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Posts Tagged ‘tática’

Jamais vão esquecer a atuação do Cássio. Justo. O que ele fez foi digno de milagre, por mais que o corintiano não queira saber de santos. Jamais vão esquecer de Guerrero. Justo. Foram apenas dois cabeceios precisos, decisivos e fatais. Jamais vão esquecer de Emerson e Paulinho. Justo. Não foram bem no Mundial, mas sobraram na Libertadores.

Mas por favor, torcedor corintiano, jamais esqueça de Tite. Ele é o principal responsável por uma saga que jamais será repetida. Ele é o maior culpado por ter matado tanta gente de alegria. Foi ele que criou a maior força desse Corinthians tão brasileiro e tão mundial: a consistência tática e a força coletiva desse time só existe porque Tite existe.

Tite sempre mostrou que entende muito de futebol. Mesmo em seus fracassos mais marcantes, deixou lições táticas, nem que fosse apenas no discurso. Aliás, seu principal problema é exatamente o discurso: pausado, pensado e sempre com palavras difíceis para o mundo boleiro, ele sofre para que os jogadores entendam seu ponto. Nem sempre consegue passar a riqueza das suas mensagens.

No Corinthians essa dificuldade aconteceu, afinal existiu um Tolima no caminho. Mas Tite teve tempo e soube aproveitá-lo. Fez com que os jogadores acreditassem em seu discurso. Fez com que todos entendessem suas ideias. A marcação por pressão, avançada, é exemplo de algo pouco visto no futebol brasileiro, mas que funcionou de forma impressionante no Corinthians. Foi um dos diferenciais estratégicos do time.

Com o o elenco confiante em seu trabalho, Tite pôde inventar: diversas vezes escalou o time sem controavante, por exemplo. Deu certo, mas depois ele fez outra loucura: mudou o time para o Mundial e fez Guerrero ser titular absoluto. Funcionou novamente.

Aliás, até na final Tite resolveu colocar seu dedo na escalação: tirou Douglas do time e escalou Jorge Henrique. Um atacante entrou no lugar do meia, mas era uma mudança defensiva. Ele enxergou que o lado direito precisava de reforço na marcação, pois o ótimo Hazard atuaria por ali. Jorge é rápido e dedicado na marcação, ao contrário de Douglas, por isso foi titular. Deu tão certo que, antes do final do primeiro tempo, o Chelsea já começou a inverter o lado de Hazard, para que ele tivesse mais espaço. Era tarde demais.

Não foi apenas isso que fez o Corinthians ser campeão, é claro. Mas não foi apenas esse o mérito de Tite. Ele já tinha dado uma bela lição para o futebol brasileiro, tão atrasado em questões táticas: o time campeão nacional de 2011 não esbanjava talento, mas sobrava na organização em campo. E isso às vezes é mais importante do que o talento individual.

Tite tem coragem de mudar. Por isso muitas vezes ele erra. Por isso tantas vezes já foi criticado justamente. Mas também por isso já acertou como poucos técnicos no Brasil fizeram. Seu conhecimento tático é tão profundo e tão raro quanto seu poder de motivação. Essas qualidades montaram um time que se une para fazer o que ele manda. E certamente ele mandou o Corinthians para o topo do mundo.

 Tite, por Ricardo Matsukawa, do Terra

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Eu sei que para alguns é inevitável. Para outros é tentador. Mas, para mim, discutir arbitragem de futebol é algo extremamente chato. Chato e inútil. Não vai mudar absolutamente nada e pouco vai acrescentar sobre qualquer análise de jogo. Por isso, depois da polêmica vitória do Barcelona contra o Milan, nesta terça-feira, prefiro me aprofundar no futebol das equipes que ainda estão vivas na Liga dos Campeões.

Muito além dos pênaltis, é preciso entender que o Barcelona mereceu a vitória no Camp Nou. Apesar do Milan ter provado, como eu já tinha escrito aqui, que realmente pode fazer confrontos equilibrados contra o melhor time do mundo, não foi dessa vez que tudo deu certo para o time italiano. Na verdade a goleada do Barça poderia ter sido ainda maior, com pênaltis ou sem eles.

Dito isso, é preciso olhar para o que o Barça tem feito na temporada: uma profunda renovação tem acontecido no time catalão. E não digo isso só por causa dos novos jogadores que têm ganhado espaço no elenco. Mas principalmente pelas mudanças táticas. O melhor time dos últimos anos, aquele que será lembrado por toda a história, tem passado por uma metamorfose e tem gente que prefere discutir arbitragem, se foi pênalti ou não, se estava impedido ou não, etc… Enfim, bola para frente.

