigo para que a final espanhola seja concretizada. Afinal, apesar dos altos e baixos na temporada, o time alemão tem qualidade para dar trabalho ao Real.

Ao contrário do Milan, que tem uma base forte e um padrão bem definido, o Bayern depende mais de seus talentos individuais. Mas não faltam jogadores que podem brilhar e decidir: Ribéry, Müller, Robben, Mario Gomez, Schweinsteinger, etc… É claro que o Real Madrid de José Mourinho está em sua melhor temporada, virou um time de verdade e já não depende apenas de Cristiano Ronaldo. Por isso terá todo favoritismo, mas não poderá dar espaço para o veloz e eficiente time alemão.

Não se trata de uma torcida. Também quero ver Barcelona x Real Madrid na final da Liga dos Campeões. Mas nem com o sorteio desta sexta-feira eu me animei com isso. Milan e Bayern de Munique estão prontos para estragar a expectativa de quase todo mundo.

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O futebol coletivo da seleção campeã do mundo, a Espanha, dificultou a escolha do principal craque da Copa de 2010. Até porque a outra equipe que impressionou, a Alemanha, também não dependia tanto de destaques individuais. Só a Holanda tinha seus principais jogadores bem definidos e deles dependia para seguir em frente.

Dessa forma, não ficou fácil opinar sobre quais foram os melhores jogadores do Mundial na África do Sul. Também foi tarefa complicada eleger os piores. Mas minha opiniões precisam entrar em campo e por isso seguem abaixo:

Craque da Copa
A ousadia da Fifa merece ser exaltada. A entidade máxima do futebol elegeu Diego Forlán, do Uruguai, que ficou apenas em 4º lugar. Foi uma escolha pouco esperada, mas totalmente justa. Concordo com a Fifa.

Logo atrás, na ordem, aponto Xavi (Espanha), Sneijder (Holanda), Villa (Espanha), Schweinsteinger (Alemanha), Müller (Alemanha) e Iniesta (Espanha) como os melhores jogadores da competição. Faltou algo a mais para esses saírem com o prêmio.

Para Forlán esse “algo a mais” foi a raça que ele sempre demonstrou em campo. Os outros também tiveram, mas nesse quesito o urguaio esteve acima de qualquer um.

Jovem da Copa
Outro acerto da Fifa, mas dessa vez mais óbvio: Thomas Müller foi disparado o melhor jogador da Copa que nasceu depois do dia 1º de janeiro de 1989. Esse é o regulamento da entidade máxima do futebol, então adotaremos aqui para falar dos principais jovens do Mundial.

André Ayew (Gana), Vladimir Weiss (Eslováquia), Altidore (EUA) e Jonathan Mensah (Gana) são outros jovens que se destacaram e merecem elogios. Olho neles!

Os melhores da Copa posição por posição
A minha seleção do Mundial teria Casillas como goleiro, já que ele teve pouca concorrência no setor. Na defesa, pelas laterais, teria Lahm na direita e Coentrão na esquerda, absolutos. Como zagueiro, Puyol teria que ser titular desse time, sem dúvida. Seu companheiro seria Lúcio, mais por falta de opção.

O 1º volante seria Schweinsteiger, pelo tanto que marcou e ajudou na saída de bola da Alemanha. Ao lado dele, Sneijder e Xavi armariam com passes precisos e ainda e ajudariam na marcação. Aqui só fica a lamentação por não poder escolher Iniesta, craque da final, mas um pouco menos brilhante e decisivo no resto da Copa.

Pelas pontas, as presenças decisivas de Villa e Müller seriam fundamentais. E o craque da Copa não poderia ficar de fora, é claro, então Forlán também entraria nessa equipe espetacular, que ficaria escalada assim:

Casillas; Lahm, Puyol, Lúcio e Fábio Coentrão; Schweinsteiger, Sneijder e Xavi; Müller, Forlán e Villa

Os piores da Copa posição por posição
Aqui cabe uma explicação: os piores não são exatamente os que jogaram pior na Copa. Se fosse assim, eu escalaria a Coreia do Norte e ponto final.

Quem merece entrar nessa seleção de verdade é aquele jogador que era considerado fundamental para uma seleção e decepcionou na África do Sul. E não faltaram exemplos desse tipo por aí…

Green; Otamendi, Demichelis, Cannavaro e Evra; Pepe, Felipe Melo e Lampard; Rooney, Ribéry e Van Persie.

Há quem prefira escalar Messi e Kaká aqui, por exemplo. Mas eles não fizeram Copas tão ruins quanto estes acima citados, pois tiveram momentos de brilho, principalmente na 1ª fase. Enquanto isso, teve gente que  também gerou expectativa, mas nem viu a cor da Jabulani na África.

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Alemanha e Inglaterra decepcionaram demais nesta sexta-feira. A Nationalelf até jogou bem, mas perdeu por 1 a 0 para a Sérvia. Já o English Team só empatou sem gols com a Argélia. Com esses resultados, fica fácil apontar os defeitos das duas seleções e prever o apocalipse para elas, que seria a eliminição ainda na 1ª fase.

Difícil é enxergar qualidades, lições e evoluções que essas equipes podem ter agora, podendo finalmente justificar seus favoritismos. São seleções de tradição e por isso prefiro seguir esse caminho. Explico…

Alemanha
Não há hora certa para perder, mas a derrota para a Sérvia não deve trazer consequências graves. Ao contrário, pode ensinar para o jovem time alemão que, caso não entrem concentrados como deveriam, surpresas acontecerão.

A equipe de Joachim Löw tem uma base de jogadores que disputou a Copa de 2006 (Mertesacker, Lahm, Schweinsteiger, Klose e outros), mas o elenco é recheado de jovens talentosos que precisam aprender lições básicas do futebol, ainda mais em uma Copa.

Não dá pra ignorar o talento de Badstuber, Khedira, Özil, Müller e mais alguns reservas. Eles até podem surpreender e brilhar, mas também é normal esperar atuações ruins, já que a maioria pode sentir a pressão. Foi um pouco do que aconteceu contra a Sérvia. Menos pior para a Alemanha, pois poderia acontecer em momentos mais decisivos.

Ou seja, não é 8 nem 80. A Alemanha não é perfeita, como foi contra a Austrália, na 1ª rodada. Mas também não será sempre tão ruim quanto foi contra a Sérvia, jogo do qual deve tirar lições.

Inglaterra
O caso inglês é mais complexo. Fabio Capello tem errado demais (já foi até criticado aqui), mas ele não é um técnico ruim. Longe disso. Aposto que logo vai fazer as mudanças que a Inglaterra precisa. Aliás, elas não são poucas, pois começam no gol e vão até o ataque.

O novo goleiro titular, David James, não é confiável, mas é experiente e pode dar conta do recado. No setor ofensivo da direita, Lennon tem jogado mal e poderia dar lugar a Joe Cole ou até Wright-Phillips. Já no ataque o péssimo Heskey precisa sair.  Crouch e Defoe são possíveis substitutos, mas isolar Rooney e deixá-lo jogar livre, como no Manchester United, também é uma boa opção.

Confio que Capello está de olho em tudo isso. O empate contra a Argélia fará com que ele tome atitudes. Ainda há tempo e talento para salvar a Inglaterra. Como dito antes, é fácil apontar os defeitos. Solucioná-los também não parece tão difícil.

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