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Posts Tagged ‘Palmeiras’

Nem todos perceberam, mas há uma Nova Era no futebol brasileiro. Quem já notou começou a colher frutos disso. Quem não viu está sofrendo. E os reflexos dessa transformação vão ficar ainda mais claros a partir desta temporada. É fundamental que os times entendam esse momento e aproveitem, pois a mudança a longo prazo promete ser fatal. Explico…

A Nova Era não começou agora. Teve início principalmente por causa da situação financeira mundial. Enquanto os europeus se apertam para se livrar da crise financeira, no Brasil há estímulos por todos os lados. Seja pelo razoável momento econômico do País, seja pela organização da Copa do Mundo de 2014.

Com isso, boa parte do futebol brasileiro passou a ter um dinheiro nunca antes visto. Isso só ficou ainda mais potencializado com a nova distribuição feita pela Rede Globo pelos direitos de transmissão. Alguns times passaram a receber ainda mais grana por isso, sendo que os valores de patrocínios também têm aumentado a cada ano.

Mas no futebol não basta ter dinheiro. É preciso competência. E a melhor saída para administrar com eficiência todo esse potencial financeiro é a profissionalização dos clubes. É inadmissível que tantos recursos caiam nas mãos de dirigentes amadores. O clubes não podem mais ser administrados como há vinte anos. Os tempos mudaram, o futebol mudou e o dinheiro mudou.

É preciso que pessoas treinadas façam esse dinheiro virar mais dinheiro. É o que aconteceu com o marketing do Corinthians, por exemplo. Com profissionais sérios e de qualidade, o time tem aproveitado todo o potencial que sua torcida tem. Claro que o bom momento em campo é fundamental para isso, mas quem aposta que essa boa fase vai acabar tão cedo?

O Corinthians criou uma estrutura sólida na direção e dificilmente vai se perder nos próximos anos. A contratação de Alexandre Pato,por um valor que antes seria inimaginável, é uma prova disso. Claro que é uma aposta de risco, mas poder fazer essa aposta é sinal de que algo muito bom foi feito anteriormente.

O marketing do Corinthians já agiu no anúncio da nova contratação

“Locospirose”. O marketing do Corinthians já agiu no anúncio da nova contratação

Por outro lado, não faltam exemplos ruins de administração. O Palmeiras caiu para a segunda divisão principalmente por causa da gestão Arnaldo Tirone. O time era ruim, mas existiam pelo menos quatro elencos piores no Brasileirão de 2012. Porém, nenhum clube foi mais bagunçado que o Alviverde nos bastidores e isso se refletiu em campo.

Para não ficar só nos exemplos paulistas: a situação do Vasco é preocupante. Mesmo com toda entrada de recursos já citada, o time tem dificuldades para pagar salários. O elenco de 2013 tem sido formado com baixos salários e baixa qualidade. A tendência é que tudo isso se reflita em campo já nesta temporada.

Mas tanto Vasco como Palmeiras e outros times bagunçados ainda podem se recuperar. Principalmente porque há uma outra oportunidade nessa Nova Era do futebol brasileiro: a construção dos estádios para a Copa do Mundo de 2014 gerará uma chance única. Os clubes precisam aproveitar esse momento para criar programas de sócios-torcedores que realmente funcionem. Na Europa esta é uma das principais fontes de renda dos times. No Brasil apenas engatinha. Pouquissímos clubes sabem aproveitar a paixão do torcedor para ganhar ainda mais dinheiro. Com as novas arenas ficará mais fácil organizar esses projetos. Depois de 2013, a maioria dos estádios já estará inaugurada e veremos quem vai saber usar isso da melhor maneira possível.

A Nova Era do futebol brasileiro ainda está em andamento, mas é preciso aproveitá-la desde já. A dica está dada.

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“Quando surge o alviverde impotente…”. Era apenas uma piada infantil. Mas se tornou a melhor descrição da realidade palmeirense. Um clube imponente foi representado por um time impotente e broxou durante 36 rodadas nesta temporada. Caiu de divisão e caiu em dignidade, mas precisa entender: foi a melhor coisa que poderia acontecer. E não é difícil entender. Explico…

Palmeiras rebaixado/ Mauro Pimentel/ Terra

De Maurício Ramos a Maikon Leite, o torcedor palmeirense pode eleger muitos culpados pela queda. Mas na prática só há um grande culpado: Arnaldo Tirone é maior símbolo de incompetência do clube. Porque é preciso ser muito ruim para rebaixar um time como o Palmeiras, com orçamento, torcida e estrutura muito maiores que os adversários. É preciso ser péssimo para contratar Leandro Amaros e Luans, dar poder para Frizzos e Piracis, além de se omitir nos piores momentos.

Mesmo assim, se não houvesse rebaixamento, Tirone iria buscar a reeleição no Palmeiras. E talvez conseguisse, baseado no título mentiroso da Copa do Brasil e na política bagunçada do clube. Ele ficaria por mais dois anos e teria a máquina na mão para afundar de vez o Palmeiras. O clube continuaria com seu estatuto atrasado, com seus conselheiros retrógrados e com suas ideias antiquadas. Tudo no Palmeiras é antigo, inclusive a incompetência.

Por isso o time precisa de mudanças, que só podem começar pela presidência. As eleições estão marcadas para janeiro, data essa que já deveria ser antecipada. É preciso eleger já um novo nome, que deve ficar entre Paulo Nobre, Décio Perin e Wlademir Pescarmona. Pouco se conhece sobre eles, mas já fizeram algo de bom…

Na última sexta-feira, os três assinaram juntos uma carta na qual se comprometeram a fazer um “governo de transição”. Vão trabalhar juntos, desde já, para planejar o 2013 do Palmeiras. E, de acordo com PVC, pretendem manter Gilson Kleina. Creem que o treinador é a pessoal ideal para manter, tirar e indicar novos jogadores. Independente desta escolha, só o fato dos três terem se unido já mostra que uma mudança começou. O Palmeiras precisa de paz e união. Todas as confusões possíveis já aconteceram.

