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Posts Tagged ‘Robinho’

Mano Menezes fez sua primeiro convocação de 2012 e a principal repercussão foi em cima de Ronaldinho Gaúcho. Antero Greco e Gian Oddi, por exemplo, não entenderam a presença do flamenguista na Seleção Brasileira. Como já escrevi sobre isso após convocações anteriores, prefiro destacar outro detalhe da lista…

O que também chamou atenção dessa vez foi a ausência de Robinho nas convocações da Seleção Brasileira. Afinal, ele chegou a ser capitão da Seleção de Mano e, de repente, passou a ficar fora do time, desde o final do ano passado. E tudo isso aconteceu logo em um momento em que o atacante vive boa fase na Europa, firmando-se como um coadjuvante importante do forte Milan.

A última convocação de Robinho foi para o jogo contra Gana, em agosto do ano passado. Ele foi cortado da Seleção por causa de uma lesão no púbis e, desde então, não foi mais lembrado por Mano, que ainda pôde chamá-lo três vezes, mas não o fez. Em um primeiro momento, o treinador usou suas tradicionais respostas evasivas para justificar a ausência de Robinho. Depois, como na primeira convocação deste ano, sequer foi questionado sobre isso.

Com isso, ficou uma impressão: passamos a desencanar de Robinho. O atacante, que já foi a grande promessa do futebol brasileiro, virou dispensável para a Seleção. Não que precisemos lamentar sua ausência, porque Robinho já mostrou que não conseguirá ser a estrela que prometia ser. Mas não deixa de ser estranha a forma como isso aconteceu. De uma convocação para outra, sem justificativas, sem explicações e sem motivos.

Eu ainda não descartaria Robinho dessa forma. O atacante do Milan pode ser, por exemplo, uma alternativa melhor que Ronaldinho para dar experiência à Seleção. Tem até um entrosamento melhor com o grupo, pois já jogou com Neymar e Ganso. Mas parece que Mano não vê a questão dessa forma. Por que? Mistério…

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Passada a turbulência causada pelo fracasso do Brasil na Copa América, já é possível fazer um balanço mais equilibrado de tudo que precisa mudar no time de Mano Menezes. Afinal, o técnico não será trocado mesmo, principalmente por causa da falta de opções para o cargo.

Dito isso, resta estudar as peças que podem ser mudadas na Seleção. Temos problemas em todos setores, desde o gol até a camisa 9. E faltam soluções.

Entre os goleiros, Júlio César passou a ser muito contestado. Mas ele não tem um reserva à altura. Victor, Fábio, Jefferson… todos têm qualidade, mas nenhum passa a confiança suficiente.

Entre os laterais, Maicon ganhou de vez o espaço na direita, mas André Santos sai chamuscado na esquerda. O problema é que, fora Marcelo, não há quem seja muito superior a ele. Eu apostaria em Filipe Luís, mas seria só isso, uma aposta. A única solução é uma reconciliação entre Mano e Marcelo.

Entre os zagueiros, Thiago Silva teve momentos de instabilidade e Lúcio, apesar da liderança, mostra que a idade pode pesar. Temos ainda David Luiz, mas falta uma outra opção mais segura. Miranda? Réver? Alex? Dedé? Não é o caso.

Entre os volantes, Lucas e Ramires decepcionaram. Faltou principalmente ajuda a Ganso na saída de bola, para facilitar as armações das jogadas. Mas no máximo dá para imaginar que Hernanes, jogando mais recuado que de costume, poderia ajudar nisso. De resto…

Entre os meias, Ganso não fez tudo que pôde, mas ninguém tem tanto potencial quanto ele. Jádson pode ser uma boa opção entre os reservas, mas para o time titular apenas a recuperação de Kaká pode fazer a diferença. E quem ainda acredita nisso?

Entre os atacantes, a história se repete: Neymar, Robinho e Pato foram mal, mas quem faria muito melhor que eles? Nilmar seria uma opção interessante, Hulk merece ser testado, Leandro Damião tem potencial, mas faltam nomes convincentes.

Portanto, fica claro que a simples mudança de peças não é o que vai resolver os problemas da Seleção. Nossas opções não são tão diferenciadas quanto muitos pensam. Ou alguém acha que Victor, Marcelo, Hernanes, Kaká, Hulk e Leandro Damião sejam realmente tudo que o Brasil precisa?

O que falta para a Seleção não é tirar Julio César, André Santos ou Pato do time. O que falta é criar um conjunto, um time bem formado e bem treinado. E é nesse ponto que, insisto, Mano tem falhado.

Porém, como o técnico não será mudado, fica difícil prever um futuro de sucesso para a Seleção…

Mano/AFP
O futuro da Seleção de Mano parece obscuro

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Mano/ AFP

Está chegando a hora, Mano

A Seleção Brasileira voltou a decepcionar no sábado e deixou uma grande lista de dúvidas na cabeça de Mano Menezes. “Troco Fred por Pato?”. “Mantenho o Jadson como titular?”. “Dou uma chance ao Robinho?”. “Troco os laterais?”. 

