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Posts Tagged ‘Vitor Sérgio’


Não faz nem duas semanas que escrevi neste blog sobre o Fluminense: “falta uma tática preparada, faltam estratégias ensaiadas e sequer existe uma formação titular definida”. Isso mudou um pouco durante duas semanas. Mas o Flu foi campeão da Taça Guanabara e essa conquista só serviu para provar como o time tem potencial para ser um dos melhores do Brasil em 2012. Afinal, se mesmo sem ser um time ainda, já conseguiu isso, imagina o que pode ser conquistado com o passar do tempo…

No mesmo texto em que critiquei o Fluminense, também o elegi como um dos dois melhores times do Rio de Janeiro. Com a vitória imponente sobre o Vasco, neste domingo, Abel Braga mostrou que sua equipe pode ser mais, pode virar uma das três melhores do Brasil, ao lado de Corinthians e Santos. Briga com Vasco, Inter e talvez São Paulo por essa condição. Mas tem um elenco melhor que os três. Só precisa de tempo para evoluir.

É claro que nem tudo é um mar de rosas nas Laranjeiras e os testes reais ainda virão na Copa Libertadores. Só com esses jogos sabremos como está realmente preparado esse time. Mas já há indícios que como fazer o time ideal do Fluminense e diversos comentaristas esportivos perceberam e analisaram isso…

Sala de imprensa
Acima de tudo, é preciso destacar a importância que o jovem Wellington Nem conquistou nesse Fluminense. E a palavra é essa mesmo: “conquistou”. Entre tantas estrelas, ele voltou de empréstimo e teve que batalhar para ter chances. Aproveitou cada oportunidade e “arrebentou com o jogo” contra o Vasco, como escreveu Pedro Venancio. E PVC também destacou sua importância, principalmente por ter disposição para marcar laterais.

Wellington Nem já tinha decidido contra o Botafogo

Outros jogadores também merecem elogios. Deco foi o protagonista na final. “É inteligente, tem uma visão de jogo incrível e um toque de bola refinadíssimo”, elogiou Benjamin Back. Bruno tem sido um coadjuvante importante, que poucos falam, mas é perceptível sua qualidade. Tem mostrado que não é jogador de time pequeno. E contra o Vasco não foi diferente. “Bruno teve uma participação fundamental na partida e o terceiro gol saiu de uma bela roubada de bola dos seus pés”, destacou também Benjamin.

Mas, independentemente dos talentos individuais, o que começa a se criar no Fluminense é um conjunto. “A tendência é o Fluminense brigando em todas as frentes”, como decretou Mauro Cezar Pereira. Em primeiro lugar, por encontrar uma formação que se encaixa bem, com Deco, Thiago Neves e Wellington Nem armando para Fred concluir. “Do meio pra frente é sair para abraçar os gols de Fred, aplaudir a ousadia de Wellington Nen, a decisão de Thiago Neves, e a categoria de Deco”, resumiu Mauro Betting.

Além disso, há a questão tática. Abel Braga escalou o time em um 4-2-3-1 que “beirou à perfeição”, como analisou André Rocha. Aliás, vale aqui também elogiar o técnico do Fluminense nas palavras de Vitor Sérgio: “Não é qualquer técnico que tem coragem de colocar um garoto criado em casa para jogar, mesmo tendo como opções jogadores mais experimentados e consagrados como Wágner ou Rafael Sóbis”. Ponto final. Ou quase…

Perigos
Se o técnico é bom, se existem jogadores decisivos, se a tática está definida e há inclusive um elenco forte, o Fluminense não tem problemas, certo? Errado: existem algumas armadilhas que podem minar o sucesso do time.

Um deles é o próprio ambiente interno no Fluminense. Caso Wagner e Rafael Sóbis, por exemplos, realmente virarem reservas, eles vão aceitar isso normalmente? Existem muitas estrelas para pouca constelação no Fluminense. Como Dassler Marques lembrou, Abel “precisará controlar um elenco com muitos jogadores de grandes objetivos pessoais”. Desafio difícil.