Por essas e outras que o rebaixamento pode ser tão importante para o Palmeiras.  Nem sempre cair é bom, concordo – tantos outros foram rebaixados, não aprenderam e continuam a repetir velhos vexames.  Mas o “alviverde imponente precisava disso para ter esperança de mudar. É possível fazer um novo velho Palmeiras, que não broche e honre sua história. Mas antes de se levantar, esse time precisava cair. O primeiro passo está dado. Comemore, Palmeiras!

Vinicíus caído/ Mauro Pimentel/ Terra

Depois de cair, é preciso mudar para se levantar

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A boa notícia é para o São Paulo, que finalmente se encontrou e mostrou que pode lutar pelo título do Campeonato Brasileiro. A má notícia é para o Palmeiras, que provou de vez que vai lutar contra o rebaixamento até o final do Campeonato Brasileiro. Estas conclusões sobre os times paulistas foram as principais lições que saíram da 20ª rodada, mas vamos por partes.

Primeiro o Palmeiras: é inegável que o título da Copa do Brasil acabou prejudicando o time – por causar um relaxamento natural e por  ter feito vários jogadores chegarem ao limite físico. Essas lesões que vieram depois também comprometeram, até porque o elenco comandado por Felipão é fraco. Mas é preciso deixar algo bem claro: a expectativa do Palmeiras sempre foi de ficar na parte de baixo da tabela.

Antes do Brasileirão começar, a situação do Palmeiras foi descrita no Opiniões em Campo como “com medo de lutar contra o rebaixamento”. E essa deveria ter sido a preocupação do time desde o começo, até porque a posição na tabela sempre indicou isso também. Mas internamente houve uma ilusão de que o “campeão do Brasil” sairia da degola facilmente, quando quisesse, quando estivesse afim, quando fosse necessário.

Pois agora é necessário, mas o time simplesmente não consegue. Exatamente porque falta qualidade. Basta olhar setor por setor… não há sequer um zagueiro seguro, já que Henrique foi transformado em volante. A saída de jogo nos pés dos volantes, que sempre foi um problema, está ainda pior. No setor de criação existe apenas o pouco confiável Valdivia. E no ataque faltam jogadores de velocidade para fazer companhia a Barcos – Maikon Leite e Luan estão lesionados, mas também não são soluções.

Com esse elenco, turbinada pela contratação bombástica de Tiago Real, o Palmeiras vai lutar contra o rebaixamento até o fim. Pode se livrar, porque existem outros candidatos tão dispostos quanto ele a cair. Mas será uma batalha que ainda vai durar até dezembro.

Já do outro lado do muro a situação é oposta: o São Paulo tem mostrado a cada rodada que vai brigar pelo título do Campeonato Brasileiro. Já foram três vitórias seguidas e mais do que isso: Ney Franco está encontrando um time ideal para escalar, com a formação tática correta e guardando algumas boas opções para o banco.

Ainda é um time que depende demais de Jadson, Lucas e Luís Fabiano para funcionar. Mas a fase dos três é boa e eles podem empurrar o São Paulo para a briga pelo ponta. A liderança de Rogério Ceni também fez diferença, mas nada é tão fundamental quanto manter esses trio jogando bem. As características deles se completam perfeitamente e estão cada vez mais entrosados.

Em um Campeonato Brasileiro que segue aberto, já que o Atlético-MG não parece pronto para consolidar seu domínio, o São Paulo pode se aproveitar e entrar na briga junto com Fluminense e Grêmio. O Vasco está na frente, mas isso parece apenas uma questão de tempo. Em breve o São Paulo vai dormir e acordar no G-4, já sonhando com a liderança.

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Cego pelo título e empolgado pela festa, o palmeirense pode até tentar negar, mas é fato: o time de Felipão era o pior entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Grêmio e São Paulo têm elencos melhores, principalmente no ataque. E o Coritiba, mesmo sem estrelas, era melhor taticamente. O Palmeiras só é competitivo por causa das bolas paradas de Marcos Assunção. Como pode um time tão fraco ser campeão?

E o cenário era ainda pior por causa de alguns acontecimentos absurdos. Olhando para trás, lembramos da contusão de Wesley, que só foi contratado para virar desfalque. Mais para frente, teve o sequestro de Valdivia, que se recuperou, mas depois foi expulso na primeira final. Aliás, na decisão surgiram mais dificuldades: Barcos teve uma apendicite e Henrique acordou com febre na quarta-feira decisiva. Como pode um time tão azarado ser campeão?

E não era só azar. No mesmo dia em que o Corinthians foi campeão da Libertadores, na véspera do jogo de ida contra o Coritiba, surgiu a notícia de uma briga entre dirigentes palmeirenses. Verdade ou não, é um símbolo de como funciona o ambiente palestrino. Mesmo na maior das festas, pode surgir a maior das confusões. Sempre há alguém torcendo contra, mesmo que esteja do mesmo lado. São palmeirenses que não querem o melhor para o Palmeiras. Não tente entender. Apenas reflita: como pode um time ser campeão com um ambiente assim?

E ainda existem outros poréns. Vale lembrar que o Palmeiras está sem estádio. Foi jogar em Barueri, fora da capital paulista. Vale lembrar que o Palmeiras estava pressionado por tantos fracassos vergonhos recentes. E, acima de tudo, vale lembrar que o Palmeiras superou tudo isso. Como? Não é fácil explicar. Mas é necessário valorizar.

Todas essas dificuldades citadas acima só aumentam o valor do título do Palmeiras. Se antes diziam que ele estava virando um time pequeno, agora ele mostrou como é gigante. A camisa pesou. A tradição fez diferença. E os jogadores se superaram. Nada mais explica esse título. Porque o Palmeiras realmente não deveria ter sido campeão. Mas brigou o bastante para ser o campeão com mais justiça. E não há nada mais bonito no futebol do que um título justo e bem entregue.

Não deveria. Mas foi justo demais

Não deveria. Mas foi justo demais

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Os estaduais são cada vez mais inúteis para o futebol brasileiro. Servem mais para queimar a pré-temporada, iludir times grandes e causar demissões de treinadores. Nesta temporada não foi diferente e por isso o Opiniões em Campo teve poucas análises destas competições. Prefiro fazer agora um balanço geral do que aconteceu com cada time e assim se preparar para o campeonato que importa: que venha o Brasileirão!

