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Posts Tagged ‘Real Madrid’

Já é tradição na Europa: antes mesmo da temporada acabar, os times começam um novo projeto, com dispensas e contratações. Por isso os boatos para a temporada 2012/2013 já ganharam força na imprensa, com especulações diversas. Veja algumas delas abaixo e meus comentários…

Em negrito – o jogador e o time que pretende contratá-lo
Em itálico – a posição e o time do atleta

A fonte do boato está linkada no nome do jogador

DEMOROU!

Chelsea – Hulk (A-Porto)  – O ataque do Chelsea precisa mesmo de renovação e o brasileiro tem o que é preciso para se adaptar bem ao futebol inglês

Real Madrid – Ibrahimovic (A-Milan)  – Imagine quantos gols uma dupla entre e Cristiano Ronaldo faria…

Real Madrid – Van der Wiel (LD-Ajax)  – Seria uma perfeita contratação pontual. O Real precisa de um lateral-direito e o holandês é um dos melhores do mundo na posição

TANTO FAZ…

Barcelona – Drogba (A-Chelsea)  – Não consigo ver como ele se adaptaria ao estilo de jogo do Barça, mas poderia se tornar uma opção importante no elenco

Bayern de Munique – Nuri Sahin (V-Real Madrid)  – Teria dificuldades para ser titular, mas precisa sair do time espanhol para reencontrar seu bom futebol

Manchester United – James Rodríguez (A-Porto) – É um bom jogador, mas está supervalorizado. Pode dar certo, mas é loucura investir demais neles, como pode fazer o United

CAI FORA!

Arsenal – Yann M’Vila (V-Rennes) – Não é melhor do que os volantes que o time inglês já tem e ainda deve custar caro demais

NÃO ENXERGAM?

Arshavin (MA-Zenit) – Jogador técnico e de velocidade, ele viveu grandes momentos no Arsenal, mas depois caiu de nível. Mas tem talento e merece uma segunda chance em um grande time da Europa

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Nem tudo está perdido, Messi

Nem tudo está perdido, Messi

É tão raro o Barcelona perder jogos decisivos que, quando isso acontece, merece ser estudado. Porém, a derrota do time catalão para o Chelsea, nesta quarta-feira, trouxe poucos ensinamentos. O time inglês apostou em uma retranca legítima, com apenas Drogba isolado no ataque. Deu certo e nada pode tirar os méritos dessa vitória em plena semifinal da Liga dos Campões. Mas é errado dizer que a tática do Chelsea deu certo contra o Barcelona.

Não deu certo porque o Barcelona teve 72% de posse de bola. Não deu certo porque o Chelsea acertou apenas um chute a gol. Não deu certo porque o Barcelona acertou dois chutes na trave. Não deu certo porque o goleiro Petr Cech teve que fazer milagres. Não deu certo, acima de tudo, porque a semifinal da Liga dos Campeões é disputada em dois jogos. E se o Chelsea repetir essa mesma tática no Camp Nou, vai perder por muito mais de um gol de diferença e será eliminado.

Ou seja, o Chelsea não encontrou uma solução para deter esse incrível time do Barcelona. Ele apenas fez o que outros já tentaram, mas teve a sorte que nunca tiveram. É uma retranca eficiente, é legítima e às vezes necessária. Mas o sucesso disso não vai se repetir na Espanha. O Barcelona tem futebol de sobra para recuperar o prejuízo, enquanto o Chelsea tem pouco a evoluir. O time inglês fez uma temporada ruim, melhorou sob o comando interino de Roberto Di Matteo, mas está longe de ser uma equipe pronta e confiável.

É diferente, por exemplo, do que acontece na outra semifinal da Liga dos Campeões. O Bayern de Munique mostrou que sabe enfrentar o Real Madrid. Explorou um ponto fraco do time espanhol, a lateral-esquerda da defesa, e conseguiu a vitória com algum domínio de jogo e consistência. Ainda não é favorito, mas pode até repetir a mesma tática no jogo de volta e se classificar.

Já o Chelsea, se fizer isso, vai dar adeus e se contentar com a vitória em um jogo isolado. É possível vencer um jogo assim, mas não dois. Contra o Barcelona é preciso estudar outras variações estratégicas. É preciso ser quase tão genial e preciso quanto o time catalão é. Mas o Chelsea esteve longe disso nesta quarta-feira. E nada indica que vá conseguir na próxima terça.

