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Posts Tagged ‘Tite’

Jamais vão esquecer a atuação do Cássio. Justo. O que ele fez foi digno de milagre, por mais que o corintiano não queira saber de santos. Jamais vão esquecer de Guerrero. Justo. Foram apenas dois cabeceios precisos, decisivos e fatais. Jamais vão esquecer de Emerson e Paulinho. Justo. Não foram bem no Mundial, mas sobraram na Libertadores.

Mas por favor, torcedor corintiano, jamais esqueça de Tite. Ele é o principal responsável por uma saga que jamais será repetida. Ele é o maior culpado por ter matado tanta gente de alegria. Foi ele que criou a maior força desse Corinthians tão brasileiro e tão mundial: a consistência tática e a força coletiva desse time só existe porque Tite existe.

Tite sempre mostrou que entende muito de futebol. Mesmo em seus fracassos mais marcantes, deixou lições táticas, nem que fosse apenas no discurso. Aliás, seu principal problema é exatamente o discurso: pausado, pensado e sempre com palavras difíceis para o mundo boleiro, ele sofre para que os jogadores entendam seu ponto. Nem sempre consegue passar a riqueza das suas mensagens.

No Corinthians essa dificuldade aconteceu, afinal existiu um Tolima no caminho. Mas Tite teve tempo e soube aproveitá-lo. Fez com que os jogadores acreditassem em seu discurso. Fez com que todos entendessem suas ideias. A marcação por pressão, avançada, é exemplo de algo pouco visto no futebol brasileiro, mas que funcionou de forma impressionante no Corinthians. Foi um dos diferenciais estratégicos do time.

Com o o elenco confiante em seu trabalho, Tite pôde inventar: diversas vezes escalou o time sem controavante, por exemplo. Deu certo, mas depois ele fez outra loucura: mudou o time para o Mundial e fez Guerrero ser titular absoluto. Funcionou novamente.

Aliás, até na final Tite resolveu colocar seu dedo na escalação: tirou Douglas do time e escalou Jorge Henrique. Um atacante entrou no lugar do meia, mas era uma mudança defensiva. Ele enxergou que o lado direito precisava de reforço na marcação, pois o ótimo Hazard atuaria por ali. Jorge é rápido e dedicado na marcação, ao contrário de Douglas, por isso foi titular. Deu tão certo que, antes do final do primeiro tempo, o Chelsea já começou a inverter o lado de Hazard, para que ele tivesse mais espaço. Era tarde demais.

Não foi apenas isso que fez o Corinthians ser campeão, é claro. Mas não foi apenas esse o mérito de Tite. Ele já tinha dado uma bela lição para o futebol brasileiro, tão atrasado em questões táticas: o time campeão nacional de 2011 não esbanjava talento, mas sobrava na organização em campo. E isso às vezes é mais importante do que o talento individual.

Tite tem coragem de mudar. Por isso muitas vezes ele erra. Por isso tantas vezes já foi criticado justamente. Mas também por isso já acertou como poucos técnicos no Brasil fizeram. Seu conhecimento tático é tão profundo e tão raro quanto seu poder de motivação. Essas qualidades montaram um time que se une para fazer o que ele manda. E certamente ele mandou o Corinthians para o topo do mundo.

 Tite, por Ricardo Matsukawa, do Terra

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A saída de Mano Menezes da Seleção Brasileira já foi bastante discutida. É praticamente unânime: foi a decisão certa na hora errada. Faria sentido demitir Mano depois da Copa América ou da Olimpíada de Londres. Não agora, quando o trabalho estava em evolução. Muitos comentaristas seguiram essa linha ao comentar o assunto, como Arnaldo Ribeiro e Fabio Chiorino. Há também quem acredite em motivações políticas para justificar a decisão, como Menon e Sergio Xavier. Não duvido.

Mas o leite está derramado e não adianta chorar. É preciso olhar para frente e ver quem deve assumir o cargo. Inclusive já foi criada praticamente uma campanha para que Pep Guardiola seja o novo técnico do Brasil – além do pedido de comentaristas, como Lédio Carmona e Antero Greco, houve até uma carta aberta feita pelo Lance!, neste domingo. É evidente: seria no mínimo interessante ver o espanhol no comando do Brasil.