Troféu do Brasileirão/ Alexandre Battibugli

Por ordem de favoritismo ao título, segue rápidas análises dos 20 times abaixo:

Santos e os favoritos da Vila
Desempenho no Estadual: tricampeão paulista
Condição no Brasileirão 2012: principal favorito ao título
Elogiar Neymar é desnecessário. Exaltar a categoria rara de Ganso é repetição. Mas o Santos tem ido além dos seus craques. Ao contrário de 2011, o time agora parece ter também um jogo coletivo que funciona. A equipe está mais forte, mais preparada e mais entrosada. Tem defeitos na defesa, mas para superar isso existem… Neymar e Ganso, é claro.

Corinthians e sua Titeabilidade
Desempenho no Estadual: eliminado nas quartas
Condição no Brasileirão 2012: favorito ao título
É impossível olhar para o Corinthians atual e não lembrar do seu treinador. Afinal, ele conseguiu fazer um time organizado taticamente como poucos no Brasil. Não há brilho, não há show, não há espetáculo. Mas há eficiência e é isso que importa. É verdade que não há uma estrela, um craque, alguém para resolver. Mas em 2011 isso não fez tanta falta…

Fluminense, o melhor elenco do Brasil
Desempenho no Estadual: campeão carioca
Condição no Brasileirão 2012: favorito ao título
Não há um time no Brasil com tantos reservas de qualidade. Rafael Sóbis, Rafael Moura, Wagner e Jean, por exemplo, são jogadores que poderiam ser titulares na maioria dos clubes da Série A. Além disso, existem muitos atletas experientes. O único problema realmente é a defesa, mas Abel Braga tem qualidade para melhorar esse ponto.

Vasco modificado
Desempenho no Estadual: vice nos dois turnos do Carioca
Condição no Brasileirão 2012: bem, mas em queda
Não é o mesmo time que terminou tão bem o Brasileirão de 2011. O Vasco perdeu parte da sua organização tática, perdeu opções no banco e perdeu confiança. A qualidade ainda existe, é claro, mas o time precisa de um fato novo para se empolgar novamente e entrar nos eixos – pode ser uma contratação ou uma grande vitória. Mas do jeito que está o time não brigará pelo título.

A incógnita Internacional
Desempenho no Estadual: campeão gaúcho
Condição no Brasileirão 2012: mal, mas em possível ascensão
Foi-se o tempo em que o Inter tinha um dos melhores elencos do Brasil. Atualmente, depende demais do trio Oscar, D’Alessandro e Leandro Damião. Como os três não tiveram um bom começo de temporada, por um motivo ou outro, o Inter está uma verdadeira bagunça. Porém, se todos se recuperarem, Dorival tem potencial para colocar o time em ordem e fazê-lo brigar pelo título.

A hora do São Paulo
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: mal, mas em possível ascensão
Foi um começo de ano conturbado para o São Paulo, com lesões, mudanças e crises, mas o time sobreviveu do jeito que pôde. Agora chegou a hora de arrumar a casa e há potencial para que o time deslanche. Do meio para frente existem talentos como Lucas e Luís Fabiano, mas Leão ainda precisa definir melhor se vai jogar dois ou três atacantes. E o pior é resolver a defesa, de preferência com contratações.

Iludidos do Atlético-MG
Desempenho no Estadual: campeão mineiro invicto
Condição no Brasileirão 2012: deve brigar por vaga na Libertadores
É preciso tomar cuidado para não se iludir com o resultado do Campeonato Mineiro. De fato o time de Cuca evoluiu em relação ao ano passado e pode ir longe se souber reconhecer suas limitações, mas ainda não está entre os melhores do Brasil. O fracasso na Copa do Brasil, contra o Goiás, mostrou que o time ainda tem muitos problemas.

Zebra da Bahia
Desempenho no Estadual: campeão baiano
Condição no Brasileirão 2012: possível surpresa
É a principal novidade do ano. Depois da saída de Joel Santana, a chegada de Falcão mudou a equipe. O Bahia foi campeão com um futebol interessante, de criatividade e boas jogadas. Ainda falta mais confiabilidade, principalmente na defesa, mas com certeza vai dar trabalho para times grandes.

O limitado Botafogo
Desempenho no Estadual: vice-campeão carioca
Condição no Brasileirão 2012: se melhorar, briga pela Libetadores
Não há palavra que defina melhor o Botafogo atualmente: “limitado”. O time é assim, o elenco é assim e dessa forma será a campanha do time no Brasileirão. Se não vierem contratações de impacto, é difícil ver o time evoluir. E ainda há o risco de Oswaldo ser demitido por causa da Copa do Brasil…

Desequilíbrio gremista
Desempenho no Estadual: vice do 2º turno
Condição no Brasileirão 2012: se melhorar, briga pela Libetadores
Há um grande desequilíbrio no elenco do Grêmio. Enquanto algumas posições estão bem servidas, outras têm carências graves. Mas a qualidade ofensiva deve ajudar o time a não fazer feio no Brasileiro. Ir além disso depende de contratações, de desempenhos individuais e do próprio treinador Luxemburgo, que atualmente só gera desconfiança.

O mediano Coritiba
Desempenho no Estadual: campeão paranaense
Condição no Brasileirão 2012: vai surpreender se brigar pela Libetadores
É um time seguro, mas não mais do que isso. Não vai lutar contra o rebaixamento, mas vai surpreender se conseguir mais do que isso. O melhor setor do time é a defesa, algo raro nos times brasileiros. Mas no ataque falta brilho para o time ir além.

Flamengo e suas crises
Desempenho no Estadual: no máximo semifinalista de um turno
Condição no Brasileirão 2012: medo de lutar contra o rebaixamento
O time até tem estrelas e alguma qualidade para sonhar com algo maior no Brasileirão. Porém, o conturbado ambiente da Gávea só atrapalha. Não creio que a chegada de Zinho irá resolver algo e ter que lutar contra o rebaixamento não seria uma surpresa.