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Eu sei que para alguns é inevitável. Para outros é tentador. Mas, para mim, discutir arbitragem de futebol é algo extremamente chato. Chato e inútil. Não vai mudar absolutamente nada e pouco vai acrescentar sobre qualquer análise de jogo. Por isso, depois da polêmica vitória do Barcelona contra o Milan, nesta terça-feira, prefiro me aprofundar no futebol das equipes que ainda estão vivas na Liga dos Campeões.

Muito além dos pênaltis, é preciso entender que o Barcelona mereceu a vitória no Camp Nou. Apesar do Milan ter provado, como eu já tinha escrito aqui, que realmente pode fazer confrontos equilibrados contra o melhor time do mundo, não foi dessa vez que tudo deu certo para o time italiano. Na verdade a goleada do Barça poderia ter sido ainda maior, com pênaltis ou sem eles.

Dito isso, é preciso olhar para o que o Barça tem feito na temporada: uma profunda renovação tem acontecido no time catalão. E não digo isso só por causa dos novos jogadores que têm ganhado espaço no elenco. Mas principalmente pelas mudanças táticas. O melhor time dos últimos anos, aquele que será lembrado por toda a história, tem passado por uma metamorfose e tem gente que prefere discutir arbitragem, se foi pênalti ou não, se estava impedido ou não, etc… Enfim, bola para frente.

O site "ZonalMarking.net" ilustrou bem o 3-3-4 do Barcelona contra o Milan

O site "ZonalMarking.net" ilustrou bem o 3-3-4 do Barcelona contra o Milan

A grande mudança do Barcelona é tática. Aos poucos, Guardiola tem aposentado o 4-3-3 e implementado um curioso esquema tático que pode ser chamado de 3-4-3 ou até 3-3-4. É “curioso” porque o forte dessa tática é a movimentação dos jogadores. O ala Daniel Alves parece mais um atacante. O atacante Messi por vezes busca a bola no meio-campo. O volante Busquets pode fechar como um zagueiro e refazer a linha de quatro defensores. O meia Fabregas costuma avançar como um atacante para finalizar. E por isso é tão difícil analisar o Barcelona. E por isso é tão difícil marcar o Barcelona.

Mas difícil não é impossível. Esse novo Barcelona também tem seus pontos fracos, tanto que está atrás do Real Madrid no Campeonato Espanhol. A formação com três zagueiros ainda não está bem alinhada. Além disso, dois times já mostraram algumas estratégias que podem funcionar: o Real mostra, a cada clássico, que pressionar a saída de bola do Barcelona é necessário. Nem que seja por 15, 20 ou 30 minutos. Já o Milan provou, em seus quatro jogos nesta Liga dos Campeões, que o contra-ataque é fundamental. Pois só assim é possível encontrar o Barcelona desarmado, mal posicionado e vulnerável.

Além disso, é preciso lembrar que do outro lado da chave da Liga dos Campeões existem Real Madrid e Bayern de Munique. São times que farão um grande confronto na semifinal e depois podem sim ganhar do Barcelona na decisão – não acredito que Chelsea ou Benfica conseguirão parar o Barça. E é isso que precisa ser valorizado: os grandes jogos, os grandes confrontos e os grandes times. As péssimas arbitragens eu deixo de lado…

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Quando saiu o sorteio da próxima fase da Liga dos Campeões, a reação imediata foi comemorar: podemos ter uma final entre Barcelona e Real Madrid. Ótimo! São os dois melhores times do mundo e a expectativa para ver um clássico dessa grandeza é normal. Mas é preciso cautela. A Liga dos Campeões tem dois times que ainda podem parar a dupla espanhola.

É fácil ter a sensação de que o Barcelona é um time invencível. Basta assistí-lo em um grande jogo para pensar isso. Afinal, adversários já tentaram pará-lo com todos tipos de estratégia, mas parece que nada funciona. Com tantos ótimos jogadores e um gênio chamado Messi, parece impossível superá-lo.

Mas alguns jogos já mostraram que isso não é verdade. Quando Barcelona e Milan se enfrentaram na fase grupos, por exemplo, tive essa certeza: o time italiano tem capacidade para bater o time de Messi e companhia. Os resultados foram um empate e uma vitória dos catalães, mas foram dois grandes jogos. Pelo menos um belo espetáculo já podemos esperar no novo confronto entre eles, pelas quartas de final.

Ao olhar para trás, vemos um Milan que foi dominado pelo Barcelona no primeiro jogo, mas que também mostrou qualidades defensivas. O time italiano se retrancou, apostou nas duas linhas de quatro e por pouco isso não funcionou – o gol da virada só saiu em uma cobrança de falta de Villa. Depois, Thiago Silva deixou tudo igual, marcando de cabeça. Foi uma partida em que o Milan pouco atacou, até porque estava sem Ibrahimovic, seu principal jogador. Mas mesmo assim poderia ter vencido.