A defesa também carece de acertos. A contratação de Anderson foi inteligente, pois ele é um bom zagueiro, mas não mais do que isso. Ao lado de companheiros fracos e com a proteção de volantes questionáveis, não vai resolver essa deficiência do Fluminense. É capaz do time ter sempre que fazer cinco gols para superar os quatro sofridos. Nem sempre isso será possível…

E, acima de tudo, é preciso dar tranquilidade para Abel Braga. Era um absurdo falar de sua saída por causa de resultados na Taça Guanabara. O Fluminense precisa de tempo para ficar pronto. Em duas semanas já mostrou uma evolução incrível. Imagine então ao longo da temporada.

Podemos ver mais cenas parecidas com essa na temporada

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Atualmente a rivalidade entre Barcelona e Real Madrid parece mais uma guerra. E como em qualquer guerra, existem várias batalhas, com menos ou mais importância. Pois no último sábado, no Santiago Bernabéu, um jogo entre esses dois times entrou para a história. Não foi o final da guerra, longe disso. Mas foi uma das batalhas mais relevantes.

Isso principalmente por causa do bom momento vivido pelo Real Madrid até então. Esperava-se que o exército de José Mourinho finalmente conquistasse seu grande trunfo nessa guerra. Os guerreiros merengues tiveram tudo a seu favor, inclusive um gol marcado antes do primeiro minuto de jogo. Mas no final a brigada catalã levou a melhor e deixou a pergunta no ar: será que o Real realmente pode vencer essa guerra?

Por criar essa desconfiança a batalha deste sábado foi tão importante. E, como não poderia deixar de ser, os comentaristas se desdobraram para explicar como aconteceu tudo isso. O site inglês Zonal Marking fez uma ótima análise tática. Mas em português e com outros pontos de vistas também houve quem fizesse bons textos. Leia alguns e entenda mais sobre essa disputa, que já entrou para a história do futebol:

  • André Rocha foi bem ao detalhar a importância de Guardiola na vitória do Barcelona. Afinal, a versatilidade e a mudança tática do time foi fundamental para que a reação pudesse acontecer. Entenda.
  • Antero Greco abordou um ponto interessante, sobre o qual eu já tinha escrito até no twitter: o que passa na cabeça dos jogadores do Real Madrid? Há um fator psicológico importante no resultado dessa batalha. Leia mais.
  • Caio Maia abordou um aspecto importante: os erros que Mourinho comete ao enfrentar o Barcelona. Nem concordo 100% com a análise, mas claramente o português se equivoca em alguns conceitos nos clássicos. Entenda melhor. 
  • Futebol é movimentação. O Barcelona entende isso muito bem e PVC mostra o porquê. Ele explicou as mudanças pelas quais passou o time catalão e exaltou a importância disso para o futebol. Entenda o que ele chamou de “carrossel” ou “revolução”.
  • Entre vários assuntos, Vitor Sérgio observou algo importante: o Real Madrid até achou um jeito de bater o Barça, que é pressioná-lo. Mas não dá para fazer isso o jogo todo e por isso uma nova estratégia precisa ser encontrada. Saiba mais.

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Fàbregas

Certos conceitos são difíceis de entender no futebol. Por anos e anos o Barcelona teve a contratação de Fàbregas como a sua grande obsessão. A insistência foi tamanha que ninguém aguentava mais as especulações sobre isso. E agora, que a contratação finalmente foi confirmada, criaram o conceito que Fàbregas será reserva no Barça.

Como assim? Inadmissível! Depois de tanta insistência, depois de tanta chatice criada por essa transferência, exijo que Fàbregas jogue muito, com muita frequência. Sempre, eu diria.

Claro que Guardiola me diria, no entanto, que não é assim que as coisas funcionam. Que é preciso calma, que não é fácil encaixá-lo no time, que ele precisa se adaptar ao estilo do Barça e vice-versa. Leonardo Bertozzi, Gustavo Hofman, Vitor Sérgio e André Baibich, por exemplo, também pensam assim. Eles entendem que Fàbregas, pelo menos por enquanto, será reserva.

Não aceito! Fàbregas já tem um estilo de jogo que se encaixa no Barça, com passes precisos, movimentação e marcação forte. E a solução para ele entrar no time é bem simples: sai o atacante Pedro, Iniesta vai para a ponta, como faz na seleção espanhola, e abre um espaço no meio-campo para Fàbregas formar uma dupla fantástica com Xavi.

