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Posts Tagged ‘São Paulo’

O Fluminense não é “tantas vezes campeão” quanto Lamartine Babo declarou no hino tricolor. Porém, está próximo de colocar mais um título em sua história. O time de Abel Braga assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira e, mais importante do que isso, tem provado que pode se manter nessa posição até o fim. E aqui não cabe nenhuma acusação de oportunismo, pois há diversos motivos para justificar o favoritismo tricolor. Explico…

É desnecessário elogiar o elenco do Fluminense. Sobram opções de qualidade e a maioria delas está do meio-campo para frente: Thiago Neves, Deco, Wagner, Wellington Nem, Rafael Sóbis, Fred, etc…

Pois está exatamente aí o grande segredo do trabalho de Abel Braga: especialista em montar defesas, ele fortaleceu o que seria o ponto fraco do Fluminense. Agora o time é o menos vazado do Campeonato, com apenas 15 gols sofridos em 22 jogos disputados até agora. E vale destacar: não há grandes zagueiros no elenco, apenas Leandro Euzébio, Gum e Anderson – jogadores de qualidade mediana que têm se esforçado demais.

Gum e Wellington Nem/ Foto: Mauro Pimentel/ Terra

Experiência e juventude estão bem misturadas no Fluminense

Além disso, a aposta na experiência é outro detalhe importante do elenco do Fluminense. Em todas posições há pelo menos um jogador bastante rodado e que sabe o caminho dos títulos. Isso tem mantido o grupo focado e unido, claramente disposto a tudo para ser campeão mais uma vez. É possível enxergar ainda o embrião da equipe que quase foi rebaixada em 2009 e depois virou campeã brasileira em 2010.

Mas se for preciso juventude e fôlego renovado para buscar o título, o Fluminense também possui elenco para isso. Liderados por Wellington Nem, diversos jogadores das categorias de base têm conseguido espaço. Nesta quinta-feira, contra o Santos, foi a vez do centroavante Samuel brilhar. Mas há ainda Wallace, Fábio Braga, Matheus Carvalho, Marcos Jr e outros. A produção de talentos em Xerém sempre reforçou de verdade o elenco principal e dessa vez não será diferente.

Mas é evidente que o Fluminense não é um time perfeito. Ainda sofre com carência em algumas posições, nem sempre é criativo no meio-campo e demonstra irregularidade dentro de uma mesma partida. Mas a falta de concorrentes pelo título deve compensar isso: o Atlético-MG vai sofrer para lidar com a pressão de voltar a ser campeão; o Grêmio não tem uma defesa forte suficiente para ser campeão e sequer um técnico capaz de corrigir isso; e São Paulo, Internacional, Botafogo ou Cruzeiro teriam que conseguir uma arrancada improvável para alcançá-lo.

Portanto não faltam motivos para apontar o Fluminense como favorito absoluto ao título do Campeonato Brasileiro. Não é oportunismo. Na verdade é uma oportunidade bem aproveitada.

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A boa notícia é para o São Paulo, que finalmente se encontrou e mostrou que pode lutar pelo título do Campeonato Brasileiro. A má notícia é para o Palmeiras, que provou de vez que vai lutar contra o rebaixamento até o final do Campeonato Brasileiro. Estas conclusões sobre os times paulistas foram as principais lições que saíram da 20ª rodada, mas vamos por partes.

Primeiro o Palmeiras: é inegável que o título da Copa do Brasil acabou prejudicando o time – por causar um relaxamento natural e por  ter feito vários jogadores chegarem ao limite físico. Essas lesões que vieram depois também comprometeram, até porque o elenco comandado por Felipão é fraco. Mas é preciso deixar algo bem claro: a expectativa do Palmeiras sempre foi de ficar na parte de baixo da tabela.

Antes do Brasileirão começar, a situação do Palmeiras foi descrita no Opiniões em Campo como “com medo de lutar contra o rebaixamento”. E essa deveria ter sido a preocupação do time desde o começo, até porque a posição na tabela sempre indicou isso também. Mas internamente houve uma ilusão de que o “campeão do Brasil” sairia da degola facilmente, quando quisesse, quando estivesse afim, quando fosse necessário.