Já no segundo jogo o Barcelona estava mais desfalcado e partiu para o jogo com seu novo 3-4-3. Dessa vez o Milan perdeu, mas também mostrou que poderia vencer. Afinal, é um time que tem meio-campistas criadores, como Boateng, Nocerino e Seedorf, além de um ataque rápido, pronto para surpreender a defesa nem sempre segura do Barcelona. Vale ainda lembrar que o time catalão não tem entrado ligado em todas partidas desta temporada. Se vacilar dessa forma contra o Milan, certamente sairá derrotado.

Caso o Barcelona realmente passe pelo Milan, não é difícil prever um Real Madrid contra Bayern de Munique nas semifinais. E então existirá outro perigo para que a final espanhola seja concretizada. Afinal, apesar dos altos e baixos na temporada, o time alemão tem qualidade para dar trabalho ao Real.

Ao contrário do Milan, que tem uma base forte e um padrão bem definido, o Bayern depende mais de seus talentos individuais. Mas não faltam jogadores que podem brilhar e decidir: Ribéry, Müller, Robben, Mario Gomez, Schweinsteinger, etc… É claro que o Real Madrid de José Mourinho está em sua melhor temporada, virou um time de verdade e já não depende apenas de Cristiano Ronaldo. Por isso terá todo favoritismo, mas não poderá dar espaço para o veloz e eficiente time alemão.

Não se trata de uma torcida. Também quero ver Barcelona x Real Madrid na final da Liga dos Campeões. Mas nem com o sorteio desta sexta-feira eu me animei com isso. Milan e Bayern de Munique estão prontos para estragar a expectativa de quase todo mundo.

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Em negrito – o jogador e o time que pretende contratá-lo
Em itálico – a posição e o último time do atleta

A fonte do boato está linkada no nome do jogador

DEMOROU!

Arsenal – Alexandre Pato (A-Milan) – Não sei como faria para encaixá-lo ao lado de Van Persie, mas é evidente que o brasileiro tem qualidade e merece mais espaço do que tem no Milan atualmente.

Chelsea – Higuaín (A-Real Madrid) – O argentino finalmente tem dado certo na Europa e possui características para se destacar no futebol inglês.

Liverpool – Leandro Damião (A-Inter) – Pode formar uma dupla matadora com Luis Suárez e ser a solução para o ataque do Liverpool, setor que é o principal problema do time inglês atualmente.

Manchester United – Khedira (V-Real Madrid) – O time inglês já tem várias boas opções para a posição, mas o alemão traria uma agressividade diferente para o meio-campo, com uma chegada melhor ao ataque.

Milan – Fernando Torres (A-Chelsea) – A passagem do espanhol pelo Chelsea tem sido vergonhosa, mas ele tem condições de se recuperar e dar certo no futebol italiano.

Milan – Keita (V-Barcelona) – O volante do Barça tem evoluído e precisa de um time que lhe dê mais chances para mostrar como pode ser útil.

TANTO FAZ…

Chelsea – Gary Cahill (Z-Bolton) – O time precisa de um zagueiro, já que Alex está de saída, mas Cahill chegaria para ser reserva mesmo.

Chelsea – Jack Rodwell (M-Everton) – É um jovem de qualidade, mas está longe de ser a solução para o meio-campo pouco criativo do Chelsea.

Inter de Milão – Lucas (MA-São Paulo) – O são paulino ainda não parece pronto para o futebol europeu, mas, caso consiga se adapatar, pode trazer uma velocidade que o ataque da Inter precisa.

Juventus – Rhodolfo (Z-São Paulo) – O são paulino ainda não provou ser uma opção melhor que Bonucci ou Barzagli, mas também não é pior que eles.

CAI FORA!

Inter de Milão – Juan (Z-Inter) – Ainda não é um zagueiro pronto para o futebol europeu e a Inter nem precisa tanto de um jogador para esta posição.

Real Madrid – Chivu (Z-Inter de Milão) – Pode ser útil como zagueiro, mas não é a solução ideal. Como lateral seria apenas mais um reserva.

Real Madrid – De Jong (V-Manchester City) – Faz pouco sentido contratar um volante tão pouco técnico para um meio-campo que precisa de mais qualidade na saída de bola.

NÃO ENXERGAM?

