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Posts Tagged ‘Vitor Birner’

A saída de Adilson Batista do São Paulo era mais do que esperada. Sua contratação já tinha sido estranha, absurda, e a demissão era questão de tempo. E esse tempo demorou até demais para chegar. Agora o “São Paulo perdeu o rumo, bem na hora em que era mais importante ter equilíbrio na corrida pelo hepta”, como escreveu Antero Greco. Para piorar, a diretoria ainda não resolveu se vai contratar um novo técnico ou se vai “manter Milton Cruz como interino” até o final do Brasileirão 2011.

A primeira opção é a mais difícil. Concordo com Arnaldo Ribeiro:  “o próximo técnico do São Paulo precisa ser um herói”PVC e Vitor Birner também escreveram sobre o perfil do substituto de Adilson: precisa ser alguém linha dura, experiente e que passe confiança para a torcida. Já não é fácil achar nomes assim normalmente. Em final de temporada, pior ainda. Por essas e outras que o mais provável é que Rogério Ceni fique como técnico do time até o final do ano. Achou estranho? Explico…

Como escreveu Sérgio Xavier, Milton Cruz na prática será o auxiliar de um técnico que estará em campo. Isso porque a liderança que Ceni exerce sobre o grupo é grande demais. E essa é a nova esperança são paulina para que o time se recupere.

Não é uma má ideia. Pode até dar certo. Mas o São Paulo precisa rever seu conceito de “dar certo”. Afinal, com toda essa confusão na reta final, conquistar uma vaga na Libertadores de 2012 já será ótimo.

E depois disso, o ideal seria que o clube revisse a situação da sua diretoria, que agora ficou ainda mais queimada e foi criticada por Alberto Helena Jr., Benjamin Back, Eduardo Tironi e qualquer torcedor com o mínimo de consciência.

Mas fato é que o São Paulo não briga mais pelo título do Brasileirão 2011. Quem briga? Isso é assunto para outro texto…

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Neymar deu mais um show, o resultado foi ótimo, a torcida fez a festa e os jogadores se empolgaram após o jogo. Esse é um possível ponto de vista para a vitória do Santos contra o Cerro Porteño por 1 a 0.

O time sentiu a falta de Ganso. Elano foi mal. Zé Eduardo é fraco e está pior que o normal. Rafael teve que fazer um milagre. E o Cerro, além de bem arrumado taticamente, conta com o perigoso Fabbro. Esse é outro possível ponto de vista para a vitória do Santos contra o Cerro Porteño por 1 a 0.

Não é preciso escolher necessariamente um dos dois. Fico com o meio termo e assim evito o oba-oba que muitos comentaristas fizeram por aí. O Santos ainda não está classificado para a final da Libertadores e precisa sim ter atenção contra o Cerro. Ao contrário do que escreveu, por exemplo, Marcelo Bechler, entendo que é possível sim apostar em uma eliminação do Peixe. Não serei eu a apostar, mas… cuidado!

Não trata-se de pessimismo. Na verdade o Santos tem vários motivos para ficar otimista. Há vários retrospectos e históricos que apontam para isso, como destacou Rodolfo Rodrigues.

O problema, bem observado por Vitor Birner, é que “nunca o Santos sentiu tanto a ausência de Ganso”. O problema é que há uma exagerada dependência de Neymar, como lembrou Sérgio Xavier. O problema é que “o jogo do Santos não fluiu” contra o Cerro, como disse Carlos Pizzatto. O problema é que o time paraguaio é bem estruturado taticamente e tem jogadores de qualidade, como mostrou Eduardo Cecconi.

Não são problemas demais para apostar cegamente na classificação do Santos? Creio que sim. E aqui não há vários pontos de vista…

Zé Eduardo
Zé Eduardo não é motivo demais para o santista já ficar preocupado na Libertadores?

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Como não poderia deixar de ser, a polêmica sobre aconfusão com Neymar virou tema de muitos blogs por aí. É evidente que a maioria criticou, mas também teve quem minimizou a questão, como Alberto Helena Jr. e Rodrigo Borges. Como discordo desta postura, preferi destacar textos de quem trouxe diferenciais sobre o assunto e enxergou a gravidade do problema.