Mas permitam-me ser pessimista: duvido que Guardiolá vá assumir a Seleção. O diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, tem repetido que não quer um estrangeiro no comando. É claro que o ex-presidente corintiano está com menos poder agora, mas vejo José Maria Marin com o mesmo pensamento – retrógrado e conservador, ele jamais vai aceitar que um espanhol treine a Seleção na Copa do Mundo que acontecerá no Brasil. Para eles seria uma afronta, não uma revolução.

Além disso, firmo meu pessimismo em outro raciocínio: a CBF jamais demitira Mano agora, sem um grande motivo, se não tivesse outro técnico de ponta engatilhado. E no momento parece óbvio: Felipão é a carga na manga de Marin. Sem clube, ele já poderia ter acertado ou pelo menos negociado com outros times de ponta, como Grêmio e Inter, além de clubes do exterior. Mas provavelmente se resguardou porque tem a certeza de que vai assumir a Seleção. Com uma ressalva.

Mas é claro que há uma ressalva: afinal, se Felipão estivesse 100% confirmado, poderia ser anunciado agora, não em janeiro apenas. O que fez a CBF adiar esse anúncio é o “fator Tite”. Explico – o técnico do Corinthians é competente, tem estilo que agrada à CBF, quer assumir a Seleção e está em alta. Porém, vai disputar o Mundial de Clubes em dezembro. É preciso esperar o que vai acontecer no Japão para que a CBF tome a última decisão.

Caso o Corinthians vença, Tite estará elevado ao nível de Deus entre os corintianos e será cada vez menos contestado por outras torcidas. Aproveitará para sair em alta do time paulista e irá direto para a Seleção, tomando o lugar que seria de Felipão. Caso perca, continuará bem no Corinthians e deixará o lugar aberto para seu companheiro gaúcho, que já está conversado com a CBF.

É claro que tudo isso é observação e análise, não informação. Mas parece muito mais realista do que imaginar que Guardiola vá assumir a Seleção às vésperas da Copa de 2014…

Me surpreenda, Marin.

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O Corinthians tinha um problema no gol. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi o Cássio. O mérito é do Tite, que teve coragem de bancar a mudança no momento certo.

O Corinthians tinha um problema na zaga. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi Chicão, que entrou no lugar do lesionado Paulo André e deu conta do recado. O mérito é do Tite, que soube afastá-lo na hora certa em 2011 e recuperá-lo no momento necessário, neste ano.

O Corinthians tinha um problema no ataque. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi Alex, que entrou no lugar de Liédson. O mérito é do Tite, que armou condições do time jogar sem um centroavante fixo na área.

O Corinthians tinha uma solução escondida no banco de reservas. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi Romarinho, que entrou para decidir. O mérito é do Tite, que tomou a difícil decisão de afastar Willian do elenco.

O futebol é injusto por natureza. Mas quem sofre a maior injustiça desse esporte são os treinadores. Eles não jogam, mas são considerados os culpados. O atacante chuta para fora, o zagueiro não afasta o perigo, o goleiro falha, mas a responsabilidade sempre fica com quem sequer entra em campo. Por isso mesmo é tão importante fazer o contrário: valorizar o trabalho de um treinador quando tudo dá certo e um grande título é conquistado.

E no caso de Tite essa valorização é ainda mais importante. Afinal, por diversos detalhes, como alguns citados acima e outros ainda a citar, ele foi decisivo para o Corinthians. Já tinha sido fundamental no Campeonato Brasileiro. Agora foi ainda mais brilhante na conquista da Copa Libertadores da América. E com diferentes méritos, que vão além da escolha de jogadores.

Taticamente o principal mérito foi apostar em um sistema defensivo forte, que jamais pode ser confundido como retranca. O segundo gol de Emerson contra o Boca Juniors comprova isso: o Corinthians marca na frente, às vezes sob pressão, sempre disposto a roubar a bola e arrancar em velocidade para o gol. Se isso não dava certo, o time realmente recuava, mas de uma maneira tão efetiva que não chegava a sofrer pressão. Era difícil ver o Corinthians viver longos apuros, seja na Bombonera, na Vila Belmiro ou em São Januário.