Palmeiras e sua crise eterna
Desempenho no Estadual: eliminado nas quartas
Condição no Brasileirão 2012: medo de lutar contra o rebaixamento
Vive situação parecida com a do Flamengo, com o agravante de que a crise interna parece ser ainda pior. A possível queda de Felipão pode complicar ainda mais o time, que já flertou com o rebaixamento na temporada passada e pode correr riscos novamente.

O rebaixado Cruzeiro
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
O Cruzeiro esqueceu que não caiu em 2011. Apesar de ter corrido sérios riscos, o time se livrou. Porém, montou um time ainda pior e ainda ficou sem técnico antes do início do Brasileirão. Mesmo que chegue Pep Guardiola para treinar a Raposa, terá dificuldades para salvar o time do rebaixamento.

Figueirense sob nova direção
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Assim como fez em 2011, tinha tudo para surpreender novamente nesta temporada. Porém, deixou o Estadual lhe atrapalhar – após a derrota na final do Catarinense, saiu o técnico Branco e entrou Argel no comando. Não parece ser alguém pronto para comandar o time no momento, então prevejo dificuldades nesse começo de Brasileirão.

Sport sem comando
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
O técnico Mazola Junior nunca me convenceu. Neste ano, ele exagerou nos teste e mudanças, por isso acabou demitido e deixou uma herança complicada para quem assumir a equipe. O começo do Sport no Brasileirão deve ser ruim e isso deve gerar um prejuízo complicado.

Uma Ponte irregular
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Aesar da boa campanha no Paulista, a Ponte não convenceu. Foi extremamente irregular e tem jogadores que não devem aguentar a pressão da Série A. Além disso, ainda deve perder peças importantes. Portanto, com uma reconstrução durante o campeonato, o bom treinador Gilson Kleina terá trabalho para manter o time na primeira divisão.

Atlético-GO abaixo da média
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Apesar do título no Estadual não ter acontecido, foi um bom começo de ano para o Atlético-GO. Aparentemente, Adilson Batista está bem no comando do time e não deve se perder, como fez em outros trabalhos. O problema realmente é a limitação do elenco. Falta qualidade para o Atlético-GO sonhar com algo mais além de permanecer na Série A

Náutico em reforma
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: rebaixado
Após um péssimo começo de temporada, Alexandre Gallo é o técnico responsável por tentar a recuperação do Náutico para o Brasileirão. Ele nunca mostrou competência para ter sucesso em uma missão tão árdua quanto essa. Vai ser um time que vai alternar altos e baixos, sem nunca conseguir se livrar de verdade da zona de rebaixamento

A rebaixada Portuguesa
Desempenho no Estadual: rebaixado para a segunda divisão
Condição no Brasileirão 2012: rebaixado
É impossível ter outra expectativa da Portuguesa a não ser a queda para a segunda divisão nacional. Após cair para a Série A2 no Estadual, será difícil demais o time recuperar a confiança e surpreender no Brasileirão. Para piorar, o técnico escolhido para essa missão, Geninho, parece cada vez mais antiquado

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Um goleiro que falha em uma final do Mundial de Clubes não pode ser realmente bom. Um jogador que troca o Arsenal pela Série B brasileira não deve bater bem da cabeça. Um atleta que vence no futebol com honestidade, integridade e cárater simplesmente não existe. Um ídolo do Palmeiras jamais pode conquistar o respeito de boa parte dos corintianos.

Todas frases acima fazem sentido. Mas nenhuma delas é real quando falamos de São Marcos. Com ele tudo é possível. Dentro de campo ele fez milagres e se consagrou. Fora dele, foi uma exceção em um futebol cada vez mais sujo.

Pois nesta quarta-feira foi anunciada a aposentadoria de São Marcos. Com isso, acabou uma Era no Palmeiras. Um período de tempo com poucos títulos, mas com o mais importante deles: a Copa Libertadores de 1999, em que o melhor jogador da competição foi exatamente o milagreiro verde.

Desde então, os anos palmeirenses foram terríveis e tudo só piorou com a notícia desta quarta. Sem Marcos, o Palmeiras fica sem ídolo, sem identidade e com a sensação de que tudo sempre pode piorar. Se o ano passado foi ruim, não é difícil prever que 2012 será ainda pior. E não é só por causa da saída de Marcos, claro…

A falta de reforços, tão criticada pela torcida, é um dos problemas. Mas a eterna crise no Palestra Itália vai além. Passa pela comissão técnica, já que Felipão parece ser incapaz de fazer um grande trabalho; esbarra na falta de comunicação com a diretoria, que pode até ser resolvida em parte por César Sampaio; chega na diretoria e na presidência, cada vez mais omissa; e acaba no momento político, já que até Mustafá Contursi é especulado como possível sucessor de Arnaldo Tirone como presidente do clube.

Com tantos problemas, é difícil apostar que em campo os jogadores terão tranquilidade para fazer algo de bom. Como se não bastasse, parte da torcida ainda piorou tudo, com protestos e uma faixa homofóbica logo no primeiro dia de trabalho de 2012.

Tudo isso só ensina uma coisa: é importante demais que o torcedor reverencie a história e a carreira de São Marcos. Valorize seu passado, palmeirense. Pois o futuro será de sofrimento.

O Palmeiras tem muitos motivos para chorar

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Nem só de boatos e especulações vive o mercado da bola do futebol brasileiro. Contratações já foram fechadas, jogadores já foram anunciados e alguns até se apresentaram em seus novos clubes. Mesmo antes do Natal, vários times conseguiram dar presentes para seus torcedores.

Porém, nem tudo que é apresentado como “reforço” realmente traz força a mais para os elencos. Entre apostas de risco e contratações que  tem tudo para dar errado, consegui achar dez transferências que realmente podem ser consideradas presentes de Natal. Veja os melhores reforços do futebol brasileiro até agora:

10º) Marco Antônio (M-Grêmio)
Em primeiro lugar, é preciso entender que o Grêmio realmente precisa de mais opções para o seu meio-campo, ainda mais se a saída de Douglas for confirmada. Além disso, o desempenho de Marco Antônio na Portuguesa e o fato da contratação ter custo zero contribuem para que esse seja mesmo um bom negócio.