  • Mais acostumado a analisar questões táticas do futebol, André Rocha usou da criatividade para apontar a solução para Neymar daqui pra frente. Clique aqui e leia mais.
  • Lédio Carmona implorou para que Neymar seja salvo, já que o atacante do Santos “foi engolido pelo monstro do deslumbramento”. Clique aqui e leia mais.
  • Leonardo Bertozzi fez um bom texto sobre o assunto e foi muito bem ao explicar que “o fato de (Neymar) ser jovem não pode ser justificativa para tudo”. Clique aqui e leia mais.
  • Paulo Calçade pediu dura punição para Neymar, que, como está escrito no texto, precisa realmente entender que ele não é maior do que o Santos. Clique aqui e leia mais.
  • Vitor Birner trouxe novas e interessantes informações sobre a confusão desta semana e opinou bem sobre o assunto. Clique aqui e leia mais.


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A Liga dos Campeões é, sem dúvidas, a competição de clubes mais importante do mundo. Considero que é também a mais interessante. Basta ver que, nesta temporada, mesmo antes da fase grupos, já tivemos ótimos jogos. Agora as chaves já estão sorteadas e a expectativa é grande para que a competição comece logo.

Enquanto isso, é sempre divertido analisar os times, discutir sobre os jogos, arriscar palpites e, consequentemente, queimar a língua. Como fiz na temporada passada, vou destacar aqui algumas previsões que já foram feitas por aí, apresentar as minhas e futuramente veremos quem acertou e quem escreveu mais besteira. Acontece com quem coloca suas opiniões em campo…

Grupo A
Inter de Milão, Werder Bremen, Tottenham e Twente

Não é um grupo da morte, mas está quase lá. Isso por causa da briga equilibrada entre os times que vão ficar logo atrás da Inter, com a segunda vaga. Fiquei até surpreso pela maioria absoluta dos comentaristas terem apostado no Tottenham. Até concordo com eles e acho que o time inglês se classifica, mas a briga vai ser feia. É melhor não descartar nem o Twente.

Só discordo de quem especula sobre as chances da Inter não ir para as oitavas, como o Vitor Sérgio: “A campeã Inter caiu em uma chave enrolada e precisa entrar ligada desde o ínicio”.

MEU PALPITE: Inter de Milão e Tottenham

Grupo B
Lyon, Benfica, Schalke 04 e Hapoel Tel-Aviv

Agora é a vez de concordar com o Vitor Sérgio, que definiu esse grupo como “o mais aberto”. Sem dúvidas. Fora o Hapoel Tel-Aviv, todos times têm um nível parecido e isso gerou discordâncias nos palpites.

Os comentaristas apostaram mais vezes em Benfica e Lyon, mas, como destacou Mário André Monteiro, “a classificação do Schalke é totalmente possível”. O problema do time alemão é a crise interna que parece atormentar o ambiente por lá.

No final, prefiro ficar com a teoria de Cassiano Gobbet: “O Hapoel é a bomba ambulante. Quem perder pontos para os israelenses, roda”.

MEU PALPITE: Lyon e Benfica

Grupo C
Manchester United, Valencia, Rangers e Bursaspor

O atual campeão turco e o tradicional time escocês podem até tentar surpreender, mas fica difícil não apostar que Manchester United e Valencia vão se classificar.

Marcos Felipe ainda escreveu que o Bursaspor pode dar trabalho e Lédio Carmona apostou mesmo no Rangers, mas na verdade a maioria foi pelo óbvio. Dessa vez eu também não creio em surpresa.

MEU PALPITE: Manchester United e Valencia

Grupo D
Barcelona, Panathinaikos, Copenhague e Rubin Kazan

“Barcelona se classifica até com time B”, definiu perfeitamente Thiago Dias. É claro que não há discussão sobre a classificação do time espanhol, mas pelo visto até a briga pela segunda vaga já tem um favorito: Rubin Kazan foi a aposta da maioria dos comentaristas. Realmente Panathinaikos e Copenhague estão em baixa…

“Os russos do Kazan se reforçaram com o brasileiro Carlos Eduardo e têm um elenco multinacional com o colombiano Noboa e o nigeriano Martins”, observou bem Cassiano Gobbet.