Mas há outro mérito ainda maior de Tite: ele tinha o elenco do Corinthians em sua mão. Porque não adianta um técnico entender de futebol. Ele precisa convencer o grupo disso. Em sua carreira, Tite sempre mostrou ter muito conhecimento tático, mas nunca os jogadores entenderão tão bem seu jeito peculiar de falar. No Corinthians todos entenderam seus pedidos e obedeceram rigorosamente. Foram tão fiéis quanto a torcida. E por isso receberam de volta a fidelidade dos 30 milhões de apaixonados.

O Corinthians tinha um trauma histórico. E quem resolveu? Engana-se quem pensa que foi Emerson, Cássio, Danilo ou Paulinho. O mérito é do Tite, que transformou um pesadelho em sonho realizado. O mérito é do Tite, que fala muito, mas fala muito certo. O mérito é do Tite,  um dos maiores treinadores da história do Corinthians.

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Corinthians campeão da Libertadores

Vem mais festa por aí!

Não se trata de mística. É muito mais do que “cara de campeão” ou “sorte de campeão”. O Corinthians tem futebol de campeão e é por isso que levantará o troféu da Copa Libertadores na semana que vem. É claro que essa certeza também vem por causa de detalhes, como a cabeçada de Viatri na trave, aos 46min do 2º tempo. Mas é impossível ignorar certos pontos fortes corintianos e as várias fraquezas dos argentinos.

O que mais chama atenção é a frieza do elenco corintiano. A maioria dos jogadores simplesmente não sentiu a pressão de jogar na Bombonera. O mais difícil, que é o começo de jogo, com a torcida explodindo e o adversário 100%, foi totalmente controlado pelo sistema defensivo do Corinthians. Depois, com a saída de Jorge Henrique, houve uma queda natural no nível na marcação. Mas nem com a ascensão do Boca os jogadores ficaram realmente abalados.

Esse ponto forte e decisivo vem por causa de dois fatores. O primeiro é a experiência. Afinal, jogadores como Alex, Danilo, Emerson e Chicão estão acostumados com decisão. Há ainda outros “cascudos”, como Alessandro, Fábio Santos e a melhor dupla de volantes do Brasil, Ralf e Paulinho. Por não depender de um jogador apenas, o Corinthians fica menos instável e consegue dividir tarefas, seja em uma situação boa, ruim ou péssima. Vimos todas elas na Bombonera nesta quarta-feira e nada mudou, por causa do conjunto.

Outro fator que fortalece o Corinthians é Tite. Desde o ano passado, o treinador conseguiu ter o elenco na mão de uma forma que poucos conseguem. É por isso que todos seus conhecimentos são aplicados tão bem em campo. Você pode ter um técnico bom e um ótimo elenco, mas os jogadores precisam ser obedientes para que dê certo. É isso que acontece no Corinthians. E nenhum outro clube na América do Sul funciona dessa forma.

Porém, como se não bastasse o Corinthians ser forte, o Boca é fraco. Mostrou isso também nesta quarta-feira. Não que falte qualidade ao time, mas não há diferenciais. Por vezes o Boca ainda aparenta ser um time em formação, sem ter certeza de que vá realmente evoluir. Depende de Riquelme, já que os outros bons jogadores, como Erviti e Mouche, por exemplo, não são decisivos. Santiago Silva, que parece o homem destinado a resolver tudo na frente, não tem talento para tanto.

Com esse cenário, que já era possível perceber antes do jogo desta quarta, o que poderia fazer a diferença era a Bombonera. Não fez. Já o Pacaembu lotado e incediado vai jogar a favor do Corinthians com certeza. Ninguém sentirá a pressão, por motivos já explicados acima. E na bola o Corinthians terá tudo para fazer seu tradicional 1 a 0, sem problemas, com poucos sustos e muita festa. Algo diferente disso irá surpreender demais. O Boca virou zebra.