Pois agora é necessário, mas o time simplesmente não consegue. Exatamente porque falta qualidade. Basta olhar setor por setor… não há sequer um zagueiro seguro, já que Henrique foi transformado em volante. A saída de jogo nos pés dos volantes, que sempre foi um problema, está ainda pior. No setor de criação existe apenas o pouco confiável Valdivia. E no ataque faltam jogadores de velocidade para fazer companhia a Barcos – Maikon Leite e Luan estão lesionados, mas também não são soluções.

Com esse elenco, turbinada pela contratação bombástica de Tiago Real, o Palmeiras vai lutar contra o rebaixamento até o fim. Pode se livrar, porque existem outros candidatos tão dispostos quanto ele a cair. Mas será uma batalha que ainda vai durar até dezembro.

Já do outro lado do muro a situação é oposta: o São Paulo tem mostrado a cada rodada que vai brigar pelo título do Campeonato Brasileiro. Já foram três vitórias seguidas e mais do que isso: Ney Franco está encontrando um time ideal para escalar, com a formação tática correta e guardando algumas boas opções para o banco.

Ainda é um time que depende demais de Jadson, Lucas e Luís Fabiano para funcionar. Mas a fase dos três é boa e eles podem empurrar o São Paulo para a briga pelo ponta. A liderança de Rogério Ceni também fez diferença, mas nada é tão fundamental quanto manter esses trio jogando bem. As características deles se completam perfeitamente e estão cada vez mais entrosados.

Em um Campeonato Brasileiro que segue aberto, já que o Atlético-MG não parece pronto para consolidar seu domínio, o São Paulo pode se aproveitar e entrar na briga junto com Fluminense e Grêmio. O Vasco está na frente, mas isso parece apenas uma questão de tempo. Em breve o São Paulo vai dormir e acordar no G-4, já sonhando com a liderança.

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Cego pelo título e empolgado pela festa, o palmeirense pode até tentar negar, mas é fato: o time de Felipão era o pior entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Grêmio e São Paulo têm elencos melhores, principalmente no ataque. E o Coritiba, mesmo sem estrelas, era melhor taticamente. O Palmeiras só é competitivo por causa das bolas paradas de Marcos Assunção. Como pode um time tão fraco ser campeão?

E o cenário era ainda pior por causa de alguns acontecimentos absurdos. Olhando para trás, lembramos da contusão de Wesley, que só foi contratado para virar desfalque. Mais para frente, teve o sequestro de Valdivia, que se recuperou, mas depois foi expulso na primeira final. Aliás, na decisão surgiram mais dificuldades: Barcos teve uma apendicite e Henrique acordou com febre na quarta-feira decisiva. Como pode um time tão azarado ser campeão?

E não era só azar. No mesmo dia em que o Corinthians foi campeão da Libertadores, na véspera do jogo de ida contra o Coritiba, surgiu a notícia de uma briga entre dirigentes palmeirenses. Verdade ou não, é um símbolo de como funciona o ambiente palestrino. Mesmo na maior das festas, pode surgir a maior das confusões. Sempre há alguém torcendo contra, mesmo que esteja do mesmo lado. São palmeirenses que não querem o melhor para o Palmeiras. Não tente entender. Apenas reflita: como pode um time ser campeão com um ambiente assim?

E ainda existem outros poréns. Vale lembrar que o Palmeiras está sem estádio. Foi jogar em Barueri, fora da capital paulista. Vale lembrar que o Palmeiras estava pressionado por tantos fracassos vergonhos recentes. E, acima de tudo, vale lembrar que o Palmeiras superou tudo isso. Como? Não é fácil explicar. Mas é necessário valorizar.

Todas essas dificuldades citadas acima só aumentam o valor do título do Palmeiras. Se antes diziam que ele estava virando um time pequeno, agora ele mostrou como é gigante. A camisa pesou. A tradição fez diferença. E os jogadores se superaram. Nada mais explica esse título. Porque o Palmeiras realmente não deveria ter sido campeão. Mas brigou o bastante para ser o campeão com mais justiça. E não há nada mais bonito no futebol do que um título justo e bem entregue.

Não deveria. Mas foi justo demais

Não deveria. Mas foi justo demais

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Os estaduais são cada vez mais inúteis para o futebol brasileiro. Servem mais para queimar a pré-temporada, iludir times grandes e causar demissões de treinadores. Nesta temporada não foi diferente e por isso o Opiniões em Campo teve poucas análises destas competições. Prefiro fazer agora um balanço geral do que aconteceu com cada time e assim se preparar para o campeonato que importa: que venha o Brasileirão!