É claro que a pressão agora será maior e o jogador terá que provar, aos 27 anos, que realmente pode brilhar em um time grande. Potencial e espaço ele terá de sobra.

9º) Fabrício (V-São Paulo)
Trata-se de um volante limitado tecnicamente, mas que pode trazer algo diferente para o elenco do São Paulo. A raça, a seriedade e a pegada de Fabrício às vezes fazem falta no meio-campo tricolor.

Com isso, ele terá grandes chances de conseguir a titularidade e até superar outros reforços que foram anunciados junto com ele. Maicon e Edson Silva, por exemplo, vieram do Figueirense e podem ser mais úteis, mas ainda é preciso desconfiar, pois eles podem sentir a pressão.

Contratações do São Paulo em 2011 para 2012

O São Paulo fez mais apostas do que contratações certeiras

8º) Jonas (LD-Santos)
Jonas fez uma temporada realmente brilhante pelo Coritiba. Com velocidade e forte apoio ao ataque, ele se destacou com muita movimentação e boa presença na área. Foi um dos motivos do sucesso do time paranaense na temporada.

O problema é que Jonas chegará ao Santos para substituir Danilo. Nada fácil, pois o novo jogador do Porto era muito versátil e técnico. Mas Jonas tem qualidade para, pelo menos, manter um bom nível na lateral-direita.

7º) Juninho (LE-Palmeiras)
Foi uma das poucas e boas revelações do Brasileirão 2011. O lateral-esquerdo mostrou talento no Figueirense, evoluiu com Jorginho e agora terá a missão de repetir o sucesso em um time grande.

Ele terão também a chance de conquistar algo que é para poucos no Palmeiras: conseguir se firmar na lateral-esquerda do time. Nem Gabriel Silva, prata da casa com potencial, fez isso. Não será fácil.

6º) Danilinho (M-Atlético-MG)
É um jogador que já conhece o clube e pode atuar em várias funções, como meia, ponta ou meia-atacante. Tem habilidade e velocidade para dar uma nova dinâmica ao Atlético-MG.

As ressalvas ficam por conta de possíveis problemas de readaptação, além das dificuldades físicas, que sempre atrapalharam a carreira de Danilinho.

5º) Marcelo Moreno (A-Grêmio)
A parceria entre Marcelo Moreno e Kleber tem boas chances de ser uma das melhores duplas de ataque do Brasil. O boliviano foi mal na Europa, mas mostrou alguma qualidade diferente em sua passagem pelo Cruzeiro.

Resta saber quanto tempo os dois terão para se entrosar. Seria importante que a torcida gremista tivesse paciência com os dois, mas sempre é difícil isso acontecer.

4º) Cortês (LE-São Paulo)
O lateral ex-Botafogo teve uma temporada de altos e baixos em 2011. Por um lado, mostrou habilidade que o levou à Seleção Brasileira. Por outro, mostrou irregularidade, exibiu pontos fracos e comprovou que precisa evoluir.

No São Paulo ele chegará com moral e deverá ter tempo para crescer. Caso consiga emplacar uma boa fase rapidamente, terá sucesso garantido, até porque há tempos o time não consegue alguém que se firme nessa posição.

3º) Kleber (A-Grêmio)
Já escrevi um post mais aprofundado sobre a contratação de Kleber. Ele é um atacante superestimado e por isso é importante que o Grêmio não se iluda.

Ainda assim, o talento do “Gladiador” é inegável. Ao lado de Marcelo Moreno, ele pode criar uma nova força para o Grêmio. Além disso, seu estilo agrada o torcedor gremista. Tem tudo para dar certo, mas ressalvas precisam ser feitas.

2º) Dagoberto (A-Inter)
A irregularidade marcou a longa passagem de Dagoberto pelo São Paulo. Mas em 2011 ele se encontrou, mostrou seu melhor futebol e provou que pode ser um dos melhores atacantes do Brasil.

Em boa fase, ele vai chegar a um time quase pronto e com um técnico de qualidade. Além disso, há espaço para que ele jogue, já que Leandro Damião ainda não tem um companheiro de ataque definido. São indícios demais para que tudo dê certo.

1º) Wagner (M-Fluminense)

Conca saiu do Flu no meio de 2011 e só agora um substituto à altura foi contratado. Demorou, mas valeu a pena. Wagner pode não ser tão genial e habilidoso quanto o argentino, mas é suficientemente técnico e cerebral para tomar conta do meio-campo do time.

Ao lado de Deco, Wagner formará um meio-campo experiente demais, que ainda municiará um ataque poderoso, com Rafael Sóbis, Fred, Rafael Moura e o recém-revelado Wellington Nem. O setor ofensivo do Fluminense está mais do que pronto e será um dos mais perigosos de 2012.

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Não tem jeito: no período de férias do futebol brasileiro os boatos tomam conta do noticiário. Nas últimas duas semanas quase todos jogadores foram especulados em quase todos times.

Mas também é inevitável imaginar o que acontecerá se algumas dessas contratações realmente acontecerem. Por isso veja abaixo análises dos principais boatos que surgiram recentemente no futebol brasileiro…

Em negrito – o jogador e o time que pretende contratá-lo
Em itálico – a posição e o último time do atleta

A fonte do boato está linkada no nome do jogador

DEMOROU!

Botafogo – Andrezinho (M-Internacional) – É um jogador que precisa mudar de time, pois merece mais chances, uma posição mais destacada, uma grande sequência de jogos como titular, etc…

Corinthians – Willians (V-Flamengo) – Se estiver focado, consegue colocar Ralf na reserva facilmente e melhorar ainda mais o forte meio-campo corintiano.

Flamengo – Bolívar (Z-Internacional) – Apesar de ter feito uma fraca temporada no Sul, ele é experiente e ainda tem lenha para queimar.

Fluminense – Anderson (Z-Atlético-GO) – É um zagueiro experiente que fez bons trabalhos no Brasileirão, tanto pelo Ceará quanto pelo Atlético-GO.

Grêmio – Carlos Eduardo (MA-Rubin Kazan) – Foi prematuramente para a Europa e ainda assim conseguiu algum sucesso. Caso volte para o time que o revelou, tem tudo para reencontrar seu futebol de habilidade e velocidade.