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É mentira o que dizem na TV, nas rádios, nos sites e jornais esportivos: não haverá Corinthians x Santos na semifinal da Libertadores. Haverá sim um duelo Corinthians x Neymar. E mesmo sozinho é capaz que o camisa 11 santista consiga a classificação para a final. Será o grande teste da sua carreira e ninguém duvida que ele já está pronto.

Neymar ficou sozinho desde que a nova cirurgia de Ganso foi confirmada. Dizem que o meia só perderá o primeiro jogo contra o Corinthians, mas é improvável que alguém com tantos problemas físicos não sofra uma contusão muscular durante a recuperação. Ou seja, o Santos terá que achar um substituto onde não há. Com a saída de Ibson, Muricy terá que inventar um novo meia para o time.

E o pior da história é que Neymar ficou sem um companheiro para decidir partidas. Contra o Vélez, apesar de bem marcados, eles foram essenciais na Vila Belmiro. Ganso fez o lançamento que gerou depois a expulsão do goleiro Barovero. Ganso deu o passe para Léo, que tocou para o gol de Alan Kardec. E agora? Quem vai acertar esses passes fundamentais?

Essa é a principal sorte do Corinthians. Talvez a única. Afinal, em um ano que o time alvinegro tem tanta força,  teve o azar de enfrentar concorrentes de alto nível. É a melhor Libertadores dos últimos anos, a mais equilibrada, a mais interessante. Depois de passar pelo Vasco com sua melhor qualidade, a raça, o Corinthians ainda pode ser campeão, é claro, mas terá quatro jogos de mais sofrimento. Dizem que a torcida gosta assim, então que seja.

O primeiro passo será superar Neymar, sozinho, mas fazer isso não é fácil. Ainda mais quando seu lateral-direito é Alessandro, que vem em péssima fase física e técnica. Tite tem que se preocupar demais com isso. Uma boa saída é tentar copiar a marcação que o Vélez fez. É claro que não é fácil, mas a receita está pronta: se conseguir parar Neymar, o Corinthians vai parar o Santos. 

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Foi na raça. Não foi na técnica. Liédson não é craque. Paulinho não é craque. Alex e Danilo também não. São todos bons jogadores, que tem habilidade de menos, mas coração de mais. Mesmo sem fôlego, às vezes contundidos, eles ganharam jogos nos minutos finais. Foi na superação.

Foi na raça. Não existia ali um Neto, um Marcelinho Carioca, um Edílson ou um Tévez. Mas existiu sim solidariedade e união. E times campeões também se fazem disso. Esse elenco de 2011 não era fantástico e não será lembrado por isso. Mas nem precisa, pois ainda assim será inesquecível.

Foi na raça. Não foi na tática. Tite é sim um bom treinador e, como ele mesmo disse, sabe muito de esquemas táticos. Mas, apesar de ter acertado muito, ele também errou demais. E parece que até os erros deram certo. Vai entender! É a inexplicabilidade do futebol.

Tite é campeão no Corinthians

Que emocionabilidade, Tite!

Foi na raça. E foi contra o maior rival. Mesmo sem vitória, a provocação foi garantida. Mesmo sem brilho, o Pacaembu explodiu. Mesmo sem gol, a comemoração foi grande. E com esse tempero especial de domingo não poderia ser diferente. Tem que festejar mesmo!

Foi na raça. E foi histórico. Porque foi em um campeonato que marcou uma nova era para o futebol brasileiro. Uma era de prosperidade, de evolução, de avanço. Mas que também pode ser uma era de segregação, em que os grandes vão ficar bem maiores que os pequenos. Mas com uma certeza: o Corinthians estará sempre entre os gigantes.

Foi na raça. E foi em homenagem a Sócrates. Um tributo honesto, bonito e justo. O Doutor não merecia mesmo que os corintianos ficassem tristes no dia em que ele partiu. E também não havia time no mundo que merecesse sofrer tanto em um só dia. Por isso o título virou realidade. Para fazer tudo valer a pena.

Foi na raça. Teve bola na trave, teve briga, teve emoção até o último minuto da última rodada. Mas dizem que a torcida prefere assim. Então foi do jeito que eles gostam. E isso é o mais importante.

Parabéns, Corinthians, pela raça na busca pelo título do Brasileirão 2011!

