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Archive for the ‘Perguntas pré-Copa’ Category

Não são poucos os favoritos para a Copa do Mundo e não é fácil palpitar sobre quem será o campeão de 2010. Mesmo que três seleções pareçam melhores que as outras, sempre há um ponto fraco para apontar ou uma ressalva que precisa ser feita.

Outro fator que precisa ser levado em consideração é que nem sempre as seleções favoritas antes da Copa são aquelas que correspondem em campo. Em 2006, o Brasil decepcionou e a Itália fez o inesperado. Em 2002, o penta tupiniquim não era cogitado. Em 1998, em casa, foi a França surpreendeu. Em 1994, a seleção brasileira também não estava entre as mais cotadas. Tradição pesa, o favoritismo nem tanto.

Então, com essa dificuldade, o que é possível fazer por enquanto é analisar os principais candidatos ao título e ver quem tem mais condições de sair como campeão da África do Sul. Ah… e torcer para que a Copa comece logo. Como tem sido longa essa semana!

Veja abaixo em quais níveis estão as seleções favoritas ao título antes da Copa:

Sobra time, mas faltam detalhes
Brasil, Espanha e Holanda têm talentos individuais e já conseguiram montar um time bem estruturado. Com táticas bem definidas e jogadas bem treinadas, são equipes que devem ir longe. Mas com ressalvas.

Sobre os problemas do Brasil eu já comentei aqui. Já para as outras duas falta tradição. Elas já fizeram boas Copas, mas não souberam vencer. É claro que pode ser diferente dessa vez, mas é preciso desconfiar.

A Espanha realmente está entrosada. Até demais!
A Espanha realmente está entrosada. Até demais!

Sobra qualidade, mas falta recuperação
Argentina e Inglaterra vivem fases opostas e, por motivos diferentes, não podem ser consideradas seleções prontas para o título, com times bem estruturados, como Brasil, Espanha e Holanda.

Os argentinos estão invictos em 2010 e o provável time titular de Maradona, que já melhorou, tem tudo para crescer ainda mais durante a Copa com alguns ajustes. O grupo B, com Coreia do Sul, Nigéria e Grécia, é tranquilo, então os hermanos terão tempo para recuperação e evolução.

Já os ingleses estão em decadência. Estavam um nível acima até o final do ano passado, como escrevi aqui. Mas não dá pra ignorar todos os problemas que o time teve recentemente, entre polêmicas e lesões. Ainda é possível que a Inglaterra seja a campeã, mas eu não aposto mais nisso.

Haja entrosamento também na Itália!
Haja entrosamento também na Itália!

Sobra tradição, mas falta time
Itália e França com certeza fazem parte desse grupo. A Alemanha está melhor que as duas, tem um elenco de jovens que podem brilhar, mas ainda assim merece ser citada aqui.

Já italianos e franceses sofrerão basicamente por causa de seus técnicos. Eles poderiam ter feito convocações melhores e também devem cometer erros nas escalações. No entanto, como em 2006, eles não eram favoritos e chegaram às finais, portanto é melhor não duvidar que o filme se repita dessa vez.

Zebras
Fora as oito seleções citadas acima, outras não serão campeãs. Mas a Copa na África tem tudo para ser cheia de zebras. E não falo dos animais, típicos do continente. Falo de Portugal, EUA, Chile, Paraguai, Gana e Costa do Marfim.

As quatro primeiras são minhas principais apostas como surpresas no Mundial. As africanas também podem chegar, mais no embalo da torcida do que na organização dos times.

Veredito final: a pergunta do título tem que ser respondida. Não vou me esquivar. Aposto em um título argentino na Copa de 2010. O time de Maradona tem crescido durante o ano e evoluirá ainda mais na África do Sul. Como já escrito aqui, “o fora de série Lionel Messi vai finalmente aprontar das suas com a camisa da Argentina”.

Mas isso é só um palpite. O importante mesmo é que a Copa comece logo, as realidades apareçam e verdades possam ser analisadas. O Opiniões em Campo pretende acompanhar tudo diariamente através da seção Boletim Copa e das outras já existentes.

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Basta ler alguns dos posts do Opiniões em Campo sobre a Seleção Brasileira para perceber que não sou um dos maiores críticos do trabalho de Dunga. É claro que discordo algumas decisões dele e não gosto de sua postura com a imprensa. Mas acho que o técnico acertou mais do que errou nos últimos quatro anos.