O site "ZonalMarking.net" ilustrou bem o 3-3-4 do Barcelona contra o Milan

O site "ZonalMarking.net" ilustrou bem o 3-3-4 do Barcelona contra o Milan

A grande mudança do Barcelona é tática. Aos poucos, Guardiola tem aposentado o 4-3-3 e implementado um curioso esquema tático que pode ser chamado de 3-4-3 ou até 3-3-4. É “curioso” porque o forte dessa tática é a movimentação dos jogadores. O ala Daniel Alves parece mais um atacante. O atacante Messi por vezes busca a bola no meio-campo. O volante Busquets pode fechar como um zagueiro e refazer a linha de quatro defensores. O meia Fabregas costuma avançar como um atacante para finalizar. E por isso é tão difícil analisar o Barcelona. E por isso é tão difícil marcar o Barcelona.

Mas difícil não é impossível. Esse novo Barcelona também tem seus pontos fracos, tanto que está atrás do Real Madrid no Campeonato Espanhol. A formação com três zagueiros ainda não está bem alinhada. Além disso, dois times já mostraram algumas estratégias que podem funcionar: o Real mostra, a cada clássico, que pressionar a saída de bola do Barcelona é necessário. Nem que seja por 15, 20 ou 30 minutos. Já o Milan provou, em seus quatro jogos nesta Liga dos Campeões, que o contra-ataque é fundamental. Pois só assim é possível encontrar o Barcelona desarmado, mal posicionado e vulnerável.

Além disso, é preciso lembrar que do outro lado da chave da Liga dos Campeões existem Real Madrid e Bayern de Munique. São times que farão um grande confronto na semifinal e depois podem sim ganhar do Barcelona na decisão – não acredito que Chelsea ou Benfica conseguirão parar o Barça. E é isso que precisa ser valorizado: os grandes jogos, os grandes confrontos e os grandes times. As péssimas arbitragens eu deixo de lado…

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Não é segredo para ninguém: o futebol brasileiro precisa passar por grandes mudanças. Com a saída de Ricardo Teixeira da CBF, estamos no momento ideal para isso. É claro que só a renúncia dele não vai resolver tudo, até porque José Maria Marin está longe de ser um milagreiro. Mas o tempo é de reflexão para que entendamos o que está acontecendo com nosso futebol. Só com esse diagnóstico podemos evoluir a longo prazo.

Um texto recente ajuda bastante nessa missão de entender o momento do futebol brasileiro. E ele é surpreendentemente de um jogador, o zagueiro Paulo André, do Corinthians. Em seu site, ele publicou no último domingo “A encruzilhada do futebol brasileiro”. Escreveu bem sobre algo que muitos já perceberam: o futebol brasileiro está em grave decadência. Isso precisa ser percebido por todos antes que seja tarde demais.

As conquistas das Copas de 1994 e 2002, além da final de 1998, esconderam essa realidade. Além disso, deram moral para que Ricardo Teixeira se perpetuasse no comando da entidade máxima do futebol brasileiro por longos 23 anos. Mas as consequências disso ainda estão por vir. Explico…

Assim como Paulo André destacou em seu texto, o futebol brasileiro sempre teve qualidade técnica de sobra e bastou juntar isso a um bom preparo físico para nos tornarmos dominantes. Quase criamos até uma hegemonia no futebol. Quase. Porque ainda falta muita evolução em dois pontos básicos: organização e conhecimento tático.

Em relação ao conhecimento tático, é fácil perceber como ainda há preconceito sobre isso no Brasil. Enquanto os espanhóis dão aula sobre isso, não só com o Barcelona, nós ficamos presos em conceitos ultrapassados. Como escreveu Paulo André, “estamos em 2012 e no Brasil tem gente que ainda fala em ala, três zagueiros e volante de contenção”. É preciso se aprofundar mais, buscar novas táticas, sair do 4-4-2 tradicional, debater ideias e valorizar quem tem conhecimento sobre isso.

O técnico Tite é um bom exemplo disso. Grande entendedor de tática, ele sempre sofreu preconceito. Claro que seu jeito de falar contribui para o folclore, mas muitos costumam ironizar também suas divagações táticas. Ele não se importa com isso e continua decidindo jogos com substituições ousadas, variações estratégicas interessantes e times bem treinados. Nem é preciso repetir o quanto ele foi fundamental no título brasileiro do Corinthians. Gente como ele precisa ser mais respeitada e menos ironizada.

Mas a questão mais importante é a organização mesmo. Destaco mais um trecho do texto de Paulo André para ilustrar isso: “A categoria de base da maioria dos clubes brasileiros está jogada ao Deus dará. Os cargos dentro dos clubes, federações e confederações ainda são políticos e não técnicos. Isso tem que mudar!”. E essas questões ainda são pequenas se lembrarmos das acusações de corrupção contra Ricardo Teixeira. Afinal, não é pouco o dinheiro que a CBF tem, mas pouco disso foi usado para fazer evoluir nosso futebol durante os últimos 23 anos.

A consequência desse tipo de política só aparece a longo prazo. Os resultados da gestão de Ricardo Teixeira começaram a surgir em campo apenas há pouco tempo, mas tende a se estender por longos anos. Nossa Seleção Brasileira atualmente é fraca e é difícil acreditar que isso vá mudar em breve. Simplesmente porque nada foi feito para cuidar do futuro do futebol brasileiro.

