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Posts Tagged ‘Ricardo Teixeira’

Não é segredo para ninguém: o futebol brasileiro precisa passar por grandes mudanças. Com a saída de Ricardo Teixeira da CBF, estamos no momento ideal para isso. É claro que só a renúncia dele não vai resolver tudo, até porque José Maria Marin está longe de ser um milagreiro. Mas o tempo é de reflexão para que entendamos o que está acontecendo com nosso futebol. Só com esse diagnóstico podemos evoluir a longo prazo.

Um texto recente ajuda bastante nessa missão de entender o momento do futebol brasileiro. E ele é surpreendentemente de um jogador, o zagueiro Paulo André, do Corinthians. Em seu site, ele publicou no último domingo “A encruzilhada do futebol brasileiro”. Escreveu bem sobre algo que muitos já perceberam: o futebol brasileiro está em grave decadência. Isso precisa ser percebido por todos antes que seja tarde demais.

As conquistas das Copas de 1994 e 2002, além da final de 1998, esconderam essa realidade. Além disso, deram moral para que Ricardo Teixeira se perpetuasse no comando da entidade máxima do futebol brasileiro por longos 23 anos. Mas as consequências disso ainda estão por vir. Explico…

Assim como Paulo André destacou em seu texto, o futebol brasileiro sempre teve qualidade técnica de sobra e bastou juntar isso a um bom preparo físico para nos tornarmos dominantes. Quase criamos até uma hegemonia no futebol. Quase. Porque ainda falta muita evolução em dois pontos básicos: organização e conhecimento tático.

Em relação ao conhecimento tático, é fácil perceber como ainda há preconceito sobre isso no Brasil. Enquanto os espanhóis dão aula sobre isso, não só com o Barcelona, nós ficamos presos em conceitos ultrapassados. Como escreveu Paulo André, “estamos em 2012 e no Brasil tem gente que ainda fala em ala, três zagueiros e volante de contenção”. É preciso se aprofundar mais, buscar novas táticas, sair do 4-4-2 tradicional, debater ideias e valorizar quem tem conhecimento sobre isso.

O técnico Tite é um bom exemplo disso. Grande entendedor de tática, ele sempre sofreu preconceito. Claro que seu jeito de falar contribui para o folclore, mas muitos costumam ironizar também suas divagações táticas. Ele não se importa com isso e continua decidindo jogos com substituições ousadas, variações estratégicas interessantes e times bem treinados. Nem é preciso repetir o quanto ele foi fundamental no título brasileiro do Corinthians. Gente como ele precisa ser mais respeitada e menos ironizada.

Mas a questão mais importante é a organização mesmo. Destaco mais um trecho do texto de Paulo André para ilustrar isso: “A categoria de base da maioria dos clubes brasileiros está jogada ao Deus dará. Os cargos dentro dos clubes, federações e confederações ainda são políticos e não técnicos. Isso tem que mudar!”. E essas questões ainda são pequenas se lembrarmos das acusações de corrupção contra Ricardo Teixeira. Afinal, não é pouco o dinheiro que a CBF tem, mas pouco disso foi usado para fazer evoluir nosso futebol durante os últimos 23 anos.

A consequência desse tipo de política só aparece a longo prazo. Os resultados da gestão de Ricardo Teixeira começaram a surgir em campo apenas há pouco tempo, mas tende a se estender por longos anos. Nossa Seleção Brasileira atualmente é fraca e é difícil acreditar que isso vá mudar em breve. Simplesmente porque nada foi feito para cuidar do futuro do futebol brasileiro.

Por isso insisto: se o futebol brasileiro não se reinventar, vai continuar atrás de espanhóis, alemães, holandeses e ingleses, como acontece atualmente. Eles podem não ter toda nossa técnica, mas tem muito mais organização. É evidente que toda essa mudança não vai começar com José Maria Marin. Mas fico no aguardo de sua queda para que algo realmente mude no futebol brasileiro. O que não falta é gente que pensa sobre isso. Agora falta alguém que faça.

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A derrota de Ricardo Teixeira está mais do que confirmada. O técnico que o incompetente presidente da CBF queria para a Seleção Brasileira não assumiu a equipe, que mesmo assim ficará em boas mãos. Assim como quase toda a imprensa, acredito no sucesso de Mano Menezes.