Mesmo assim, admito uma contradição: não aposto que o Brasil vá ser hexacampeão na África do Sul. É uma das seleções favoritas sim, não deve fazer feio, mas algo vai faltar para o time nos grandes momentos.

Explico: a falta de variação tática é um dos principais motivos desse meu palpite. A Seleção pouco treinou mudanças no 4-2-3-1, que é eficiente, mas não pode ser opção única. O time precisaria, por exemplo, tentar jogar com um atacante no lugar de Elano, pela direita, em um típico 4-3-3. Mas Dunga praticamente não treinou isso  e dificilmente arriscará durante a Copa.

Após o amistoso contra a Tanzânia, na última segunda, Dunga colocou jogadores de mais velocidade em campo e disse ter uma variação tática. Não é assim. Em primeiro lugar, porque isso só mudo o estilo e a estratégia de jogo, não a tática em si. Em segundo, porque essa alternância pouco foi treinada. Funcionou contra a Tanzânia, que nada mais é do que… a Tanzânia, oras!

As escalações dos volantes e do lateral-esquerdo, mal conduzidas até aqui, são outros defeitos graves. Mais jogadores das posições poderiam ter sido testados, principalmente por causa do “risco Felipe Melo”, já comentado aqui desde fevereiro e até na semana passada.

Esses são só alguns dos pontos fracos que devem tirar a Seleção Brasileira da disputa pelo título. Mas reforço: eles não deixarão a equipe passar vexame. Até porque os pontos fortes também existem, como a defesa segura, a consistência tática, as jogadas aéreas e de contra-ataque bem trabalhadas, além do próprio talento individual de alguns jogadores.

Dessa forma, o Brasil deve cair nas quartas de final, diante de seus adversário mais provável nessa etapa, a Holanda. Antes, deverá ter o Chile como adversário.

Caso não se classifique como primeiro em seu grupo, o caminho muda e então a eliminação pode ser diante da Espanha, nas oitavas. O que ainda assim não seria vexatório, dependendo de como acontecesse, já que a seleção de Xavi, Iniesta, Fábregas, Villa e Torres tem o melhor elenco da Copa.

Como torcedor, é claro que ficarei decepcionado se meus prognósticos se confirmarem. Como jornalista, vou esperar para enxergar além do resultado. Infelizmente não é isso que vai acontecer por aí. Após a eliminação, virão críticas duras imediatas contra o Dunga e todo seu trabalho. Que, como dito no 1º parágrafo, não merece tudo isso. Pelo menos até aqui. Veremos após a Copa do Mundo…

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Em 2006, a Fifa oficializou um prêmio interessante para quem gosta de acompanhar as revelações do futebol: o troféu de melhor jovem da Copa do Mundo. Lukas Podolski foi o vencedor há quatro anos atrás com justiça, apesar de sua carreira não ter evoluído desde então.

O critério do prêmio é básico: o Grupo de Estudos Técnicos da entidade máxima do futebol vai analisar habilidade, estilo de jogo, maturidade tática e eficiência dos jogadores que tiverem no máximo 21 anos. Ou seja, aqueles nascidos a partir de 1989 e também os que completam aniversário após a competição.

Dessa forma, já possível apontar quem serão os principais candidatos dessa briga:

1º) Sergio Busquets (Espanha)
O volante do Barcelona completa 22 anos cinco dias depois que a Copa termina. Por pouco ele não fica fora da disputa. Mas, como está dentro, torna-se o favorito para o prêmio.

Ele fez uma temporada segura pelo seu clube e, com a não convocação de Marcos Senna, pode brigar por uma vaga no meio-campo. Não é fácil, já que concorre com Xabi Alonso e Fábregas, além de Javier Martínez. Mas ,caso consiga entrar no time, deve acrescentar muito a uma equipe fadada ao sucesso na África do Sul.

2º) Mesut Özil (Alemanha)
A princípio, o meia do Werder Bremen não precisa brigar por posição com ninguém. É uma das principais opções de criatividade na seleção alemã e tem tudo para dar conta do recado.

Ele impressionou desde que foi campeão europeu Sub-21 em 2009, sempre com habilidade e bons passes na sua perigosa perna esquerda. Agora, junto com seus companheiros, terá o desafio de superar os desfalques da Nationalelf e manter a tradição alemã em Copas. Difícil, mas ele tem talento para conseguir.