MEU PALPITE: Barcelona e Rubin Kazan

Grupo E
Bayern de Munique, Roma, Basel e Cluj

Absolutamente ninguém ousou palpitar em algo além de Bayern e Roma classificados. A dúvida fica apenas sobre quem vai passar em primeiro lugar. E aí eu tenho certeza que os alemães sobrarão também.

MEU PALPITE: Bayern e Roma

Grupo F
Chelsea, Olympique de Marselha, Spartak Moscou e Zilina

É um grupo tranquilo para um Chelsea que tem impressionado nesse começo de temporada. Sobre a segunda vaga, Lédio Carmona contrariou a maioria e apostou que o Spartak Moscou vai se classificar. Os outros preferiram manter a fé na tradição do time francês.

Observando as várias mudanças pelas quais o Marselha vai ter que passar nessa temporada, eu vou apostar na força do futebol russo, que tem me agradado demais ultimamente.

MEU PALPITE: Chelsea e Spartak Moscou

Grupo G
Milan, Real Madrid, Ajax e Auxerre

“Vinte títulos da Liga dos Campeões num só grupo”, chamou a atenção Vitor Birner. É impressionante mesmo. Com certeza é o “grupo da morte”.

No entanto, é curioso observar que ninguém apostou em zebra nessa chave. Ora, se é da morte, alguém tem que morrer. Como confio demais no trabalho do José Mourinho, vou escolher o Milan para ser surpreendido. Mesmo se contar com Ibrahimovic em breve, ainda será um time cheio de problemas. e de poucas soluções. Já o Ajax está pronto para virar a zebra da vez.

Thiago Dias deu algum indício de que poderia concordar comigo: “o problema maior é do Milan, uma incógnita na temporada. Milan ou Ajax? Não sei. Pulo essa”.

MEU PALPITE: Real Madrid e Ajax

Grupo H
Arsenal, Shakhtar Donetsk, Braga e Partizan

Não concordo com as análises de que o Arsenal terá tantas facilidades como alguns apontaram. Discordo, por exemplo, que o grupo seja “nada muito desafiador para os Gunners”, como definiu Leonardo Bertozzi. Mesmo assim, fica difícil não apostar no time inglês, que, aposto, terá dificuldades para confirmar seu favoritismo.

A briga pela segunda vaga é interessante, pois envolve muitos jogadores brasileiros que atuam por Shakhtar Donetsk ou Braga. O time ucraniano parece estar um passo à frente, tanto em campo quanto nas apostas de todos. Mas o clube português apareceu nos palpites de Felipe dos Santos Souza, Felipe Lobo, Lédio Carmona, Leonardo Bertozzi e Ubiratan Leal.

MEU PALPITE: Arsenal e Shakhtar Donetsk

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Para mim foi uma surpresa: sobraram defensores do Neymar depois que ele perdeu o pênalti na final contra o Vitória, nesta quarta. Assim não preciso nem me esforçar para apresentar argumentos a favor dele. Estão todos aí…

“O futebol de Neymar é assim. Não gosto de cobranças desse tipo, pois amplia a responsabilidade do atacante. Mas é o jeito do garoto, deve ser respeitado”, escreveu Paulo Calçade, sempre preciso.

“Torcedores e jornalistas costumam ser imediatistas. Se faz o gol é artista, se perde é moleque. Devagar com o andor”, criticou acertadamente Maurício Noriega.

“Se achei Neymar arrogante, displicente? Não. Isso mesmo: não. Ele sempre bateu pênaltis com ousadia (…). O que vimos ontem, um goleiro apostar que a bola virá no meio e ficar esperando, era questão de tempo”, minimizou  André Kfouri.

“Se a bola tivesse entrado, todo mundo diria que era irreverência. Como não foi gol, é irresponsabilidade. Nem uma coisa, nem outra”, observou Dorival Júnior, que foi bem demais ao defender seu jogador quando tantos outros técnicos o criticariam em público.

Alberto Helena Jr. , Carlos Pizzatto e Leandro Iamin também o defenderam.

Não concordo com tudo que foi escrito por aí. Acho apenas que a cavadinha é só mais uma técnica para chegar ao gol. Técnica para poucos, diga-se. Como disse Vitor Sergio, Neymar precisa treinar isso, pois errou e pagou um grande mico. Só não consigo concordar com quem foi extremamente radical sobre o assunto:

“Neymar fez graça. Não teve a intenção, todavia desrespeitou o Santos, que pretende ser campeão”, exagerou Vitor Birner.