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Há vários pontos de vista sobre a demissão de Caio Júnior do Botafogo. Por um lado, pode-se analisar apenas os resultados e ver que o time tem caído na tabela. Além disso, pode-se observar que técnico deu declarações que incomodaram a diretoria e ainda inventou demais nas escalações – nesta quarta-feira, por exemplo, mudou a tática do time para um 3-6-1 absurdo e perdeu para o América-MG.

Mas também pode ser feita uma outra análise e ver qual é o real potencial desse elenco do Botafogo. No começo do Brasileirão, por exemplo, era possível imaginar que ele apenas brigaria contra o rebaixamento. Mas vários bons reforços foram contratados, o time se acertou e surpreendeu. Mas pensar em título sempre foi sonhar alto demais. Eu sempre duvidei do Botafogo campeão.

Mas alcançar uma vaga na Libertadores já seria ótimo. E se isso ainda é possível, por que demitir o técnico? Fica evidente que a diretoria se iludiu com a possibilidade do time e agora está frustrada. Mas nesse caso o erro é de quem se empolgou quando não devia…

Há ainda uma terceira análise, mais profunda, sobre o quanto é vantajoso trocar de técnicos no futebol brasileiro. Em toda a temporada de 2011, aconteceram 35 mudanças de treinador nos 20 times da primeira divisão. Fiz uma análise rápida e concluí que a maioria das substituições, exatamente 20, não deu certo. Veja primeiro quais foram as trocas erradas:

  • Sérgio Soares por Geninho no Atlético-PR
  • Rogério Lourenço por Chiquinho de Assis no Bahia
  • Vágner Benazzi por Silas no Avaí
  • Chiquinho de Assis por Vágner Benazzi no Bahia
  • René Simões por PC Gusmão no Atlético-GO
  • Geninho por Adilson Batista no Atlético-PR
  • Celso Roth por Falcão no Inter
  • Vagner Benazzi por René Simões no Bahia
  • Silas por Gallo no Avaí
  • Cuca por Joel Santana no Cruzeiro
  • Renato Gaúcho por Julinho Camargo no Grêmio
  • Carpegiani por Adilson Batista no São Paulo
  • Mauro Fernandes por Antônio Lopes no América-MG
  • Gallo por Toninho Cecílio no Avaí
  • Renato Gaúcho por Antônio Lopes no Atlético-PR
  • Joel Santana por Emerson Ávila no Cruzeiro
  • Vágner Mancini por Estevam Soares no Ceará
  • Emerson Ávila por Vágner Mancini no Cruzeiro
  • Adilson Batista por Émerson Leão no São Paulo
  • Estevam Soares por Dimas Filgueiras no Ceará

* Por serem muito recentes, as trocas de técnico no Avaí e no Botafogo não foram avaliadas, é claro.

Além disso, o técnico líder do Brasileirão, Tite, é um dos que estão há mais tempo no cargo. Até porque realmente é complicado conseguir sucesso na substituição de técnico. Veja os treze times que conseguiram sucesso nessa arte que é trocar de treinador no Brasil:

  • PC Gusmão por Ricardo Gomes no Vasco
  • Adilson Batista por Muricy Ramalho no Santos
  • Márcio Goiano por Jorginho no Figueirense
  • Muricy Ramalho por Abel Braga no Fluminense
  • Joel Santana por Caio Júnior no Botafogo
  • Dimas Filgueiras por Vagner Mancini no Ceará
  • Adilson Batista por Renato Gaúcho no Atlético-PR
  • Falcão por Dorival Jr. no Inter
  • PC Gusmão por Hélio dos Anjos no Atlético-GO
  • Antônio Lopes por Givanildo Oliveira no América-MG
  • Julinho Camargo por Celso Roth no Grêmio
  • Dorival Jr. por Cuca no Atlético-MG
  • René Simões por Joel Santana no Bahia

Portanto, com todos esses pontos de vista apresentados, só me resta desejar sorte ao Botafogo. Fica claro que ele vai precisar!

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Quatro rodadas atrás, escrevi que a decisão do título do Brasileirão 2011 podia ficar entre Corinthians e São Paulo. O tempo passou, a tabela mudou, mas ainda acredito nessa possibilidade.