Por isso insisto: se o futebol brasileiro não se reinventar, vai continuar atrás de espanhóis, alemães, holandeses e ingleses, como acontece atualmente. Eles podem não ter toda nossa técnica, mas tem muito mais organização. É evidente que toda essa mudança não vai começar com José Maria Marin. Mas fico no aguardo de sua queda para que algo realmente mude no futebol brasileiro. O que não falta é gente que pensa sobre isso. Agora falta alguém que faça.

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É muito fácil só criticar Mano Menezes. Até porque ele dá motivos para isso. Na vitória contra a Bósnia, nesta terça-feira, o principal erro foi escalar jogadores fora de suas posições. Mas criticar é pouco. É preciso também sugerir, apresentar novas ideias e mostrar que a Seleção Brasileira poderia ser melhor.

Tudo começa por uma definição melhor da tática. Mano gosta de usar o 4-2-3-1 desde os tempos de Corinthians e tem insistido com isso, mas é hora dele se reinventar na Seleção. Aposto que um 4-3-1-2 poderia ser mais útil para encaixar o que temos de melhor no momento. Explico…

Com esse esquema, acima de tudo, seria dado liberdade para Neymar atacar por onde quisesse. Sem ter que ficar preso na ponta esquerda, o nosso maior craque no momento renderia melhor e formaria uma perigosa dupla de ataque com qualquer um dos centroavantes que temos no momento – Leandro Damião, Alexandre Pato ou Fred.

Outra vantagem seria contar com mais volantes para dar liberdade total aos nossos alas. Contra a Bósnia, os dois gols tiveram participação de Marcelo. Daniel Alves também foi bem no primeiro. Fazer os dois laterais atacarem ao mesmo tempo seria ótimo para a Seleção.

Mas claro que para isso é preciso ter volantes que façam a cobertura. Em um 4-3-1-2, além do cabeça de área (Sandro ou Lucas Leiva) temos um volante de cada lado para cobrir as subidas dos laterais. Eles também ficariam com a missão de melhorar a saída de bola, problema latente desde a Seleção do Dunga. Hernanes na direita e Fernandinho (ou Ramires) na esquerda, por exemplo, dariam conta desse recado. Marcariam pelos lados e fariam com que a bola chegasse mais tranquila para o meia central (provavelmente Ganso) organizar as jogadas da equipe.

Além dessa parte tática, existem ainda alguns ajustes de peças que precisam ser feitas. Já está na hora de testar Dedé na defesa e Diego Alves no gol. David Luiz e Julio César têm mostrado, em seus clubes inclusive, que não estão bem no momento. E nem preciso mencionar pela enésima vez como é inútil convocar Ronaldinho…

Portanto, eu passaria a pensar em uma Seleção assim: Diego Alves; Daniel Alves, Thiago Silva, Dedé e Marcelo; Lucas Leiva (Sandro), Hernanes, Fernandinho (Ramires) e Ganso; Neymar e Leandro Damião. E seria fácil trocar um dos volantes por um atacante rápido (Hulk, Lucas ou Robinho) para formar um 4-3-3 em jogos mais fáceis. São poucas mudanças, mas que já teriam um efeito vantajoso.

Não tenho a menor esperança que Mano vá ler essa minha sugestão, é claro. Apenas fica a prova de que essa Seleção poderia render bem mais. A geração realmente é fraca, mas nosso técnico é mais fraco ainda. Portanto, do jeito que está, só podemos esperar uma Copa de 2014… fraca!

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10 razões para explicar uma goleada histórica

Não dá para simplificar o que aconteceu neste domingo. O que o Barcelona fez com o Santos foi um massacre, um chocolate, um baile, um banho, um atropelamento. Enfim, como queira chamar. Mas por que isso aconteceu? É importante entender isso para fazer aquilo que Neymar pediu após o jogo: aprender a lição e evoluir.

E existem várias razões para o show do Barcelona ter acontecido. O Santos errou demais, mas também existem os mérito do time catalão. Tudo isso foi abordado por vários comentaristas esportivos após o jogo. E agora tento resumir as dez razões mais apontadas para o Barcelona ter goleado o Santos por 4 a 0 no Mundial de Clubes. Seguem as opiniões que entraram em campo:

10º) Falta de noção
Por desconhecimento ou falta de profissionalismo, o real poder do Barcelona não foi entendido completamente. Isso não abalou o Santos como um todo, mas certamente houve alguma influência em um ou outro jogador.

Como bem escreveram Carlos Pizzatto e Cassiano Gobbet, partes da imprensa fizeram tentativas de reduzir a dimensão desse genial Barcelona. Comparações absurdas foram feitas e só depois do jogo alguns perceberam que o Barça é um dos melhores times de futebol da história. Tarde demais.