“Ele está se achando demais e lhe falta um pouco mais de humildade”, criticou Benjamin Back.

“Neymar foi irresponsável, o Santos é grande e futebol, coisa séria”, disparou Mauro Cezar Pereira, esquecendo que futebol também é diversão e entretenimento. E, acima de tudo, não precisa ser padronizado.

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Foram poucas horas, nem todos jogadores estavam disponíveis e sequer existia uma comissão técnica para ajudá-lo. Assim Mano Menezes teve que montar sua primeira convocação na Seleção Brasileira. Por isso compreendo os Jucileis, Jeffersons, Edersons e outros detalhes estranhos dessa lista.

Entretanto, nem todo mundo entendeu isso. Alguns já classificaram Mano como “incoerente” e teve até quem já começou a plantar uma teoria da conspiração. Sacanagem. É preciso ir com calma nas críticas. Dentro desse conceito de paciência, escolhi os melhores comentários sobre a convocação do Mano.

  • André Rocha e Eduardo Cecconi analisaram taticamente o futuro do Seleção do Mano. Tudo baseado em um conceito que eu já tinha explicado aqui antes da convocação, mas os dois trouxram comentários ainda melhores. Clique no nome deles para ler mais.
  • Eduardo Tironi destacou a qualidade da maioria dos volantes convocados por Mano. Isso é fundamental, já que os jogadores dessa posição ganharam muita importância no futebol atualmente, como é explicado no texto. Clique aqui e leia mais.
  • Questões técnicas e táticas à parte, Marcos Felipe destacou vídeos interessantes de alguns dos convocados por Mano. Clique aqui e veja.
  • Paulo Calçade avalia a convocação pautado pela paciência que eu citei, e faz as análises de forma precisa. Clique aqui e leia mais.
  • Vitor Birner trouxe uma nova informação importante para o futuro da Seleção: Mano não teria um bom relacionamento com Elias, o que explicaria a convocação de Jucilei no seu lugar. É curioso se for verdade. Clique aqui e leia mais.

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Se o mundo fosse um lugar ideal seria legal apoiar as sugestões de Mauro Cezar Pereira e Flávio Gomes: ambos imaginaram como seria interessante se os técnicos cogitados para substituir Dunga na Seleção Brasileira se recusassem a assumir o cargo.

No entanto, é totalmente improvável que isso aconteça e o melhor a fazer é estudar quais dessas opções são as mais interessantes para ficar com a bomba de evitar um novo Maracanazzo a todo custo. É o que tento analisar abaixo, com a lista dos 11 treinadores que podem assumir o Brasil a partir de agosto:

1) Felipão
É o nome mais óbvio e mais citado. Por isso causa tanta polêmica. Vitor Birner, Cassiano Gobbet e José Ilan o citaram como melhor opção. Já Ubiratan Leal e Mauro Cezar Pereira levantaram questionamentos e desconfianças.

Pois eu concordo mais com o primeiro grupo, mas não acredito que Felipão aceitará o desafio. Afinal, tem pouco a ganhar: caso ele vença a Copa, dirão que ele só fez sua obrigação. Caso perca, queimarão tudo de bom que ele realizou em 2002.

2) Mano Menezes
Alberto Helena Jr. e Carlos Pizzatto disseram preferir o técnico do Corinthians no comando da Seleção. Quase me convenceram a concordar com isso, admito.

É um técnico que já foi muito elogiado aqui, mas também teve grande parcela de culpa pelo fracasso alvinegro na Copa Libertadores. Ainda parece não estar pronto, mas pode dar certo.

3) Leonardo
A Seleção precisa de um coordenador e talvez o nome ideal para esse cargo seria o de Leonardo, como eu já tinha comentado no twitter. Com experiência em cargos administrativos, bom relacionamento com a imprensa e conhecimento do futebol internacional, ele aliviaria a pressão do técnico do Brasil para 2014.

Porém, como treinador, sua contratação seria um erro. Seu trabalho no Milan foi apenas razoável e ele ainda é inexperiente. Talvez assuma como tapa-buraco para que alguém melhor venha em 2012, mas é um grande risco.