Claro que na prática isso ainda precisa ser treinado e sempre haverá uma rotação entre esses jogadores, fazendo com que ninguém seja exatamente titular ou reserva. Mas com a formação citada acima, com Fàbregas como titular, o Barcelona tem tudo para melhorar ainda mais. Se é que isso é possível…

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Quem assistiu a estreia da Argentina contra a Bolívia percebeu que os hermanos tentam imitar, sem sucesso, o Barcelona. Normal, muitos querem isso atualmente, já até escrevi sobre isso no iG Esporte. Mas não é fácil e ninguém conseguiu até agora. E os argentinos ficaram bem longe disso, como destacaram vários comentaristas – Caio Maia e Maurício Noriega, por exemplo.

Porém, nessa análise não basta dizer o óbvio. Afinal, todos sabem que Banega não é Xavi ou que Lavezzi não é Villa e que isso dificulta a imitação do Barça. Mas é preciso lembrar outras estratégias e detalhes que fazem do time catalão essa máquina tão invejada…

Como PVC destacou, falta um elo de ligação entre o meio de campo e o ataque da Argentina. É precisa fazer essa transição naturalmente. Caso contrário, Messi recua para buscar a bola e fica afastado do que mais sabe fazer, os gols.

Como Marcelo Bechler destacou, falta também valorizar a posse de bola: “A Argentina não valorizou a posse de bola, não teve passes curtos e pouco conseguiu colocar Messi no jogo”. Na verdade até existiram momentos em que os argentinos mostraram disposição para fazer isso, mas logo a afobação tomou conta do time, que passou a forçar passes e conceder contra-ataques.

Messi/ AFP

Não era difícil perceber que Messi ficava isolado em campo várias vezes

Como André Rocha e Vitor Sérgio destacaram, também falta tempo para implantar a filosofia que hoje domina o Barcelona. Não é qualquer um que chega no time espanhol e já entende essa proposta tão difícil de ser colocada em prática. Em uma seleção, com a pressão por resultado a cada jogo e com algumas semanas de treino, isso fica quase impossível.

Além do que eles citaram, lembro ainda da marcação por pressão, estratégia que há anos existe no Barcelona e atrapalha qualquer rival que o enfrente. A Argentina não fez isso e nenhum time do mundo consegue fazer algo parecido.

E há ainda a diferença enorme entre a qualidade defensiva de Barça e Argentina, que nem precisa ser muito analisada, está evidente…

Com tantos problemas, fica claro que a Argentina não vai conseguir imitar o Barcelona. Mas nem precisa disso pra ser campeã da Copa América. A seleção tem boas opções no banco, como Pastore, Aguero e Di María, que podem virar titulares e fazerem o time funcionar melhor. Aposto nisso. Aposto em uma Argentina que evoluirá na Copa América e será campeã. Mas jamais apostaria que ela vá chegar perto de ser um Barcelona…

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 “Acho que errei porque não comuniquei à diretoria a decisão de manter o afastamento do Neymar”. Para mim foi essa frase de Dorival Júnior que encerrou quaisquer discordâncias sobre a briga entre ele, a diretoria do Santos e Neymar. Conclusão: foi uma confusão absurda na qual todos erraram feio.

O problema é que alguns comentaristas esportistas e boa parte da opinião pública culparam apenas os dirigentes do Peixe o próprio Neymar por todo esse problema. É evidente que não foi isso. A frase do 1º parágrafo comprova que Dorival também se enganou

José Ilan, por exemplo, defendeu demais o técnico, classificando como “esdrúxula” e “fantasiosa” a versão do clube, que apontava o erro óbvio de Dorival. Já Carlos Cereto escreveu que “nada justifica a demissão do treinador campeão paulista e da Copa do Brasil”. Pois eu entendo que é justificável sim. O presidente Luiz Álvaro Ribeirou sentiu-se traído e, sem confiança, não há parceria que funcione. Normal.

É claro que “o Santos também poderia ter sido mais maleável”, como sugeriu Lédio Carmona. Mas não foi e ainda vai pagar caro por isso. Porém, isso não pode apagar alguns fatos , já que “Dorival Jr. falhou no controle de um grupo de talentos e egos”, como destacou Maurício Noriega.