9º) Neymar não jogou
Neymar “não viu a cor da bola” e “a bola não recebeu o devido carinho do craque”. Alberto Helena Jr. tem total razão nessas observações. Se o Santos tinha alguma chance de vencer o Barcelona, dependia de uma grande atuação de Neymar. O que esteve longe de acontecer.

Mas também é preciso enxergar além: caso Neymar tivesse feito uma grande partida, bastaria para vencer? Duvido! Nem um clone de Messi seria capaz de vencer o Barcelona “sozinho”. Por isso outros fatores foram muito mais decisivos para que a goleada acontecesse…

8º) Ganso não marcou
A análise de Leonardo Bertozzi é perfeita: ele lembra que o Real Madrid, acostumado a enfrentar o Barcelona com três volantes, apostou recentemente em manter Özil no meio-campo. Mas o alemão ajudou pouco na marcação e isso contribuiu para que o Barça vencesse.

Algo semelhante aconteceu com o Santos, mas em uma proporção muito maior: Ganso mostrou uma preguiça vergonhosa e fez com que seu time ficasse sempre com um a menos quando se defendia. E perder um atleta na marcação é fatal contra um time que se movimenta tão bem como o Barcelona.

7º) Time ficou apático
Não dá para culpar só Neymar e Ganso. Os outros jogadores do Santos têm uma parcela de culpa. Eles se mostraram apáticos em campo, não sei se por medo ou problemas internos. Mas faltou raça, confiança e comprometimento sim.

“Era preciso marcar, desarmar, lutar pela bola o tempo todo”, escreveu Mauro Cezar Pereira. Foi isso que faltou. Parece que os jogadores entraram conformados com a derrota e os gols aos 20 minutos de jogo só serviram para desanimá-los ainda mais.

6º) Faltou preparação
Desde que ganhou a Copa Libertadores, o Santos não parou de pensar no Mundial. Fez milhões de campanhas de marketing, mas esqueceu-se do principal: era preciso entrar em campo e não fazer feio. Não conseguiu também por causa da diretoria e da comissão técnica.

Como escreveu Marcelo Bechler, “o Santos usava o Brasileiro para não cair, e era um desperdício”. O time brasileiro ficou muito preocupado com a questão física e esqueceu da parte tática. Poupou jogadores no segundo semestre e sequer fez coletivos no Japão, sempre com a intenção de evitar lesões. Mas no final eles ficaram muito mais desgastados, porque só correram atrás do Barcelona.

5º) Faltou estratégia

Muricy errou feio demais

Não deu para entender o que Muricy pediu para seus jogadores. No começo até parecia que o Santos ia pressionar o Barcelona, como sugeri aqui. mas não dá para fazer isso só com os três jogadores da frente. O time todo teria que avançar. Não deu certo e, depois disso, só houve desespero.

“O maior problema do Santos foi não ter uma proposta de jogo. Entrou para marcar o Barça? Ou para tentar atacá-lo? O congestionamento na entrada da área era estratégia? Ou era bololô?”, questionou bem Caio Maia. Milan e Real perderam para o Barça, mas já conseguiram pelo menos alguma estratégia útil para vencê-lo no futuro. O Santos passou longe disso.

4º) Faltou tática
A troca de Léo por Elano foi o grande erro do jogo. Qualquer ignorante percebeu que essa escolha de Muricy atrapalhou demais o time. Com mais jogadores na defesa, o Santos atraiu o Barcelona. E, como escreveu Menon, “trazer aquele toque de bola para perto da área é suicídio”.

Enquanto isso, o Barcelona apenas consolidou ainda mais o seu novo 3-4-3, que muda durante o jogo e mostra influências de Cruyff, como bem destacou Lucas Imbroinise. De fato foi uma aula de tática. E Muricy mostrou que realmente tem muito a aprender nesse sentido…

3º) Diferença de conjunto
Mais importante do qualquer duelo individual ou análises táticas é perceber a diferença entre os conjuntos de Barcelona e Santos. Era bobeira fazer qualquer comparação entre jogadores, porque a força coletiva do time catalão é muito maior. O entrosamento é perfeito, inclusive entre jogadores que entraram agora na equipe, como Fábregas, Thiago Alcântara e Alexis Sánchez.

“O que ficou evidente é que confrontos individuais nem poderiam existir diante de uma diferença técnica coletiva tão grande”, analisou bem Otávio Maia.

2º) Categorias de base
Acima de tudo, foi a vitória de um modelo. Houve um jornalista no Japão, não sei quem, que tentou apontar a diferença financeira como fundamental para explicar a goleada. Ouviu de Guardiola a melhor resposta possível: o Barcelona revela seus principais jogadores. Nem sempre precisa gastar absurdos para contratá-los.

E aí sempre aparecerá um ufanista para lembrar que o Santos e seus “Meninos da Vila” também são frutos de uma categoria de base forte. Para esses apenas recomendo o texto de Pedro Venancio, que explica bem a diferença entre os dois modelos. Os espanhóis formam jogadores com um método elogiável. Os brasileiros improvisam e às vezes dão sorte.