4) Vanderlei Luxemburgo
Há quem ainda veja nela um ‘técnico top’, mas só consigo enxergar sua decadência nos últimos anos. Luxa já teve sua chance na Seleção e a desperdiçou, até por questões extra-campo.

Agora, com seu especulado envolvimento exagerado com o pôquer e fracassos seguidos em clubes grandes, como Palmeiras e Santos, não é a hora de dar nova oportunidade para ele.

5) Muricy Ramalho
Existem notícias e comentários que o especulam para o cargo, mas duvido que a CBF o contrate. Afinal, mais do que nunca a entidade precisa de um bom relacionamento com a imprensa (leia-se Globo) e Muricy definitivamente não prima por isso.

6) Paulo Autuori
Seu nome tem sido pouco cogitado na imprensa, até porque ele ainda está no futebol do Catar, mas ele tem bastante do perfil que a CBF procura e é um candidato com grandes chances.

Veja bem: candidato com chances não é candidato bom. São coisas diferentes. O último trabalho razoável de Autuori foi em 2005, no São Paulo, e ainda assim com ressalvas. Enfim… não gosto da ideia, mas já começo a me acostumar com ela.

7) Ricardo Gomes
A ida do técnico do São Paulo para a Seleção tem sido razoavelmente especulada e sem dúvidas ele é outro que tem um perfil interessante na visão da CBF. Mas…

Como bem lembrado por Marcelo Barreto, é preciso sempre destacar que, como técnico específico da seleção olímpica, ele não conseguiu sequer classificar a geração de Diego e Robinho aos Jogos de 2004, em Atenas.

8) Dorival Júnior
O bom trabalho que ele tem feito no Santos passou a credenciá-lo como técnico de nível de Seleção, mas a verdade é que ele ainda está distante disso.

Aliás, o próprio Dorival admitiu que há gente mais capacitada do que ele. Concordo. E é preciso destacar que essa declaração só mostra como ele é inteligente, tem potencial e ainda pode vir a ser um treinador do alto escalão brasileiro no futuro.

9) Falcão
Uma entrevista recente de Ricardo Teixeira, no qual ele falou sobre renovação, fez com que o nome do comentarista fosse especulado. O presidente da CBF lembrou que Falcão trouxe novos nomes para a Seleção após a copa de 1990, mas “foi sacrificado”.

No entanto, é preciso lembrar, como fizeram Ubiratan Leal e Dassler Marques, que esse discurso de Teixeira não deve ser posto em prática, infelizmente. E, dessa forma, acabarão as chances de Falcão virar de novo o técnico do Brasil.

10) Abel Braga
É um técnico experiente e vencedor, que lembra o estilo de Felipão. Por isso já foi cogitado na imprensa. Mas o fato é que seu melhor momento já passou, atualmente ele está esquecido e dificilmente será convidado.

11) Caio Júnior
É brincadeira do Zagallo neh?!!!

Até o Joel Santana disse que pretende entrar nessa festa. Mas aí a brincadeira passa dos limites…

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Não faltam jeitos de tentar explicar a elminação vergonhosa da Itália na Copa do Mundo de 2010. Concordo com quase tudo que foi escrito… O óbvio é acusar Marcello Lippi pelo fracasso. O próprio técnico admitiu toda a culpa após o jogo.

Como Lédio Carmona escreveu, Lippi “apostou no que não tinha mais futuro” desde a convocação. Pior: durante o jogo, ficaram evidentes falhas táticas na defesa, como bem enxergou Vitor Birner. E as mudanças também falharam, pois “não fizeram a equipe jogar de forma ofensiva”, como observou PVC.

Algumas análises foram mais simplistas e diretas ao ponto, mas nem por isso menos verdadeiras: “na verdade, esse time italiano é muito fraco”, resumiu Alberto Helena Jr. Outros foram mais longe: “o fracasso da Itália reflete o que o país é hoje no futebol”, comentou Cassiano Gobbet acertadamente. Teve até quem dissesse que a Itália não é uma “seleção grande”, como Caio Maia – neste caso eu discordo, claro.