Troféu do Brasileirão/ Alexandre Battibugli

Por ordem de favoritismo ao título, segue rápidas análises dos 20 times abaixo:

Santos e os favoritos da Vila
Desempenho no Estadual: tricampeão paulista
Condição no Brasileirão 2012: principal favorito ao título
Elogiar Neymar é desnecessário. Exaltar a categoria rara de Ganso é repetição. Mas o Santos tem ido além dos seus craques. Ao contrário de 2011, o time agora parece ter também um jogo coletivo que funciona. A equipe está mais forte, mais preparada e mais entrosada. Tem defeitos na defesa, mas para superar isso existem… Neymar e Ganso, é claro.

Corinthians e sua Titeabilidade
Desempenho no Estadual: eliminado nas quartas
Condição no Brasileirão 2012: favorito ao título
É impossível olhar para o Corinthians atual e não lembrar do seu treinador. Afinal, ele conseguiu fazer um time organizado taticamente como poucos no Brasil. Não há brilho, não há show, não há espetáculo. Mas há eficiência e é isso que importa. É verdade que não há uma estrela, um craque, alguém para resolver. Mas em 2011 isso não fez tanta falta…

Fluminense, o melhor elenco do Brasil
Desempenho no Estadual: campeão carioca
Condição no Brasileirão 2012: favorito ao título
Não há um time no Brasil com tantos reservas de qualidade. Rafael Sóbis, Rafael Moura, Wagner e Jean, por exemplo, são jogadores que poderiam ser titulares na maioria dos clubes da Série A. Além disso, existem muitos atletas experientes. O único problema realmente é a defesa, mas Abel Braga tem qualidade para melhorar esse ponto.

Vasco modificado
Desempenho no Estadual: vice nos dois turnos do Carioca
Condição no Brasileirão 2012: bem, mas em queda
Não é o mesmo time que terminou tão bem o Brasileirão de 2011. O Vasco perdeu parte da sua organização tática, perdeu opções no banco e perdeu confiança. A qualidade ainda existe, é claro, mas o time precisa de um fato novo para se empolgar novamente e entrar nos eixos – pode ser uma contratação ou uma grande vitória. Mas do jeito que está o time não brigará pelo título.

A incógnita Internacional
Desempenho no Estadual: campeão gaúcho
Condição no Brasileirão 2012: mal, mas em possível ascensão
Foi-se o tempo em que o Inter tinha um dos melhores elencos do Brasil. Atualmente, depende demais do trio Oscar, D’Alessandro e Leandro Damião. Como os três não tiveram um bom começo de temporada, por um motivo ou outro, o Inter está uma verdadeira bagunça. Porém, se todos se recuperarem, Dorival tem potencial para colocar o time em ordem e fazê-lo brigar pelo título.

A hora do São Paulo
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: mal, mas em possível ascensão
Foi um começo de ano conturbado para o São Paulo, com lesões, mudanças e crises, mas o time sobreviveu do jeito que pôde. Agora chegou a hora de arrumar a casa e há potencial para que o time deslanche. Do meio para frente existem talentos como Lucas e Luís Fabiano, mas Leão ainda precisa definir melhor se vai jogar dois ou três atacantes. E o pior é resolver a defesa, de preferência com contratações.

Iludidos do Atlético-MG
Desempenho no Estadual: campeão mineiro invicto
Condição no Brasileirão 2012: deve brigar por vaga na Libertadores
É preciso tomar cuidado para não se iludir com o resultado do Campeonato Mineiro. De fato o time de Cuca evoluiu em relação ao ano passado e pode ir longe se souber reconhecer suas limitações, mas ainda não está entre os melhores do Brasil. O fracasso na Copa do Brasil, contra o Goiás, mostrou que o time ainda tem muitos problemas.

Zebra da Bahia
Desempenho no Estadual: campeão baiano
Condição no Brasileirão 2012: possível surpresa
É a principal novidade do ano. Depois da saída de Joel Santana, a chegada de Falcão mudou a equipe. O Bahia foi campeão com um futebol interessante, de criatividade e boas jogadas. Ainda falta mais confiabilidade, principalmente na defesa, mas com certeza vai dar trabalho para times grandes.