Essas devem ser algumas questões que estão na cabeça do técnico da Seleção. Porém, ele precisa perceber que o problema do time é muito mais profundo. Ou seja…

Não adianta colocar Fred no lugar de Alexandre Pato se o centroavante da Seleção Brasileira continuar isolado, sozinho na frente.
Não adianta colocar Jadson no lugar de Robinho se ele continuar sendo apenas um jogador preso na ponta direita.
Não adianta colocar Neymar em campo se ele ficar só na ponta esquerda e ninguém se aproximar para jogar com ele.
Não adianta torcar os laterais, mesmo o fraquíssimo André Santos, se a ordem é para eles não subirem tanto para o ataque.
Não adianta tirar Lúcio ou Thiago Silva para colocar o David Luiz se a marcação dos volantes ainda deixar os zagueiros tão expostos.

Enfim, Mano precisa entender que não é só uma questão de trocar peças, colocar esse ou aquele jogador como titular. A tática a estratégia da Seleção também precisam mudar. Esse 4-2-3-1 com jogadores tão fixos não funciona. O posicionamento tem que mudar, a movimentação tem que acontecer e é o próprio Mano quem precisa corrigir tudo isso.

Afinal, não adianta se classificar contra o Equador se esse time não vai melhorar.
Não adianta esperar que os jogadores façam lances individuais e salvem o seu cargo, Mano Menezes.
Porque, pelo visto, não adianta mesmo torcer para essa Seleção tão mal treinada e tão pouco comprometida.

Não adianta!

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Robinho/AFP
Chora, Robinho, chora…

“Eu respeito a opinião do Mano, mas eu não quero sair e estou saindo sempre dos jogos”. A frase é de Robinho, após o péssimo empate da seleção brasileira contra a Venezuela. Ele reclamou por mais uma vez ter sido substituído, como se tivesse feito algo para justificar sua permanência em campo.

Muito pelo contrário. Ele perdeu uma das melhores chances que o Brasil criou, naquele lance em que muitos pediram pênalti, mas não foi. A polêmica só serviu para desvirtuar o foco da péssima finalização de Robinho, que merece ser cada vez mais questionado na seleção brasileira.

Já quase não me lembro qual foi a última grande atuação de Robinho pelo Brasil. Talvez naquele amistoso contra a Itália, há dois anos. Depois disso, fez um gol contra a Holanda, na Copa de 2010, e só. Teve uma boa temporada como coadjuvante no Milan, mas ainda faltam argumentos para Robinho se colocar como titular absoluto da Seleção. Não foi à toa que dessa vez ele saiu vaiado e vários brasileiros pediram que Lucas, com apenas um ano de profissional no São Paulo, assuma o seu lugar no onze inicial.

Não é o ideal. Sou contra mudanças radicais agora. Lucas ainda não está pronto para tanta responsabilidade. Mas um dos poucos erros na convocação de Mano pode fazer com que o são paulino vire a solução do time. Afinal, Nilmar e Hulk, jogadores mais experientes que poderiam substituir Robinho na ponta direita, ficaram de fora da Copa América. Outras opções são Fred e Elano, mas ambos forçariam uma mudança de esquema tático.

Neymar, Ganso, Pato também foram mal contra a Venezuela, mas com eles é preciso ter paciência, são jovens e têm esse argumento. Robinho não tem. Aliás, não tem argumento algum. Por isso é melhor ficar quieto, começar a jogar mais pela Seleção e reclamar menos, bem menos.

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Mais uma vez a Seleção Brasileira não empolgou. Mais uma vez a Seleção Brasileira saiu de campo sob vaias. Após a vitória modesta por 1 a 0 contra a Romênia, seria fácil e até justo criticar o time de Mano Menezes, mas prefiro outro ponto de vista.

Ronaldo
A despedida de Ronaldo foi o que aconteceu de mais importante no jogo contra a Romênia

Faltam jogadas? Sem dúvidas! Falta movimentação? Com certeza! Mas, por outro lado, existem pontos fortes dessa Seleção que precisam ser lembrados. Nem tudo é ruim no trabalho de Mano…

Base pronta
Há um time titular bem definido, o que vai ajudar no entrosamento. Em um ano, com poucos jogos, não é fácil conseguir isso. E o melhor é que a maioria desses titulares provavelmente estará na Copa do Mundo de 2014.

Tática decidida
Demorou, mas finalmente Mano mostrou que prefere escalar três atacantes na Seleção. Depois de alguns testes estranhos em amistosos, ele optou pelo 4-3-3 nos dois últimos jogos. É a melhor opção de fato.

Seleção ofensiva
Escalar três atacantes nem sempre quer dizer que o time é ofensivo. Mas a Seleção está sim com a mentalidade voltada para o ataque. Temos excelentes defensores que podem dar segurança para um time que jogará mais adiantado.