3º) Alexis Sánchez (Chile)
Não fosse por um provável encontro duríssimo nas oitavas de final e o Chile seria uma ótima aposta entre as seleções que devem surpreender na Copa. E um dos motivos para isso é exatamente Alexis Sánchez, jogador de 21 anos da Udinese.

Ele é um dos três atacantes que “El Loco” Bielsa utiliza em seu ofensivo 3-4-3. Com velocidade e uma habilidade fora do comum, ele só precisa provar que pode ser mais maduro e objetivo para levar sua seleção mais longe que as oitavas da Copa. É muito difícil, mas é melhor não duvidar.

4º) Altidore (Estados Unidos)
Com muita força física e personalidade, ele não parece ter a idade que tem. Com apenas 20 anos, Altidore já é um dos principais jogadores da seleção norte-americana, que, aliás, é outra equipe que tem grandes chances de surpreender na Copa.

Ele se destacou em seu país desde os 16 anos de idade e logo foi comprado pelo Villareal, da Espanha. Lá, pouco jogou, pois foi emprestado, mas já mostrou suas qualidades em times menores, como Xeréz e Hull. E na seleção nunca ficou devendo: foi um dos principais nomes da campanha brilhante da Copa dos confederações de 2009.

5º) Nicolás Lodeiro (Uruguai)
O Uruguai tem uma defesa razoável e um ataque poderoso. Mas o meio de campo é quase sofrível. “Quase” porque uma revelação recente pode trazer um diferencial ao setor e fazer com essa seleção contrarie meus prognósticos (e de muita gente) de ser eliminada ainda na 1ª fase. O jovem Lodeiro, de apenas 21 anos, é quem tem essa missão.

Seu principal momento na carreira aconteceu durante a Copa Libertadores 2009, que ele disputou pelo Nacional (URU). O time surpreendeu, eliminou o Palmeiras e só caiu nas semifinais. Depois, ainda vieram bons jogos pelo Mundial Sub-20.

Foi o suficiente para o Ajax contratar, em 2010, a revelação uruguaia que comandou aquelas boas campanhas. Agora é esperar para ver se ele consegue manter essa evolução…

6º) Carlos Vela (México)
O atacante do Arsenal atualmente tem 21 anos, mas seu nome já é comentado desde que ele tinha 16, quando ele foi artilheiro do Mundial Sub-17 de 2005. Desde então, ele demorou para mostrar um futebol que realmente impressione, mas o Arsenal e a seleção mexicana seguem acreditando que seus momentos de brilho podem se tornar mais freqüentes.

Eu não aposto tanto, mas é melhor não duvidar também. Nos amistosos pré-Copa, por exemplo, ele já exibiu sua grande capacidade de finalização. Ele também é rápido e possui alguma habilidade para dribles curtos. É uma promessa que ainda tem muito a provar, mas pode começar a virar realidade no Mundial da África do Sul.

7º) Dominic Adiyiah (Gana)
Após algum destaque em clubes inexpressivos como Heart of Lions-GAN e Fredrikstad-NOR, o grande momento de Adiyiah foi no último Mundial Sub-20: ele fez oito gols, levou a artilharia e o prêmio de melhor jogador, além do título, conquistado na final contra a Seleção Brasileira.

Logo depois, ele foi contratado pelo Milan e, apesar de ser pouco aproveitado no time italiano, chega como uma das promessas da seleção ganesa, recheada de bons jovens valores. Adiyiah ainda não é titular de Gana, mas, mesmo saindo do banco de reservas, pode ajudar a equipe africana a honrar seu continente na Copa.

8º) Toni Kroos (Alemanha)
Aqui é outro caso de jogador que se destacou cedo demais, teve dificuldades para brilhar entre os profissionais, mas agora começa a virar realidade. Kroos foi considerado o melhor jogador do Mundial Sub-17 de 2007, mas só na última temporada provou que pode ser um grande meia do futuro.

Com 20 anos, ele pertence ao Bayern de Munique, mas só conseguiu destaque de verdade pelo Bayer Leverkusen, ao participar da campanha em que o time liderou boa parte do Campeonato Alemão. Agora Kroos tem duas missões para que seu futuro corresponda às expectativas criadas há 3 anos: tentar virar titular e ajudar a sua seleção, além de voltar ao time que o revelou para provar que já não é mais só uma promessa.