O limitado Botafogo
Desempenho no Estadual: vice-campeão carioca
Condição no Brasileirão 2012: se melhorar, briga pela Libetadores
Não há palavra que defina melhor o Botafogo atualmente: “limitado”. O time é assim, o elenco é assim e dessa forma será a campanha do time no Brasileirão. Se não vierem contratações de impacto, é difícil ver o time evoluir. E ainda há o risco de Oswaldo ser demitido por causa da Copa do Brasil…

Desequilíbrio gremista
Desempenho no Estadual: vice do 2º turno
Condição no Brasileirão 2012: se melhorar, briga pela Libetadores
Há um grande desequilíbrio no elenco do Grêmio. Enquanto algumas posições estão bem servidas, outras têm carências graves. Mas a qualidade ofensiva deve ajudar o time a não fazer feio no Brasileiro. Ir além disso depende de contratações, de desempenhos individuais e do próprio treinador Luxemburgo, que atualmente só gera desconfiança.

O mediano Coritiba
Desempenho no Estadual: campeão paranaense
Condição no Brasileirão 2012: vai surpreender se brigar pela Libetadores
É um time seguro, mas não mais do que isso. Não vai lutar contra o rebaixamento, mas vai surpreender se conseguir mais do que isso. O melhor setor do time é a defesa, algo raro nos times brasileiros. Mas no ataque falta brilho para o time ir além.

Flamengo e suas crises
Desempenho no Estadual: no máximo semifinalista de um turno
Condição no Brasileirão 2012: medo de lutar contra o rebaixamento
O time até tem estrelas e alguma qualidade para sonhar com algo maior no Brasileirão. Porém, o conturbado ambiente da Gávea só atrapalha. Não creio que a chegada de Zinho irá resolver algo e ter que lutar contra o rebaixamento não seria uma surpresa.

Palmeiras e sua crise eterna
Desempenho no Estadual: eliminado nas quartas
Condição no Brasileirão 2012: medo de lutar contra o rebaixamento
Vive situação parecida com a do Flamengo, com o agravante de que a crise interna parece ser ainda pior. A possível queda de Felipão pode complicar ainda mais o time, que já flertou com o rebaixamento na temporada passada e pode correr riscos novamente.

O rebaixado Cruzeiro
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
O Cruzeiro esqueceu que não caiu em 2011. Apesar de ter corrido sérios riscos, o time se livrou. Porém, montou um time ainda pior e ainda ficou sem técnico antes do início do Brasileirão. Mesmo que chegue Pep Guardiola para treinar a Raposa, terá dificuldades para salvar o time do rebaixamento.

Figueirense sob nova direção
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Assim como fez em 2011, tinha tudo para surpreender novamente nesta temporada. Porém, deixou o Estadual lhe atrapalhar – após a derrota na final do Catarinense, saiu o técnico Branco e entrou Argel no comando. Não parece ser alguém pronto para comandar o time no momento, então prevejo dificuldades nesse começo de Brasileirão.

Sport sem comando
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
O técnico Mazola Junior nunca me convenceu. Neste ano, ele exagerou nos teste e mudanças, por isso acabou demitido e deixou uma herança complicada para quem assumir a equipe. O começo do Sport no Brasileirão deve ser ruim e isso deve gerar um prejuízo complicado.

Uma Ponte irregular
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Aesar da boa campanha no Paulista, a Ponte não convenceu. Foi extremamente irregular e tem jogadores que não devem aguentar a pressão da Série A. Além disso, ainda deve perder peças importantes. Portanto, com uma reconstrução durante o campeonato, o bom treinador Gilson Kleina terá trabalho para manter o time na primeira divisão.