E mais: PVC escreveu que, se Dorival for para o São Paulo, será um bom desfecho para o técnico. Não concordo. Isso só vai levantar ainda mais as suspeitas de que todos esses erros explicados acima foram uma forçada de barra para sair do Santos. Talvez porque tudo já estivesse acertado com o time do Morumbi.

Afinal, como Vitor Sérgio indicou, “é esquisito Dorival Júnior não brigar pelos R$ 2 milhões da multa recisória”. Enfim, seria uma sujeira feia, mas típica do futebol. Mas agora, de acordo com o mesmo PVC, parece que o São Paulo já descartou a contratação de Dorival. Menos mal!

Ao final, o que mais importa é: como Neymar vai reagir a essa situação? Quais serão as consequências dessa confusão? É claro que, assim como nos dribles, o jovem atacante pode nos surpreender. Porém, todos comentaritas, inclusive eu, concordam que a perspectiva é das piores. Tudo indica que Neymar é quem mais perderá com seu erro e com todos esses erros ao seu redor

 

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A Liga dos Campeões é, sem dúvidas, a competição de clubes mais importante do mundo. Considero que é também a mais interessante. Basta ver que, nesta temporada, mesmo antes da fase grupos, já tivemos ótimos jogos. Agora as chaves já estão sorteadas e a expectativa é grande para que a competição comece logo.

Enquanto isso, é sempre divertido analisar os times, discutir sobre os jogos, arriscar palpites e, consequentemente, queimar a língua. Como fiz na temporada passada, vou destacar aqui algumas previsões que já foram feitas por aí, apresentar as minhas e futuramente veremos quem acertou e quem escreveu mais besteira. Acontece com quem coloca suas opiniões em campo…

Grupo A
Inter de Milão, Werder Bremen, Tottenham e Twente

Não é um grupo da morte, mas está quase lá. Isso por causa da briga equilibrada entre os times que vão ficar logo atrás da Inter, com a segunda vaga. Fiquei até surpreso pela maioria absoluta dos comentaristas terem apostado no Tottenham. Até concordo com eles e acho que o time inglês se classifica, mas a briga vai ser feia. É melhor não descartar nem o Twente.

Só discordo de quem especula sobre as chances da Inter não ir para as oitavas, como o Vitor Sérgio: “A campeã Inter caiu em uma chave enrolada e precisa entrar ligada desde o ínicio”.

MEU PALPITE: Inter de Milão e Tottenham

Grupo B
Lyon, Benfica, Schalke 04 e Hapoel Tel-Aviv

Agora é a vez de concordar com o Vitor Sérgio, que definiu esse grupo como “o mais aberto”. Sem dúvidas. Fora o Hapoel Tel-Aviv, todos times têm um nível parecido e isso gerou discordâncias nos palpites.

Os comentaristas apostaram mais vezes em Benfica e Lyon, mas, como destacou Mário André Monteiro, “a classificação do Schalke é totalmente possível”. O problema do time alemão é a crise interna que parece atormentar o ambiente por lá.

No final, prefiro ficar com a teoria de Cassiano Gobbet: “O Hapoel é a bomba ambulante. Quem perder pontos para os israelenses, roda”.

MEU PALPITE: Lyon e Benfica

Grupo C
Manchester United, Valencia, Rangers e Bursaspor

O atual campeão turco e o tradicional time escocês podem até tentar surpreender, mas fica difícil não apostar que Manchester United e Valencia vão se classificar.

Marcos Felipe ainda escreveu que o Bursaspor pode dar trabalho e Lédio Carmona apostou mesmo no Rangers, mas na verdade a maioria foi pelo óbvio. Dessa vez eu também não creio em surpresa.

MEU PALPITE: Manchester United e Valencia

Grupo D
Barcelona, Panathinaikos, Copenhague e Rubin Kazan

“Barcelona se classifica até com time B”, definiu perfeitamente Thiago Dias. É claro que não há discussão sobre a classificação do time espanhol, mas pelo visto até a briga pela segunda vaga já tem um favorito: Rubin Kazan foi a aposta da maioria dos comentaristas. Realmente Panathinaikos e Copenhague estão em baixa…

“Os russos do Kazan se reforçaram com o brasileiro Carlos Eduardo e têm um elenco multinacional com o colombiano Noboa e o nigeriano Martins”, observou bem Cassiano Gobbet.