Neymar está tranquilo
Ele é a grande esperança de termos um novo protagonista na Seleção. E ele parece não temer isso. Não fez gols nos dois últimos jogos, mas criou jogadas, partiu pra cima e foi bem melhor do que o já veterano Robinho, por exemplo.

Preparação adequada
O Brasil ainda não sabe como enfrentar grandes seleções, mas pelo menos já faz importantes testes para descobrir isso. Os adversários da Copa América são até piores e, quando a hora da decisão chegar, dá para acreditar que a Seleção estará com experiência suficiente para grandes jogos.

Mesmo com tudo isso, ainda não dá para ficar 100% otimista com a participação do Brasil na Copa América. Com Ganso e Pato, convocados para a Copa América, o time vai melhorar, mas precisará de algo a mais.

Esse “algo a mais” tem que vir de Mano Menezes. Ele terá tempo para treinar o time e acertar todos os problemas ofensivos que ficam evidentes a cada jogo. Caso não consiga, não há otimismo que o salve. É certeza que a sua demissão já passará a ser cogitada.

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Neymar deu outro show na Copa Libertadores 2011. Nesta quarta-feira, ele participou dos três gols do Santos, que também contou com Arouca e com a sorte para se classificar para a final. Logo depois, o atacante santista foi se apresentar à Seleção Brasileira e já começou a levantar uma questão: como Neymar entrará no time de Mano Menezes? Afinal, não é possível que o técnico do Brasil tenha a intenção de deixá-lo no banco de reservas.

Como Neymar ficou de fora do coletivo desta quinta-feira e até agora participou de poucos jogos pela Seleção, só nos resta especular em cima do time que Mano rascunhou até agora: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires, Anderson e Jadson; Robinho e Leandro Damião.

Portanto, vejo basicamente três possibilidades para o jogo contra a Holanda:

Sai Robinho
Se forem observadas as características dos jogadores, essa seria a troca mais óbvia. Mas Robinho tem moral com Mano, fez uma boa temporada na Europa e portanto deve ser titular.

Sai Leandro Damião
Robinho e Neymar já jogaram sem um centroavante fixo na área pela Seleção. Foi no amistoso contra a Argentina, que terminou com uma derrota por 1 a 0. Essa experiência negativa pode fazer com que Mano descarte a opção.

Porém, a falta de centroavantes no Brasil é nítida e já foi até analisada no Opiniões em Campo. Portanto, é melhor não descartar totalmente essa opção.

Neymar e Robinho
Será que Neymar e Robinho ainda podem aproveitar o entrosamento dos tempos de Santos?

Sai Jadson ou Anderson
É grande a possibilidade de Mano querer usar três atacantes contra a Holanda. Ele precisa demais da vitória, afinal já está pressionado por resultados ruins contra seleções grandes – Argentina e França. Caso perca de novo, a pressão vai ser grande e bastará uma Copa América ruim para que ele seja demitido.

Portanto, uma opção mais ofensiva, em um jogo em casa, cai bem. Com Neymar e Robinho ajudando Leandro Damião, fica mais fácil imaginar o centroavante do Inter fazendo uma boa partida, sem nervosismo e com mais chances. Então aposto nessa escalação, que é a mesma que eu faria se estivesse no lugar do Mano.

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O Santos acertou ao contratar o técnico Adilson Batista. Resta saber se Adilson vai acertar como técnico do Santos. Sim, pois seu fracasso recente no Corinthians gera desconfiança. E agora ele recebeu uma segunda chance. E é uma chance de ouro. Explico…

O Santos atual está muito longe de ser aquele do 1º semestre. Perdeu Robinho, André e Wesley. Perdeu confiança depois da lesão de Ganso. E perdeu até sua alegria, com tantas confusões dentro e fora de campo. Pode parecer uma cilada para Adilson. Mas não é.

Isso porque o Santos precisa de pouco para se reconstruir e virar um dos favoritos para Copa Libertadores de 2011. E o melhor: a diretoria tem se mostrado disposta a dar esse pouco para Adilson.

Trata-se de um técnico que gosta de futebol ofensivo, ousado, e deve fazer o Peixe retomar essa vocação. Com Lucas, Zé Roberto, Elano, Elkeson (contratações especuladas desde já no time) ou pelo menos alguns deles, será fácil atingir esse objetivo. E mesmo que não consiga o título da Libertadores, se a diretoria tiver paciência com Adilson, a conquista do Brasileirão 2011 também será possível.

Sendo mais objetivo: com mais um zagueiro, um volante e dois atacantes que cheguem para brigar pela titularidade, o Santos deve brilhar em 2011. Adilson sabe que errar uma vez, como fez no Corinthians, é humano. Mas errar duas vezes é ser algo que ele não é – burro. Vai dar certo!

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