Atlético-GO abaixo da média
Desempenho no Estadual: vice-campeão
Condição no Brasileirão 2012: deve lutar contra o rebaixamento
Apesar do título no Estadual não ter acontecido, foi um bom começo de ano para o Atlético-GO. Aparentemente, Adilson Batista está bem no comando do time e não deve se perder, como fez em outros trabalhos. O problema realmente é a limitação do elenco. Falta qualidade para o Atlético-GO sonhar com algo mais além de permanecer na Série A

Náutico em reforma
Desempenho no Estadual: eliminado na semifinal
Condição no Brasileirão 2012: rebaixado
Após um péssimo começo de temporada, Alexandre Gallo é o técnico responsável por tentar a recuperação do Náutico para o Brasileirão. Ele nunca mostrou competência para ter sucesso em uma missão tão árdua quanto essa. Vai ser um time que vai alternar altos e baixos, sem nunca conseguir se livrar de verdade da zona de rebaixamento

A rebaixada Portuguesa
Desempenho no Estadual: rebaixado para a segunda divisão
Condição no Brasileirão 2012: rebaixado
É impossível ter outra expectativa da Portuguesa a não ser a queda para a segunda divisão nacional. Após cair para a Série A2 no Estadual, será difícil demais o time recuperar a confiança e surpreender no Brasileirão. Para piorar, o técnico escolhido para essa missão, Geninho, parece cada vez mais antiquado

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O final de semana trouxe dois clássicos interessantes no Eixo Rio-SP: Corinthians e São Paulo duelaram pelo Campeonato Paulista, enquanto Vasco e Fluminense duelaram pelo Carioca. Foram dois jogos entre times prontos e equipes que estão em construção.

O clássico paulista foi vencido facilmente pelo Corinthians, mesmo com o pênalti perdido por Jadson. A impressão é que, se o meia tivesse acertado a cobrança, os corintianos teriam vencido mesmo assim. Porque trata-se de um time bem entrosado, acertado taticamente, com jogadas e com uma defesa sólida. Mesmo com alguns reservas, mantém um padrão e não é fácil batê-lo.

Já o São Paulo, apesar de ter agido muito bem no mercado, com boas contratações e dispensas melhores ainda, está longe de ser um time. Não há uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida. O elenco é bom, mas é impossível não duvidar: será que Leão pode transformar esse potencial em qualidade de verdade?

O clássico carioca foi semelhante. O Vasco não está tão bem quanto o Corinthians, e o Fluminense tem uma base mais entrosada do que o São Paulo. Mas a diferença entre os dois melhores do RJ ainda é grande.

Polêmicas da arbitragem à parte, isso ficou provado em campo. O Vasco tem opções, alternativas e estratégias. No Flu falta uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida. Ops, já escrevi isso hoje…

Enfim, a grande lição do final de semana é: Corinthians e Vasco seguem um passo à frente no futebol brasileiro atualmente, junto com o Santos. Mas isso pode mudar em breve. São Paulo, Fluminense e outros times em construção (Internacional principalmente, mas talvez Palmeiras, Grêmio e Atlético-MG) podem dar trabalho. Ainda é só o começo de tudo…

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O Fluminense contratou Wagner, o Grêmio trouxe Kleber, o Botafogo se reforçou com Andrezinho, mas um dos times que mais tem evoluído para a temporada de 2012 é o São Paulo.

Ainda desconfio que Emerson Leão pode atrapalhar demais, mas, pelas movimentações do mercado da bola, o torcedor são paulino pode ficar otimista. Explico…

Veja lista com os melhores reforços do São Paulo e entenda:

11º) Paulo Miranda
Entre os contratados, é o que tem mais chances de dar errado. Não era sequer o melhor zagueiro do Bahia, que fez campanha ruim no Brasileirão 2011. Mas ele tem força e pode ser útil como um reserva seguro.

10º) Saída do Thiago Carleto
Essa é uma transferência que faz pouca diferença, já que Carleto era quarto reserva. Mas o São Paulo fica bem só por não correr o risco dele jogar.

9º) Saída do Dagoberto
Mesmo com a boa temporada que fez em 2011, Dagoberto não conseguiu agradar a torcida. Os problemas eram sua irregularidade e por vezes sua displicência. Se ele for bem no Inter, talvez a torcida sinta mais saudades, mas por enquanto a maioria faz festa por sua saída.

Dagoberto no Internacional
Aposto que Dagoberto vai dar certo no Internacional

8º) Saída do Jean
Era um volante de qualidade, mas um lateral limitadíssimo. Sem espaço no meio-campo do São Paulo, ele só servia para complicar o time quando tinha que jogar improvisado. Sem ele, ainda falta contratar um reserva para Piris, mas é melhor até apostar em alguém das categorias de base.