Grêmio – Ederson (M-Lyon) – Interessante que o Grêmio saiba que precisa reforçar seu meio-campo. O meia do Lyon é bastante técnico, por isso traria um diferencial interessante para o time gaúcho.

Palmeiras – Giuliano (M-Dnipro) – Surgiu como um meia diferenciado, mas ainda precisa comprovar essa condição. Conseguir isso no sempre conturbado Palmeiras seria realmente um grande feito.

TANTO FAZ…

Botafogo – Jorge Wagner (M-Kashiwa Reysol) – Seria interessante vê-lo cruzar bolas para o bom cabeceador Loco Abreu, mas o Botafogo teria que mudar seu estilo de jogo para isso.

Corinthians – Gil (Z-Valenciennes) – Era útil no Cruzeiro e pode até ser titular no Corinthians, mas não é muito melhor que Castán, Paulo André, Chicão, etc…

Corinthians – Guilherme (V-Portuguesa) – Parece ser uma boa opção para o time paulista manter sua tradição de bons volantes. Só é difícil saber se ele dará conta da pressão de um time grande.

Cruzeiro – Osvaldo (A-Ceará) – Um atacante de velocidade é o que o Cruzeiro mais precisa. Resta saber se ele mostrará o mesmo bom futebol em um time maior. É bom desconfiar.

Fluminense – Thiago Neves (MA-Flamengo) – É claro que trata-se de um grande jogador, mas depois de tudo que aconteceu, parece absurdo o Flu ainda aceitá-lo de volta. A torcida não deve aceitar…

Vasco – Kleber (LE-Internacional) – É um bom nome, até porque o Vasco não tem ninguém para essa posição. Mas é preciso entender que ele piorou bastante nos últimos anos.

Vasco – Rodolfo (Z-Grêmio) – O Vasco precisa mesmo de um jogador para a posição. Quando surgiu no Fluminense, Rodolfo parecia ser um zagueiro de alto nível. Mas há tempos não comprova essa condição.

CAI FORA!

Botafogo – Tanaka (Z-Nagoya Grampus) – Seria folclórico e interessante, mas pouco útil. O brasileiro naturalizado japonês não é tão bom e ainda teria que se adaptar. Difícil dar certo.

Corinthians – Neto Coruja (V-Vitória) – É um jogador versátil, mas seria reserva e acrescentaria pouco ao elenco.

Flamengo – Rafa Márquez (Z-New York Red Bull) – A experiência dele não justifica. Trata-se de um defensor mediano que não joga em bom nível há muito tempo.

São Paulo – Edson Silva (Z-Figueirense) – É verdade que ele fez um bom Brasileirão, mas parece ser só mais um zagueiro comum que viveu boa fase.

NÃO ENXERGAM?

Roger Carvalho (Z-Figueirense) – Estão indo atrás do zagueiro errado do Figueirense. Roger é mais técnico e está de saída para a Europa. Um time brasileiro deveria tentar mantê-lo no país.

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Depois de uma longa negociação, Kleber finalmente foi apresentado no Grêmio. É o primeiro reforço do time gaúcho e há vários motivos para acreditar que ele dará certo no Olímpico. Além do Grêmio precisar mesmo de um atacante, seu estilo raçudo combina com o que a torcida espera de qualquer jogador.

Porém, é preciso fazer uma ressalva: o Grêmio precisa de mais do que um Kleber para se tornar um time forte no ano que vem. Vale lembrar: com um elenco apenas razoável, o time chegou a correr risco de rebaixamento no começo do Brasileirão 2011. Celso Roth conseguiu um padrão de jogo que acabou com esse perigo, mas não dá para contar só com isso para 2012.

O trio de meias, por exemplo, precisa melhorar para que o “Gladiador” tenha chances de fazer seus gols. Se nem Douglas é tão confiável assim, imagine então Marquinhos e Escudero. Há ainda a possibilidade de um dos três saírem do time titular para que André Lima forme dupla com Kleber. Seria uma mudança mais profunda no time. Arriscado!

E há ainda problemas óbvios com a defesa, que passou por diversas mudanças ao longo do ano e continua insegura. Saimon, Rafael Marques, Edcarlos, Vilson e até o improvisado Gilberto Silva não conseguiram se acertar por enquanto.

É preciso também lembrar que Kleber se tornou um jogador superestimado. Trata-se de um atacante muito bom, acima da média da maioria dos jogadores da posição no Brasil, mas que tem um currículo modesto, não é jovem e está caro demais.

Portanto, com tudo isso, fica evidente que não há tantos motivos para comemorar a contratação de Kleber. Apesar de tudo indicar que ele será um bom reforço, é preciso entender que ainda há muito chão para que o Grêmio faça um 2012 diferente de 2011. O primeiro passo é não se iludir.

Kleber no Grêmio

Pra que esse capacete?

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Não é só mais uma história de um jogador agredido pela torcida.

Não é só mais um time que perdeu todas chances no Brasileirão.

Não é só mais um conflito entre técnico e jogadores.

A agressão a João Vitor e todas suas consequências são símbolos de como está mal o Palmeiras atualmente – um time de passado recente nebuloso, momento atual vergonhoso e o pior de tudo: com um futuro que não traz perspectiva alguma de melhora.

A primeira consequência do caso João Vitor é óbvia: o Palmeiras não tem mais qualquer chance no Campeonato Brasileiro. Na verdade só não será rebaixado porque faltam poucos pontos para se livrar disso, aproximadamente quatro em trinta possíveis. Mas sem dúvidas será um parto para esse elenco arrancar essas migalhas nos próximos jogos.

A segunda consequência já estava desenhada: Felipão não deve ficar no Palmeiras em 2012. Mesmo antes dessa confusão explodir, sua saída já era esperada. Logo ele, conhecido por criar famílias por onde passa, tem enfrentado uma rejeição muito forte no clube que é ídolo. Parte da diretoria tem criado dificuldades para ele, por causa do seu alto salário, e vários jogadores não o suportam mais. Enfim, sua permanência para 2012 seria uma surpresa e até uma saída imediata pode acontecer.