MEU PALPITE: Barcelona e Rubin Kazan

Grupo E
Bayern de Munique, Roma, Basel e Cluj

Absolutamente ninguém ousou palpitar em algo além de Bayern e Roma classificados. A dúvida fica apenas sobre quem vai passar em primeiro lugar. E aí eu tenho certeza que os alemães sobrarão também.

MEU PALPITE: Bayern e Roma

Grupo F
Chelsea, Olympique de Marselha, Spartak Moscou e Zilina

É um grupo tranquilo para um Chelsea que tem impressionado nesse começo de temporada. Sobre a segunda vaga, Lédio Carmona contrariou a maioria e apostou que o Spartak Moscou vai se classificar. Os outros preferiram manter a fé na tradição do time francês.

Observando as várias mudanças pelas quais o Marselha vai ter que passar nessa temporada, eu vou apostar na força do futebol russo, que tem me agradado demais ultimamente.

MEU PALPITE: Chelsea e Spartak Moscou

Grupo G
Milan, Real Madrid, Ajax e Auxerre

“Vinte títulos da Liga dos Campeões num só grupo”, chamou a atenção Vitor Birner. É impressionante mesmo. Com certeza é o “grupo da morte”.

No entanto, é curioso observar que ninguém apostou em zebra nessa chave. Ora, se é da morte, alguém tem que morrer. Como confio demais no trabalho do José Mourinho, vou escolher o Milan para ser surpreendido. Mesmo se contar com Ibrahimovic em breve, ainda será um time cheio de problemas. e de poucas soluções. Já o Ajax está pronto para virar a zebra da vez.

Thiago Dias deu algum indício de que poderia concordar comigo: “o problema maior é do Milan, uma incógnita na temporada. Milan ou Ajax? Não sei. Pulo essa”.

MEU PALPITE: Real Madrid e Ajax

Grupo H
Arsenal, Shakhtar Donetsk, Braga e Partizan

Não concordo com as análises de que o Arsenal terá tantas facilidades como alguns apontaram. Discordo, por exemplo, que o grupo seja “nada muito desafiador para os Gunners”, como definiu Leonardo Bertozzi. Mesmo assim, fica difícil não apostar no time inglês, que, aposto, terá dificuldades para confirmar seu favoritismo.

A briga pela segunda vaga é interessante, pois envolve muitos jogadores brasileiros que atuam por Shakhtar Donetsk ou Braga. O time ucraniano parece estar um passo à frente, tanto em campo quanto nas apostas de todos. Mas o clube português apareceu nos palpites de Felipe dos Santos Souza, Felipe Lobo, Lédio Carmona, Leonardo Bertozzi e Ubiratan Leal.

MEU PALPITE: Arsenal e Shakhtar Donetsk

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Não é difícil imaginar como seriam os comentários se o Brasil tivesse perdido para os Estados Unidos na estreia da Seleção do Mano: todos pediriam calma, paciência e minimizariam o resultado. Só não entendo porque essa cautela toda tem que ser esquecida agora que o bom resultado veio e estreia foi boa.

É claro que foi um bom começo, empolgou a todos e apresentou uma base promissora para os próximos importantes 4 anos. Isso é óbvio. Mas também é evidente, pelo menos para mim, que é muito cedo para ir além desses elogios.

Não consigo aceitar certos discursos. Falam em quem “salvou o futebol brasileiro”, destacam uma “personificação da revolução no escrete canarinho” e até que “foi perfeito”. Calma! Compreendo o que levaram todos a escrever isso, mas… salvação? revolução? perfeição? Ainda não vejo tudo isso. Não virei mano do Mano tão rápido.

Prefiro ficar com a cautela de outros. “É precipitado fazer qualquer conclusão sobre a nova Seleção Brasileira e foi apenas um amistoso”, escreveu Gustavo Hofman.