1º) Barcelona
Esse é o maior responsável pelo vexame que o Santos passou. “O Barcelona é um time extraordinário, está fora da curva, é o melhor time do planeta e massacra adversários indiscutíveis há três anos”, resumiu bem PVC.

Pouco interessa se é o Real Madrid, o Manchester United, o Santos, o Fluminense ou o Mogi Mirim. O Barcelona dá a impressão que vai massacrar, dar um banho e atropelar qualquer um. Só nos resta analisar, aplaudir e o mais importante: aprender com ele.

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Mano Menezes disse que a Seleção Brasileira deixou uma impressão final boa na temporada, que evoluiu durante 2011 e que questões táticas estão resolvidas. Mas é obrigação dele falar isso e tentar apagar o incêndio que quase o deixou desempregado. Cabe a nós termos mais senso crítico e ver que nem tudo está tão bem assim…

Em primeiro lugar, porque essa evolução da Seleção Brasileira só aconteceu quando ela enfrentou adversários mais fracos, no segundo semestre. Gabão, Costa Rica, Gana, México… estranho seria não ganhar desses times. O Brasil não foi verdadeiramente testado nos últimos meses, então fica simplesmente impossível dizer que o time melhorou ou piorou.

Mano Menezes
Esqueçam o que disse Mano Menezes!

Em relação à questão tática, não é fácil decifrar qual é a escolha de Mano. No último jogo do ano, contra o Egito, quando pareceu mais satisfeito, Mano apostou no 4-2-3-1 torto, com um meia de um lado e um atacante do outro. Similar ao que Dunga implantou na Seleção para a Copa de 2010. Mas várias outras táticas já foram testadas – com três volantes, três meias ou três atacantes.

Por isso fica difícil saber o que exatamente Mano prefere. Se ele realmente tem uma definição da questão tática, ainda não deixou isso claro o suficiente. E não imagino que os jogadores estejam menos perdidos sobre isso. Dá para perceber em campo…

Para não dizer que não falei das flores, há um ponto positivo no trabalho de Mano, algo que destaco pelo menos desde junho deste ano. Ele soube criar uma espinha dorsal de jogadores que são sempre convocados e formam uma base para a Copa do Mundo de 2014. Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Lucas Leiva, Neymar, Pato e mais alguns.

Porém, até nesse ponto positivo há vários negativos. Em primeiro lugar, porque alguns jogadores podem se sentir acomodados com essa condição. Em segundo, porque aconteceram algumas questões incoerentes. Na defesa, por exemplo, se a intenção era firmar David Luiz, por que convocar Lúcio para a Copa América e até torná-lo capitão? Há quem diga que isso gerou problemas internos, de relacionamento do grupo.

Outra incoerência: se o projeto é para 2014, por que apostar tanto em Ronaldinho Gaúcho? No Brasileirão 2011 ele já tem mostrado sua irregularidade, característica que tem marcado sua carreira durante os últimos anos. É difícil acreditar que daqui a três anos ele vá estar melhor, com mais momentos bons do que ruins. O ideal seria não perder tempo com ele e dar chances a outros atacantes de qualidade. Hulk já mostrou o quanto isso pode ser vantajoso…

Ainda assim, com toda sua inconsistência tática e incoerência nas escalações, Mano já tem uma base e talvez até um time ideal, com dúvidas apenas no gol, no meio-campo e em uma das pontas do ataque. Claro que ter essa definição tem algum valor. Mas é muito pouco para dizer que o incêndio está realmente apagado. Cuidado para não se queimar em 2012, Mano!

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Mano/ AFP

Está chegando a hora, Mano

A Seleção Brasileira voltou a decepcionar no sábado e deixou uma grande lista de dúvidas na cabeça de Mano Menezes. “Troco Fred por Pato?”. “Mantenho o Jadson como titular?”. “Dou uma chance ao Robinho?”. “Troco os laterais?”. 

Essas devem ser algumas questões que estão na cabeça do técnico da Seleção. Porém, ele precisa perceber que o problema do time é muito mais profundo. Ou seja…

Não adianta colocar Fred no lugar de Alexandre Pato se o centroavante da Seleção Brasileira continuar isolado, sozinho na frente.
Não adianta colocar Jadson no lugar de Robinho se ele continuar sendo apenas um jogador preso na ponta direita.
Não adianta colocar Neymar em campo se ele ficar só na ponta esquerda e ninguém se aproximar para jogar com ele.
Não adianta torcar os laterais, mesmo o fraquíssimo André Santos, se a ordem é para eles não subirem tanto para o ataque.
Não adianta tirar Lúcio ou Thiago Silva para colocar o David Luiz se a marcação dos volantes ainda deixar os zagueiros tão expostos.