Além de ter comandado boas campanhas no Grêmio, é um treinador que fez um ótimo trabalho em 2009, sempre destacado aqui. Errou no seu maior desafio, a Copa Libertadores de 2010, mas soube recuperar o Corinthians como poucos fariam. Além disso tudo, existe uma questão tática interessante que merece ser destacada.

Mano usou o 4-2-3-1 no já citado Corinthians de 2009, por exemplo, e também no Grêmio de 2007. Esse foi o mesmo esquema de Dunga na Copa de 2010. Essa coincidência pode fazer com que a Seleção evolua com facilidade rumo à disputa da Copa de 2014. Claro que é preciso renovar as peças. Mas Mano não terá dificuldades para fazer isso com a maioria das posições.

O Brasil tem ótimos volantes. Lucas Leiva e Elias, que já trabalharam com Mano, devem receber mais chances a partir de agora. E ainda existem boas opções como Denílson, Sandro, Arouca, Ramires e Hernanes. Todos esses devem aparecer nas próximas listas da Seleção.

Mano também terá opções para escolher seus meias centrais de criação, já que Kaká, Ganso, Diego e Giuliano são algumas das boas opções que ele tem para compôr esse setor e fazer as funções que eram de Tcheco em 2007 e de Douglas em 2009.

A variedade de alternativas ainda aumenta quando estudamos quem poderá criar pelas pontas. Mano já comandou Carlos Eduardo e Diego Souza nesa posição, portanto são jogadores que podem voltar para a Seleção. Além deles, Elano,  Alex (ex-Inter), Michel Bastos e os atacantes Robinho, Nilmar, Neymar e Pato também podem ser lembrados.

Acostumado a trabalhar com Ronaldo no ano passado, um grande problema para Mano deve ser achar o centroavante ideal para a Seleção. Mas isso é assunto para outro post em breve…

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Da mesma forma que muitos comentaristas esportivos se apressaram para comentar sobre a suposta ida de Muricy Ramalho para a Seleção Brasileira agora existem outros que estão cometendo o mesmo equívoco. Afinal, como Caio Maia opinou, “vale a pena esperar antes de comemorar a derrota de Ricardo Teixeira”.

O presidente da CBF errou feio e isso já está bem claro. Ele demorou demais para escolher o substituto de Dunga e ainda negociou com Muricy Ramalho sem avisar ao Fluminense. Mas não é novidade que trata-se de um incompetente que já deveria ter saído há anos do cargo que ocupa.

No entanto, ainda é possível que o técnico do Fluminense vá para a Seleção. Sobram informações de última hora que indicam isso. Até o próprio Tricolor Carioca já admitiu a possibilidade, caso a CBF resolva pagar a multa recisória, de acordo com a Folha de S. Paulo.

Não é difícil que Ricardo Teixeira queira desembolsar um alto valor para contar com Muricy na Seleção. Seria uma forma de calar todos seus críticos que já se apressaram em comemorar o vexame do presidente da CBF. Juca Kfouri, é claro, foi um dos primeiros a fazer isso. Paulo Calçade, Flávio Gomes, Vitor Sérgio e outros também já destacaram essa visão dos fatos.

Não os condeno. Não estão errados. Eu também comemorarei. Mas prefiro esperar um pouco mais…

ATUALIZAÇÃO ÀS 20h50: com horas absurdas de atraso, a CBF finalmente se manifestou oficialmente sobre o assunto e confirmou que Muricy não foi liberado pelo Fluminense.

Agora restam duas ações à entidade: pagar a multa rescisória do técnico ou achar alguém que aceite assumir como 2ª opção.

A derrota de Ricardo Teixeira está cada vez mais feia. Ficou difícil acreditar que ele vá se salvar nos acréscimos. Que ele pelo menos cumpra sua promessa de definir quem será o novo técnico da Seleção até segunda-feira!

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  • Paulo Calçade ironiza a pior notícia da semana passada, quando Ricardo Teixeira admitiu o uso do dinheiro público na Copa de 2014. “Surpresa!”. Clique aqui e leia mais.
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