“Não nos esqueçamos de que a nossa motivação era nível 10, a do adversário perto de zero. Não nos esqueçamos de que o time americano é bom e respeitável, mas não é top”
, lembrou Décio Lopes.

“Análises mais profundas, coletiva, tatica e individualmente, serão feitas com o tempo, pois como disse, é apenas o primeiro de mais de 50 jogos”, minimizou Vitor Sergio.

Com esse tipos de análise é mais fácil se identificar. Afinal, mostra um equilíbrio maior independente dos resultados. É assim que deve ser analisada essa Seleção do Mano, ainda mais no começo de trabalho: com cautela, com equilíbrio e sem dar tanta importância ao placar final dos jogos. Seja vitória ou derrota do Brasil.

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Para mim foi uma surpresa: sobraram defensores do Neymar depois que ele perdeu o pênalti na final contra o Vitória, nesta quarta. Assim não preciso nem me esforçar para apresentar argumentos a favor dele. Estão todos aí…

“O futebol de Neymar é assim. Não gosto de cobranças desse tipo, pois amplia a responsabilidade do atacante. Mas é o jeito do garoto, deve ser respeitado”, escreveu Paulo Calçade, sempre preciso.

“Torcedores e jornalistas costumam ser imediatistas. Se faz o gol é artista, se perde é moleque. Devagar com o andor”, criticou acertadamente Maurício Noriega.

“Se achei Neymar arrogante, displicente? Não. Isso mesmo: não. Ele sempre bateu pênaltis com ousadia (…). O que vimos ontem, um goleiro apostar que a bola virá no meio e ficar esperando, era questão de tempo”, minimizou  André Kfouri.

“Se a bola tivesse entrado, todo mundo diria que era irreverência. Como não foi gol, é irresponsabilidade. Nem uma coisa, nem outra”, observou Dorival Júnior, que foi bem demais ao defender seu jogador quando tantos outros técnicos o criticariam em público.

Alberto Helena Jr. , Carlos Pizzatto e Leandro Iamin também o defenderam.

Não concordo com tudo que foi escrito por aí. Acho apenas que a cavadinha é só mais uma técnica para chegar ao gol. Técnica para poucos, diga-se. Como disse Vitor Sergio, Neymar precisa treinar isso, pois errou e pagou um grande mico. Só não consigo concordar com quem foi extremamente radical sobre o assunto:

“Neymar fez graça. Não teve a intenção, todavia desrespeitou o Santos, que pretende ser campeão”, exagerou Vitor Birner.

“Ele está se achando demais e lhe falta um pouco mais de humildade”, criticou Benjamin Back.

“Neymar foi irresponsável, o Santos é grande e futebol, coisa séria”, disparou Mauro Cezar Pereira, esquecendo que futebol também é diversão e entretenimento. E, acima de tudo, não precisa ser padronizado.

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Da mesma forma que muitos comentaristas esportivos se apressaram para comentar sobre a suposta ida de Muricy Ramalho para a Seleção Brasileira agora existem outros que estão cometendo o mesmo equívoco. Afinal, como Caio Maia opinou, “vale a pena esperar antes de comemorar a derrota de Ricardo Teixeira”.

O presidente da CBF errou feio e isso já está bem claro. Ele demorou demais para escolher o substituto de Dunga e ainda negociou com Muricy Ramalho sem avisar ao Fluminense. Mas não é novidade que trata-se de um incompetente que já deveria ter saído há anos do cargo que ocupa.

No entanto, ainda é possível que o técnico do Fluminense vá para a Seleção. Sobram informações de última hora que indicam isso. Até o próprio Tricolor Carioca já admitiu a possibilidade, caso a CBF resolva pagar a multa recisória, de acordo com a Folha de S. Paulo.

Não é difícil que Ricardo Teixeira queira desembolsar um alto valor para contar com Muricy na Seleção. Seria uma forma de calar todos seus críticos que já se apressaram em comemorar o vexame do presidente da CBF. Juca Kfouri, é claro, foi um dos primeiros a fazer isso. Paulo Calçade, Flávio Gomes, Vitor Sérgio e outros também já destacaram essa visão dos fatos.