Admiro a arrancada recente do Flamengo e a consistência do Vasco, mas os dois paulistas também têm suas qualidades. E o mais importante: agora ambos contam com suas estrelas, seus astros. Agora eles têm Adriano e Luis Fabiano. Tudo bem, tudo ótimo, tudo certo? Nem tanto. Na verdade a estreia dos dois mostrou que eles ainda podem trazer problemas para seus times. Explico…

Luis Fabiano de volta ao São Paulo

Problema ou solução?

No São Paulo a entrada de Luis Fabiano pode causar mudanças profundas. Desde os tempos de Carpegiani, o time do Morumbi se acostumou a ser uma equipe de velocidade. Isso aconteceu por causa das características dos seus principais jogadores, como Lucas e Dagoberto, que são carregadores de bola e gostam de jogar verticalmente.

Mas com Luis Fabiano isso pode mudar. O jogo do São Paulo pode se tornar mais horizontal, já que haverá uma referência na área. E Adilson terá que cuidar para que a forma de acionar essa referência não seja só a jogada aérea. Até porque o “Fabuloso” tem competência para participar do jogo com a bola no chão também. Ele pode ajudar a manter o jogo de velocidade, mas isso precisa ser treinado.

Há ainda o risco de que Dagoberto saia da posição em que se tornou o melhor jogador do São Paulo e um dos melhores atacantes do Brasileirão. Ele tem atuado mais à frente, solto. Porém, com Luis Fabiano no time, pode ter que mudar seu posicionamento. Por enquanto ele tem mostrado que isso não vai atrapalhar. Até quando?

Adriano estreia no Corinthians

Problema ou solução?

Já no Corinthians o maior problema é o excesso de opções. O time de Tite se arrumou nos últimos jogos, quando o técnico teve poucas opções no ataque e se viu obrigado a escalar William e Jorge Henrique como titulares. Os dois, que eram titulares no começo do Brasileirão, voltaram com muita vontade e ajudaram de várias formas, com movimentação na frente e também com marcação forte quando o time ficava sem a bola.

O problema agora é colocar Adriano sem fazer com que o time perca movimentação e esse equilíbrio defensivo. E ainda há Liédson de volta, que até pode jogar bem ao lado de Adriano, mas isso teria que ser treinado. E o Corinthians não terá tempo para isso. Tite terá que ser rápido e ao mesmo tempo cuidadoso para escolher quando usar cada peça.

No caso do “Imperador” há ainda um risco mais grave, que são seus eternos “problemas pessoais”. É preciso que ele fique em forma e concentrado no Corinthians, não nas festas, para que possa realmente ser considerado um reforço.

Caso contrário, o que poderia ser uma solução vai virar problema. Tanto Adriano quanto Luis Fabiano trazem um diferencial importante para Corinthians e São Paulo. Mas também trazem problemas. Tite e Adilson precisam se desdobrar para que apenas a parte boa apareça nessa reta final do Brasileirão 2011.

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Não é pouco: as duas maiores torcidas do Brasil podem ter se iludido neste final de semana. Flamenguistas e corintianos se empolgaram, já que seus times conseguiram goleadas importantes na sexta rodada do Brasileirão.

Não tenho a pretensão de cortar a animação de ninguém, mas é preciso ter os pés no chão. É necessário destacar que esses resultados de Flamengo e Corinthians, na verdade, são ilusórios. Explico…

No sábado, o Fla venceu o Atlético-MG por 4 a 1. Mas o jogo foi fraco, péssimo mesmo. O resultado veio de virada exatamente porque o começo de jogo dos rubro-negros foi apático. Escalado com 3 zagueiros, o time parecia bagunçado taticamente de novo e ninguém brilhava individualmente.

Veio o gol do Atlético-MG, mas logo Luxemburgo corrigiu seu erro, tirou o terceiro zagueiro e o time foi pra cima. Ronaldinho empatou o jogo, ganhou confiança e passou a se destacar. Tudo deu certo, a virada e a goleada aconteceram rapidamente. Mas não dá para esquecer o parágrafo anterior. Não dá pra esquecer que o Fla ainda é um time inseguro, capaz de fazer péssimos jogos, dependente de destaques individuais e com um técnico que erra demais. E também não dá para depender desses brilhos esporádicos do Ronaldinho…

Ronaldinho Gaúcho/ Vipcomm

Ronaldinho Gaúcho ainda precisa fazer muito mais para mandar alguém calar a boca. Calma!