Gourcuff (M-Lyon) – Passou da hora do talentoso meia francês ser testado de verdade em um grande campeonato da Europa. Mas por enquanto poucos boatos indicam que isso vá acontecer…

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10 razões para explicar uma goleada histórica

Não dá para simplificar o que aconteceu neste domingo. O que o Barcelona fez com o Santos foi um massacre, um chocolate, um baile, um banho, um atropelamento. Enfim, como queira chamar. Mas por que isso aconteceu? É importante entender isso para fazer aquilo que Neymar pediu após o jogo: aprender a lição e evoluir.

E existem várias razões para o show do Barcelona ter acontecido. O Santos errou demais, mas também existem os mérito do time catalão. Tudo isso foi abordado por vários comentaristas esportivos após o jogo. E agora tento resumir as dez razões mais apontadas para o Barcelona ter goleado o Santos por 4 a 0 no Mundial de Clubes. Seguem as opiniões que entraram em campo:

10º) Falta de noção
Por desconhecimento ou falta de profissionalismo, o real poder do Barcelona não foi entendido completamente. Isso não abalou o Santos como um todo, mas certamente houve alguma influência em um ou outro jogador.

Como bem escreveram Carlos Pizzatto e Cassiano Gobbet, partes da imprensa fizeram tentativas de reduzir a dimensão desse genial Barcelona. Comparações absurdas foram feitas e só depois do jogo alguns perceberam que o Barça é um dos melhores times de futebol da história. Tarde demais.

9º) Neymar não jogou
Neymar “não viu a cor da bola” e “a bola não recebeu o devido carinho do craque”. Alberto Helena Jr. tem total razão nessas observações. Se o Santos tinha alguma chance de vencer o Barcelona, dependia de uma grande atuação de Neymar. O que esteve longe de acontecer.

Mas também é preciso enxergar além: caso Neymar tivesse feito uma grande partida, bastaria para vencer? Duvido! Nem um clone de Messi seria capaz de vencer o Barcelona “sozinho”. Por isso outros fatores foram muito mais decisivos para que a goleada acontecesse…

8º) Ganso não marcou
A análise de Leonardo Bertozzi é perfeita: ele lembra que o Real Madrid, acostumado a enfrentar o Barcelona com três volantes, apostou recentemente em manter Özil no meio-campo. Mas o alemão ajudou pouco na marcação e isso contribuiu para que o Barça vencesse.

Algo semelhante aconteceu com o Santos, mas em uma proporção muito maior: Ganso mostrou uma preguiça vergonhosa e fez com que seu time ficasse sempre com um a menos quando se defendia. E perder um atleta na marcação é fatal contra um time que se movimenta tão bem como o Barcelona.

7º) Time ficou apático
Não dá para culpar só Neymar e Ganso. Os outros jogadores do Santos têm uma parcela de culpa. Eles se mostraram apáticos em campo, não sei se por medo ou problemas internos. Mas faltou raça, confiança e comprometimento sim.

“Era preciso marcar, desarmar, lutar pela bola o tempo todo”, escreveu Mauro Cezar Pereira. Foi isso que faltou. Parece que os jogadores entraram conformados com a derrota e os gols aos 20 minutos de jogo só serviram para desanimá-los ainda mais.

6º) Faltou preparação
Desde que ganhou a Copa Libertadores, o Santos não parou de pensar no Mundial. Fez milhões de campanhas de marketing, mas esqueceu-se do principal: era preciso entrar em campo e não fazer feio. Não conseguiu também por causa da diretoria e da comissão técnica.

Como escreveu Marcelo Bechler, “o Santos usava o Brasileiro para não cair, e era um desperdício”. O time brasileiro ficou muito preocupado com a questão física e esqueceu da parte tática. Poupou jogadores no segundo semestre e sequer fez coletivos no Japão, sempre com a intenção de evitar lesões. Mas no final eles ficaram muito mais desgastados, porque só correram atrás do Barcelona.

5º) Faltou estratégia

Muricy errou feio demais

Não deu para entender o que Muricy pediu para seus jogadores. No começo até parecia que o Santos ia pressionar o Barcelona, como sugeri aqui. mas não dá para fazer isso só com os três jogadores da frente. O time todo teria que avançar. Não deu certo e, depois disso, só houve desespero.

“O maior problema do Santos foi não ter uma proposta de jogo. Entrou para marcar o Barça? Ou para tentar atacá-lo? O congestionamento na entrada da área era estratégia? Ou era bololô?”, questionou bem Caio Maia. Milan e Real perderam para o Barça, mas já conseguiram pelo menos alguma estratégia útil para vencê-lo no futuro. O Santos passou longe disso.

4º) Faltou tática
A troca de Léo por Elano foi o grande erro do jogo. Qualquer ignorante percebeu que essa escolha de Muricy atrapalhou demais o time. Com mais jogadores na defesa, o Santos atraiu o Barcelona. E, como escreveu Menon, “trazer aquele toque de bola para perto da área é suicídio”.