A terceira consequência só tende a agravar os anos de crise no Palmeiras. Afinal, ficará difícil para o time contratar qualquer jogador a partir de agora. Vágner Love certamente lembra que essa não é a primeira vez em que um atleta do time é agredido pela torcida. Com a reincidência qualquer um pensará mil vezes antes de assinar um contrato com o Palmeiras.

Por fim, a última consequência, mas a mais importante: o caso João Vitor expõe de vez toda a bagunça que é o Palmeiras. É um absurdo o time não ter respaldado seu treinador a ponto dos jogadores gerarem uma rebelião contra ele. Mas isso só aconteceu porque não há ninguém com moral que trabalhe essa relação entre jogadores e técnico. Dessa forma, o atrito entre as duas partes era inevitável.

Só que o problema do clube vai além desse caso específico. A situação política do Palmeiras beira o inacreditável. Quando saiu a notícia da agressão de João Vitor, houve quem suspeitasse até que seria algo encomendado para gerar desunião na torcida, que tem se juntado para fazer um movimento pela democracia do clube.

E pouco importa se isso é verdade ou não, se é imaginação demais ou não. O fato é que algo tão absurdo, uma agressão encomendada para fins políticos, jamais poderia sequer ser cogitada. O fato dessa hipótese ser considerada mostra como o cenário político palmeirense é perigoso, parecido mesmo com uma máfia, como o próprio Felipão já comparou. E o pior é que o presidente Tirone é um iludido e parece não enxergar toda essa situação, que é tão óbvia até para quem olha de fora.

Com tantas consequências, fica claro que esse não é só o caso de um João qualquer. É o caso de um clube que foi agredido, espancado, mal tratado e agora agoniza em estado terminal. E dessa vez parece que só um milagre pode salvá-lo. Como tem sido dito nos corredores do Palestra Itália, rezar talvez seja a única solução.

João Vitor agredido

João Vitor não apanhou sozinho. O Palmeiras sangra junto...

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O Campeonato Brasileiro de 2011 tem muitos pontos fortes. Tem craques de carreira consolidada. Tem jovens que despontam como estrelas para o futuro. Tem grandes e emocionantes jogos. Mas não tem algo que sempre teve: revelações. São poucos os jovens que fazem seu primeiro Brasileirão de destaque em 2011.

Entre os melhores jogadores do campeonato, há vários jovens, como Neymar, Lucas, Oscar, Elkeson, Dedé, Fágner, Mário Fernandes, Casemiro, Rômulo, etc… mas todos estes já tinham surgido antes, participado de outros Brasileirões e agora estão apenas consolidando o potencial que já tinham mostrado.

Portanto, são poucos aqueles que surgiram nesta temporada e mostraram talento. E vários deles, na verdade, já tinham disputado pelo menos uma Série B antes de se destacar no Brasileirão 2011, além de já terem uma idade razoavelmente elevada.

É um cenário que não chega preocupar por enquanto, mas que serve de alerta – a repetição disso pode indicar que as limitações do futebol brasileiro, que já são grandes atualmente, podem aumentar.

Mesmo assim, ainda é possível indicar algumas revelações que surgiram recentemente. Veja a lista com os onze melhores jovens que fazem em 2011 seu primeiro Brasileirão de destaque:

11º) Fernandão (Palmeiras) – 24 anos

Fernandão, do Palmeiras
Ele parece ruim, mas é útil

Fernandão começou a carreira tarde e até por isso só agora chegou a um time grande. Veio do Guarani para conseguir algo difícil: firmar-se como centroavante do Palmeiras, algo que muitos tentaram durante o último século, mas praticamente ninguém conseguiu.

Alto, forte e bom finalizador, ele também é um tanto desajeitado e atrapalhado com a bola. Mas costuma dar trabalho para qualquer defesa e por isso Felipão tem o escalado como titular. Seu grande momento foi logo na estreia, com um belo gol no clássico contra o Corinthians.

10º) Élton (Inter) – 21 anos
A pré-temporada colorada trouxe os primeiros indícios de que ele poderia ser uma boa revelação para 2011. Élton começou o ano no Inter B, mas logo chamou atenção, foi promovido e, aos poucos, tem se tornado o verdadeiro substituto de Sandro no time gaúcho.

A concorrência não é fácil. Élton tem que superar o competente Bolatti e ainda tem sofrido com lesões. Mas tudo bem, pois ele mostra que, se isso não acontecer agora, tem tudo para se firmar e ter um bom futuro no clube.

9º) Renan Rocha (Atlético-PR) – 24 anos
A missão dele também não é das mais fáceis: além de substituir Neto, revelado no clube e vendido para a Fiorentina-ITA, Renan Rocha precisa se destacar em uma defesa fraca e em um time desorganizado.

Mas a campanha ruim do Atlético-PR não tem manchado o surgimento desse jovem goleiro, que tem aproveitado bem suas primeiras chances no time.

8º) Wellington Nem (Figueirense) – 19 anos
Na verdade ele pertence ao Fluminense e até se destacou na Copa São Paulo pelo time. Porém, sem chances no time carioca, Wellington aceitou ser emprestado para o Figueirense, em busca de mais oportunidades.

Em seu novo clube, o meia-atacante demorou para se firmar. Mas agora tem formado uma boa dupla ofensiva com Júlio César. Com seis gols marcados, ele tem ajudado na campanha segura do Figueirense no Brasileirão.

7º) Saimon (Grêmio) – 20 anos
É um zagueiro que sempre foi muito elogiado nas categorias de base, mas demorou para ficar pronto para o time profissional. Até chegou a jogar nas edições de 2009 e 2010 do Brasileirão, mas só agora, em 2011, conseguiu uma sequência maior no time.

Seu grande momento no campeonato foi no Gre-Nal do primeiro turno, quando teve que enfrentar Leandro Damião em alta. O jovem conseguiu marcar o centroavante da Seleção, e o Grêmio saiu com a vitória no clássico.