Itália do futuro
Se só pode sentir vergonha do seu presente, por outro lado, a Itália tem como esperar algo do seu futuro. Diferentemente do que escreveu Lédio Carmona, não creio que o futebol italiano está “sem renovação e sem sinais da mesma”. O cenário não é tão devastador assim.

Cesare Prandelli é quem vai assumir a Azzurra a partir de agora (aliás, foi outro erro anunciar sua contratação antes da Copa começar). Trata-se de um técnico de qualidade, que vinha comandando a Fiorentina com pulso e talento, e que terá pilares interessantes para convocar a Itália daqui pra fente.

Como goleiro, ele provavelmente ainda terá Buffon, que hoje tem 32 anos e ainda pode suportar 4 anos em bom nível. Na defesa contará com Chiellini, que se salvou na Copa, para ser a voz da experiência. Bonucci, Ranocchia e Bocchetti são zagueiros com menos de 23 anos que devem evoluir. Pelas laterais, eu apostaria em Santon e insistiria em Criscito.

O setor de meio-campo tem um problema maior. De Rossi poderia ser o grande nome, mas falhou contra a Eslováquia e pode ser queimado. Marchisio também decepcionou. Por outro lado, Montolivo correspondeu. Aqueles que podem surgir para o futuro são Candreva e talvez Giovinco.

No ataque, Prandelli pode dar um jeito de contar com os problemáticos Cassano e Balotelli, dar mais chances para Giuseppe Rossi, além de continuar a usar os já rodados Pazzini e Quagliarella.

Fica evidente que falta um grande craque, mas também é preciso não esquecer que novas revelações devem surgir ao longo dos próximos quatro anos. O futebol italiano não pode ser rebaixado por causa de uma Copa vergonhosa. O Brasil é logo ali! Com certeza a Copa de 2014 será melhor que a de 2010. Até porque pra ser pior…

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A falta de bons goleiros ingleses é um problema antigo da seleção de Fabio Capello, que já testou vários jogadores para a posição. Na estreia da Copa do Mundo, neste sábado, contra os Estados Unidos, o defeito voltou a aparecer: escalado como titular surpreendentemente, Green falhou e mostrou que esse pesadelo pode atrapalhar demais as chances de título da Inglaterra.

Agora é provável que aconteça uma substituição na meta inglesa. David James deve receber uma chance, já que Green vai ficar sem qualquer confiança para atuar. Aliás, isso indica um erro do técnico Capello: ele deveria ter passado mais segurança para algum goleiro inglês.

Não seria uma tarefa fácil. As opções são péssimas de verdade, como mostrou Vitor Birner. Mas o ideal teria sido manter sempre a escalação de um goleiro e bancá-lo no time titular até a Copa. Não foi isso que o treinador da Inglaterra fez e, sem essa confiança, quem entrou só de vez em quando jogou com medo e acabou falhando.

A Alemanha sofreu com um problema parecido na Copa, mas  o técnico Joachim Löw tratou a questão de forma diferente. Deu confiança para René Adler, que crescia de produção quando se contudiu e não pôde ser convocado. Foi azar, mas a questão foi bem trabalhada pelo técnico até então.

Voltando ao time inglês… após ser expulso contra a Ucrânia nas Eliminatórias, Green foi criticado e saiu do time. Aquele seria o momento de Capello bancá-lo e provavelmente a falha da Copa seria evitada.

Agora a Inglaterra tem um problema maior para resolver, que vai além da escalação: os Estados Unidos têm chances reais de se classificar em 1º lugar no grupo C. E boa parte da culpa disso é de Capello!

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Foi boa a estreia da Argentina. Foi interessante ver as mudanças que Maradona fez em seu time titular. Foi bonito ver Messi jogar o que sabe, como eu tinha previsto. Mas foi terrível taticamente a escolha por Tévez no lugar de Otamendi, já que isso colocou o canhoto Jonás Gutiérrez na lateral-direita.

As consequências dessa escolha errada são variadas e não fica só na “Avenida Gutiérrez” criada  pelo meia improvisado. Tudo isso traz outros problemas que podem minar o favoristismo da Argentina na Copa do Mundo.

Como PVC destacou, Mascherano fica sobrecarregado e não consegue fazer as coberturas da maneira adequada, até porque Verón joga mais avançado.