7º) Fabrício
É um volante limitado. Todos sabem daquilo que ele é capaz. Nada de mais, nada de menos. Talvez sua raça ajude, como a diretoria espera, mas é preciso ver se ele não vai ficar mais tempo no departamento médico do que em campo. Ou no banco de reservas mesmo…

6º) Edson Silva
Fez um bom Brasileirão 2011, é verdade, mas não inspira confiança por enquanto. Vai brigar por posição com João Filipe é provável que ganhe essa disputa.

5º) Maicon
O grande problema para ele é a concorrência no meio-campo. Mas trata-se de um jogador interessante, que sabe marcar e criar. Se não sentir o peso da camisa, será uma opção útil.

4º) Saída do Xandão
Era uma zagueiro que assustava a torcida até quando passou a ficar mais tempo na reserva. Se um titular se machucava, já era um perigo. Vai ser importante para o São Paulo se livrar de um zagueiro tão desengonçado.

Xandão, ex-São Paulo, no Sporting
Eu tenho pena do Sporting…

3º) Saída do Marlos
É outro que só saía do banco de reservas, mas isso já era suficiente para atrapalhar bastante o time. Ele até tem alguma habilidade e velocidade, mas não sabe usar isso de forma inteligente. Causa espanto o Metalist ter pago 10 milhões de reais por ele.

2º) Bruno Cortês
Pode não dar certo, mas é uma boa contratação do São Paulo. Afinal, ele foi mesmo um dos melhores laterais do Brasileirão 2011 e o time precisava de alguém para essa função. Pior do que Juan ele não será…

1º) Saída do Rivaldo
A saída de um jogador que derrubou dois técnicos só pode ser comemorada. Rivaldo estreou bem pelo São Paulo e enganou muita gente, mas depois mostrou que não tem mais condições de jogar profissionalmente.

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É a negociação mais chata do futebol brasileiro nesse período de transferências: a possível saída de Montillo, do Cruzeiro, para Corinthians ou São Paulo, tem virado aquela novela chata que ninguém mais aguenta acompanhar. É cabível até questionar se o argentino vale todo esse barulho. Mas é preciso também enxergar além do que essa negociação pode significar.

É inegável que o futebol brasileiro tem entrado em uma nova Era recentemente. Com a estabilidade ecônomica do País e eventos como Copa e Olimpíada, os times passaram a receber mais dinheiro, tanto de empresas quanto da Rede Globo. Tudo isso trouxe benefícios para o Brasileirão, que foi ótimo em 2011 e deve ser melhor ainda em 2012. Porém, a longo prazo, há uma consequência preocupante disso tudo.

O que causa temor é a diferença de dinheiro recebido pelos times de Rio de Janeiro e São Paulo. Com a maior concentração de renda nesses estados e a negociação individualizada dos direitos de imagem, atualmente existem oito clubes que têm um orçamento maior do que os outros.

Dessa forma, não é difícil imaginar qual é a tendência do futebol brasileiro: como o dinheiro manda no futebol, logo esses oito clubes, com uma ou outra exceção, dominarão completamente o campeonato nacional.

Mesmo em 2011 a tabela do Brasileirão chegou a refletir isso em alguns momentos. Tanto que os três times mineiros só lutaram contra o rebaixamento. E é nesse ponto que voltamos ao caso Montillo. Explico…

Se o Cruzeiro for incapaz de segurar um jogador do porte de Montillo, o que parece cada vez mais provável, vai dar mais um sinal claro de que o futebol brasileiro deve ficar concentrado no eixo Rio-SP. Não só pelo que o argentino vai fazer em campo. Mas por toda uma questão simbólica, já que os times de outros estados parecem estar sempre um passo atrás. Sobretudo por uma questão financeira mesmo.

Não é o primeiro sinal dessa mudança no Brasil: o próprio Cruzeiro já teve que vender Henrique e Jonathan, antes titulares, para o Santos; o Grêmio perdeu Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo; o Vasco tirou Diego Souza do Atlético-MG. E por aí vai…

Claro que ainda é pouco para cravar que o futebol brasileiro será dominado pelos times de Rio e São Paulo. Mas os sinais começam a aparecer lentamente e só não vê quem não quer. Caso isso se concretize, o que seria lamentável, não poderão dizer que não avisei.

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