Saimon, do Grêmio
O homem que parou Damião

6º) Muriel (Internacional) – 24 anos
A Série B de 2009 foi a competição em que Muriel começou a despontar, pela Portuguesa. Mas isso não foi suficiente para que o jovem goleiro recebesse chances imediatas no Internacional, que teve problemas na posição, com Renan, Lauro, etc…

Mas em 2011 finalmente Muriel teve uma sequência como titular do Inter e mostrou que tem condições de defender a meta colorada. Com firmeza no gol, ele tem sido um dos melhores do Brasil em sua posição.

5º) Lucas (Botafogo) – 24 anos
Ele foi um dos melhores laterais-direito da Série B de 2010, pelo Figueirense. Isso fez com que o Botafogo reparasse no talento de Lucas e o contratasse. Mas seu futebol simples fez com que ele demorasse para roubar a vaga de Alessandro no time carioca.

Com o tempo, isso aconteceu naturalmente. As qualidades de Lucas, como a boa técnica e os cruzamentos precisos, tornaram-se importantes armas do Botafogo, que costuma dar liberade para seus jovens laterais atacarem. Dessa forma, Lucas se tornou também um dos melhores laterais-direito do Brasileirão.

4º) João Filipe (São Paulo) – 23 anos
Ele chegou ao São Paulo cercado de desconfiança. Afinal, depois de fazer uma boa Série B pelo Figueirense, foi para o Botafogo e não conseguiu virar titular por lá. Porém, ao chegar no time do Morumbi, ele voltou a mostrar um bom futebol.

Alto e firme, ele tem formado uma boa dupla de zaga com Rhodolfo e resolvido, na medida do possível, um problema que ameaçava tirar o São Paulo da disputa pelo título. Tem mostrado que não é apenas um jogador de Série B.

3º) Osvaldo (Ceará) – 24 anos
O que era para ser um time envelhecido ganhou um novo fôlego com Osvaldo. O Ceará evoluiu com a ascensão desse atacante, que tem a velocidade como sua principal arma.

O Ceará ainda tem que lutar contra o rebaixamento, mas Osvaldo já tem a garantia que terá um bom 2012, com evolução na carreira. Afinal, ele tem sido especulado em grandes times, como Santos, Corinthians e Palmeiras.

2º) Willian (Corinthians) – 24 anos
Ele chegou a disputar a artilharia do Brasileirão nas primeiras rodadas e teve tudo para se firmar como a melhor revelação do campeonato. Mas a queda de rendimento do Corinthians o levou para a reserva e agora ele tem aproveitado as poucas chances que têm para voltar a ser titular do time.

É um atacante mais técnico do que habilidoso, que sabe jogar pelas pontas e finalizar bem. Jogou bem em duas Séries B pelo Figueirense, mas só agora tem se destacado em um Brasileirão – marcou cinco gols até agora, acertou bons passes e ainda deve dar mais trabalho na reta final, pois não parece ser do tipo de atacante que amarela.

1º) Bruno Cortês (Botafogo) – 24 anos
A convocação para a Seleção Brasileira era o que faltava para consolidar o lateral-esquerdo como uma das melhores novidades do campeonato. Ele, que chegou discretamente do Nova Iguaçu, mostrou uma personalidade ímpar, além de muita velocidade e habilidade.

Ainda é preciso ter calma com ele, mas, caso mantenha essa humildade que tem marcado seu início de carreira, tem tudo para ir longe. Afinal, ele joga em uma posição carente do futebol brasileiro e tem tudo para voltar à Seleção em breve. E o Botafogo, time no qual ele já se tornou protagonista, tratou de melhorar seu contrato e fazer esforços para segurá-lo no time. Nada mais justo.

Cortês, do Botafogo
Por enquanto ainda é uma cena estranha, mas pode virar comum

Há outros jogadores que podem ser considerados revelações do Brasileirão: Delatorre (Inter), Felipe Anderson (Santos), Lucas Mendes (Coritiba), Fillipe Soutto (Atlético-MG), Lucas Zen (Botafogo), Edenilson (Corinthians), Bernard (Atlético-MG) e Negueba (Flamengo) são alguns deles.

Mas a maioria ainda precisa evoluir demais e só deve se firmar em seus times na temporada que vem. Ou pelo menos é isso que espero, para o bem do futebol brasileiro…

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A atuação de Diego Souza contra o Cruzeiro, neste domingo, fora de casa, foi impressionante. Com três gols, ele manteve o seu time na liderança do Brasileirão 2011 e colocou uma dúvida na cabeça de todos: ele pode ser o craque que vai dar esse título para o Vasco?

A resposta é não. Não pode. A carreira de Diego Souza já mostra que seu principal problema sempre foi a irregularidade. Mesmo em times nos quais jogou muito bem, como Grêmio e Palmeiras, ele teve momentos péssimos. Mas dessa vez ele terá a chance de calar minha boca. Basta que não repita o que fez em 2009. Explico…

O Palmeiras liderava o Brasileirão 2009 com certa folga e tinha um craque no time: Diego Souza. A sua ótima fase chamou a atenção até de Dunga, então técnico da Seleção Brasileira, que o convocou para um jogo das Eliminatórias. Diego jogou pouco, mas foi queimado contra a Bolívia, em La Paz, e nunca mais vestiu a amarelinha. Pior: o meia sentiu o baque e o Palmeiras caiu drasticamente na tabela – não só por esse motivo, claro, mas também por isso.

Dois anos depois, a situação é parecida no Vasco. Convocado com justiça para uma Seleção que só tem jogadores que atuam no Brasil, Diego Souza não pode sentir o baque dessa vez – nem se for bem, muito menos se for mal. A concentração tem que estar no Vasco. Mas ainda duvido que ele consiga fazer isso.

O consolo para os vascaínos é a existência de um time que pode se sustentar sem o brilho de Diego Souza. Há Juninho Pernambucano, há Éder Luis, há Rômulo, há Bernardo, talvez… nenhum deles pode ser o craque do Brasileirão, mas todos têm qualidade para fazer com que o Vasco não dependa tanto de um craque.

É péssimo depender demais de apenas um jogador. Afinal, Conca só existe um. O Cruzeiro, de Montillo, que o diga. O Palmeiras de 2009 também…

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