No domingo, o Corinthians venceu o São Paulo por 5 a 0. Mas o limitado time do Tite não pode esquecer que enfrentou um adversário jovem e inexperiente. Um rival completamente desfalcado, que não tinha seus melhores jogadores no Brasileirão, Lucas e Casemiro. E, acima de tudo, um time com um a menos – é inegável que a expulsão de Carlinhos Paraíba determinou o resultado.

É claro que o Corinthians tem muito o que comemorar, pois realmente tem encontrado peças muito interessantes e surpreendentes para seu elenco, como Danilo, Welder e William. Mas ainda é pouco, muito pouco…

As duas maiores torcidas do Brasil podem se empolgar. Seus times tem condições até de brigar pelo título. Mas é preciso calma, muita calma. Também não duvido que essa empolgação só dure por poucas rodadas.

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Assim que Ricardo Gomes foi demitido e o São Paulo resolveu dar uma chance para Sérgio Baresi, acreditei que isso poderia ser positivo para o time. Até fiz um post aqui para explicar esse raciocínio.

Mas esse otimismo da minha parte só viraria realidade se dessem respaldo e tempo para Baresi. Claramente não foi o que aconteceu. As derrotas vieram e agora parece que o São Paulo já busca novamente um técnico.

Vários nomes foram especulados*, mas nenhum parece realmente próximo de um acerto. Há quem garanta que a decisão já vai ser anunciada nesta quinta-feira, mas por enquanto só nos analisar quais seriam as melhores opções de treinadores para o São Paulo:

* = A especulação sobre cada técnico está linkada no nome deles abaixo

1) Abel Braga
É um técnico disciplinador, de pulso e vitorioso. Sabe motivar elencos e isso é uma das coisas que o São Paulo mais precisa no momento, já que toda a estrutura do clube parece acomodada.

O problema é que ele mesmo já admitiu que sua saída do Al-Jazeera é extremamente complicada. O Tricolor paulista também já sabe que precisa pensar em outras opções…

2) Paulo Autuori
Suas passagens recentes por Grêmio e Cruzeiro foram ruins, mas é inegável que ele tem qualidades. Já conseguiu algum sucesso no São Paulo e certamente teria a torcida ao seu lado, pelo menos no princípio. Traria alguma tranquilidade ao conturbado ambiente do time do Morumbi.

3) Tite
É um técnico subestimado no Brasil, talvez pelo seu jeito de falar, talvez por ser contido demais. Mas tem conhecimento tático de futebol e já tirou outro time grande, o Corinthians, do perigo do rebaixamento, que é o principal fantasma atualmente no São Paulo.

4) Silas
Apesar de ter errado demais recentemente no Grêmio, ele tinha mostrado, no 1º semestre, alguma qualidade. Seu trabalho no Avaí, no ano passado, também tinha sido ótimo. Aparenta ser um técnico inteligente e pode dar certo em um clube no qual ele já fez sucesso como jogador.

5) Dunga
Quem acompanha esse blog sabe que eu não era um dos maiores críticos de Dunga na Seleção Brasileira. Por isso creio que ele merecia uma chance para treinar um time no Brasil. Seu estilo sério e disciplinador pode trazer um bom choque para o São Paulo.

Entretanto, por problemas pessoais, parece que Dunga não tem a intenção de voltar a treinar em breve.

6) Sérgio Soares
Seria uma aposta, já que o atual técnico do Santo André é novo e nunca treinou um time grande. Porém, ele já mostrou que tem qualidades e pode assumir esse desafio.

Sérgio montou o time que surpreendeu no Campeonato Paulista com algumas jovens revelações, exatamente o que o São Paulo poderia tentar fazer agora.