Enfim, Mano precisa entender que não é só uma questão de trocar peças, colocar esse ou aquele jogador como titular. A tática a estratégia da Seleção também precisam mudar. Esse 4-2-3-1 com jogadores tão fixos não funciona. O posicionamento tem que mudar, a movimentação tem que acontecer e é o próprio Mano quem precisa corrigir tudo isso.

Afinal, não adianta se classificar contra o Equador se esse time não vai melhorar.
Não adianta esperar que os jogadores façam lances individuais e salvem o seu cargo, Mano Menezes.
Porque, pelo visto, não adianta mesmo torcer para essa Seleção tão mal treinada e tão pouco comprometida.

Não adianta!

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O ORGULHO DA TORCIDA

Goiás – Aplicou a principal goleada da rodada, jogando bem contra um Botafogo que tem surpreendido no Brasileirão, pelo menos por enquanto.

A PIADA DOS ADVERSÁRIOS

Grêmio – Em casa, perdeu para o Palmeiras por 2 a 1 e estragou a festa do próprio aniversário.

TROFÉU HERÓI

Jucilei – Teve uma atuação brilhante, destacada por todos, logo no principal jogo da rodada. Fez gol e foi decisivo para a vitória do Corinthians contra o Fluminense, por 2 a 1.

TROFÉU VILÃO

Neymar – Errou feio ao discutir com seu técnico e seus companheiros, fazendo com que a vitoria bonita do Santos fosse esquecida.

DESTAQUE PARA O JOVEM

Diego Maurício – Fez um gol fundamental para a vitória do Flamengo contra o Grêmio-SP e acabou com o jejum dos atacantes do time carioca.

Mas outros jovens também foram bem na rodada, como Alan Patrick (Santos), Bernardo (Goiás), Wallyson e Rafael (ambos do Cruzeiro)

VALEU O INGRESSO

Jucilei – O passe de Elias foi perfeito e a domínio no peito foi feito de uma maneira que poucos conseguiriam. A importância do gol só o deixa mais bonito.

UM SHOW EM 90 MINUTOS

Cruzeiro 4 x 2 Guarani – O normal seria uma vitória tranquila do Cruzeiro após a expulsão de Mazola.

Mas o time mineiro se complicou, o goleiro Douglas, do Guarani, fez milagres e sobrou emoção em campo. O jovem arqueiro Rafael, do Cruzeiro, também teve que trabalhar e assim a vitória da Raposa foi confirmada, mas com sufoco.

TÉDIO EM 90 MINUTOS

Ceará 0 x 0 Vitória – Os times exibiram em campo o porquê de serem grandes candidatos ao rebaixamento no Brasileirão.

DETALHE TÁTICO

Guarani no 3-5-2 – Pelas características do elenco, até é interessante a alternativa que Vágner Mancini experimentou no jogo contra o Cruzeiro.

Mas uma alteração radical na forma do time jogar, a essa altura do campeonato, pode fazer com que a boa campanha do Bugre seja estragada.

DETALHE DO TÉCNICO

René Simões – Perdeu em campo, mas compensou com tudo que ele disse sobre e para o Neymar. De fato René até pode ter exagerado em algo, mas alguém precisava ser duro de verdade com esse “monstro”.

O FUTEBOL É INJUSTO

Grêmio-SP prejudicado – Independentemente da polêmica expulsão de Adriano Pimenta, a vitória do Flamengo por 2 a 1 não refletiu o que aconteceu no Prudentão.

O FUTEBOL É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS

Inter – Conseguiu uma vitória imponente contra o São Paulo, no Morumbi, quando era esperado que o time paulista se recuperasse.

O Tricolor Paulista não podia ter se iludido com um pequeno bom momento que viveu recentemente. Eu avisei sobre isso aqui, na 20ª rodada.

PAPO RETO

Corinthians,

Calma!

Alguns discursos de seus jogadores foram excessivamente empolgados. A vitória contra o Fluminense foi importante, mas evidentemente não decidiu nada.

ACRÉSCIMOS

Alta média de gols e bons jogos – O balanço geral da rodada foi excelente. Tivemos pelo menos cinco bons jogos e 3,5 gols por jogo. O Brasileirão começa a empolgar…

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Foram poucas horas, nem todos jogadores estavam disponíveis e sequer existia uma comissão técnica para ajudá-lo. Assim Mano Menezes teve que montar sua primeira convocação na Seleção Brasileira. Por isso compreendo os Jucileis, Jeffersons, Edersons e outros detalhes estranhos dessa lista.

Entretanto, nem todo mundo entendeu isso. Alguns já classificaram Mano como “incoerente” e teve até quem já começou a plantar uma teoria da conspiração. Sacanagem. É preciso ir com calma nas críticas. Dentro desse conceito de paciência, escolhi os melhores comentários sobre a convocação do Mano.