Enquanto isso, o Barcelona apenas consolidou ainda mais o seu novo 3-4-3, que muda durante o jogo e mostra influências de Cruyff, como bem destacou Lucas Imbroinise. De fato foi uma aula de tática. E Muricy mostrou que realmente tem muito a aprender nesse sentido…

3º) Diferença de conjunto
Mais importante do qualquer duelo individual ou análises táticas é perceber a diferença entre os conjuntos de Barcelona e Santos. Era bobeira fazer qualquer comparação entre jogadores, porque a força coletiva do time catalão é muito maior. O entrosamento é perfeito, inclusive entre jogadores que entraram agora na equipe, como Fábregas, Thiago Alcântara e Alexis Sánchez.

“O que ficou evidente é que confrontos individuais nem poderiam existir diante de uma diferença técnica coletiva tão grande”, analisou bem Otávio Maia.

2º) Categorias de base
Acima de tudo, foi a vitória de um modelo. Houve um jornalista no Japão, não sei quem, que tentou apontar a diferença financeira como fundamental para explicar a goleada. Ouviu de Guardiola a melhor resposta possível: o Barcelona revela seus principais jogadores. Nem sempre precisa gastar absurdos para contratá-los.

E aí sempre aparecerá um ufanista para lembrar que o Santos e seus “Meninos da Vila” também são frutos de uma categoria de base forte. Para esses apenas recomendo o texto de Pedro Venancio, que explica bem a diferença entre os dois modelos. Os espanhóis formam jogadores com um método elogiável. Os brasileiros improvisam e às vezes dão sorte.

1º) Barcelona
Esse é o maior responsável pelo vexame que o Santos passou. “O Barcelona é um time extraordinário, está fora da curva, é o melhor time do planeta e massacra adversários indiscutíveis há três anos”, resumiu bem PVC.

Pouco interessa se é o Real Madrid, o Manchester United, o Santos, o Fluminense ou o Mogi Mirim. O Barcelona dá a impressão que vai massacrar, dar um banho e atropelar qualquer um. Só nos resta analisar, aplaudir e o mais importante: aprender com ele.

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Atualmente a rivalidade entre Barcelona e Real Madrid parece mais uma guerra. E como em qualquer guerra, existem várias batalhas, com menos ou mais importância. Pois no último sábado, no Santiago Bernabéu, um jogo entre esses dois times entrou para a história. Não foi o final da guerra, longe disso. Mas foi uma das batalhas mais relevantes.

Isso principalmente por causa do bom momento vivido pelo Real Madrid até então. Esperava-se que o exército de José Mourinho finalmente conquistasse seu grande trunfo nessa guerra. Os guerreiros merengues tiveram tudo a seu favor, inclusive um gol marcado antes do primeiro minuto de jogo. Mas no final a brigada catalã levou a melhor e deixou a pergunta no ar: será que o Real realmente pode vencer essa guerra?

Por criar essa desconfiança a batalha deste sábado foi tão importante. E, como não poderia deixar de ser, os comentaristas se desdobraram para explicar como aconteceu tudo isso. O site inglês Zonal Marking fez uma ótima análise tática. Mas em português e com outros pontos de vistas também houve quem fizesse bons textos. Leia alguns e entenda mais sobre essa disputa, que já entrou para a história do futebol:

  • André Rocha foi bem ao detalhar a importância de Guardiola na vitória do Barcelona. Afinal, a versatilidade e a mudança tática do time foi fundamental para que a reação pudesse acontecer. Entenda.
  • Antero Greco abordou um ponto interessante, sobre o qual eu já tinha escrito até no twitter: o que passa na cabeça dos jogadores do Real Madrid? Há um fator psicológico importante no resultado dessa batalha. Leia mais.
  • Caio Maia abordou um aspecto importante: os erros que Mourinho comete ao enfrentar o Barcelona. Nem concordo 100% com a análise, mas claramente o português se equivoca em alguns conceitos nos clássicos. Entenda melhor. 
  • Futebol é movimentação. O Barcelona entende isso muito bem e PVC mostra o porquê. Ele explicou as mudanças pelas quais passou o time catalão e exaltou a importância disso para o futebol. Entenda o que ele chamou de “carrossel” ou “revolução”.
  • Entre vários assuntos, Vitor Sérgio observou algo importante: o Real Madrid até achou um jeito de bater o Barça, que é pressioná-lo. Mas não dá para fazer isso o jogo todo e por isso uma nova estratégia precisa ser encontrada. Saiba mais.

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