7) Vanderlei Luxemburgo
Ele não desaprendeu a montar bons times, mas com certeza está em decadência na carreira. Além disso, tem um perfil que não agrada parte da diretoria são paulina, o que atrairia ainda mais confusão para um time que já está com o ambiente conturbado demais.

8) Antônio Lopes
Confesso que fui surpreendido por seus bons resultados no comando do Avaí, mas continuo duvidando de sua capacidade atual. Antônio Lopes já foi bom, mas o tempo dele passou e hoje ele não conseguiria tocar a renovação que o São Paulo tanto precisa.

9) Leonardo
Sua passagem pelo Milan foi no mínimo estranha e ele não parece disposto a exercer esse função novamente. Aparenta ter um estilo comedido demais, sendo que o São Paulo, no momento, precisa de um técnico mais enérgico. Pesa contra ele também a falta de experiência.

10) Toninho Cerezo
Seu trabalho como treinador é pouco conhecido no Brasil, mas a recente passagem pelo Sport já deixou sinais negativos. O único ponto forte que consigo enxergar em sua contratação é o fato dele ter uma história gloriosa como jogador do São Paulo, o que poderia acalmar a torcida.

11) Maradona
Prefiro ficar com as palavras de Leco para comentar esse boato absurdo que surgiu sabe-se lá como: “É dificil, porque o São Paulo quer ser dirigido por homens do futebol, e não de marketing. Ele seria bom em marketing, mas no próprio país dele existem treinadores de mais qualidade”.

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SALA DE IMPRENSA

A contratação de Mário Sérgio como novo comandante do Inter, no lugar de Tite, dividiu opiniões e até gerou uma contradição.

De um lado, Vitor Birner escreveu que ele “consegue fazer os times jogarem rapidamente e bem, mas apenas por breve período”. Do outro, Mauro Betting disse que Mário “foi infeliz quando teve pouco tempo em grandes clubes”.

Afinal, é ou não é um técnico que se dá bem quando precisa de resultados em um curto prazo? Trata-se de uma questão fundamental, afinal faltam apenas 2 meses para o fim do Brasileirão 2009.

O fato é que não são poucos os exemplos de passagens rápidas e sem sucesso do novo técnico do Inter: basta lembrar dele no São Paulo em 1998, no Atlético-MG em 2004, no Botafogo em 2007 ou no Atlético-PR em 2008 . Em todos esse times ele ficou pouco tempo e nada conseguiu.

Seus maiores feitos são pouco significativos, já que nunca levou um título e no máximo faturou um surpreendente vice-campeonato da Copa do Brasil com o Figueirense em 2007, quando passou um tempo maior no clube.

A avaliação de Mauro Betting é mais certeira. E também a mais preocupante para o torcedor do Inter.

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OLHO NELE

Marquinhos

Marquinhos

Clube: Inter
Posição: Meia
Idade: 19 anos
Altura: 1,73 m
Peso: 70 Kg

Quase todos estranharam a escalação do ataque do Inter na última rodada. O recém-chegado Edu foi colocado ao lado de Marquinhos, uma nova promessa das categorias de base do time.

 O estranhamento era normal: a revelação colorada tinha jogado apenas uma partida pelo Brasileirão até ali, não foi titular e sequer fez algo que merecesse uma chance repentina, em um jogo tão importante como aquele, contra o Goiás, vice-líder do Brasileirão.

Mas o garoto aproveitou bem a oportunidade, fez um golaço e uma ótima apresentação. Para quase todos era uma grande surpresa. Para quem acompanha as categorias de base do Colorado, nada mais do que o esperado.

Marquinhos tem se destacado desde cedo em Porto Alegre. Foi artilheiro do último Campeonato Brasileiro Sub-20 e um dos melhores jogadores revelados na Copa São Paulo de 2009.

Como meia ou como segundo atacante, ele sempre mostrou um bom faro de gol com sua canhota, com muita habilidade, chutes precisos e inteligência para usar sua força física.

Depois de ter se destacado entre os profissionais no último final de semana, Marquinhos terá que enfrentar uma dura concorrência para receber mais chances. O elenco do Inter tem boas opções, seja no meio-campo ou no ataque. Mas é melhor o Tite ficar de olho nele sempre que quiser surpreender.

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