9º) Kwadwo Asamoah (Gana)
O volante da Udinese é freqüentemente comparado com Essien, principal jogador de Gana, mas que não vai ao Mundial por causa de uma lesão. Com isso, Asamoah pode ganhar a concorrência no meio-campo e se destacar.

Talento para isso ele tem e já demonstrou tanto no Campeonato Italiano quanto no vice-campeonato da Copa Africana de Nações. Sabe marcar forte e ajuda bastante na saída de bola. Com ele e outros jovens talentos ganeses, a seleção africana pode ir longe na Copa do Mundo.

10º) Javier Pastore (Argentina)
É uma revelação recente que quase não foi para a Copa do Mundo, mas se tornou uma das apostas de Maradona para o Mundial. O problema é que, com quase 21 anos (fará aniversário durante a Copa), não vai ser fácil para ele conseguir oportunidades no setor ofensivo da Argentina, tão recheado de talentos.

Caso “El Diéz” resolva dar chances para Pastore, este poderá mostrar as mesmas qualidades que exibiu no Huracán, em 2009, e no Palermo, em 2010: habilidade, bons passes e ótima visão de jogo. Sem dúvidas, é uma boa aposta para o futuro argentino. Resta saber se vai ser útil também para o presente da seleção dos “hermanos”.

11º) Giovanni dos Santos (México)
Atualmente é difícil apostar no jovem mexicano, apesar dele ter apenas 21 anos. Isso porque Giovanni dos Santos despontou cedo para o futebol e não correspondeu. Após ótimos jogos nas categorias de base pela seleção mexicana, ele só decepcionou em suas passagens por Barcelona e Tottenham.

Após ser emprestado para Ipswich Town (!!!) e Galatasaray, o mexicano parece que reencontrou o futebol que lhe deu tanto destaque no passado. Com a camisa da sua seleção, ele tem moral e até faz bons jogos com mais regularidade. Então, olho nele na Copa do Mundo!

Além desses onze, outros jogadores que ainda podem surpreender e entrar na disputa são: Sotiris Ninis (Grécia), Badstuber (Alemanha), Kjaer (Dinamarca), André Ayew (Gana), Weiss (Eslováquia), Marko Marin (Alemanha), Obradovic (Sérvia) e Thomas Oar (Austrália).

Já deu para perceber que revelações não faltarão na Copa do Mundo. Agora o problema é do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, que vai escolher o melhor jovem da Copa entre todos eles.

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A partir do início de 2010, o Opiniões em Campo elegeu, mês a mês, quem foi o melhor jogador do mundo. Em janeiro e fevereiro, Rooney venceu. Em março, Messi levou a melhor. Abril e maio não tiveram posts (e me desculpo aqui por isso). Mas certamente os eleitos seriam Robben e Diego Milito, respectivamente.

Mas nada disso importa a partir de agora: a Copa do Mundo vai começar e é nela que veremos quem será o favorito ao prêmio de principal craque do ano, entregue pela Fifa no próximo mês de dezembro. É claro que os quatro citados acima saem na frente, mas, se qualquer outro conseguir desequilibrar na África, eles serão esquecidos.

Como PVC escreveu recentemente, “é injusto atribuir o prêmio da Fifa ao melhor da Copa, se ele é entregue historicamente ao melhor da temporada, no ano inteiro”. Mas é exatamente isso que acontece e não vai mudar dessa vez.

Sendo assim, Kaká, Cristiano Ronaldo, Sneijder, Ribéry, Eto’o, Xavi, Villa, Fernando Torres, Iniesta e Schweinsteiger ainda podem entrar na briga. Nenhum deles foi o melhor do mundo em algum mês do ano. Alguns dele sequer tiveram grandes momentos de destaque. Mas são essenciais para suas seleções e, caso brilhem, certamente se tornarão favoritos para o prêmio.

O que não dá pra fazer é ficar em cima do muro. Não é o costume deste blog e por isso vou arriscar: o fora de série Lionel Messi vai finalmente aprontar das suas com a camisa da Argentina. Com adversários fáceis na 1ª fase, a equipe de Maradona vai poder crescer durante a Copa e deve criar condições para a “Pulga” brilhar na fase final.

Claro que é só um palpite e, na verdade, o importante é saber que todos os citados acima são exatamente aqueles que têm maiores chances de faturar o prêmio individual do ano, mas que será decidido entre junho e julho. E para você, quem vai ser o craque da Copa?

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