Outra consequência é o fato de Di María ser “obrigado a recompor o setor (defensivo) sem a posse de bola”, como comentou Paulo Calçade. O destaque do Benfica no Campeonato Português tem talento e deveria jogar com mais liberdade, como fazia quando Otamendi melhorava a marcação argentina.

André Rocha, Mauro Beting, Vitor Birner e Vitor Sergio também enxergaram todos esses erros no sistema tático de Maradona, que não é ruim, mas precisa de consertos. Entretanto, o técnico não comentou sobre o assunto após o jogo e só nos resta especular…

O problema é que, como Caio Maia escreveu, “a lealdade do Pibe a algumas figuras é dunguiana”. Ou seja, a fidelidade de Maradona com jogadores faz com que ele fique cego para algumas questões problemáticas. E assim Gutiérrez pode continuar no time e os problemas devem se repetir. É uma avenida longa, sem fim. Até quando?

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A vitória da Seleção Brasileira contra a Irlanda trouxe três tipos de comentários na imprensa: vários apontaram pontos fracos no time de Dunga, outros preferiram elogiar Daniel Alves e ainda tiveram aqueles que insistiram em pedir a presença de Ronaldinho Gaúcho na Copa do Mundo. Observemos:

Os ponto fracos
Os defeitos da Seleção são conhecidos de longa data. A fragilidade no setor esquerdo do time, com Robinho, Felipe Melo e um lateral improvisado, sempre preocupam. Dessa vez foi Vitor Birner quem destacou esse problema.

Outras questões estão mais relacionadas ao ataque: enquanto Leonardo Bertozzi reparou na “armação de jogo lenta e previsível” do time, Paulo Calçade comentou sobre o fato da Seleção praticamente só contra-atacar no primeiro-tempo do jogo.

Como concluiu Lédio Carmona, “gostaria de ver muito mais do que o padrão médio de exibição do Brasil de Dunga”. Assino embaixo.

Ronaldinho Gaúcho
Nem a vitória da Seleção fez com que os pedidos pela presença de Ronaldinho Gaúcho diminuíssem. O atacante do Milan foi assunto para PVC, Calçade, Bertozzi, Maurício Noriega e outros.

Já alguns preferiram enxergar o que parece cada vez mais claro para mim também: pouco adianta insistir, o Gaúcho não será convocado por Dunga. Lédio Carmona e Carlos Pizzatto, por exemplo, já desistiram dessa questão. Infelizmente, eles estão certos.

Daniel Alves
O lateral do Barcelona mais uma vez entrou bem no segundo tempo, jogando no meio-campo. O pedido agora é para que ele seja titular nessa posição.

Os argumentos vão desde o fator bola parada até o fato de que isso abriria uma vaga na Seleção, já que Elano ou Ramires seriam dispensáveis. Mas o melhor comentário ficou por conta de Vitor Sérgio:

“O meu medo é que o pedido de Daniel Alves como titular vire uma unanimidade. Pelo que já vimos, quando existe esse clamor é quase uma certeza de que Dunga não atenderá”. Perfeito!

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De acordo com o Lance!, a especulação sobre uma possível troca de volantes entre São Paulo e Santos virou realidade nesta terça. Sendo assim, Rodrigo Souto vai para o tricolor paulista enquanto Arouca vai para o Peixe.

Se for verdade, trata-se de um bom negócio para ambos. Explico: Rodrigo Souto no São Paulo vai trazer uma proteção que a defesa do time não tem atualmente no 4-4-2 de Ricardo Gomes.

Esse problema já foi apontado aqui antes e ficou ainda mais claro após a derrota para a Portuguesa no último final de semana. Em seus blogs, PVC, Vitor Birner e Dênis Gavazzi enxergaram as dificuldades de marcação no time.

Já o Arouca no Santos vai trazer uma saída de bola melhor para o time. Roberto Brum e Rodrigo Mancha são volantes que sabem marcar, mas carecem de técnica. Agora o Peixe terá mais técnica no meio-campo, setor já tão elogiado após o primeiro jogo do ano. Vide os comentários de Lédio Carmona e Benjamin Back.

A única diferença fica por conta da idade de ambos. Arouca, mais jovem, é mais valorizado no mercado. Mesmo assim, dá pra perceber que os rivais paulistas fizeram uma negociação bastante amigável para os dois lados.

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