  • André Rocha e Eduardo Cecconi analisaram taticamente o futuro do Seleção do Mano. Tudo baseado em um conceito que eu já tinha explicado aqui antes da convocação, mas os dois trouxram comentários ainda melhores. Clique no nome deles para ler mais.
  • Eduardo Tironi destacou a qualidade da maioria dos volantes convocados por Mano. Isso é fundamental, já que os jogadores dessa posição ganharam muita importância no futebol atualmente, como é explicado no texto. Clique aqui e leia mais.
  • Questões técnicas e táticas à parte, Marcos Felipe destacou vídeos interessantes de alguns dos convocados por Mano. Clique aqui e veja.
  • Paulo Calçade avalia a convocação pautado pela paciência que eu citei, e faz as análises de forma precisa. Clique aqui e leia mais.
  • Vitor Birner trouxe uma nova informação importante para o futuro da Seleção: Mano não teria um bom relacionamento com Elias, o que explicaria a convocação de Jucilei no seu lugar. É curioso se for verdade. Clique aqui e leia mais.

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A derrota de Ricardo Teixeira está mais do que confirmada. O técnico que o incompetente presidente da CBF queria para a Seleção Brasileira não assumiu a equipe, que mesmo assim ficará em boas mãos. Assim como quase toda a imprensa, acredito no sucesso de Mano Menezes.

Além de ter comandado boas campanhas no Grêmio, é um treinador que fez um ótimo trabalho em 2009, sempre destacado aqui. Errou no seu maior desafio, a Copa Libertadores de 2010, mas soube recuperar o Corinthians como poucos fariam. Além disso tudo, existe uma questão tática interessante que merece ser destacada.

Mano usou o 4-2-3-1 no já citado Corinthians de 2009, por exemplo, e também no Grêmio de 2007. Esse foi o mesmo esquema de Dunga na Copa de 2010. Essa coincidência pode fazer com que a Seleção evolua com facilidade rumo à disputa da Copa de 2014. Claro que é preciso renovar as peças. Mas Mano não terá dificuldades para fazer isso com a maioria das posições.

O Brasil tem ótimos volantes. Lucas Leiva e Elias, que já trabalharam com Mano, devem receber mais chances a partir de agora. E ainda existem boas opções como Denílson, Sandro, Arouca, Ramires e Hernanes. Todos esses devem aparecer nas próximas listas da Seleção.

Mano também terá opções para escolher seus meias centrais de criação, já que Kaká, Ganso, Diego e Giuliano são algumas das boas opções que ele tem para compôr esse setor e fazer as funções que eram de Tcheco em 2007 e de Douglas em 2009.

A variedade de alternativas ainda aumenta quando estudamos quem poderá criar pelas pontas. Mano já comandou Carlos Eduardo e Diego Souza nesa posição, portanto são jogadores que podem voltar para a Seleção. Além deles, Elano,  Alex (ex-Inter), Michel Bastos e os atacantes Robinho, Nilmar, Neymar e Pato também podem ser lembrados.

Acostumado a trabalhar com Ronaldo no ano passado, um grande problema para Mano deve ser achar o centroavante ideal para a Seleção. Mas isso é assunto para outro post em breve…

Veja também:

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O ORGULHO DA TORCIDA

Fluminense – O Cruzeiro merecia pelo menos o empate, mas fato é que o Tricolor do Rio soube se defender e assumiu a liderança do Brasileirão 2010.

A PIADA DOS ADVERSÁRIOS

Atlético-MG – Após a derrota em casa para o Inter, a impressão é que nem as várias contratações feitas durante a Copa vão resolver e o time deve ficar mesmo no meio da tabela.

TROFÉU HERÓI

Márcio – Enfrentou um Chicão que estava sem segurança nenhuma para bater o pênalti. Defendeu a cobrança e empolgou o Atlético-GO para definir de vez a vitória contra o ex-líder Corinthians, com boa atuação de Pedro Paulo.

TROFÉU VILÃO

Leão – Técnicos não costumam aparecer nessa categoria, mas dessa vez é justo. Leão começou toda a confusão com a imprensa em Salvador e mostrou que não tem mais condições de ser treinador.

DESTAQUE PARA O JOVEM

Jóbson – Foi titular no ataque do Botafogo e brilhou contra o Palmeiras de novo.

Só fica a ressalva por ter sido expulso no final do jogo por causa de uma provocação desnecessária.

VALEU O INGRESSO

Ernandes – Foi uma rodada cheia de golaços, mas o do lateral-esquerdo do Ceará impressionou. Ele deixou um adversário no chão antes de acertar um forte chute contra a meta do Guarani.

Pedro Paulo, Jonas e Marcos Assunção também fizeram belos gols.

UM SHOW EM 90 MINUTOS

Atlético-MG 1 x 2 Inter – Minutos antes do jogo começar, avisei no twitter que a expectativa para esse jogo era boa. E a partida correspondeu. Com duelos táticos interessantes e emoção de sobra, dois dos times que mais contrataram durante a Copa duelaram com técnica e disposição. Foi bonito de ver!