Não os condeno. Não estão errados. Eu também comemorarei. Mas prefiro esperar um pouco mais…

ATUALIZAÇÃO ÀS 20h50: com horas absurdas de atraso, a CBF finalmente se manifestou oficialmente sobre o assunto e confirmou que Muricy não foi liberado pelo Fluminense.

Agora restam duas ações à entidade: pagar a multa rescisória do técnico ou achar alguém que aceite assumir como 2ª opção.

A derrota de Ricardo Teixeira está cada vez mais feia. Ficou difícil acreditar que ele vá se salvar nos acréscimos. Que ele pelo menos cumpra sua promessa de definir quem será o novo técnico da Seleção até segunda-feira!

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Foi boa a estreia da Argentina. Foi interessante ver as mudanças que Maradona fez em seu time titular. Foi bonito ver Messi jogar o que sabe, como eu tinha previsto. Mas foi terrível taticamente a escolha por Tévez no lugar de Otamendi, já que isso colocou o canhoto Jonás Gutiérrez na lateral-direita.

As consequências dessa escolha errada são variadas e não fica só na “Avenida Gutiérrez” criada  pelo meia improvisado. Tudo isso traz outros problemas que podem minar o favoristismo da Argentina na Copa do Mundo.

Como PVC destacou, Mascherano fica sobrecarregado e não consegue fazer as coberturas da maneira adequada, até porque Verón joga mais avançado.

Outra consequência é o fato de Di María ser “obrigado a recompor o setor (defensivo) sem a posse de bola”, como comentou Paulo Calçade. O destaque do Benfica no Campeonato Português tem talento e deveria jogar com mais liberdade, como fazia quando Otamendi melhorava a marcação argentina.

André Rocha, Mauro Beting, Vitor Birner e Vitor Sergio também enxergaram todos esses erros no sistema tático de Maradona, que não é ruim, mas precisa de consertos. Entretanto, o técnico não comentou sobre o assunto após o jogo e só nos resta especular…

O problema é que, como Caio Maia escreveu, “a lealdade do Pibe a algumas figuras é dunguiana”. Ou seja, a fidelidade de Maradona com jogadores faz com que ele fique cego para algumas questões problemáticas. E assim Gutiérrez pode continuar no time e os problemas devem se repetir. É uma avenida longa, sem fim. Até quando?

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Nada como um jogaço como Santos 3 x 4 Palmeiras para render boas discussões táticas e levantar até outras questões que vão além disso.

Entre os comentaristas esportivos, teve muita gente que preferiu não analisar esquemas e justificou a derrota do Peixe por questões psicológicas (PVC), más atuações individuais (Benjamin Back) e até porque o sucesso teria subido na cabeça dos jogadores (Gustavo Hofman).

Mas também teve quem optou por uma visão mais tática do jogo. O esquema ofensivo do Santos, no 4-3-3 com dois meias ofensivos, gera discussões sobre como Dorival Jr. deve escalar o time daqui pra frente.

De um lado, não faltou quem criticasse a ousadia tática do técnico santista. “Acho que o Santos carece de consistência no meio-campo e de uma zaga melhor”, argumentou Cassiano Gobbet.

“Ter apenas um jogador para marcar no meio é pouco. Talvez um outro volante ou até um terceiro zagueiro, dependendo da situação, possam ajudar”, pediu Lédio Carmona. A “segurança defensiva” também foi citada por Paulo Calçade.

Outros veem a situação de forma diferente e aceditam que, apesar da derrota, o time pode jogar assim futuramente. André Rocha, por exemplo, escreveu que “o 4-3-3 ultraofensivo é mais que viável, porém o time santista precisa saber manter a bola no ataque afastando o oponente de sua própria área”.

Vitor Sérgio completou: “Fica claro que o Santos pode vencer e conquistar títulos priorizando o ataque. Mas para isso precisa jogar “pro gol” os 90 minutos”.

Eu prefiro ficar com a primeira turma citada, pois acredito que um volante a mais deveria ser encaixado nesse time, no lugar de Marquinhos, sem problema algum. Mas o importante mesmo é valorizar a grande partida que o Santos fez contra o Palmeiras. Como Lédio escreveu, trata-se de um jogo que “merecia virar DVD”.

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