TÉDIO EM 90 MINUTOS

Grêmio 1 x 1 Vasco – São times que estão na zona do rebaixamento atualmente e ainda foram atrapalhados pela forte chuva em Porto Alegre.

DETALHE TÁTICO

4-2-3-1 do Inter – A tática do Colorado foi tão interessante que rendeu mais do que poucas linhas aqui. Virou um post. Clique aqui para entender.

DETALHE DO TÉCNICO

Ricardo Silva – O técnico do Vitória apostou na dupla de ataque formada por Elkeson e Junior, mas tirou o primeiro para colocar Soares durante o 2º tempo.

O reserva nem entrou tão bem, mas fez o gol que empatou o jogo em 2 a 2 e salvou o time baiano de uma derrota em casa para o Goiás.

O FUTEBOL É INJUSTO

Grêmio prejudicado – No final do jogo contra o Vasco, Borges driblou Fernando Prass e chutou a bola, que iria para o gol se não fosse o toque de mão do zagueiro Titi.

Era o lance que provavelmente decidiria a partida, mas o péssimo Héber Roberto Lopes não viu o pênalti.

O FUTEBOL É UMA CAIXINHA DE SURPRESAS

Grêmio-SP – Por pior que esteja a crise do São Paulo não é normal o time de Prudente ir ao Morumbi e arrancar um empate que quase virou vitória. Ricardo Gomes, se continuar como técnico, vai ter muito trabalho pela frente.

PAPO RETO

Santos e Vitória,

E a final da Copa do Brasil?

Vocês não voltaram nada bem depois da pausa para a Copa do Mundo, mas terão uma decisão pra fazer na próxima semana.Peixe, vai sofrer até quando sem concentração e sem um goleiro decente? Vitória, com os novos reforços, qual é o seu time ideal?

Difícil é imaginar quem vai ser menos pior na decisão…

ACRÉSCIMOS

Bola aérea do São Paulo – Uma jogada que até outro dia era uma arma fundamental para o Tricolor Paulista agora virou o ponto fraco na defesa do time. Mas não é difícil explicar as razões disso ter acontecido. Concorda, Ricardo Gomes?

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Celso Roth é subestimado no Brasil. Ele conhece de futebol, mas o fato de seus trabalhos terem pouco tempo de validade e não resultarem em títulos faz com que ele seja duramente criticado. Mas na verdade trata-se de um bom técnico.

Seu novo desafio é comandar o Inter no Brasileirão 2010 e principalmente na Copa Libertadores. Ainda não aposto que ele será campeão de qualquer uma das duas competições, mas é preciso reconhecer que seu trabalho no Colorado tem sido acima da média e pode o levar a isso. A vitória contra o Atlético-MG nesta quarta-feira fortaleceu essa minha opinião.

A equipe de Celso Roth foi escalada em um 4-2-3-1, tática utilizada por muitas seleções na Copa de 2010. O recém-chegado Tinga armou o time pelo meio, protegido por dois volantes e auxiliado por D’Alessandro na direita e Taison na esquerda. Como na imagem abaixo, retirada do ótimo blog Preleção.

Até a Seleção Brasileira usou um esquema tático parecido na Copa de 2010
Até a Seleção Brasileira usou um esquema tático parecido na Copa

Como Eduardo Cecconi destacou, não foi uma invenção de Celso Roth. Nada mais é do que a continuação do trabalho que já vinha sendo feito com esse esquema, mas com Giuliano na equipe titular. Aliás, a ida do jovem meia para o banco de reservas é um pecado. Mais: é preciso arrumar espaço para Rafael Sóbis nesse time. Boa dor de cabeça para Roth!

A grande questão do momento, diga-se, é exatamente essa: como encaixar as boas novas peças contratadas pelo Inter? “Roth deve manter a estrutura apenas encaixando Sóbis no lugar de Taison”, como André Rocha escreveu? De fato a sugestão é boa, mas não seria uma mudança fácil de fazer, já que Taison tem reencontrado seu bom futebol nesse começo de Brasileirão.

O grande segredo para resolver essas dúvidas é fazer tudo com calma. Para a Libertadores o ideal é nem mexer mais na tática. Para o futuro o time  até pode ser alinhado no 4-3-1-2 simples, desenhado por André Rocha como abaixo:

A saída de Sandro para o Tottenham pode prejudicar a utilização dessa tática no futuro. Quem jogaria na cabeça de área?
A saída de Sandro para o Tottenham pode prejudicar a utilização dessa tática no futuro. Quem jogaria na cabeça de área?

Porém, é evidente que o Inter não é feito só de pontos fortes: no jogo contra o Atlético-MG, por exemplo, a velocidade de Neto Berola incomou os pesados zagueiros do Colorado, Bolívar e Índio. Com os velozes Dagoberto e Marlos, o caminho do São Paulo rumo à final da Copa Libertadores pode ser por ali.

Isso se o bom Celso Roth não prevenir esse problema com antecedência. É melhor temer, pois ele não é “burro”. Longe disso. O recado está dado!

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